Immortal Love
11 Ninth Act: Dark Past
Notas iniciais
L. Crysin
Estava tudo tão perfeito minha boca na boca do Vincent, meu corpo entregue ao dele, mas como dizem tudo que é bom dura pouco o clima foi quebrado pelas pigarreadas irritantes de meu pai, mas o pior tudo era aquela fumaça fétida de seu charuto cubano horrível eu tive que me separar do Vincent para tossir e ele o mesmo.
— Desculpa interromper os pombinhos, mas temos que iniciar o treinamento e já que além de escravo da família Crysin ele também é agora um membro dela o treinamento será muito mais especial! – ele sorria a cada palavra, seus olhos brilhavam e batia no peito com orgulho infelizmente só eu e ele sabíamos o que isso significava –
— O senhor vai me treinar? – perguntou Vincent batendo no peito de meu pai ironizando –
— Se você fizer isso novamente não vai sobreviver para isso. – disse meu pai e ele falava serio –
— Ok, ok – Vincent estava com medo, mas não o demonstrava –
— Não se preocupe garoto já teve uma amostra com o desafio dos Lobos Imortais, mas isso vai ser muito mais cansativo e doloroso que aquilo, afinal eu caço um deles por dia e só um porque quando eles me vêem eles correm! – ele tinha razão, não era algo que eu me orgulhava, mas ele tinha razão –
— Com poderes é fácil! – Vincent afirmou –
— É aí que você se engana moleque! Eu nunca uso meus poderes, sempre uso força física, eu esmago o crânio de qualquer um deles com apenas uma mão! – novamente algo que não me orgulho, mas a mais pura verdade meu pai era realmente muito forte –
— Me treine! – gritava Vincent de joelhos na frente do meu pai –
— Era isso que eu pretendia! – dizia meu pai feliz, mas um tanto confuso – Agora vá chamar aquele seu amigo!
— Chama você Lorraine é mais divertido! – Vincent me disse, era muito chato ele usar meu jeito nervoso para se divertir então decide me divertir um pouco –
— Muito bem, mas vamos fazer algo um pouco diferente! – Eu fui até a janela e rebaixei o decote alem de levantar um pouco o sutiã me debrucei sobre a janela e olhei para cima com um olhar bem sedutor lambendo os beiços – K vem aqui, eu tava precisando falar com você – eu disse meio que gemendo e vi K despencar do telhado com um sangramento nasal tão forte que quase me molhou –
— Lorraine! – gritou Vincent bem mais nervoso do que eu esperava, eu tinha que acalmá-lo –
— Ei calma eu só tava brincando com ele, além disso, isso é só uma amostra você vai ver tudo em breve – ele corou, ficou mais vermelho que o sangue do K, eu ria enquanto ele engolia seco –
Fomos lá fora atrás do K que havia caído em frente à varanda de um jeito bem engraçado: de bunda para cima e a cara enfiada no chão. Vincent não resistiu e jogou uma pequena bola de seu fogo roxo na bunda do K o fazendo pular e gritar.
— Vai levanta daí puta! – disse Vincent debochando do K –
— Ai! Por que vocês me odeiam tanto? – disse K acariciando suas próprias nádegas – (risos) *
— Não é ódio é amor, mas é que o amor dói sabe? – debochou Vincent fazendo todos rirem menos K é claro – Agora vamos o sogrão falou que vai nós treinar!
— Nádegas a declarar – Agora era a vez de meu pai debochar do pobre K e fazer todos rolarem de tanto rir –
V. Phillips
Kree levantou e seguimos Sr. Crysin até uma porta com uma placa bem grande escrita: “Keep out” (afastem-se).
— Abra-a Vincent – disse ele –
Eu tentei, mas sem esforço algum como se não estivesse nem aí... Eu na verdade não estava nem aí mesmo. Foi então que eu vi Kree correndo em direção a porta para atingi-la com ombro e colidiu com ela, porém a porta nem tremeu e ele deslocou o ombro.
