Imaginário
25 Carnaval Escolar e Willow Smith.
Notas iniciais
21/02/2011. SEGUNDA, 6:30am
–ah droga...- meu alarme começou a soa alto, aquele “bip bip” irritante.
–Aiiii desliga isso.- eu levantei a cabeça assim como o Cody que dormia do meu lado e olhamos pro sofá do lado aonde Cloud estava deitado com a cara amassada e os cabelos bagunçados.
–Eu realmente não entendo esse negocio espiritual. – me levantei após concluir que fantasmas dormem e acordam “bagunçados” como nós seres vivos, desliguei meu alarme antes que entra-se no modo soneca e fui me arrasando pro banheiro levando comigo meu uniforme já devidamente passado na noite anterior.Sai depois de uns 20min já arrumada e sentei no sofá vago pra calçar meu all star, ultimamente ando desejando um But cano alto, estão na moda, mas não é pela moda que quero um é por que eu acho bonito, meu primo de outro bairro tem um e veio com ele aqui outro dia e eu realmente gostei.
–Pra onde vai Nana?- perguntou se sentando no sofá que estava dormindo a pouco.
–Uniforme, calça e all star pra onde acha que vou? – perguntei como se não fosse obvio que eu iria para a escola.Ele deu uma boa olhada em mim e sorriu de canto, ai vem piada.
–E tu estuda?-pergunto irônico.
–Há Há muito engraçado, eu estudo sim ta, não sou vagabunda.
–Ah tem certeza?
–Quer morre?
–Eu já estou morta querida.Cody vai também?- olhei para o Cody que tinha voltado a dormi.
–Acho que não.- peguei meu celular e meu fone e sair sem perceber que estava sendo seguida, cara essa ladeira mata, um dia ainda tenho um infarto por ter de subir isso aqui sem tomar café da manhã.
–Nossa como você reclama.- meu fone tava com um dos lados quebrado então ouvi o comentário e me assustei dando um pulo pra trás fazendo posse de luta. – calma sou eu.
–Pensei que ia volta a dormi também.- me recompus e voltei a anda.
–Não ia consegui. Então já que sua sombra vulgo Cody não esta aqui, quero tira algumas duvidas.
–Hum ta , o que é?
–Sabe antes de ontem quando te perguntei se você e ele tinha algo e você disse que não?
–Idai?
–Eu li sua mente na hora e ouvi você dizendo abre aspas gostaria de dizer que não fecha aspas – ele fez aspas com as mãos e sorriu.Eu pela manhã não sou uma pessoa muito ativa , tipo eu fico lesada até o recreio, praticamente durmo em pé, meu celebro vira gelatina e meus movimento se assemelham a de um zumbi faminto. Eu bocejei antes de começa a fala tudo sem rodeios.
–Eu gosto do Cody, tipo gosto mesmo.
–Oh my God, e você admiti assim?- ele tapou a boca nem crendo no que eu disse.
–Faria diferença eu menti pra você e pensa a verdade e você ler minha mente?
–Tem razão- ele mordeu o lábio inferior e colocou a mão nos bolsos.
–Ele sabe?
–Provavelmente.
–Você nunca o disse?
–Não, um dia eu ia dizer, mais ele disse que eu era só uma amiga, uma melhor amiga.
–Ai – ele colocou a mão no coração como se tive-se sido atingido e eu sorri fraco. – essa historia é bem louca né? A menina que criou um amigo imaginário se apaixonou por ele e ele não sabe então ela sofre no escuro. — ele fez uma posse dramática e gemeu dramaticamente-q
–Hm.- respirei fundo ignorando aquilo, chegamos a escola sem eu perceber e logo me coloquei em meu lugar esperando a professora chegar e Cloud sentou no lugar do Cody.
–Nossa quanta gente falsa. — eu segurei o riso e o olhei divertida.
–Como sabe?
–Dar de vê na cara deles oleosa cheia de lustra moveis. – agora não deu pra segura e eu gargalhei de verdade, todo mundo me olhou como se eu fosse um fantasma, e eles não sabem que tem um do meu lado, eu tapei a boca pra controla meu riso principalmente por que a professora havia chegado.Devo primeiro conta algo sobre ela, sabe a professora...
