Imaginário

11 Ensaio parte 1/2


Notas iniciais
To espirada hein? Esse saiu mais rápido, o próximo já vai ser amanhã depois das minhas atividades da escola ou seja a noite ou até antes. Vamos a leitura.

DIA SEGUINTE 03:00 P.M

—O livro? – Perguntei por que não ouvi direito, estava concentrada no jogo. Ah ciclope maldito !

—É isso ai. Paramos de escreve por quê? – Cruzou os braços com posse superior e se pois ao lado da TV.

—Eu sei lá... — Fiz um gesto pra ele sair de lá, ia me desconcentra — Ah lembrei o por que, é que acabamos o caderno e eu fiquei com preguiça de ir ao centro compra outro. – Na verdade logo depois quando acabamos o caderno o Cody ficou doente de “preguiça”, dai eu fiquei muito preocupada e não queria sair do lado dele para ir até lá com medo de algo acontecer. Depois que ele se curou eu esqueci que tinha acabado o caderno por isso não comprei. Será que por que o caderno acabou ele ficou doente? Eu já havia pensado sobre isso na época dos acontecimento, mas tinha achado tudo uma loucura.

—Então vamos compra outro? — Pausei o jogo prestes a morrer e o olhei por alguns segundos, ele ainda tava do lado da TV, logo me lembrei do que prometi. “Esquecer”. Volta a escrever talvez me distraia de tudo isso.

—Estava chato mesmo – Me referia ao jogo, me virei para a TV “despausando” o jogo para em fim morre pela 10 vez e ir ao ponto de salve depois de reviver. Salvei e desligue o vídeo game, me levantei e apontei pra porta e sinalizei para o Cody sair do quarto, assim que saiu fui ao armário peguei um short jeans desfiado claro e uma camisa vermelha escrito “ I S2 DORMI” causei minhas havaianas laranja com desenhos de passarinhos peguei o dinheiro na meia. Sim meia, eu guardo meu dinheiro dentro da minha meia rosa, algum problema?. Sai já encontrando o Cody sentado no sofá vendo meus primos discutirem enquanto o irmão menor dele que é especial via o futebol, é tudo normal aqui fora do meu QG.

—Vó? – Ela parou no corredor e me olhou sorrindo. – Eu vou sair rapidinho pra compra um caderno, já volto tá?

—Tá minha filha, volta logo. – Minha vô é um amor ♥. Seguiu para onde estava indo há poucos segundos, sair e logo ele veio me seguindo. Andamos sem muita pressa e estava quente como qualquer dia comum nessa cidade maluca.

—Que droga, a gente devia ter vindo mais tarde quando o sol esfriasse. Diabos da cidade quente da peste! – Eu estava derretendo ali mesmo, devia está uns 40 graus aqui fora chegamos a uma das praças perto do centro e eu desviei o caminho para a eletrônica próxima de lá.

—Não iriamos no centro? Aqui não vende caderno Fernanda.

—Nós vamos lá, mas primeiro tenho que compra duas coisas aqui.

—Que são? – Entrei e fiquei em frente ao balcão, logo um cara que devia ter uns 25 anos chegou.

—O que deseja garotinha?

—Oh! Veia na testa. – Apontou para a minha testa que tinha uma veia pulsando de raiva. POR QUE ESSE POVO INSISTE EM DEIXA EVIDENTE QUE EU SOU PEQUENA!

—Eu quero um cinto de dois ganchos e um par de baquetas, por favor. — Falei entre os dentes e vi ele sorri e sai de lá para pega o que pedir.

—Por que você precisa disso?

—Para ensaia hoje. Faço parte da Fapam.

—Fapam? O que é isso? — Sério eu nunca contei isso pra ele antes?

—Você vai vê á noite quando fomos lá.

—Hum...

—Aqui está. São R$ 13,00.- O olhei descrente e paguei de mau gosto por que sou pão dura, não gosto de gasta meu dinheiro e esbanja por ai, eu escondo ou guardo para emergências, por que ano passado comprei a mesma coisa e só deu R$ 10,00, esses impostos vão me fali.

—Deixa de ser Mão de vaca Nanda, foi só 3 reais a mais. – Eu havia pensado alto. Droga.

—3 reais é 3 sorvetes de 1 real, 4 miojos de 65 centavos na venda perto de casa e ainda sobrava pras balinhas! — Eu resmungava enquanto o Cody sorria da minha cara. A papelaria não era longe dali então logo chegamos, ficamos em frente a 4 fileiras de cadernos brochura discutindo, por que ? Porque eu queria o caderno azul e o Cody queria o amarelo. Quem passava pela gente me achava doida por está quase batendo no “nada”.

—Vamos fazer uma aposta então?

—demoro. O que é?

—Tá vendo aquele gordão com o dedo no nariz escolhendo canetas. – Apontou e eu olhei para o gordão com nojo ele colocou o mesmo dedo que tava no nariz na boca.

—Tá! Eca. O que, que tem ?

—Eu aposto que ele vai escolhe caneta preta. Qual cor você escolhe?

—Azul BIC, obvio. — caneta BIC é o poder, esperamos ele escolhe e advinha qual ele escolheu?

a minha...

SQN

Ele escolheu a preta compacto e o Cody parecia um retardado pulando de alegria apontando para mim tirando com a minha cara pela derrota. Peguei o caderno amarelo com raiva e fui ao caixa pagar, saímos de lá com ele ainda rindo de mim.

