Notas iniciais
Azaléia, como os poemas anteriores, permite a livre interpretação, embora minha intenção seja ressaltar, através de metáforas com flores e estações, relacionamentos que se vão enquanto o do eu lírico perdura, mesmo que numa fase onde erros por ele foram cometidos.

Por que choras, pequena Azaléia?

Se é a minha alma onde fere o maior pesar

E minha mente é golpeada cada vez mais forte

Com o passar dos dias vão ficando cada vez mais nítidas

As imagens que me abatem em culpa

Não chores, flor de outono

Pois quando as outras folhas caducam

Permaneces de pé em tuas pétalas banhadas em beleza

E peço teu dom, de crescer à meia-sombra

E lá manter-se

Ainda agora, que outras flores estão caindo

Preciso durar-me aqui contigo

E que quando todos os brotos desbotarem

Nossas pétalas estejam ainda vermelhas

Como o brilho magnífico do fogo que nos une

Não chores, Azaléia

Pois é em mim que angustia o erro

E se estiver ferida, delicada flor

Foi por meus espinhos que soprados por ventos inseguros

Rasgaram algumas de tuas pétalas

Deixe-me então agachar-me ao teu lado

E regar-te com novas alegrias

Para que aquele outono que te feriu

Seja esquecido no inverno que nos acolhe

Uma vez que a chegada do frio

É só uma oportunidade de nos aquecermos

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.