–Calem a boca seus demônios! Um dia vou trazer água benta e joga em vocês só pra assisti-los derretendo! -...ela é doida.
–Há!gostei dela. – olhei discretamente pra ele que a olhava admirado com os olhos brilhantes.
–Já fizeram suas fantasias? São índios não esqueçam! – droga eu tinha esquecido.
–Do que ela ta falando Nana? – eu fiz um movimento pra que ele se aproxima-se.
–Semana passada decidiram fazer um desfile de carnaval na frente da escola no estacionamento, cada sala se vesti de algo, a minha vai de índio- ~lê poke-face
–Vamos brincar de índio
Mas sem mocinho pra me pegar...
Venha pra minha tribo
Eu sou cacique, você é meu par...
Índio fazer barulho – ele começou a grita batendo na boca.
–Eu não mereço isso deus.- choraminguei
–HEY Já fizeram ou não? – muitos disseram que já fizeram outros que faltava algo, eu não tinha nada feito.
TARDE DO MESMO DIA
– Vamos começa a reunião? – bateu com um martelo de madeira no chão pra chama atenção minha e do Cody, perai! Aonde ele achou esse martelo?
–Reunião? – Cody perguntou levantando a mão, estávamos sentados no chão da sala, meus tios estavam trabalhando e meus primos na escola então como sempre a tarde a casa é só minha.
–Sim, pra decidir a roupa de índia da Nana. – Cody olhou assustado por um momento pra mim e começou a cora aos poucos. – olha só que safado!
–Você leu minha mente? Isso não é justo!-perguntou indignado.
–O que? Você consegue lê a dele?- apontei pro Cody assustada.
–Não.Só joguei verde e colhi maduro , tenho certeza que não foram pensamentos puros há há há- Cody o olhava aterrorizado e eu corei, cara o Cody tava pensando besteiras de mim? Meu deus.Cloud limpou a garganta e prosseguiu.
–Nana não tem nada pronto, certo?
–Sim, nada.
–Então vai somente vesti uma tanga, coloca um colar de biju e se pinta pra desfila?- nessa hora eu me engasguei com o ar e comecei a tossir muito.
–Claro que ela não vai fazer isso! Eu não permito!
–Não tem o seu quere Cody afinal você não é o namorado dela.- sorriu de canto e o Cody pareceu furioso mais se controlou.
–Então Nana? o que vai fazer? – eu me recuperei e comecei a bota a cabeça pra funcionar.
–Sabe... a professora disse uma coisa na aula sobre índios americanos.eles costumavam vesti roupas.
–Sei, com aquela cor Horrível.
–Isso! Eu vou de índia americana!
–Pego meu arco e flecha
Minha canoa e vou pescaaar – voltou a cantar
–Não começa!
–O.K – se encolheu no lugar.
–Sabe Nanda, seus tios então ajudando no Barracão com as fantasia esses dias não é?
–Sim.
–Por que não pede pra eles fazerem um cocar pra você, e a roupa você pede pra sua vò fazer já que ela é costureira. – Eu e Cloud começamos a bater palmas.
–Good job Cody! – Cloud fez sinal de positivo com o polegar para ele e eu sorri afirmando com a cabeça.
–Ah me sinto tão amado – colocou a mão no coração e sorriu de boca aberta pro teto.
–Hey eu vou ligar pra minha mãe e pedir pra que Fale com a minha vô pra fazer a roupa e fale pro meu padrinho fazer o cocar.
–Faça isso.
Dia-D ,sábado 7:15am.
–Droga! – eu andava de um lado para o outro na sala, já estava “pronta” usava uma roupa que os dois escolheram (Sim, agora eu tenho Dois estilistas partícula, chupa essa manga) , uma baby look com gola V roxa, um colete feminino preto aberto, uma calça preta e o all star clássico, tinha chapado o cabelo (meu cabelo é um pouco ondulado) pra fica mais “índio” e tinha passado gloss coisa que raramente faço.Por que eu não estou vestida de índia ? simples, minha vó terminou minha fantasia na noite de ontem e então minha mãe ira trazer pra mim agora pela manhã junto com o cocar, ela me ligou e disse que perdeu o ônibus das 7:00 e vai ter que espera o das 7:30 pra vim, meu desfile é as 8:00 ! Meu sentimento agora?
