Imbranato
1 Capítulo 1
Estava em casa, sozinho. Sabia que ele não apareceria hoje. Kyo estava perdido em seus pensamentos. Como deixou que isso acontecesse? Como pôde deixar tudo fugir do controle? Não tinha respostas, afinal, não se pode escolher por quem se apaixona...Tudo havia começado naquele dia, tão bem guardado por Kyo...Aquele maldito beijo! Nunca entendeu aquela atitude de Iori. Estavam num beco, lutando, quando de repente, Kyo foi surpreendido pelos lábios do ruivo. Foi tudo tão do nada, que ele nem teve tempo de reagir... e simplesmente nem conseguiu. Pelo contrário, correspondeu. E se odiava por isso.
Foi quando os beijos mudaram. Foi quando os beijos pediram mais. E um tempo depois, já estavam transando. Esforçava-se para resistir a ele. Mas sabia que era impossível. Já nem lembrava há quanto tempo estavam juntos. Diga-se de passagem. Kyo nem sabia definir que tipo de relacionamento era aquele. No fundo...sabia que só se resumia a sexo, nada mais. Pelo menos da parte do ruivo...
Io non mi fidavo. era solo sesso
Ma il sesso è un’attitudine
Come il’arte in genere
E forse l’ho capito e sono qui
Tudo começou por um capricho teu,
Eu não ligava... era só sexo.
Mas o sexo é uma atitude,
Como a arte em geral,
E talvez eu tenha entendido e estou aqui.
Foi interrompido pela campainha tocando. Só podia ser ele.E de fato, era Iori Yagami. Lindo como sempre. Vestia uma calça preta, justa ao corpo, e uma camisa, da mesma cor.Tão logo Kyo foi abrindo a porta, já foi agarrado pelo mesmo. Iori parecia estar desesperado, como alguém que não tinha contato com outro há anos. Somente quando Iori parou de beija-lo que ele teve tempo de trancar a porta do apartamento.
-Seu louco! Quer que alguém nos veja? – Kyo reclamava, enquanto fechava a porta.
-Hum, e você se importa? – Iori retrucou, incomodado com a frase dele.
Kyo o encarou por um instante. Já estava cansado daquilo tudo. Não de Iori, mas da situação.
-Sim, me importo. Mas nada do que eu penso ou sinto faz diferença pra você. – Kyo, que estava em pé, de frente para o antigo rival.
-Do que está falando? – Iori perguntou, com a frieza de sempre.
-Nada. Deixa pra lá...é melhor. – Kyo, suspirando e cortando o assunto.
Virou-se de costas para o ruivo, que logo o abraçou por trás. Disse, sussurrando bem em seu ouvido:
-Hum, acordou de mau humor hoje?
-Não é isso... -Kyo respondeu, tentando se livrar daqueles braços que ele tanto ansiava.
-Que pena, porque eu conheço um jeito para mudar seu humor... –Iori dizia, lambendo a nuca de Kyo.
O moreno tentava se livrar dele, mas ele não conseguia. Simplesmente ele travava perante aquele homem. Como que Iori conseguia deixa-lo naquele estado? Ninguém conseguiu fazer isso, nem mesmo Yuki...
-Iori...-disse em voz baixa, tentando fazê-lo parar.
-Hum, o que foi? – Iori perguntou, sem parar.
Virou-se de frente para ele. Olhou fundo naqueles olhos que tanto o prendiam. E disse:
-Você veio aqui...para se divertir de novo?
Iori estranhou aquela pergunta. Ergueu uma das sobrancelhas em uma expressão de desconfiança e surpresa, e disse:
-Vim aqui porque tive vontade.
“Não é vontade de me ver, é apenas vontade de transar, só isso...somente sexo...” – pensava Kyo, sentindo um nó na garganta.
-Por que isso? – Iori perguntou.
-Porque...é somente sexo para você. Só isso. – Kyo.
-Sempre deixei isso claro. – Iori.
-Sim, deixou...mas...-Kyo.
-Mas o quê? Eu falei desde o começo que seria assim. E você concordou. – Iori, já se irritando com a insistência de Kyo.
