Notas iniciais
muito atrasado né. a escola não me da tempo pra nada e é semana de entrega dos trabalhos então nem paro em casa nem ando dormindo direito, mais não deixei de pensa nem um minuto em vim escreve e agora que arrumei um tempo entre as atividades, trabalhos e extra curriculares. então abrigado e desculpe.

–um beijo – falei, continuei olhando para o céu sem coragem de olha-la na cara. Instalou-se um silencio incomodo, será que ela estava pensando? Ou não queria responde? , Reuni coragem e a encarei e ela estava parada me olhando seria, mais apesar de seria, seus olhos pareciam sem vida, totalmente sem o brilho de poucos minutos atrás. Eu fiquei pensando no caminho se pediria isso e decidir que queria isso, mesmo que seja só uma vez, eu precisava, Não! Eu necessitava beija-la. Todos os dias fico pensando nisso, imaginando como seria se eu fosse real, um estudante normal, se eu e ela não fossemos apenas amigos e sim namorados assim como no nosso livro, seria muito incrível.

–Cody... – me chamou como se Teve-se acabado de volta a realidade. Eu sorri ansioso pela resposta e ela estava sem expressão alguma.- peça outra coisa.

(Nanda)

O sorriso dele sumiu e no lugar surgiu uma expressão confusa. Como ele pode me pedir isso assim. Ta... eu já havia dito que dele se espera tudo mais não pensei que pediria isso, mesmo que lá no fundo minha alma implorava para ele por esse pedido eu não podia fazer isso comigo, beija-lo e depois ter que esquecer isso, já estava difícil esquece-lo convivendo com ele todos os dias imagine o beijando! E se eu aceita-se isso? COMO?COMO EU FARIA ISSO? Como eu iria beija-lo se não posso simplesmente toca-lo.

–por que não quer cumpri a aposta? Prometeu-me fazer o que eu quisesse. — ele falava desesperado e me “segurou” pelos ombros, eu apenas desviei o olhar. Estranhei sua atitude de desespero.

–não posso fazer o que pediu. Peça outra coisa. — falei de forma fria para vê se ele entendia, mas ele apenas suspirou com raiva.

–olha pra mim. — eu não olhei continuei a olha para o lado. -OLHA PRA MIM FERNANDA!

(Cody)

Ela pareceu se assusta por eu ter gritado e finalmente me olhou, meu corpo se moveu sozinho e eu a “beijei”, fiquei com os olhos fechados fortemente, eu pensei que ela ia se afasta mais nem se mexeu, o beijo foi mais um selinho demorado, eu me separei dela devagar e a olhei, ela estava ofegante me olhando assustada, começou a venta um pouco, eu a soltei e ela fungou deixando escapa uma lágrima e saiu correndo, eu sai correndo atrás a chamando mais era inútil ela corria rápido de um modo meio desajeitado por está de mochila, o vento se tornou mais forte e começou a chove, eu cai de joelhos e comecei a socar o chão com raiva. O que eu fiz? “Você a beijou como queria” minha mente respondeu minha própria pergunta, mas não, não foi como eu queria, foi tudo errado, eu fui errado. A chuva ficou mais forte, me levantei e sentei na parada de ônibus que estava próxima, fiquei vendo as pessoas correndo inutilmente tentando acha um abrigo e pensei que ela deveria está fazendo o mesmo. Eu queria ir atrás mais e eu resolvi deixa-la só por enquanto, era melhor pra mim e principalmente pra ela.

.

(Nanda)

Eu corri o mais rápido possível dele, corri até não ter mais forças e acabei caindo após tropeça na calçada, começou a chover fortemente e eu fiquei ali no chão vendo minhas lagrimas se misturarem com a chuva, não havia ninguém lá, a rua estava deserta e só agora percebi que estava a duas quadras da minha casa. Por que ele fez isso comigo? Não vê que isso machuca...

Levantei-me do chão sentindo meu corpo pesado e cansado, andei até a frente de uma casa com varanda e sentei lá abraçando meus joelhos vendo a chuva cai como se o céu fosse desabar, deixei minhas lagrimas caírem com vontade, eu precisava disso, precisava chora não só pelo beijo mais por tudo que está acontecendo desde que o conheci, eu escondo meus problemas dos outros e eu tenho muitos mais suportava tudo pra não demonstra fraqueza como eu fazia quando criança, monstra fraqueza aos seus inimigos só os faz mais felizes e fortes, tudo estava estável mais esse beijo foi à gota de aguas que faltava pra transborda tudo. Eu senti que aquele beijo foi como uma brincadeira sem graça assim como as que meus primos faziam pra me chatear, mas o beijo de alguma forma parecia bem mais ofensivo do que um apelido de mal gosto. Não sei quanto tempo passou do meu choro desesperado e infantil, sim infantil, eu chorei como uma criança gritando e esperneando e nesse momento eu estou deitada no chão sem chora por que não havia mais lagrimas e estava apenas soluçando olhando o céu nublado depois da chuva, sim ela parou junto com meu choro, só agora percebi que essa casa estava à venda então ninguém se incomodaria de eu fica lá mais um pouco, minha mochila estava largada perto a parede e eu da mesma forma no chão com os braços abertos. Respirei fundo e coloquei a mão onde fica meu coração, estava doendo muito, uma dor física enorme, eu não imaginei que seria assim, via na TV, nos filmes, as mulheres chorando dizendo que doía lá no coração, eu achava que era bobagem só pra aumenta a desgraça, mas não, realmente dói.