–Desespero, eu to começando a fica desesperado!
–Cala a boca Cody nem é você que vai desfila é a Nana, imagine o que ela está desesperada.
–Eu já estou assim agora, como eu vou está no desfile das escolas de samba amanhã? – droga agora sim eu fiquei super desesperada. – o que eu faço ?
–Vamos a escola saber sobre o desfile, se tudo esta no horário, se não da pra espera sua mãe e pega a fantasia.
–Tem razão Cloud, eu vou lá mesmo, vão comigo?
–Claro mana na hora – Sem duvidas que Cloud tem vivido bastante aqui no Pará. Acho que vou fazer mais algumas perguntas mais tarde.Me apressei a sair e pedir antes a minha tia que me desse um toque pelo celular quando minha mãe chega-se .Andava rapidamente rumo a escola e era seguida pelos dois que vinham flutuando, ISSO.NÃO.É.JUSTO eu também quero não precisar andar.
–CHEGUEI! – gritei tentando recupera o ar e entrando na escola, tinham poucos alunos lá, procurei minha professora em minha sala e ela estava brisando. –Professora?
–Hm? Quem é você?
–Eu sou sua aluna dessa sala. – ela forçou a vista me olhando de cima a baixo.
–A muda. – contei até 10 mentalmente antes de responder.
–É.
–Ta diferente.
–Professora eu vim aqui pra saber se o nosso desfile vai mesmo ser às 8h.
–Não será, estamos muito atrasados só você chegou, talvez lá pelas 9h, depende se os outros possuídos chegarem logo.
–Serio? Ah obrigado pela informação. – não esperei ela responde e sair de lá, informação importante, minha sala ainda estava em processo de “reforma” quem estuda em colégio publico sabe que isso se chama tapa buraco (muito grave), Não é reforma e só conserta pra não cair, tinham rachaduras na parede e o chão estava sem algumas lajotas, mais era um dia pra arruma que está se tornando 2 meses, é foda mesmo. Meu celular começou a tocar e era minha tia eu desligue por que ia gasta meu credito (na época ainda não existia TIM ligação de 25 centavos)
–Não vai atender? – Cloud perguntou vendo eu ignora a ligação.
–Vai comer meu credito.
–Pobre miserável.
–Sou mesmo! E com orgulho.- estalei meus dedos fazendo bico.
–Nanda tem alguns meninos da sua sala chegando. – olhei pro lado os vendo chegar mais não era só uns meninos era minha turma toda, vieram juntos.
–Merda!
–Acho melhor começar a corre. –o Cloud falou olhado as suas unhas. Eu andei passando rápido por todo mundo e saindo da escola, quando atravessei o portão comecei a corre.
–CORRA !CORRA COMO O VENTO NANDA! – Cody me incentivava flutuando do meu lado.
–Vai use suas pernas! Ta diminuindo o ritmo!- o Cloud começou a caçoar e eu e o Cody olhamos feio pra ele.Eu corri bastante antes de começa a desistir e me arrastar a caminho de casa, quando cheguei esbaforida e tendo um infarto entrei sentei pra recupera o fôlego.
–Credo por que a pressa? – perguntou minha mãe segurando minha fantasia.
–Mãe *respira* eu *respira* roupa.
–Recupera o fôlego primeiro menina.
–Minha roupa , me da- estendi a mão e ela me deu , peguei a sacola e fui pro quarto pentear o cabelo que já era a hora.
–Vamos se vesti? – Cody perguntou sentando na cama.
–Não vou anda como Tainá no meio da rua, vou me vesti na escola! – falei sem paciência , corre e se estressar me faz fica arrogante.
–Oh ta não precisa me bater- disse ofendido e magoado.
–Desculpa.
–Não desculpo não! – e sumiu.
–Em briga de marido e mulher não se mete a colher. – mandei o dedo do meio com o comentário do Cloud e sair levando a sacola. É um longo caminho pra escola, principalmente quando você está cansada, com fome e acabou de se estressar a toa e briga com o cara que gosta. Quando retornei já havia bastante gente pela escola com varias fantasias doidas vi dois índios da minha sala, será que já está na hora?