-Eu sei, Iori...sei de tudo isso...
-Então não sei por que está agindo assim. – Iori.
-Por nada, Iori, por nada...-Kyo, desviando do assunto.
Scusa sai se provo a insistère
Divento insopportabile, io sono
Ma ti amo…ti amo…ti amo
Ci risiamo..vabè, è antico, ma ti amo
Desculpe, sabe, se tento insistir,
Me torno insuportável, eu sei...
Mas te amo ... te amo... te amo ...
É engraçado... vá lá, é antiquado, mas te amo...
Apesar daquilo, Iori o beijou, intensamente. Logo, os dois estavam abraçados, se dirigindo ao quarto de Kyo.
Já estavam deitados na cama, se deliciando em suas carícias. Kyo sentia as mãos do ruivo percorrerem por todo seu corpo, enquanto sua língua explorava cada canto de sua boca. Queria resistir, mas não conseguia. Sua mente e seu coração queriam que ele resistisse, mas o seu corpo dizia exatamente o contrário.
“Que droga, Iori! Eu...te odeio, pare de fazer isso comigo...tire essas mãos de mim, saia de cima de mim...tente sumir,como você sempre faz, mas não volte...por favor... Me tire desse sofrimento, dessa agonia...eu...não quero continuar, não desse jeito...eu...eu TE AMO...”
Gritava em seus pensamentos o que deveria gritar de vez. Queria gritar aquelas três palavras bem perto de Iori para ver se ele entendia...
Scusa se ti amo e se ci conosciamo
Da due mesi o poco più
Scusa se non parlo piano
Ma se non urlo muoio
Non so se sai che ti amo..E desculpe se te amo e se nos conhecemos.
Uns dois meses ou pouco mais.
E desculpe se não falo baixo.
Mas se não grito, morro.
Não sei se sabe que te amo .
Iori já tinha se livrado da camisa e estava lambendo o pescoço de Kyo, enquanto uma de suas mãos acariciava o membro semi-ereto de Kyo por cima da calça que usava.Era impossível não se excitar com aquilo... Kyo tentava, buscava pensar em outra coisa, tentava se distrair...mas era impossível. Iori sabia como deixa-lo sem reação, e totalmente entregue a ele.
E o ruivo desceu as lambidas, até os mamilos de Kyo. Lambeu-os, hora ou outra os mordiscando. Continuava, mesmo já percebendo que Kyo estava excitado, assim como ele.Sorriu sexy, percebendo que estava no domínio da situação... como sempre. Porém, seu sorriso mudou logo que percebeu que Kyo estava diferente naquele dia...Parou o que fazia, e o encarou.
-O que foi, Kyo? – arriscou perguntar.
-Já disse que não é nada. Pode continuar o que estava fazendo. – Kyo respondeu, desviando o olhar.
Iori começou a se irritar. Saiu de cima do corpo do rapaz, e sentou-se na cama, de costas para ele.
-Já ficou irritado...-Kyo disse com naturalidade.
-Não, nem um pouco. – Iori, irônico.
-Ficou sim, Iori. Você sempre fica quando toco naquele assunto de alguns minutos atrás. – Kyo, que continuava deitado, porém, de costas para o ruivo.
Iori suspirou e disse:
-É que você sempre diz a mesma coisa, faz as mesmas perguntas. Isso me irrita.
-...- Kyo, que apenas ouvia.
-Não devo satisfações sobre o que eu faço.- Iori.
-Não mesmo, por isso eu desisti. Por isso que eu não quero mais saber. – Kyo.
O quê? Kyo disse... “desisti”? Iori começou a estranhar. Geralmente Kyo se entregava facilmente a ele, o deixava fazer o que quisesse. Era seu brinquedinho, sua diversão. E agora estava questionando? De fato, não era a primeira vez. Mas fazia tempo que ele não tocava naquele assunto.
-Desistiu do quê? – Iori perguntou.
-Desisti de saber o que você pensa, o que você sente. Desisti de tentar arrancar alguma palavra sua. Vai, faça o que quiser. –Kyo respondeu, na mesma indiferença que Iori o tratava.
