Notas iniciais
Mais um... lembrando que depois do décimo teremos mais um cap especial

L. Crysin

Estava tudo tão perfeito minha boca na boca do Vincent, meu corpo entregue ao dele, mas como dizem tudo que é bom dura pouco o clima foi quebrado pelas pigarreadas irritantes de meu pai, mas o pior tudo era aquela fumaça fétida de seu charuto cubano horrível eu tive que me separar do Vincent para tossir e ele o mesmo.

— Desculpa interromper os pombinhos, mas temos que iniciar o treinamento e já que além de escravo da família Crysin ele também é agora um membro dela o treinamento será muito mais especial! – ele sorria a cada palavra, seus olhos brilhavam e batia no peito com orgulho infelizmente só eu e ele sabíamos o que isso significava –

— O senhor vai me treinar? – perguntou Vincent batendo no peito de meu pai ironizando –

— Se você fizer isso novamente não vai sobreviver para isso. – disse meu pai e ele falava serio –

— Ok, ok – Vincent estava com medo, mas não o demonstrava –

— Não se preocupe garoto já teve uma amostra com o desafio dos Lobos Imortais, mas isso vai ser muito mais cansativo e doloroso que aquilo, afinal eu caço um deles por dia e só um porque quando eles me vêem eles correm! – ele tinha razão, não era algo que eu me orgulhava, mas ele tinha razão –

— Com poderes é fácil! – Vincent afirmou –

— É aí que você se engana moleque! Eu nunca uso meus poderes, sempre uso força física, eu esmago o crânio de qualquer um deles com apenas uma mão! – novamente algo que não me orgulho, mas a mais pura verdade meu pai era realmente muito forte –

— Me treine! – gritava Vincent de joelhos na frente do meu pai –

— Era isso que eu pretendia! – dizia meu pai feliz, mas um tanto confuso – Agora vá chamar aquele seu amigo!

— Chama você Lorraine é mais divertido! – Vincent me disse, era muito chato ele usar meu jeito nervoso para se divertir então decide me divertir um pouco –

— Muito bem, mas vamos fazer algo um pouco diferente! – Eu fui até a janela e rebaixei o decote alem de levantar um pouco o sutiã me debrucei sobre a janela e olhei para cima com um olhar bem sedutor lambendo os beiços – K vem aqui, eu tava precisando falar com você – eu disse meio que gemendo e vi K despencar do telhado com um sangramento nasal tão forte que quase me molhou –

— Lorraine! – gritou Vincent bem mais nervoso do que eu esperava, eu tinha que acalmá-lo –

— Ei calma eu só tava brincando com ele, além disso, isso é só uma amostra você vai ver tudo em breve – ele corou, ficou mais vermelho que o sangue do K, eu ria enquanto ele engolia seco –

Fomos lá fora atrás do K que havia caído em frente à varanda de um jeito bem engraçado: de bunda para cima e a cara enfiada no chão. Vincent não resistiu e jogou uma pequena bola de seu fogo roxo na bunda do K o fazendo pular e gritar.

— Vai levanta daí puta! – disse Vincent debochando do K –

— Ai! Por que vocês me odeiam tanto? – disse K acariciando suas próprias nádegas – (risos) *

— Não é ódio é amor, mas é que o amor dói sabe? – debochou Vincent fazendo todos rirem menos K é claro – Agora vamos o sogrão falou que vai nós treinar!

— Nádegas a declarar – Agora era a vez de meu pai debochar do pobre K e fazer todos rolarem de tanto rir –

V. Phillips

Kree levantou e seguimos Sr. Crysin até uma porta com uma placa bem grande escrita: “Keep out” (afastem-se).

— Abra-a Vincent – disse ele –

Eu tentei, mas sem esforço algum como se não estivesse nem aí... Eu na verdade não estava nem aí mesmo. Foi então que eu vi Kree correndo em direção a porta para atingi-la com ombro e colidiu com ela, porém a porta nem tremeu e ele deslocou o ombro.