–Licença ?- os dois índios me olharam surpresos e cochicharam algo entre si. – Nossa turma já é pra se apronta? – ele pareciam incomodados e confusos, um deles suspirou forte e bateu no ombro do outro que me olhou com medo?
–É sim, nos já vamos começa os desfiles.
–Ah obrigado – sai logo de lá, aquilo me intrigou muito e me senti estranha, vi algumas meninas da minha sala indo ao banheiro pra se trocar e eu fui atrás, sem fala com ninguém entrei em um Box vazio abaixei a tampa do vazo e sentei , felizmente haviam lavado o banheiro. Passei a mão pelos meus cabelos, cansada e abaixei a cabeça.
–Você está bem? – levantei a vista um pouco e sorri desviando minha visão pra parede, Cody.
–To — sussurrei lembrando que as meninas estavam do outro lado da porta.
–Não parece.- se encostou na parede cruzando os braços, sorri novamente de forma presunçosa apesar de saber que não estou bem.
–Eu estou, ta?- sussurrei novamente.
–NÃO ESTA!- falou altivo me assustando, eu o encarei com raiva e me levantei de lá ficando a centímetros dele, ele não recuou se manteve serio me encarando da mesma forma.Ouvi barulho das garota diminuindo discutindo sobre os meninos da outra turma, elas estavam saindo do banheiro e logo tudo ficou silencioso.
–Tem razão. Eu não estou bem, mas você sabe que não estou então não faça perguntas obvias. — admito fui muito arrogante falando com ele daquela forma.
–O que aconteceu?- fechou a Cara.
–Nada Cody. Absolutamente nada.
–Sei que está mentindo. — ele se aproximou e eu prendi a respiração, chegou perto do meu ouvido e falou serio. – vou fingi que acredito, se aprese e se vista, tem 10 minutos pro desfile. – sorriu e eu engoli seco. – Te espero lá fora. – saiu sem dizer mais nada e eu ainda fiquei parada na mesma posição recuperando o fôlego, isso foi...
–Intenso? – dei um pequeno grito de surpresa e olhei pra trás vendo Cloud sentado na parede do Box.- Tava torcendo pra rola um beijo. – continue o olhando sem dizer nada e ele bufou. – Vai se vesti.
–Hã? Ah... saia.
–Pra que?
–Pra mim me vesti oras.
–Qual é o problema, até parece que nunca te vi sem roupa.
–O QUE?
–EH “Sálouca”! Acabou de entra uma guria no banheiro, Fala.Baixo. – Eu tapei minha boca e olhei pra porta fechada. Ele apontou o dedo pra mim. – Vai se troca! – e sumiu. Peguei a sacola com presa e me troquei rápido assim que abri a porta do Box uma menina da minha sala, não lembro o seu nome se espantou com a minha presença.
–Oi – cumprimentei não acreditando muito que ela me responderia. Me coloquei em frente ao enorme espelho que ficava nas pias vendo minha aparência. O meu look era um shortinho e uma camisa de manga curta de botões com os bolsos do peito com pequenas tiras desfiada,s toda a roupa em um amarelo escuro, meu cocar que era “O bicho” ,a tira dele era com strass dourados , as penas eram laranja que ia mudando pra amarelo até as pontas e somente a do meio era vermelha com litras pretas, realmente o Tio capricho nisso.
–Oi...- Eu olhei pra ela não acreditando que tinha me respondido e ela sorriu me entregando um pequeno pote de tinta guache vermelha. – Tem que se pintar. Todos nós já nos pintamos. – Eu não falei mais nada apenas abri o pote e coloquei dois dedos lá passei na região dos olhos fazendo uma única faixa e devolvi, ela pegou e já se virando pra sair e falei “obrigado” ela não falou nem se virou só saiu, dei uma ultima olhada no espelho, peguei minha outra roupa e sai para a sala deixei a roupa junto com as outras dos alunos, sai correndo e todos já estavam em seus “Blocos” olhei pra os lados procurando o tico e o teco e não os achei.