—se você não para vai dormi no chão hoje! – ele colocou a mão na boca descrente e bufou soltando um sorrisinho de lado, eu parei no meio da calçada olhando para ele hipnotizada com aquele mini sorriso, tão... Lindo. Sai do meu transe quando um estranho esbarou em mim quase me derrubando e virei a cara com raiva.

—Hey!

—Sai do meio da calçada! — Brandou arrogante.

—E eu fico em meio aonde? Da rua?

—Seria muito bom, não atrapalharia meu caminho!

—Há quer saber? Vai se ferra! – Sai de lá com raiva. Nem pediu desculpas e ainda vem discuti comigo, maldito!

—Credo que violência! – Falou o Cody sorrindo olhando para trás enquanto andávamos.

—Foda-se, foda-se, foda-se – Repetia enquanto descia três degraus de escada. Me estressei pois ele atrapalhou aquele momento magico do sorriso mais lindo que vi na minha vida.

—Pobre estranho... — Negava se adiantando na calçada.

—Pobre merda nenhuma nem me pediu desculpas. – Dei uma corridinha rápida pra alcança-lo e ele voltou a sorri me fazendo ri também.

.

—Motorista. Motorista. Olha o poste, olha o poste, não é de borracha não é de borracha. Vai bate, vai bate. – Eu cantarolava enquanto chegávamos perto da parada que eu ia desce. A Fapam ensaia na parte da cidade que meu primo mora então preciso pegar busão para chegar lá. Desci e fomos na casa dele que ele já estava pronto me esperando. Saímos e depois de fala com meus tios e subimos a ladeira enorme que levava até a rua da sede. Assim que chegamos todos nos olharam curiosos.

—Estranhooo... – Comentou Cody no meu ouvido, meu primo avistou um amigo da escola e foi até ele conversa. – Vai-me conta ai sua historia aqui. Sei que tem uma. Me explica também o que é Fapam.

—Eu participei aqui ano passado, porém esse ano minhas colegas de fanfarra saíram, então estou basicamente sozinha, alias Fapam é uma fanfarra a gente ensaia pra toca no dia da independência. Os que me conhecem só vêm depois das férias por que geralmente viajam então aqui estou alone. – Falei e ele ouviu atentamente, sentei na escada em frente a sede, fiquei afastada de todos. Não gosto muito de ficar no meio das pessoas é desconfortável e também fica quase impossível fala com o Cody.

—Por que você participa disso?

—Por que eu gosto, sabe quando eu era pequena... – Nessa hora ele me olhou com a sobrancelha arqueada. – MENOR que agora, eu participei de uma fanfarra mirim e eu era muito boa. Sempre que ia ao desfile do dia 7 eu via a fanfarra tocar e achava aquilo incrível então prometi a mim mesma que quando chega-se a idade certa entraria para participa, também prometi isso pra outra coisa. Quando entrei para a 5° serie toquei na Fanfarra municipal com autorização do meu tio que era instrutor, mas tiraram ele na 6° serie e o pessoal da Fapam o chamou pra cá e eu vim junto. – Ele sorriu e eu retribui, dei uma breve olhada nas pessoas lá, a maioria eu nunca tinha visto.

—Entrem, peguem seu instrumento e subam para o estacionamento comercial, façam a formação e me esperem lá. – Disse o Bundão um dos instrutores, logo começou uma barulhada e todo mundo entrando se empurrando por que queria os melhores instrumentos, os mais afinados. Eu esperei um pouco pra acaba a correria e entrei pegando uma caixa comum e desafinada, nem liguei ia conserta ela antes de começa o ensaio, o Leandro pegou uma boa. Subimos juntos depois de fala com o meu tio sobre as inscrições e o fato de ter muitos novatos e concluímos que seria muito trabalhoso ensina-los tudo um menos de 2 meses, mas era possível. Sentamos os três um pouco distante de todos, eu tirei uma chave de rosca pequena que eu tinha na mochila e comecei a arrumar a caixa judiada que ficou muito boa depois do meu breve conserto. Testei o som batendo três vezes chamando a atenção dos novatos que conversavam sobre pornô. Sim isso ai. Essas crianças de hoje não sabem mais o que é uma briga pra ser o Seiya e o Power ranger vermelho. Estavam vendo descaradamente um filme no celular de um menino que devia ter uns 13 anos.

L- Ficou legal o som! Muito bom, concerta a minha?

—A tua ta boa.

—Hey! – Viramos a atenção para um grupo de meninos novatos que se aproximou da gente, o garoto do meio sentou do meio lado, onde o Cody estava logo os outros sentaram com a gente no meio fio.

—Caramba deu um frio agora...

—Qual é o nome de vocês? – Perguntou um que devia ter uns 11 anos.

L- Ela é a Fernanda minha prima, e eu sou Leandro. Você me conhece davi. – Agora que reparei bem ele era o menino que o Leandro foi conversa.

—E vocês tem nome? — Questionei colocando minha caixa no chão.

—Sou davi, ele é o leo, ele é o welson.- Apontou para cada um e acho que ele esqueceu um.

—E você qual é seu nome? – O que ele esqueceu estava de costa para mim se virou e eu olhei em seus olhos levemente surpresa.

—Meu nome é Rafael. – Rafael... uma das peças mais importantes da historia.

~TO BE CONTINUE

Notas finais
qualquer erro corrijo depois.