Imaginário
18 Resposta.
Notas iniciais
–EI! Escute-me!
–Hã? O que foi?
–você escreveu o que eu disse?- olhei pro caderno amarelo em minha mão e lembrei que estava escrevendo o livro nele junto do Cody.
–ta distraída... O que você tem? – me olhou desconfiado.
–nada. Eu só... Estava pensando.
–pensando no que?
–no... No livro oras!- não eu não estava pensando no livro, na verdade estava pensando no San, pensando no que dizer, foi inesperado, receber essa proposta assim do nada, eu nem sei o que fazer como agir, nem sei o que sentir. Sentir... Para se namora alguém você deve senti carinho e amor por ela certo? Mas eu sinto isso por ele? Eu sinto amor?
–Não esta me escutando de novo!- senti minha cara ficar fria e acabei espirando. Ele havia passado a mão na minha cara pra chama atenção, o olhei com o cenho franzido demonstrando meu desagrado com a ação dele que me olhava da mesma forma com os braços cruzados. – No que está pensando, me diga de uma vez!
–No livro. – peguei o caderno do meu colo e ele colocou a mão em cima dele.
–Não. Não está, vai me fala ou não?
–Não! – ele suspirou e se levantou.
–Ta. Não quer fala, não fala!- sumiu. Levantei-me com raiva e joguei o caderno na cama. Essa historia toda de namoro está me estressando.
.
Estava no meio da aula de geografia e por mais interessante que estivesse uma das historia de vida do professor eu não consegui presta atenção. Todo santo minuto do meu precioso dia estava voltado a pensa na proposta e nas brigas constante com o Cody, ele queria tira logo uma explicação real da minha falta de atenção com tudo, mais eu não dava já imaginando a briga maior que iria surgi. Abri meu caderno no ultima folha que havia alguns rabiscos e comecei a organiza tudo pra ter mais clareza no que eu estava passando.
Comecei a escreve, primeiro as brigas com Co. Depois a proposta do San. Escrevi tudo em tópicos sobre as brigas e quando chegou na parte da proposta eu fiquei sem saber o que escreve, Ouvi risadas da sala sobre algo que o professor disse e por isso acabei dando atenção a eles, e na minha breve olhada vi o San sorrindo e isso me fez sorri, não sei bem por que; ele me olhou e isso me fez percebe que o estava encarando e desvie a visão para meu caderno e comecei a escrever sobre a proposta, eu nem sei se tenho idade pra namora, apesar de tudo o que aconteceu e das coisas que aconteceram e de já ter quase me confessado com o Cody e pensando bem se eu me declare-se e ele aceita-se eu teria namorado ele né? Poxa acho que me envolvi tanto no sentimento que esqueci que eu não sou a “Nanda” do livro, eu sou só uma garota da 7° serie que ainda brinca na rua de pique-pega. Se eu aceita namora o San isso me levaria a um estagio maior na vida. Eu nem sei se sinto amor por ele, tipo eu gosto dele, é um bom amigo, mas não sei se namoro, talvez se nós namoramos estrague nossa amizade e isso podia separa nosso grupo, talvez não esteja na hora certa pra namora, talvez eu não esteja pronta pra isso, não agora. O olhei e fiz um sinal para conversamos depois e ele acede sorrindo. É melhor ser breve e dar a resposta logo.
.
–oi, Eai vai me da a resposta? – estávamos afastados dos outros no pátio e eu estava tremendo que nem uma vara verde por que não sabia bem o que dizer.
–er...- olhei para meus pés e depois pro lado escolhendo melhor as palavra. – não. – disse meio baixo, acredita que essa foi a única resposta que eu consegui pensa, que bosta de resposta essa minha viu.
–por que? – ele estava decepcionado era visível, me olhou meio suplicante por uma resposta mais clara e eu suspirei tentando controla minha tremedeira. e deu certo.
–eu não acho que tenho idade pra namora, sabe...
–entendo...- disse sorrindo triste e isso apertou meu coração, não gosto de vê as pessoas triste isso me faz me senti impotente. Eu sorri da mesma forma que ele e peguei minha mochila, tinham nos dispensados mais cedo.
–nós vemos amanhã cara. – falei e ele fez positivo com o polegar, e segui pra casa me sentindo triste por causa disso. Estava um sentimento preso na garganta de que eu não havia feito a coisa certa e isso fez uma involuntária lagrima cai.
–Dá pra me explica o que foi aquilo? – aquela voz saiu tão gélida que quando chegou ao meu ouvido me subiu um frio na espinha.
