Immortal Love
37 Musical Act: The Guillotine
Notas iniciais
C. Taylor
Eram mais de quinhentos imortais e eu estava sozinho, mas eu sinceramente não me importava com isso se morresse ali ou não meu coração já havia partido. Num galpão fechado e trancado eu continuava a batalhar inutilmente e a única coisa que eles queriam era minha cabeça para vendê-la ao melhor preço, mas acho melhor esses mercenários se armarem e começarem a atirar, pois eu não estou pra brincadeira ultimamente.
“Então trave e carregue,
Mercenários.
Eu vejo a fumaça no cume do monte,
Eles marcham, um por um.”
Não importa quantos eram ou os que faziam um a um vinham e um a um caiam! Eu estava exausto apenas força física não era o bastante e meu poder de sobra não era poderoso o suficiente cada vez mais chegavam e eu já estava caído no chão sem esperança sentia golpes de fogo, água, raio e algumas vezes apenas energia ou força física, mas eram tantos que tornavam a dor quase insuportável... Eu estava pronto para morrer.
Deitado ali fiz uma retrospectiva da minha vida calmamente e descobri que até foi boa, mas teve algumas coisas barra pesadas, por exemplo:
Minha mãe morreu no dia em que nasci nunca tive amor de mãe;
Meu pai foi assassinado na minha frente quando tinha apenas nove anos;
Sou mestiço de duas espécies nada humanas, mas cresci como um humano e nunca me adaptei ali;
Meu melhor amigo é o assassino do meu pai, mas ele estava certo ao matar meu pai porque meu pai fez muito mal a ele;
O amor da minha vida morreu;
Uma paixão surgiu, mas não sei ainda se vai virar algo ou não;
Boas ou ruins tudo isso me ensinou a ser forte e crescer. Kate morrer foi bom no aspecto que pude me desprender da minha vida como “humano” e também porque sofrer com isso está me deixando mais forte. Virar amigo do assassino do meu pai me fez ver como a vida pode ser cruelmente irônica e esse cara me fez enxergar o quanto eu reclamava a toa me mostrando que a dores muito maiores e que eu devo sorrir apesar de tudo. No fim das contas aprendi tanto com o Vincent e não ensinei nada a ele sempre achei que pudesse superá-lo, mas agora vejo que devia apenas apoiá-lo pena que talvez eu não sobreviva para dizer a ele que eu finalmente entendi. Ah entendi! Como sempre eu demoro demais para perceber!
Eu ouvi uma voz conhecida afinada, bonita, mas gritando em fúria com força e parecia até assustadora. Era Vincent? Mas como ele me achou? Como veio aqui? Porque veio aqui? Ele prometeu a si mesmo que não iria mais me salvar das minhas idiotices.
— Vincent? – exclamei –
Eu não o via, mas vi vários caíres diante do meu salvador. Todos pararam e armaram se para atacar novamente era um grande exercito e todos estavam preparados para morrer por esse maldito dinheiro.
— Kree... – era Vincent ele me levantou. Colocou a mão sobre o meu ombro e ficou ao meu lado esboçando um belo sorriso. – Sempre se metendo em confusão né?
— Pois é Kree novo é o mesmo Kree bobo – brinquei –
Ele me deu um tapa na nuca e se posicionou para a batalha agora sim a batalha vai começar ao som de uma canção.
“A batalha começou,
Adversários.
Nós nos banhamos em seu sangue,
O pior está por vir.
(Nós chegamos à um acordo)
Para matar o que nós começamos.
(Mate as máquinas)
Fomos gerados para lutar
No momento mais escuro.
Eles realmente precisam saber
Nós realmente temos que ir
(Lutamos para viver, lutamos por orgulho)
Eles realmente precisam saber
(Nós não vamos recuar, os fracos não vão sobreviver)
Nós realmente precisamos ir.”
Por mais que fossem diversos inimigos, por mais que eu estivesse exausto o que me dava forças, o que me manterá de pé era saber que meu irmão estava lá, ao meu lado. A noite se aproximava e nós continuávamos a lutar com cada vez menos inimigos, mas com a mesma força.
Nós estávamos escondidos, exaustos, encurralados, mas ainda sorriamos! Vincent fez sua nuvem de vapor e os cegou. A música que cantávamos tornou se um hino e seu refrão praticamente um grito de guerra.
“Nós ficamos aqui esta noite
(Não deixe que nos encontrem ou estamos mortos)
Prometa que você não vai sair do meu lado
(O lugar mais quente para descansar minha cabeça)
E quando o sol surgir, lutaremos
(Não deixe que nos encontrem ou estamos mortos)
Então prometa que você não vai sair do meu lado
(Siga os rastros de sangue até da sepultura)”
O vapor de Vincent se desfez nem ele mesmo aguentava mais lutar. Estávamos em cima do prédio imóveis e tínhamos ainda muitos inimigos.
- Melhor recuar são muitos! – eu disse –
- Não! Nós aguentamos sozinhos!
Com sede de vitoria Vincent me pedia para continuar eu também não era de desistir aceitei facilmente seu pedido.
“A fumaça sumiu,
Milhares estão destruídos.
(Eles mandam sinais, sem salvação)
Nós lutamos em lock-out.
A mira está pronta,
Armada com explosivos
(Espartanos aguentam sozinhos)”
Estávamos cercados por Imortais e sem nenhum poder sobrando. Minha energia sombria estava tão baixa que estava até mais magro a única chance era lutar puramente na força física.
- Eles estão hesitando em nos atacar por quê? – eu questionava pasmo –
- Hesitam porque temem. Temem a nós! Eram quinhentos agora são cem e serão reduzidos a nada! – gritava Vincent e como se isso ecoasse em meu peito eu gritei:
“Eles realmente precisam saber
Nós realmente temos que ir
(Lutamos para viver, lutamos por orgulho)
Eles realmente precisam saber
(Nós não vamos recuar, os fracos não vão sobreviver)
Nós realmente precisamos ir.
Nós ficamos aqui esta noite
(Não deixe que nos encontrem ou estamos mortos)
Prometa que você não vai sair do meu lado
(O lugar mais quente para descansar minha cabeça)
E quando o sol surgir, lutaremos
(Não deixe que nos encontrem ou estamos mortos)
Então prometa que você não vai sair do meu lado”
Na noite mais escura, no dia mais sombrio onde achei que meu fim finalmente tinha cegado, mesmo isso já tendo acontecido muitas vezes, eu percebi que uma pessoa sempre estaria ao meu lado e no final todos os inimigos cairiam, pois está força que vinha de dentro nos fortalecia e regenerava dez vezes a cada um segundo.
“Nós ficamos aqui esta noite
(Não deixe que nos encontrem ou estamos mortos)
Prometa que você não vai sair do meu lado
(O lugar mais quente para descansar minha cabeça)
E quando o sol surgir, lutaremos
(Não deixe que nos encontrem ou estamos mortos)
Então prometa que você não vai sair do meu lado”
Como Vincent disse no começo eram quinhentos, tornaram se cem e nós os reduzimos a nada! E sobre diante dos portões da saída e com sensação de missão cumprida partimos com gritando dentro de nós em nossos corações o fim da canção e da batalha.
Ataquem os portões,
Com ferrugem em seus equipamentos,
Eles procuram destruição
E matam os objetivos.
O final era glorioso, mas por mais que enchesse meu coração de alegria ainda sofria com a perda de Kate, mas por enquanto era melhor sorrir.
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