(Esse meu jeito de viver/Ninguém nunca foi igual
/A minha vida é fazer/O bem vencer o mal...)

Ri do meu próprio toque de chamada, esticando meu braço apanhei o celular do bolso do lado da mochila.

–alo?-disfarcei minha voz falando firme.

–aonde você esta?!-tirei o celular do ouvido olhando no visor o nome da minha mãe.

–estou perto de casa.

–então vem logo pra casa.

–ta

Tu..tu..tu..

–deligou na minha cara... — me levantei preguiçosamente e peguei minha mochila indo pra casa e olhei para o céu colocando o sorriso falso que mostro há anos para minha família. Cheguei e fui direto para o meu quarto ignorando a bronca da minha mãe por eu está entrando toda molhada em casa. Joguei minha mochila perto da cama e fui tomar banho, enquanto estava no chuveiro senti novamente aquela dor e vontade de chora, chorei mesmo, eu já estava cansada demais disso e eu achando que não havia mais lagrimas. Tava nem ai mais pra esconde a dor, estava sozinha lá mesmo. Sentei no chão do box deixando a agua cai na minha cabeça levando a minhas poucas lagrimas. Comecei a pensa se o Cody estava bem e onde estaria eu ri sem humor do que estava fazendo, mesmo com tudo isso eu não deixava de pensa no bem estar dele. Não tenho jeito mesmo.

–Nanda. — levantei minha cabeça assustada me deparando com Cody na minha frente me olhando triste. Tentei inutilmente me cobri com minhas próprias pernas, não deu muito certo então me levantei ainda sobre o olhar de Cody, o ignorei, peguei minha toalha me cobrindo e saindo do banheiro para meu quarto vazio. Senti um frio em meu ombro e virei pra sua direção ficando próxima a ele.

–Você é um idiota, um grande idiota, seu cretino! – esbravejei o vendo fecha a cara.

–eu sei, eu fui realmente um cretino com você, me desculpe.

–não eu não desculpo Você me machucou e muito!

–eu a machuquei. Por quê? –se perguntou confuso.

–eu que deveria pergunta isso.

–Eu não queria, na verdade eu queria. Eu queria te beija e beijei. — falava olhando em meus olhos e eu apenas desviei o olhar sentindo a dor.

–você fez o que queria, não fez? Então por que está aqui pedido desculpas?

–por que como disse eu te machuquei. Eu fiz o que queria, mas sem sua permissão. – eu ri não sei nem o porquê mais ri e me sentei na cama o olhando com tedio.

–Cody me faça um favor?-ele pareceu confuso mais fez que sim com a cabeça. – me deixa em paz. Eu preciso ficar só. Preciso refleti sobre isso e vê se devo ou não te desculpa, por que pelo meu julgamento agora você deveria apanha e receber a mesma dor pra saber se é bom se sentir assim, um brinquedo. – falei com muita calma, calma essa que eu nem sabia que tinha.

–Você não é um brinquedo, Você é minha-

–amiga. Eu sei. — o interrompi. – me sinto cansada disso. Tudo isso. Você me cansa sabia disso? – ele apenas me olhava confuso e eu continuava a fala com calma. – ai ai... Vamos fazer um acordo de agora em diante Cody, se você quer meu perdão é claro.

–diga.

–Eu digo agora que te perdoo, mas fique sabendo de antemão que eu não sinto que devo te perdoa, Você vai dormi em outro lugar não comigo na minha cama, também não o quero mais invadindo meu espaço pessoal, muito menos entrando no banheiro sem permissão como fez agora pouco. -ele pareceu pensa um pouco e me olhou serio.

–tudo bem, farei como deseja.

–ótimo agora me deixe vestir uma roupa. — ele apenas saiu e eu me vestir devagar, estava cansada, muito cansada, fui me deita e olhei para a janela vendo a chuva recomeça, parecia que os céus sentiam minha dor e o frio da chuva me relaxava e mesmo que pouco amenizava minha dor, sorri com esse pensamento antes de adormecer e sonha com o Cody.

Notas finais
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