–Cody...-me virei parando de anda, a rua que eu estava indo era vazia nesse horário e isso me dava uma certa “privacidade” pra falar com ele. – aquilo foi uma resposta a uma proposta.
–que proposta?
–a de namoro que recebi no festival e sim é esse o motivo para eu está tão distraída esses dias.- respondi antes que ele pergunta-se. Cody se aproximou mais de mim olhando diretamente em meus olhos e depois sorriu me abraçando. – o que?
– tudo bem eu não vou ficar bravo com você.
–hã?- eu estava muito confusa, como assim não vai ficar bravo, só de me vê perto de alguém ele já fica esquentadinho.
–você fez a coisa certa. Vamos pra casa. –“pegou” na minha mão me conduzindo pra casa. Eu o olhei confusa e ele apena olhava pra frente sorrindo. Esquisito.
.
Os dias seguintes foram normais, e agora eu estava sentada no pátio, era aula vaga então ficamos lá conversando.
–sabe...- começo a fala uma garota da minha sala, a Lili, nós conversamos raramente mais ela é legal.- vocês – apontou pra mim e o San que estava ao meu lado no banco. – deviam namora. –nós nos olhamos e coramos. Eu deviria está que nem um tomate. Somente eu e San sabemos do “quase namoro” ,e assim do nada tocarem nesse assunto nos fazia senti constrangidos.
–Ela não quer – ele falou de brincadeira, mas eu sabia que não era brincadeira. Eles me olharam sorrindo e eu me sentia envergonhada e entrei na brincadeira.
–Nhããã. – sorri olhando para o San.
Nos dias que seguiram alguns desses episódios de insinuarem namoro pra nos acabaram acontecendo e sempre me sentia constrangida e sentia o nó na garganta, mas em um desses eu fiquei surpresa.
Estava sentada na frente da minha sala, no murinho que cerca as passarelas e o San estava ao meu lado em pé encostado na pilastra, eu estava só de bobeira quieta e ele conversava com a Lili e alguns garotos. Senti ele se mexer e me virei para vê se ele ia sair de lá, mas apenas se abaixo um pouco e sussurrou no meu ouvido.
–tem certeza que não quer namora?- eu me arrepiei e não sei direito como fiz ou por que fiz. Eu sorri de canto e falei roca e de modo meio sensual.
–Não- foi só um “Não” mais eu me assustei por ter falado daquele jeito e não foi só eu como ele também que me encarou um pouco surpreso e sorriu de canto voltando a conversa com os meninos. Levantei-me rapidamente e fui para minha mesa. Sentei-me e fiquei olhando assustada para meu reflexo no celular.
–o que eu fiz?- me perguntei e meu reflexo parecia está feliz.eu estava ...sorrindo?
–hummm o que foi aquilo hem?-a rafa chegou sentando na minha frente com um sorriso enorme tarado.
–aquilo o que?-me fingi de desentendida, enquanto guardava o celular.
–Você sabe.- me cutucou e eu suspirei.
–não foi nada.
–Nada sei.- estreitou os olhos e aproximou a cara da minha enquanto eu recuava. – vou fingi que acredito, mas sei que tem caroço nesse angu – se afastou se sentando direito na cadeira.
–rafa.
–hm?
–o que é angu?
–sei lá.
.
–Nanda, sei não viu. Acho melhor deixa como está. – depois que a historia do namoro esfriou eu me lembrei de que estava pensando em muda de escola. Todos os meus primos e minha mãe haviam estudado no Rui Barbosa, um colégio de ensino fundamental e médio. Quando eu era menor, meus primos sempre diziam que lá era incrivelmente legal, que adoravam a escola. Já havia falado com minha mãe e ela já tinha começado a prepara minha transferência. Cody não recebeu muito bem a noticia como podem vê. – se ta bom então não estraga. Você tem seus amigos aqui, vai abandona-los mesmo?
–não vou abandona-los Cody! vou apenas mudar de escola, manterei contato com eles.- disse me sentando na cama, fechando meu caderno, estava estudando para as provas finais que começam amanhã.
–Nanda...
–Cody...- ele sorriu e se jogou na cama.
–e aquela historia? A do namoro.
–Cody , quer mesmo fala disso?
–Não. – eu gargalhei e deitei ao seu lado.
Amanhã são as provas. Um novo dia. E logo estarei em outra escola. Quem sabe o que me espera lá.
Fale com o autor