Aquela situação estava deixando o ruivo intrigado. Parecia que Kyo estava cansado daquela situação, que ele queria algo...Virou o corpo de Kyo de frente para ele, bruscamente.
-Fale. Estou me cansando de suas meias palavras. – Iori, o encarando com raiva.
Kyo respirou fundo, e sentou-se na cama. Encarou Iori com o mesmo olhar. E disse:
-Adianta eu falar alguma coisa? Não vai adiantar. Se eu disser tudo que está entalado aqui dentro, você certamente vai pegar as suas coisas e ir embora...como você sempre faz quando me usa...- diz a última frase num tom mais baixo.
-Se isso te incomoda tanto, por que continua se entregando a mim? – Iori perguntou, mais desconfiado do que antes.
-...porque eu...- Kyo parou.
-Por que você o quê? Anda, fala de uma vez! – Iori, mais irritado do que antes.
-PORQUE EU TE AMO! E gosto da idéia de ter você somente para mim, nem que for por um instante...-Kyo, que finalmente conseguiu dizer.
Scusami se rido, dall’imbarazzo cedo
Ti guardo fisso e tremo
All’idea di averti accanto
E sentirmi tuo soltanto
E sono qui che parlo emozionato
E sono un imbranato!
E sono un imbranato!
E desculpe se rio, me entrego ao embaraço.
Olho pra ti fixamente e tremo.
À idéia de te ter do meu lado.
E me sentir somente teu.
E estou aqui e falo emocionado.
E estou apaixonado!
E estou apaixonado!
Iori ficou boquiaberto. Não esperava ouvir aquilo de Kyo. Uma coisa dessas nunca havia se passado em sua cabeça. Agora sim, ele percebera o estrago que havia feito em seus planos iniciais. Na verdade, sempre encarou a situação como diversão. Sentia-se atraído por Kyo...mas só fisicamente. Ou, pelo menos era o que ele achava. Sempre se perguntou por que o beijou naquele dia e por que começara tudo aquilo. Mas, como era parte do seu jeito, apaixonar-se nunca havia estado em seu vocabulário.
Ficou ali...tentando reformular o que Kyo havia dito.
-O que foi? Eu sabia que você não ia responder. Agora você vai pegar as suas coisas e vai embora. – Kyo, interrompendo aquele furacão de dúvidas que invadira a mente do ruivo.
-Kyo...você...você está louco! Só pode ser isso...- e foi tudo que Iori conseguiu dizer.
-Louco? Diz isso porque não é você que está aqui, sentindo o que estou sentindo! – Kyo dizia, sentindo os olhos se encherem de lágrimas.
Mas, não chorou. Permaneceu forte.Iori não sabia o que dizer. E foi por essa razão, que ele fez o que Kyo havia dito: vestiu-se, e foi embora, sem ao menos se despedir.Quando Iori saiu, Kyo deixou uma lágrima escorrer pelos seus olhos.
“Estraguei tudo...tudo...” – pensava.
Para o moreno, ele nunca mais veria Iori. Se o visse, ele certamente voltaria àquela rivalidade idiota, que tanto atrapalhou os dois. Ou, o ignoraria. Agiria com aquela indiferença que Kyo tanto se incomodava...Kyo preferiu interromper aqueles pensamentos, e encontrou um refúgio no sono... e acabou adormecendo.
Os dias viraram semanas...e as semanas, meses. Exatos três meses haviam se passado, e os dois não se viam desde aquele dia.A situação era difícil para Kyo. E por incrível que pareça, era difícil para Iori também.O ruivo, não conseguia tira-lo da cabeça. Odiava-se por não conseguir esquecê-lo. Agora que o ruivo percebia: ele o amava. E muito. Desejava Kyo mais do que qualquer pessoa. Parecia que ele conseguiu entender: aquele ódio todo, era somente para estar próximo a Kyo. Somente uma desculpa para fazer parte da vida dele. Era seu rival, apenas para se considerar importante para o moreno.
