Imagine Me and You - PEZBERRY
12 Deal
Notas iniciais
Abro meus olhos devagar ao som do despertador. Estou nua. Recordo-me da madrugada passada. Quando me toquei pensando em Santana. Sinto borboletas no estomago. Lembro-me então de ontem. Quando ela me magoou. Quando disse que me amava e quebrou meu coração em mil pedaços. Sinto um nó se formar em minha garganta. Não choro. Não vale a pena. Cada lágrima que derramo é em vão. Não vai mudar o que aconteceu entre mim e Santana.
O alarme começa a tocar novamente e sei que tenho que me arrumar. Minha vontade é de dizer que estou doente e ficar aqui sozinha, chorando, com o coração partido. Mas não vale a pena. Cada minuto isolada será em vão. Não vai mudar o que aconteceu entre mim e Santana. Além do mais, hoje é o último dia de aula antes dos feriados de final de ano.
Levanto-me preguiçosa. Me visto devagar. Lavo meu rosto e me olho no espelho me fazendo acreditar que as gotas que escorrem pelo meu rosto não são lágrimas. Não posso chorar. Não vale a pena. Escovo meus longos cabelos escuros e lisos. E por fim me maquio tentando cobrir todo sinal aparente no meu rosto, que indique meu sofrimento. Estou pronta. Nem tomo café da manhã. Só entro no carro e traço meu caminho à escola.
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Estaciono meu carro e respiro fundo. Não importa o que acontecer, não posso mostrar fraqueza. Vejo Mercedes e Kurt me procurando, mas não quero falar com ninguém. Essa é minha montanha, e eu escalo sozinha. Saio do carro e sigo em direção à porta de entrado com passos firmes e cabeça erguida.
Consigo manter meus pensamentos em ordem até que avisto Santana. Em frente ao seu armário. Ao seu lado esquerdo está Brittany e os dedos de sua mão direita estão entrelaçados com os de Noah. Quinn não está ali. Não vejo Quinn por uma semana, nem mesmo nos ensaios do Glee, mas isso não vem ao caso. Não consigo evitar minhas bochechas de corarem ao lembrar-me do que fiz pensando em Santana noite passada. Mas o sentimento de vergonha logo passa e o medo e o ciúme tomam conta de mim.
Dou meu máximo para empurrar meu sentimento e deixá-lo de lado, mas sinto o nó voltando a se formar na minha garganta. Entro no primeiro banheiro que vejo. Não posso chorar na frente dela.
Abro a porta do banheiro com cuidado torcendo para que caso tenha alguém nele, não me note. Vejo em frente ao espelho, uma menina de cabelos curtos e tingidos em um tom de rosa shocking. Olho curiosa para o espelho buscando ver seu reflexo. Quinn Fabray. Ela está usando corturnos, clças rasgadas e uma jaqueta de couro preto. Nada parecido com o que a Quinn de duas semanas atrás usaria. Mas não posso negar que ela estava mais... Sexy?
– Q-Quinn? – Chamei. Quero saber o que aconteceu.
– Berry... – Ela respondou num tom baixo e sedutor. – Fiquei sabendo que algo não deu certo com a Lopez... – Nossa! As notícias correm rápido.
– O que aconteceu com você?
– Surpresa? Sou uma Skank agora... Nem sei como você não sentiu falta de mim no Glee Club antes... Não notou que não ouvia mais solos meus? Ah é... Você nunca ouviu... – Tentei não parecer ofendida.
– Senti sua falta, mas... Pensei que você havia saído pra ficar nas Cheerios ou algo assim...
– Com a treinadora Sylvester? Nem morta! – Disse ela acendendo um cigarro.
– Porque você está fazendo isso com você mesma?
– Porque minha vida é uma merda, Berry. Caso você ainda não tenha notado, nada nunca deu certo pra mim. Eu engravidei de um cara que não era meu namorado, mas que coincidentemente eu gostava, mas que não deu a mínima pra mim. Simplesmente me largou e foi atrás da vadia da Lopez. – Então ela realmente gostava do Puck... Ela tem sofrido tanto quanto eu... E até mais. – Isso sem contar que fui expulsa de casa pelos meus pais e tive que dar minha filha pra adoção!
Eu conseguia ver a dor em seus olhos. A menina mimada realmente pagou por todos os seus pecados. Se eu já me sinto assim só de ter perdido a garota que eu amava, imagina como ela se sente por ter toda a vida sendo desperdiçada por causa de um erro? No começo do ano ela parecia estar encarando tudo isso muito bem, mas todos nós temos nossas recaídas.
– Mas eu sei que a vida não está boa pra você também, Gayberry. Eu ouvi sua briguinha com a Santana ontem. Também vi ela agarrada com Puck hoje... – Apenas olho para baixo. – Mas eu posso te ajudar...
– C-como? – pergunto surpresa – E por quê?
– Você finge que está namorando comigo, ela vai ficar com ciúmes e vai te querer de volta. – Explicou ela num tom solene.
– Acho que isso não iria funcionar...
– É claro que vai funcionar! Ela sempre teve inveja de mim!
– É... Eu não sei... – respondo hesitante.
– Rachel, você realmente gosta dela?
– Eu amo ela!
– Se você ama ela você tem que fazer tudo o que for preciso pra tê-la de volta... – Ela disse docemente com um sorriso incentivador.
– Mas o que você ganha com isso?
– Hmm... Não sei... Mérito por ajudar uma amiga? Pegar nessa sua bunda talvez... – Senti minhas bochechas corarem.
– Tudo bem...
– Ok, mas eu tenho alguns... Termos... – levantei a sobrancelha dando sinal para que prosseguisse – 1. Uma hot-make-out-session por semana; 2. Você vai ter que fazer o que eu mandar e 3. Você em que confiar em mim. – Ela finalizou esticando a mão para selar o acordo – Fechado?
Peguei a mão dela com firmeza e respondi o aperto de mãos.
– Fechado.
Notas finais
Tenho que confessar que estou decepcionada com a falta de comentários de vocês!
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