Notas iniciais
Alguém ainda esperava por um novo capítulo sair? Desculpa tê-los deixado na mão por meses, mas a história estava indo por um rumo que eu não queria o que é chato. Então apaguei todos os capítulos e comecei de novo. Esse é praticamente igual o prólogo original, com algumas alterações. Espero que gostem

14 de agosto de 1815

Eu permanecia sentada á sala de estar com meus pais.

Estávamos servidos de chá, bolos com manteiga e tortas, afinal, era meu aniversário de 17 anos, e como eu era a única filha de Henry Benson e Clara Benson, sempre fui cercada de mimos.

Meu pai falava do emprego, como sempre. Papai era médico, um dos únicos da região, por isso ganhava bastante atendendo pacientes em seus lares. Meu pai dizia que um salafrário, Ernest Wilkins, o tentara convencer a produzir remédios enganosos e ganhar muito dinheiro do povo. Meu pai recusou a oferta, claro. Meu pai, Henry Benson, era um homem estritamente de bem, ele ajudava os outros até mais do que podia, era meu maior exemplo e inspiração na terra; O tal de Ernest jurara se vingar de meu pai, por não ter aceitado sua proposta. Papai era o médico mais conceituado de todo o lugar, se vendesse remédios falsos com certeza ganharia um bom dinheiro. Mas com toda certeza Ernest Wilkins estava blefando... Bom, isso era o que eu esperava.

Logo, mamãe mudou de assunto. Ela odiava quando meu pai falava sobre trabalho. Foi quando Elizabeth, nossa criada, entrou na sala e falou que havia uns homens que queriam falar com papai. Ele, achando se tratar de negócios mandou os homens entrarem.

Entraram na sala dois homens altos e musculosos, que pareciam dois capangas, acompanhando um grisalho de meia idade magrela e baixinho. Assustei-me ao ver que os dois homens que o acompanhavam estavam com uma pistola presa ao cinto cada.

Quando percebi que o grisalho deveria ser o tal de Ernest, era tarde demais. Antes que eu pudesse gritar, ou implorar pelas nossas vidas, Ernest ordenou aos homens:

— Atirem! – e os barulhos de balas me ensurdeceram.

Aposto que os homens demoraram apenas alguns segundos para massacrar minha família inteira, mas parecia que durava uma eternidade. O tempo praticamente parou e o único barulho na sala antes tão delicada, lugar de nossas conversas e brincadeiras, onde derramei vinho no papel de parede era o de balas, entrando em nossos corpos sem nenhuma permissão.

Olhei para meu pai, haviam atirado em seu tórax, e seu olhar vinha diretamente para mim. Não sabia se ele já havia morrido ou se ainda estava vivo, mas nunca me esqueci daqueles olhos vindo em minha direção. Seu olhar sempre foi de um homem alegre, orgulhoso, mas naquele momento o olhar de meu pai se resumia á uma grande e silenciosa dor. A alma daquele homem brilhava mais que o sol, e agora estava desfalecida.

Quando não agüentava mais ver o corpo ensanguentado de meu pai, olhei para mamãe: Haviam dado um tiro certeiro em seu peito. Ao contrário de meu pai, minha mãe estava de olhos fechados, e seu rosto parecia sereno, como em todo o resto da sua vida.

Depois olhei para mim mesma, percebi que havia levado um tiro na barriga. Não havia sentido dor, por algum motivo, talvez pelo choque da situação. Mas sabia que aquele era meu leito de morte.

Foi quando Lexi Gardner, uma mulher viúva extremamente comum, nossa vizinha, entrou na sala. Os capangas e Ernest haviam ido embora.

Lexi correu até mim, lágrimas escorriam de seus olhos. Talvez por ver toda aquela situação, a sala ensanguentada, meus pais mortos, estirados...

A mulher colocou uma mão na minha testa e outra na ferida aberta na minha barriga, e começou a falar umas palavras que eu não entendia. Minha visão estava embaçando, e só conseguia ver ela em meu campo de visão. A mulher tinha uns quarenta e poucos anos, tinha cabelos bem loiros, olhos azul escuro e maçãs do rosto salientes. Foi quando apaguei, não via nada, e tudo se tornou apenas escuridão. Seus olhos azuis penetrantes foram a última coisa que vi antes de morrer pela primeira vez.

Notas finais
Apenas digam o que acharam. Ajuda muito.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.