Iori odiava admitir, mas estava sentindo falta dele...e não somente do sexo em si, mas da companhia, do sorriso, do rosto dele...parecia que não se viam há séculos. E o ruivo tomou uma decisão, não se importando com mais nada. Que se dane o maldito orgulho! Estava na hora de Iori fazer alguma coisa, não podia continuar daquele jeito! Já estava na hora de admitir que amava Kyo. Iria vê-lo.
Enquanto isso, Kyo estava em sua casa. Não saía mais. Benimaru e Shingo foram visitá-lo, mas aquilo só o ajudou a esquecer Iori por algumas horas. Os dois mal foram embora, e o ruivo invadiu novamente seus pensamentos. Não dava para esquecê-lo. Tudo o lembrava: a lua, as músicas, sua cama...Kyo já não sabia mais o que fazer. A campainha tocou, por várias vezes. Kyo hesitou em atender, mas pensou que pudesse ser seus amigos novamente. Enganou-se.
-IORI? – disse, surpreso.
-Posso entrar? – Iori.
-Claro...-Kyo respondeu.
Kyo apontou para dentro de seu apartamento, e Iori entrou.Enquanto sentava-se no sofá, perguntou:
-Você...está bem?
Após fechar a porta, Kyo seguiu ao sofá, e sentou-se ao lado do ruivo.
“Que pergunta mais inútil a minha!” – Iori pensou.
Ciao..come stai? Domanda inutile!
Ma a me l’amore mi rende prevedibile
Parlo poco, lo so..è strano, guido piano
Sarà il vento, sarà il tempo, sarà…fuoco?Oi... como estás?
Pergunta inútil!
Mas o amor me torna previsível.
Falo pouco, eu sei... e estranho,
Será o vento, será o tempo... será... fogo!
-Olha, quero te pedir desculpas por aquele dia. Eu falei sem pensar, e acabei tocando num assunto que você odeia.- Kyo disse, ignorando a pergunta do ruivo.
Como era bom ver aquele rosto de novo, ouvir aquela voz maravilhosa de Kyo...
-Não, Kyo. Você não fez nada de errado. – Iori respondeu, calmamente.
Kyo o encarou por um tempo, até que Iori disse:
-Eu que fiz. Eu que agi errado todo esse tempo. Peço desculpas por ter te usado.
“Iori pedindo desculpas?” – Kyo pensou, extremamente surpreso. Ficou sem saber o que dizer ao ouvir aquelas palavras...mas o que viria a seguir, o deixaria mais surpreso ainda...
-Na verdade,eu...- Iori parou, abraçando Kyo, carinhosamente.
-Você...? – Kyo perguntou, imóvel.
-Eu...só queria estar com você. Todo esse tempo, sempre fiz as coisas pensando em me aproximar mais de você. – Iori disse, com muita dificuldade...Falou tão baixo que apenas Kyo poderia ouvir.
E aquelas palavras entraram na mente de Kyo como uma bomba. Nunca esperava que o ruivo pudesse ter esse lado mais...sentimental.Ficou ali...em silêncio. Apenas gravando aquelas palavras. Sentiu seu coração acelerar, e um enorme sorriso formar-se em seus lábios. Só poda estar sonhando.Apenas teve certeza de que não era um sonho quando Iori o beijou.
Dessa vez, o beijo era carinhoso...apaixonado. Correspondeu da mesma forma, enquanto os dois se abraçavam, tentando compensar a falta que sentiram um do outro.
Scusa se ti amo e se ci conosciamo
Da due mesi o poco più
Scusa se non parlo piano
Ma se non urlo muoio
Non so se sai che ti amo..
E desculpe se lhe amo e se nos conhecemos;
Uns dois meses ou pouco mais.
E desculpe se não falo baixo.
Mas se não grito, morro.
Não sei se sabe que te amo.
Quando pararam de se beijar, Kyo não resistiu, e perguntou:
-Iori...você está dizendo que...me ama?
