Immortal Love

3 Second Act: Know your enemy


Notas iniciais
Inimigos ou amigos? Você decide...comentem^^

V. Phillips


Eu poderia ter ficado louco, mas ainda assim aquele mestiço me intrigava, era diferente de tudo que eu havia visto, não parecia com um humano, porém não agia como um ceifeiro, afinal acabará de ganhar seus poderes e ainda nem os conhecia mesmo assim decidi investigá-lo.

Um garoto simples, conhecia todos no bairro, trabalhava numa pizzaria como entregador, tinha uma banda de metal core, sabia tocar guitarra, baixo, violão, teclado e um pouco de piano, era bom em street dance e lutava bem, agora sim me parecia um garoto comum, mas ainda havia algo, pode parecer besteira, mas ainda havia algo que me intrigava, aquele garoto se fazia de humana mesmo sabendo que não era mais um... A minha única pergunta era: por quê? Por que ele estaria fazendo aquilo se poderia assaltar um banco, ameaçar pessoas, tomar o poder de um país ou talvez do mundo, mas não, ele cantava, cantava alto e claro que por mais vivos que estejamos nos sentimos mortos por dentro, era como me sentia desde uns 300 anos atrás, será que mesmo com tão pouco tempo de vida, ele já sentisse algo parecido? Será que não somos tão diferentes assim? Não! Ele é um mestiço nojento e eu um Ser Imortal, especial, com poderes além do que os outros imortais têm, eu sou um ser superior a ele, até na beleza! Ele era um garoto, um pouco mais baixo que eu, cabelo raspado nas laterais, e um moicano branco volumoso e nada liso que deixava o último fio cair sobre seu olho esquerdo, ele tinha sempre um sorriso no rosto, mas soava falso aos meus olhos, falando em olhos... Talvez fosse a única coisa bela nele, aqueles olhos verde mar e eram como o mar, um mar calmo e sem ondas. Ele tinha músculos, não como aqueles homens de academias, mas tinha músculos e o que mais chamava atenção eram suas varias tatuagens e seus inúmeros piercings que chegavam a assustar alguém não muito acostumado com isso, todos o chamavam de Kree, não era o nome dele obviamente um apelido, mas era o único nome por qual era conhecido ali.

Era como eu disse, ele era um humano, um humano diferente, mas a sua mente o tornava um, dias desperdiçados atrás de alguém que é comum, mas num dia finalmente ele me surpreendeu! Ele foi ao mesmo edifício abandonado em que nós separamos e estava treinando, treinou um, dois, três dias... Uma semana! Ele era incansável, todos os dias após o trabalho ele ia até lá, sua força já era elevada, agora se tornará... Sobre humana. Ele tinha superado os humanos, mas duvido que ele supere um Imortal, mas que jeito melhor do que testar na pratica, avistei um Imortal ao longe tentando me rastrear, seu símbolo estava escondido, mas nunca me mandaram alguém mais forte que eu e não me importo com o fim do garoto mestiço mesmo, eu me aproximei, ele estava sem camisa, seu corpo estava encharcado de suor, suas costas eram limpas de tatuagens exceto pelas correntes negras que envolviam sua cintura, ele estava machucado, cansado e aparentemente sofrendo com o vento frio da noite que se aproximava, ele fingia que não, assim como fingia não me ver ali na arvore acima de sua cabeça. Eu ativei meu símbolo Imortal para chamar a atenção do Imortal, logo ele apareceu em frente ao Kree e ativou seu símbolo, eu fiquei pasmo, sentia o símbolo dele tomar a cidade inteira, paralisei. Eu desativei meu símbolo Imortal e estava prestes a fugir, o garoto mestiço pegou uma espada de madeira a segurou firme com as duas mãos e olhos no fundo dos meus olhos sorrindo e dizendo: “O mundo não ia me agüentar se eu vivesse para sempre mesmo” e após isso correu para cima do General Imortal inutilmente, eu não podia deixar isso acontecer, não sei o porquê, mas algo me fazia querer ajudá-lo e eu fiz. Lutamos juntos, bravamente durante horas e mais horas até que vi a minha visão estremecer, conseguia ouvir as gotas de suor misturado com sangue caírem no chão, e como se eu estivesse frente a frente com o Kree eu podia ouvir perfeitamente as batidas de seu coração, estava no chão a beira do fim quando vi o Imortal levantar a mão, mas antes de abaixar completamente eu adormeci.