— Deixe que eu arrume! – Eu disse e em um clack concertei o ombro dele –
— Ai! Mas que droga do que é feito isso!? – gritou Kree ainda sentindo dor –
— Um metal especial... Bem especial! – disse Sr. Crysin com uma voz de suspense e um olhar sorridente –
— É o mesmo material das portas do galpão lembra amor? Mas tem a metade do peso daquelas lá, achei que conseguiria! – disse Lorraine um pouco decepcionada por eu não conseguir abrir, mas fingindo não estar para não me deprimir –
Agora eu estava decidido a abrir aquela porta. Tentei novamente, mas agora com todas as minhas forças, eu tentava pensar no que seria da Lorraine se eu não tinha nem a metade da força dela como poderia protegê-la assim? Eu tentava, mas a porta se mexeu apenas alguns centímetros.
— Muito bem já chega vamos entrar! – Disse Sr. Crysin abrindo a porta com uma só mão e a fazendo bater com força na parede e voltar metade do percurso – Ora exagerei um pouco –
— Me ensine! – Eu falava como um bobo, mas era incrível a força dele e se eu tivesse tal treinamento com certeza seria muito bom –
— Garoto olhe para dentro desta sala e fique maravilhado! – eu o obedeci e quando olhei meus olhos com certeza brilharam mais que o sol! Era uma academia inteira com os melhores aparelhos todos feito com diversos pesos de diversos tamanhos, mas nenhum menor do que quinhentos quilos –
Infelizmente Kree não tinha tanta força assim e quando viu que o mínimo era demais para ele se sentou do lado da porta um tanto chateado, vendo isso Lorraine foi até ele.
— O que houve K? – ela perguntou –
— Só tem de no mínimo quinhentos quilos, eu só levanto uns trezentos no máximo! – ele afirmou ainda bem desanimado –
— Se quiser eu posso ser seu peso, afinal eu peso uns duzentos quilos. – eu disse para o espanto de todos... Quem imaginaria que aquele magrelo pesasse tudo isso – calma gente não precisa ficar tão assustado, meu peso mesmo é 49, mas por causa das almas que eu suguei fiquei com esse peso. – agora todos se acalmavam –
— Obrigado, mas não. Seria muito baixo e não me faria ficar mais forte, acho melhor eu tentar o de quinhentos mesmo. – ele disse apenas dei de ombros e fui treinar –
— Lorraine pega o de setecentos e cinqüenta ali no chão! – eu gritava já deitado na maca –
Ela o pegou e colocou na barra era bem pesado e quando o levantei Lorraine o segurava com uma mão me ajudando a subir e descer. Eu achei que ela ia soltar logo, mas quando vi que não o fazia a questionei do por que.
— Lorraine! Assim não dá pra treinar! – eu fui rude, mas direto –
— Eu só não quero que se machuque você falou que ia treinar até seu braço cair novamente, mas eu não quero que você fique daquele jeito por minha causa de novo! – ela falava com uma voz xoxa –
— Ei Lorraine se acalma, foi só uma brincadeira! Eu só quero ficar forte o bastante para te proteger, fica tranqüila ok? – eu a acalmei e ela soltou o peso e eu pude começar o treinamento de verdade, quando estava tinha acabado a segunda série de quinze eu reparei que o Kree ainda não havia conseguido sequer levantar o peso de quinhentos quilos –
Mas de repente ele se sentou e ficou um tempo meditando em frente ao peso, seus ombros ficaram relaxados e seu corpo estava totalmente desprovido de tensões e então ele se levantou pegou o peso girou a mão na barra e a levantou ate o joelho, suas veias saltavam seus músculos quase dobravam de tamanho ele ergue até o pescoço, agora suas pernas tremiam um pouco e foi então que ele conseguiu erguer até a cabeça, porém ele jogou o peso no chão, não resistiu a tudo isso e ajoelhou em frente ao peso sorrindo e fungando muito.
— Garoto você tem certeza que era um humano? – disse Sr. Crysin olhando um tanto assustado para o Kree que apenas fez que sim com a cabeça –
— É impossível levantar esse peso sendo humano! E sua alma de ceifeiro não está ativa teria de ter um treinamento para isso!