–Meus pequenos Demônios! – a professora chegou fumando e estranhamente alegre, será que aquilo era cigarro de maconha? , começou a tocar uma marchinha antiga tipo “olha a cabeleira do Zezé será que ele é, será que ele é?” e ela começou a dança levantando os dedos. — Vamos todos dançando! se alegrem! – alguns soltaram a franga e eu continuei paradona lá logo começaram a apresenta cada bloco e sala iam passando e desfila blá blá blá e quando chegou nossa hora eu apenas passei andando, na verdade eu era o único índio americano lá o resto dos aluno estavam semi nus pintados pelo corpo com tinta guache. Acabo tudo e eu sentei no meio fio pra relaxa.
–Vamos tomar refri galera! – era um guri da minha sala também não sei nome, loiro e enjoado é só o que sei.Todos foram juntos tomar e eu permaneci lá.
–Você não vai índia americana? – olhei pra cima e vi minha professora fumando olhando pra frente vendo os “pequenos demônios” indo embora.
–Não fui convidada.- sorri triste e ela me encarou e levantou um dedo antes de sair pra dentro da escola, logo votou com um copo descartável com um liquido laranja.
–Eu vou te da isso somente se você me deixa vê o seu cocar.- ela sorriu estendendo o copo, e sorri não crendo muito , tirei meu cocar e dei pra ela, peguei o copo da mão dela e beberiquei um pouco a observando, ela olhava cada detalhe dele como se procura-se algo. – Ele é bonito, me da?
–Que? Não. — falei simplesmente
–Por que?- Questionou.
–Meu tio fez pra mim, dar ele assim seria meio grosseiro com ele. – ela me analisou e sorriu desviando o olhar para os professores que estavam reunidos.
–Tem razão. – estendeu-o pra mim, eu peguei e deixei o copo já vazio de lado.- professora?
–Hum?
–Eu já vou embora.- coloquei o cocar em mim e peguei o copo para por no lixo. – Obrigado.
–Hum, de nada, ah! Qual é seu nome?
–Fernanda, Fernanda Arnaud.
–Arnaud? Hum...diferente , vou tentar lembra. – sorriu e saiu para onde estavam os professores cantando e dançando as machinhas.Fui pra sala e depois ao banheiro pra trocar de roupa.Troquei e assim que sair de lá os dois estavam discutindo.
–HEY parem com isso!- Ainda bem que não tinha ninguém por perto, eles me olharam e fizeram cara feia.- Chuparam limão foi?
–Por que não dançou?- Cloud reclamou e eu fui andando pra a saída da escola.
–Parecia um morto vivo lá!- Cody continuava a reclamação do Cloud.
–Eu não danço, principalmente na frente da escola. -Conversávamos enquanto eu andava desviando das pessoas.
–Ah sua chata.
–Aonde estavam? Eu não os vi.
–Estávamos em uma Árvore Nanda.
–Hum...
–Vamos pra casa agora? Na cidade?
–Sim, por que não? Amanhã é o desfile de carnaval, a avenida não fica longe de casa, é mais fácil pra mim dormi lá.
–Então vamos!- falou energeticamente o Cloud saindo correndo com o Cody .
–Ei não me deixem pra trás – corri atrás deles. AH que droga! Correndo de novo.
Domingo, 11:00Am...
Hoje é o desfile, até pouco tempo atrás meus primos estavam aqui, mas os pais deles os levaram então esta só eu e Cloud no Quarto, Cody tinha saído. Estamos assistindo TVZ; bom eu tava apenas ouvindo deitada fazendo uma coisa no caderno, Cloud que assistia e gesticulava , desviei minha atenção do caderno pra ele. Dizem que toda garota quer ter um amigo gay...
–I whip my hair back and forth
I whip my hair back and forth — Sei lá, acho que não quero não.
–Nossa…- ele tava dançando ao som da Willow Smith igual ao clipe, batia o cabelo um pouco mais comprido que o do Cody.
–O que estão fazendo?- o Cody chegou perguntando e fez cara feia ao olha Cloud dançando, ele sabe toda a coreografia! Quando digo “ele” não é o Cloud.- Não e não! Cloud você está fazendo errado! É assim oh- e ele mostrou como se fazia e Cloud olhava admirado aquilo. – tem que fazer com A-T-I-T-U-D-E. Ouviu?