As luzes me cegavam, o teto estava longe demais, o chão frio demais, senti um arrepio tomando conta de mim, virei para o lado e vi Kree já sentado e observando algo que parecia um tribunal e provavelmente nos dois seriamos os réus! Eu ouvia uma voz um tanto familiar:

– Maldito, maldito, maldito! O que ele quer? Nós colocar de volta naquele inferno!? Ele já aprontou demais! Eu devia arrancar todos os órgão dele e queimar e dar a carcaça vazia para os ceifeiros fazer a festa! – Dizia o Rei dos Imortais se referindo a mim obviamente, ele estava furioso e eu não estava nem aí –

– Calma papai! Tenho certeza que vamos achar uma medida de acabarmos com essa praga sem sujar nossas mãos com sua imundice. – gemeu a princesa, tudo bem ela apenas disse, mas suas palavras pareciam gemidos com aquela voz fina e enjoada, se fosse só a voz –

– O que pensas que é? Por acaso quer que voltemos aquele lugar horrível e fiquemos lá mais milhares de anos!? – gritou o Rei –

– Tô nem aí – como sempre eu estava indiferente –

– Mas você também não ficaria preso lá? – intrometeu-se Kree, como era incomodo aquele garoto mestiço –

– Eu posso sair à hora que eu quiser esses babacas que ficam lá porque tem medinho de sair e serem punidos severamente. – debochei, mas quem não o faria eles eram mesmo babacas –

– Calem-se! Ambos estão errados e sendo julgados, são escoria para todos aqui, este mestiço imundo e inútil e esse traidor aqui são a pior escoria que habita esse lugar, você Sr. Vincent é o pior, pois além de ser um de nós você renega seu povo e nos amaldiçoa com suas rebeldias insolentes, você é pior que qualquer um! – dizia a princesa aos berros –

– Olha lá quem fala! A princesinha mimada, já trocou suas fraldas hoje? – novamente debochei daquela princesa enjoada –

– Ora seu... – a princesa iria me insultar, mas antes Kree se intrometeu novamente –

– Não Vincent, ela não é mimada, ela apenas tem um péssimo modelo, é uma vitima da situação, ela tem como pai um tirano cruel e insensível que não deixa a filha se relacionar com ninguém sem ser relação mestra – escravo, como poderia ela ser algo melhor? – ele disse a verdade, mas não deixava de ser irritante –

– Você não imagina a dó que eu tenho dela... – debochei novamente, mas dessa vez era das palavras do tolo Kree –

– Chega de conversa, seio o castigo perfeito para ambos... Papai, eu proponho que eles passem a serem escravos da família Crysin, na fazendo deles, e que sejam retirados os poderes de Vincent, já o mestiço não é necessário nenhuma ação, não é uma ameaça. – Disse a princesa –

– O quê!? Não! Tudo menos ficar com esse cara!!! – eu gritei desesperadamente, não podia acreditar, era tortura demais para mim -

– Ótima idéia minha filha! – Concordou o rei para meu total desespero –

– Ui! Agora ela vai tocar em mim. – zombei eu, mesmo sabendo que estava prestes a entrar numa fria, ela se aproximava respondendo me em seus pensamentos “infelizmente”, ela selou meu símbolo imortal e com ele a maioria de meus poderes e eu estava começando a adormecer, mas não antes de ver o Kree dizer:

– Pobre princesa, tenho pena de você, será que já não está na hora de parar de obedecer cegamente seu pai e tomar decisões próprias? – dizendo isso ele recebe um tapa da princesa, que estava vermelha, talvez de raiva ou talvez de vergonha o importante é que ele estava certo e bem... Ele a fez pensar. (risos)**

Nós dois desmaiamos ao mesmo tempo, mas eu pensava seriamente ou sonhava seriamente:

“Mesmo que eu não seja como antes, eu vou fugir disso e quando o fizer serei igual antes, porque ninguém muda o que eu sou me prendendo como um criminoso!”


Notas finais
Quem gostou comente, quem não diga o que está faltando ok?