— Deixe que eu arrume! – Eu disse e em um clack concertei o ombro dele –

— Ai! Mas que droga do que é feito isso!? – gritou Kree ainda sentindo dor –

— Um metal especial... Bem especial! – disse Sr. Crysin com uma voz de suspense e um olhar sorridente –

— É o mesmo material das portas do galpão lembra amor? Mas tem a metade do peso daquelas lá, achei que conseguiria! – disse Lorraine um pouco decepcionada por eu não conseguir abrir, mas fingindo não estar para não me deprimir –

Agora eu estava decidido a abrir aquela porta. Tentei novamente, mas agora com todas as minhas forças, eu tentava pensar no que seria da Lorraine se eu não tinha nem a metade da força dela como poderia protegê-la assim? Eu tentava, mas a porta se mexeu apenas alguns centímetros.

— Muito bem já chega vamos entrar! – Disse Sr. Crysin abrindo a porta com uma só mão e a fazendo bater com força na parede e voltar metade do percurso – Ora exagerei um pouco –

— Me ensine! – Eu falava como um bobo, mas era incrível a força dele e se eu tivesse tal treinamento com certeza seria muito bom –

— Garoto olhe para dentro desta sala e fique maravilhado! – eu o obedeci e quando olhei meus olhos com certeza brilharam mais que o sol! Era uma academia inteira com os melhores aparelhos todos feito com diversos pesos de diversos tamanhos, mas nenhum menor do que quinhentos quilos –

Infelizmente Kree não tinha tanta força assim e quando viu que o mínimo era demais para ele se sentou do lado da porta um tanto chateado, vendo isso Lorraine foi até ele.

— O que houve K? – ela perguntou –

— Só tem de no mínimo quinhentos quilos, eu só levanto uns trezentos no máximo! – ele afirmou ainda bem desanimado –

— Se quiser eu posso ser seu peso, afinal eu peso uns duzentos quilos. – eu disse para o espanto de todos... Quem imaginaria que aquele magrelo pesasse tudo isso – calma gente não precisa ficar tão assustado, meu peso mesmo é 49, mas por causa das almas que eu suguei fiquei com esse peso. – agora todos se acalmavam –

— Obrigado, mas não. Seria muito baixo e não me faria ficar mais forte, acho melhor eu tentar o de quinhentos mesmo. – ele disse apenas dei de ombros e fui treinar –

— Lorraine pega o de setecentos e cinqüenta ali no chão! – eu gritava já deitado na maca –

Ela o pegou e colocou na barra era bem pesado e quando o levantei Lorraine o segurava com uma mão me ajudando a subir e descer. Eu achei que ela ia soltar logo, mas quando vi que não o fazia a questionei do por que.

— Lorraine! Assim não dá pra treinar! – eu fui rude, mas direto –

— Eu só não quero que se machuque você falou que ia treinar até seu braço cair novamente, mas eu não quero que você fique daquele jeito por minha causa de novo! – ela falava com uma voz xoxa –

— Ei Lorraine se acalma, foi só uma brincadeira! Eu só quero ficar forte o bastante para te proteger, fica tranqüila ok? – eu a acalmei e ela soltou o peso e eu pude começar o treinamento de verdade, quando estava tinha acabado a segunda série de quinze eu reparei que o Kree ainda não havia conseguido sequer levantar o peso de quinhentos quilos –

Mas de repente ele se sentou e ficou um tempo meditando em frente ao peso, seus ombros ficaram relaxados e seu corpo estava totalmente desprovido de tensões e então ele se levantou pegou o peso girou a mão na barra e a levantou ate o joelho, suas veias saltavam seus músculos quase dobravam de tamanho ele ergue até o pescoço, agora suas pernas tremiam um pouco e foi então que ele conseguiu erguer até a cabeça, porém ele jogou o peso no chão, não resistiu a tudo isso e ajoelhou em frente ao peso sorrindo e fungando muito.

— Garoto você tem certeza que era um humano? – disse Sr. Crysin olhando um tanto assustado para o Kree que apenas fez que sim com a cabeça –

— É impossível levantar esse peso sendo humano! E sua alma de ceifeiro não está ativa teria de ter um treinamento para isso!

