Imensurável Noite e As Flores Da Vida
3 Azaléia
Notas iniciais
Por que choras, pequena Azaléia?
Se é a minha alma onde fere o maior pesar
E minha mente é golpeada cada vez mais forte
Com o passar dos dias vão ficando cada vez mais nítidas
As imagens que me abatem em culpa
Não chores, flor de outono
Pois quando as outras folhas caducam
Permaneces de pé em tuas pétalas banhadas em beleza
E peço teu dom, de crescer à meia-sombra
E lá manter-se
Ainda agora, que outras flores estão caindo
Preciso durar-me aqui contigo
E que quando todos os brotos desbotarem
Nossas pétalas estejam ainda vermelhas
Como o brilho magnífico do fogo que nos une
Não chores, Azaléia
Pois é em mim que angustia o erro
E se estiver ferida, delicada flor
Foi por meus espinhos que soprados por ventos inseguros
Rasgaram algumas de tuas pétalas
Deixe-me então agachar-me ao teu lado
E regar-te com novas alegrias
Para que aquele outono que te feriu
Seja esquecido no inverno que nos acolhe
Uma vez que a chegada do frio
É só uma oportunidade de nos aquecermos
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