Immortal
1 Immortal -Capítulo Único
Notas iniciais
Espero que gostam!
~Boa leitura.
Immortal
Capítulo Único
Era noite, a jovem garota andava apressadamente na floresta. As suas roupas estavam esfarrapadas e sujas, assim como as suas mãos e o seu rosto. Os seus pés estavam um pouco machucados. Os seus cabelos longos castanhos escuros desgrenhados. Protegia com seus braços, um antigo grimorio.
A jovem estava sendo perseguida por alguns homens. Na verdade, a jovem desconhecia o motivo da perseguição. A única coisa que lembra, depois da morte da sua mãe, de dois dias anteriores, foi abandonada pelos irmãos. Praticamente, expulsa da família, vendida. Isso pela ganancia deles, para ficar com toda a herança. As únicas que restaram foram a roupa do corpo, o medalhão dado pela sua mãe e o velho grimorio que está sendo protegido nas suas mãos.
Ela se escondeu entre as arvores, afim de despistar os seus perseguidores. A sua respiração ofegante, apertou o seu dedo indicador com seu polegar, uma mudra para acalmar. Não ouviu mais nenhuns passos ou barulho e saiu do seu esconderijo.
Andou até uma clareira próxima. Seus olhos se arregalaram ao avistar a figura que estava sentada a sua espera. A aura da figura era esmagadora a jovem sentiu o seu corpo tremer, a figura era mais alta que ela e o seu rosto e o corpo estava coberto com uma túnica preta. A figura levantou do tronco que estava sentada e caminhou ao encontro da jovem, que por instinto, deu passos para trás. Ele alongou o seu braço direito e segurou o queixo da garota com a mão, levantando para olhá-lo. Ela tentou desvencilhar do ato, ele apertou mais.
— Qual é o seu nome criança?- olhando para os olhos castanhos claros da garota.
— Cassandra. – falou olhando firme para figura.
— Você possui algo que eu quero. – falou com sua voz inexpressiva.
Cassandra abraçou ainda mais o grimorio contra o seu corpo, a figura riu do ato. Tirou as mãos da jovem, ficando um tempo estático. O barulho dos cascos, anunciava a chegada da tropa, a mesma que estava perseguindo a jovem. Eles o cercam em volta dos dois.
— Senhor, por favor entrega a jovem. – falou um dos cavalheiros. – Em nome do rei.
— Não posso entregar algo que me pertence. – falou com detém – Diga ao seu rei, que ela pertence ao Vincenzo Dodsdalen. – tirou o capuz revelando os seus cabelos loiros cinzentados.
Os cavalheiros ficaram em alerta com a revelação, sabiam quanto era perigoso ficar de frente a frente com o homem. Cassandra ficou a olhar para rosto do Vincenzo, aquela cicatriz perto do olho, fazia lembrar que o conhecia de algum lugar. Como o tempo parasse para ele.
— Senhor Dodsdalen, pediremos mais uma vez: entrega a jovem em nome do Rei.
Vincenzo olhou para Cassandra, que ainda olhava firme para ele. Mas não deixou de perceber, o movimento dos dedos da moça. Deu um sorriso de canto.
— Vou mostrar a minha resposta. – gargalhou – O seu rei irá aprender que não se deve contrariar Vincenzo Dodsdalen. – puxou a espada da bainha.
Nas mãos de Cassandra surgiu um circulo de luz, ao ser jogado para cima fez todos cegarem. Nesse momento, Vincenzo aproveita para atacá-los. Uma mancha de sangue manchava o verde da floresta.
O homem balança a sua espada, limpando o respingo de sangue que ainda restava antes de guardar na bainha novamente. Cassandra viu que poderia ser o seu fim, não haveria nada que poderia salvá-la. Conhecia um pouco de magia, devido a sua pouca leitura e pratica com grimorio. Pensou em lançar um encantamento de paralisia, que treinou dias atrás com um coelho. Levantou a mão para conjurar o feitiço.
— Você acha que isto vai realmente me segurar? – falou debochado – Minha criança não há nada que possa me impedir.
— O que você quer? – perguntou com uma voz oscilante – Não entregarei nada ao senhor. E também não sou a sua propriedade.
— Oras, também é valente! – riu – Deixa lhe explicar apenas uma vez: você me pertence, muito antes de você nascer. A sua mãe pode abandonar o clã e viver uma vidinha comum. – essa revelação deixou a jovem surpresa. – Também já sabia que algum dos seus descentes iria interessar e dominar a magia. Por que acha o motivo que aqueles homens queriam você? – Cassandra permanecia estática – Os seus adoráveis irmãozinhos lhe venderam por umas moedas de ouro.
— Eu seria queimada em praça pública. – falou em um tom baixo – Afinal quem é o senhor? Me lembro você próximo casa, anos atrás. A sua aparência nunca mudou.
— Você irá descobrir por conta própria. – sorriu – Terá muito tempo para isto. – deu as costas — Agora vamos.
Cassandra ficara um tempo parada, não moveu um passo. Como ela poderia acreditar naquele homem? Ele poderia matá-la em um piscar de olhos ou poderia entregar diretamente para o rei. Mas para onde que ela poderia ir? Voltar para casa? Os seus irmãos a venderam e acusou de ser uma bruxa. Respirou fundo, olhou para frente: Vincenzo a olhava por cima dos ombros.
Deu um passo para frente, afinal não havia nada perder.
Uma multidão andava apressadamente, transito confuso, construção arrojadas... coisas típicas da vida moderna. Ao meio da multidão, andava uma moça de cabelos castanhos escuros de tamanho médio, vestia roupas elegantes. Atravessou a rua apressadamente, para entrar no parque da cidade. Andou alguns metros para ponto de encontro.
— Não sei por quê você insisti me encontrar aqui? – falou assim que aproximou do homem elegante de cabelos platinados.
— Você não sente nostálgica? Afinal foi aqui começou a nossa jornada. – sorriu – Por sorte, foi a única parte que foi conservada da cidade. – fechou os olhos para sentir a brisa do outono.
— Não sei como lhe aguentei por esses séculos. – suspirou – Não tenho nenhuma lembrança boa daquele dia.
— Temos muito tempo para aguentarmos. –riu, levantou fechando o paletó do seu terno – Vamos temos mais um serviço para ser feito.
— Mais uns arruaceiros... – revirou os olhos – Serviço simples?
— Sim, afinal não estragarei o meu terno.- riu
O passo foi dado, não há como voltar para trás.
~Fim~
Notas finais
~Comentar não faz seu dedo cair. Isso só acontece para leitores que não comentam.
Beijos
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