— Mas ele treinou! – eu interferi –

— Treinou? Quanto tempo? – questionou Sr. Crysin –

— Sei lá umas duas semanas eu acho! – eu respondi –

— Pouco tempo! Não daria nem para a alma de ceifeiro se fundir com a alma humana! Precisaria de pelo menos um ano de um treinamento muito especial, ou... – Sr. Crysin não completou sua frase, mas parecia pensativo –

— Mas Vincent disse que as minhas duas almas já estavam fundidas antes do meu treinamento! – Kree deixou Sr. Crysin ainda mais espantado ao dizer essas palavras –

— Isso é sério Vincent? – ele me questionou me deixando um pouco assustado com sua expressão –

— Sim, no segundo dia as duas almas estavam unidas! – eu afirmei –

— Qual é o seu nome moleque!? – Sr. Crysin perguntou ao Kree – O de verdade, não me venha com Kree!

— Cristian Lucker Taylor! – ele respondeu e deixou Sr. Crysin assustado, mas o mais intrigante é que esse Lucker me soou familiar –

— O quê!? Por um acaso você é filho de Esteban Lucker com Elizabeth Taylor? – perguntou Sr. Crysin e o nome Esteban Lucker ecoava em minha mente –

— Sim! Mas como conhece meus pais? – agora Kree também estava assustado e o nome do pai dele ainda ecoava em minha mente era tão familiar –

— Quem não conheceria seu pai! Ele foi um dos maiores Ceifeiros já existentes! Ele desvendou um modo dos ceifeiros aprenderem mais elementos além das sombras, era impossível não conhecê-lo muito menos a sua belíssima esposa, além de que ele era um grande amigo da família. Foi tão trágica a sua morte... Sua descoberta criaria uma raça de ceifeiros poderosos talvez um que fosse melhor e mais forte que o rei, talvez ele com sua descoberta e seus poderes inigualáveis já fosse mais forte que o rei e por isso o Rei dos Ceifeiros chamou um Imortal faminto por almas de ceifeiros e o ofereceu alguns benefícios e a alma de Esteban Lucker em troca da morte dele e o silêncio total do Imortal... – ele ia continuar, mas eu o interrompi –

— Desculpa interromper, mas por um acaso há algum imortal que coma ceifeiros além de mim?

— Não neste século! – a resposta do Sr. Crysin fez todos fazerem alguns segundos de silêncio –

— Você... Você matou meu pai! – gritou Kree apontando o dedo na minha cara –

— Mas eu nunca fiz contrato algum!

— Mesmo assim! Você o comeu!

— Não sei! Eu comi muitos ceifeiros sabia!

— É fácil descobrir, eu tenho uma ótima mão para sentir almas e a de Esteban vai ser familiar e a mais incomum aí então mão a obra! – interferiu Sr. Crysin tateando minha barriga –

— Má noticia garotos! Esteban Lucker foi assassinado e comido por Vincent Edward Phillips!

— Devia estar gostoso, os mais fortes são os mais gostosos! – eu disse meio sem pensar –

— Gostoso! Seu monstro insensível e cruel como pode falar isso na minha frente!? – berrava Kree chorando muito –

Ele corre lá para fora e some da minha vista. Lorraine se aproxima com uma cara nada feliz.

— Não querendo interferir, mas não acha que foi um pouco sem coração?

— Eu sou sem coração! As almas que eu comi tomaram conta dele por isso sou assim!

— Bom então é melhor elas se afastarem desse coraçãozinho porque agora ele é meu, certo? – ao dizer isso ela repousou a mão em cima de meu peito bem aonde estava meu coração e senti um calor dentro de mim e senti como se todas aquelas almas que consumiam e esmagavam meu coração saíssem de lá correndo e começassem a se alojar pelo meu corpo inteiro –

— O que foi isso? – eu questionei –

— Não sei! Mas sei que agora você está melhor e acho que já sabe o que fazer! – ela respondeu calmamente –

Sim eu já sabia o que fazer então me levantei e fui em direção ao meu objetivo.

“Meu coração era consumido pelas sombras, mas você é minha luz! Meu amor, traga me de volta a vida!”

Notas finais
Bem é isso ai deem reviews e não economizem nas criticas kkk