–kkkkk – Eu tive um ataque de risos quando ouvi o atitude. Droga cuspi no caderno. –kkkkkkkk RONC kk opa. – tapei minha boca e os dois caíram no chão rindo, qual é? Até parece que nunca roncaram sem querê enquanto riam. – Parem de riii – reclamei com manha votando a atenção pro meu caderno.
–Foi engraçado. RONC! RONC! RONC! – Cloud começou a imita um porco, e o lerdão do Cody só ria.
–Vão se fera!
–Afasta Cody! Ta começando a minha musica. Vai lá deita com a Nana na cama vai. – ele sorriu malicioso e eu fingi que nem ouvi, mas o Cody veio e deitou sem eu perceber.
–O que ta fazendo? OH quem é? Sou eu? – eu tentei fecha o caderno pra ele não vê mais seria inútil, ele já viu mesmo.
–É. É você.- ele abriu um enorme sorriso e colocou a cabeça no meu ombro pra vê melhor.
– Voltou a desenha de vez agora?
–Talvez.
–Hey Jão!
–NÃO ME CHAMA ASSIM SEU BOY MAGIA! MEU NOME É CLOUD, O JOÃO MORREU! – sorri e olhei reprovando a atitude do Cody, Cloud odeia ser chamado pelo verdadeiro nome.
–Vem logo aqui vê eu em desenho!
–Desenho? – ele veio confuso e abriu a boca em um “O” quando viu. –você desenha?
–Sim, as vezes, na verdade ando melhorando, antes eu era ruim em criar desenhos.
–Sei como é?- falou como se fosse nada.
–Sabe?- perguntou surpresa.
–Na verdade não sei, só disse isso por que não sabia o que dizer- ele deu nos ombros e sumiu, deve ter ido da uma volta.
–Oh eu sou realmente bonito assim?
–Sim você é. – falei sem pensa e quando percebi ele me olhava corado. Cody não pode se vê,tipo em espelhos sabe, ele não reflete por não “existir” então a única forma de se vê é em desenhos, eu depois que parei de desenha e até Antes nunca mais o havia desenhado desde que o fiz em meu caderno há 3 anos atrás então ele nunca se viu deve saber sua aparência pelo o que eu dizia no livro, pensando bem isso foi negligente da minha parte. – Co?
–Hum- ele parecia realmente interessado no desenho, na verdade o desenho nem estava bom, tava meio torto e disforme.
–Desculpa.
–O que? – me olhou confuso e eu sorri triste.
–Eu fui besta (aqui agente fala “besta” não “boba”). Devia ter te desenhado antes, sabe pra você se vê.
–Ah isso, tudo bem Nanda, não estou chateado por você não ter me desenhado antes, admito que tive curiosidade sobre minha real aparência, mas esse desenho ... hm? Nana posso te pedir uma coisa?
–O que? – indaguei distraída com o desenho, dando uns retoques.
–Quero que faça um desenho pra mim de uma das cenas do nosso livro.
–Qual cena?
–Aquela que você dormi em meu ombro enquanto estávamos conversando embaixo de uma arvore no jardim do QG. – eu lembro bem dessa cena, eu a imaginei e escrevi sem o Cody vê, como ele sabe dela?
–Como você...
–Um dia deixou o caderno aberto perto do ventilador e quando o vento bateu folheou as paginas e caiu nessa cena, a escreveu quando?
–Er... foi quando você dormiu cedo eu não tinha o que fazer então escrevi.
–Foi uma cena de se imagina, realmente bonita como descreveu.
–Acha? — sorri
–Hurum.- retribuiu.
–O.K Cody Anashisaua ,eu vou fazer o desenho da cena.- (O nome completo dele no livro é esse)
–que fique bonito hein! – eu sorriu concordei com a cabeça, abracei o caderno bocejando e dei uma olhada no clipe que estava passando, era The Only exception do Paramore, e a medida que a musica ia tocando eu ia observando a legenda , olhei para o Cody e ele estava dormindo, eu estava com sono, talvez não fizesse mau eu dormi agora, e eu dormi ao som de Paramore.
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