— Mas ele treinou! – eu interferi –
— Treinou? Quanto tempo? – questionou Sr. Crysin –
— Sei lá umas duas semanas eu acho! – eu respondi –
— Pouco tempo! Não daria nem para a alma de ceifeiro se fundir com a alma humana! Precisaria de pelo menos um ano de um treinamento muito especial, ou... – Sr. Crysin não completou sua frase, mas parecia pensativo –
— Mas Vincent disse que as minhas duas almas já estavam fundidas antes do meu treinamento! – Kree deixou Sr. Crysin ainda mais espantado ao dizer essas palavras –
— Isso é sério Vincent? – ele me questionou me deixando um pouco assustado com sua expressão –
— Sim, no segundo dia as duas almas estavam unidas! – eu afirmei –
— Qual é o seu nome moleque!? – Sr. Crysin perguntou ao Kree – O de verdade, não me venha com Kree!
— Cristian Lucker Taylor! – ele respondeu e deixou Sr. Crysin assustado, mas o mais intrigante é que esse Lucker me soou familiar –
— O quê!? Por um acaso você é filho de Esteban Lucker com Elizabeth Taylor? – perguntou Sr. Crysin e o nome Esteban Lucker ecoava em minha mente –
— Sim! Mas como conhece meus pais? – agora Kree também estava assustado e o nome do pai dele ainda ecoava em minha mente era tão familiar –
— Quem não conheceria seu pai! Ele foi um dos maiores Ceifeiros já existentes! Ele desvendou um modo dos ceifeiros aprenderem mais elementos além das sombras, era impossível não conhecê-lo muito menos a sua belíssima esposa, além de que ele era um grande amigo da família. Foi tão trágica a sua morte... Sua descoberta criaria uma raça de ceifeiros poderosos talvez um que fosse melhor e mais forte que o rei, talvez ele com sua descoberta e seus poderes inigualáveis já fosse mais forte que o rei e por isso o Rei dos Ceifeiros chamou um Imortal faminto por almas de ceifeiros e o ofereceu alguns benefícios e a alma de Esteban Lucker em troca da morte dele e o silêncio total do Imortal... – ele ia continuar, mas eu o interrompi –
— Desculpa interromper, mas por um acaso há algum imortal que coma ceifeiros além de mim?
— Não neste século! – a resposta do Sr. Crysin fez todos fazerem alguns segundos de silêncio –
— Você... Você matou meu pai! – gritou Kree apontando o dedo na minha cara –
— Mas eu nunca fiz contrato algum!
— Mesmo assim! Você o comeu!
— Não sei! Eu comi muitos ceifeiros sabia!
— É fácil descobrir, eu tenho uma ótima mão para sentir almas e a de Esteban vai ser familiar e a mais incomum aí então mão a obra! – interferiu Sr. Crysin tateando minha barriga –
— Má noticia garotos! Esteban Lucker foi assassinado e comido por Vincent Edward Phillips!
— Devia estar gostoso, os mais fortes são os mais gostosos! – eu disse meio sem pensar –
— Gostoso! Seu monstro insensível e cruel como pode falar isso na minha frente!? – berrava Kree chorando muito –
Ele corre lá para fora e some da minha vista. Lorraine se aproxima com uma cara nada feliz.
— Não querendo interferir, mas não acha que foi um pouco sem coração?
— Eu sou sem coração! As almas que eu comi tomaram conta dele por isso sou assim!
— Bom então é melhor elas se afastarem desse coraçãozinho porque agora ele é meu, certo? – ao dizer isso ela repousou a mão em cima de meu peito bem aonde estava meu coração e senti um calor dentro de mim e senti como se todas aquelas almas que consumiam e esmagavam meu coração saíssem de lá correndo e começassem a se alojar pelo meu corpo inteiro –
— O que foi isso? – eu questionei –
— Não sei! Mas sei que agora você está melhor e acho que já sabe o que fazer! – ela respondeu calmamente –
Sim eu já sabia o que fazer então me levantei e fui em direção ao meu objetivo.
“Meu coração era consumido pelas sombras, mas você é minha luz! Meu amor, traga me de volta a vida!”
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