Iori não respondeu com palavras. Já havia falado o bastante para Kyo entender. Abraçou-o, encostando a cabeça dele em seu peito. E foi nessa hora que Kyo sentiu o coração do ruivo acelerado, igual ao seu. Nem precisou da resposta. Só aquilo já dizia tudo. Sentiu-se a pessoa mais feliz do mundo.
-Não preciso responder isso...não agora...- Iori dizia, acariciando os cabelos de Kyo.
Kyo ergueu sua cabeça, e deu um selinho no ruivo. E disse, sem conter sua felicidade:
-Eu te amo, Iori...muito...
Iori sorriu, e apesar daqueles cabelos ruivos cobrirem metade de sua face, seus olhos brilharam, e Kyo percebeu isso.Ficaram ali, sem dizer mais nenhuma palavra, apenas juntos, apreciando a presença um do outro, que tanto fazia diferença na vida de ambos. O clima romântico foi quebrado quando Kyo levantou-se, estendendo a mão para Iori:
-Vem...- disse.
E os dois, seguiram para o quarto do moreno. Tão logo entraram, Iori já foi empurrando Kyo para a cama...aquela cama que tanto guardava lembranças dos momentos mais íntimos dos dois...Kyo deitou-se por cima de Iori, e beijou-o novamente. Dessa vez, com malícia e desejo. Iori correspondia, enquanto passava as mãos de leve nas costas dele.
Enquanto isso, Kyo ia lambendo o pescoço do ruivo, o deixando mais excitado. Iori sentiu muita falta daquilo tudo, e só agora percebia o quanto. Ambos estavam excitados, e pedindo um pelo outro.
E foi ali, que Kyo se entregou novamente ao ruivo. Mas com aquilo que faltava antes: sentimento. Ficaram ali por muito tempo, até que finalmente conseguiram se satisfazer.
Scusami se rido, dall’imbarazzo cedo
Ti guardo fisso e tremo
All’idea di averti accanto
E sentirmi tuo soltanto
E sono qui che parlo emozionato
E sono un imbranato!
E sono un imbranato!
E desculpe se rio, me entrego ao embaraço.
Olho pra ti fixamente e tremo.
À idéia de te ter do meu lado.
E me sentir somente teu.
E estou aqui e falo emocionado.
E estou apaixonado!
E estou apaixonado!
Kyo, agora, estava deitado ao lado de Iori, com a cabeça encostada em seu peitoral, passando o dedo indicador de leve por toda sua extensão.
-Por que decidiu aparecer somente agora? – perguntou.
-Porque hoje é um dia especial, Kyo...-iori respondeu.
-Dia especial? Como assim? – Kyo, confuso.
-Filho da puta, você não sabe? – Iori disse, rindo.
-Não...é sério, juro que não sei. – Kyo disse, tentando pensar em que dia era aquele.
Iori suspirou, e disse:
-Tsc tsc...hoje faz...exatamente 1 ano que estamos...juntos.
-1 ANO? – Kyo espantou-se.
Kusanagi não poderia acreditar. 1 ano que estavam juntos? Todo esse tempo, e ele só pôde revelar o que sentia por Iori há três meses atrás?
-Nossa...quanto tempo...- Kyo disse.
-Sim. – Iori.
-E...você se lembrou...-Kyo disse, olhando para o ruivo.
-Certas coisas não podem ser esquecidas. – Iori disse, olhando para Kyo, e o beijando logo sem seguida.Ficaram acordados por um tempo, até que adormeceram.
No dia seguinte, Iori foi o primeiro a acordar. Espreguiçou-se, e olhou para Kyo, que dormia tranqüilamente ao seu lado. A partir de agora, tudo seria diferente. Iori estava disposto a fazê-lo feliz, nem que tivesse que pisar em seu orgulho. Lutou muito para tê-lo ao seu lado, e agora que tinha, não iria deixá-lo, nunca. Sorriu, passando a mão de leve no rosto de Kyo. Este mexeu-se, e resmungou alguma coisa que Iori não conseguiu entender.
-Eu também te amo Kyo. – disse,em voz baixa.
Sono un imbranato
Io sí
Ah, ma ti amo.
Sou um apaixonado
Eu,sim
Ah, mas te amo.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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