Imagine Dragons
18 Not His Fault
Notas iniciais
espero que gostem
–- O que houve com seu olho? – Eleanor perguntou histericamente enquanto corria até Alvo para abraçá-lo e tocar, delicadamente, o inchaço roxo que envolvia o olho esquerdo do garoto, que recuou visivelmente ao toque.
–- Digamos que tenha ocorrido um pequeno... Conflito depois que vocês saíram de Hogsmeade. – ele falou levando uma bolsa de gelo ao rosto. Seu lábio inferior estava um pouco cortado, o olho esquerdo inchado e as roupas sujas.
–- Onde está Scorpius? – Amber perguntou colocando-se de pé depressa, tentando ir em direção ao quadro que abria a passagem para fora da Sala Comunal da Grifinória, quando Alvo segurou o braço dela e com um aceno de cabeça pediu que ela sentasse-se.
Então os três sentaram, e a Sala Comunal estava vazia, pois todos os alunos ainda estavam em Hogsmeade. Antes de Alvo entrar, Amber e Eleanor estavam conversando sobre o que acontecera, mas elas não sabiam de tudo, até então.
–- Assim que vocês saíram de lá, Scorpius e Danniel começaram a brigar, e então, antes que eu percebesse, parecia que metade dos garotos do quinto ano da Sonserina, e metade dos do quinto ano da Grifinória, estavam brigando. O diretor interferiu, e trouxe todos para o Castelo, a maioria esta na Ala Hospitalar, e Scorpius e Danniel estão na sala de Longbottom, pelo que eu saiba. – Potter terminou de contar e então Amber se levantou novamente, e correndo passou pelo buraco do quadro. – Onde você vai?
Mas ela não havia escutado as palavras de Alvo, e mesmo descalça, com frio e com os cabelos presos em um coque frouxo e nada atraente, a garota correu pelos corredores e escadas, chegando ao escritório do diretor, dizendo a senha (caracóis arroxeados) e subindo apressada. Abriu a porta esquecendo-se de bater, entrando descuidada.
–- Essa postura é algo inaceitável garotos, e eu não permitirei... – Longbottom parou de falar assim que reparou em Amber, e os dois garotos lançaram olhares curiosos para a garota, que tentou acalmar sua respiração.
–- Diretor, sinto muito entrar assim, me esqueci de bater na porta... E quanto ao incidente de hoje eu...
–- Incidente? Não foi um incidente, Amber, eu estava lá, e eu mesmo vi o que aconteceu, então, por favor, volte para sua Sala Comunal, você não tem nada a ver com o assunto, ou com a punição deles. Agora. – o diretor realmente parecia zangado, e sua voz não estava nada amigável.
–- Me desculpe, mas não. Eu tive sim envolvimento com o que aconteceu, e Malfoy não merece nenhum tipo de punição, ele só estava me defendendo. – Amber falava de queixo erguido, tentando não demonstrar nervosismo.
–- Amber, o que está fazendo? – Scorpius perguntou, franzindo o cenho e tentando se adiantar.
–- Cale a boca. – ela ordenou. – Diretor, por favor, eu aceito a punição de Malfoy, ele não teve culpa.
–- Sendo assim, como quiser, senhorita. Volte para sua Sala Comunal, Malfoy, não me faça puni-lo também. – Neville agora sentava-se, parecendo cansado.
Scorpius hesitou por algum tempo, e Amber lançou-lhe um olhar critico, movendo os lábios e formando em silencio as palavras ‘vá, por favor’. Assim ele fez, saindo do escritório, deixando Amber e Danniel para trás.
–- Bem, Hagrid perdeu seus tronquilhos durante uma de suas aulas, as criaturas entraram na Floresta, e mesmo que eu tenha ordenado que nenhum aluno pudesse ir até lá, este será o castigo de vocês. A partir de amanhã, irão com Hagrid até encontrarem as quinze criaturas. Agora voltem para suas Salas Comunais, e não me façam perder mais tempo, boa noite.
Dito isto, Amber desejou um ‘boa noite’ extremamente inaudível e deixou o local, seguindo para o quadro da mulher gorda. Antes que pudesse chegar ao lugar, Danniel puxou-a para um corredor vazio. A garota já se preparava para correr e gritar, mas antes que pudesse abrir a boca ele começou a falar.
–- Por favor não grite, eu só quero conversar. – a garota soltou-se facilmente de seus braços e concordou com a cabeça, em silencio. – Sinto muito por tê-la agarrado daquela maneira, Amber. A verdade é que não suportei vê-la com Malfoy, e foi só então que percebi que realmente sinto algo por você. Sinto muito também por tê-la esnobado no ultimo passeio à Hogsmeade, mas estou diferente agora!
Amber não podia acreditar no que estava ouvindo. ‘Realmente, este garoto precisa de um psicólogo! Talvez Scorpius tenha acertado-o na cabeça com muita força!’ ela pensou enquanto rolava os olhos para Danniel, virando-se e seguindo para a Sala Comunal da Grifinória, ignorando as palavras que ele dizia, tentando alcançá-la, mancando.
Quando passou pelo buraco do quadro, Amber se reparou com uma Eleanor com cara de choro, um Alvo manhoso com uma bolsa de gelo no rosto, e um Scorpius não tão bem assim. Malfoy estava com um dos olhos inchados, a boca cortada e sangrando, um dos braços enfaixados e os cabelos completamente desalinhados.
–- Por que fez isso? Por que se responsabilizou pela MINHA punição? – Scorpius agora estava de pé, de frente para Amber, que estava de certo modo assustada com a reação exagerada do garoto, que a fitava com seus olhos cinzentos.
–- Porque foi minha culpa, nada disse teria acontecido se você não tivesse saído comigo. – eles ficaram em silencio por algum tempo, apenas se encarando. – Aliás, por que me defendeu?
–- Porque eu me importo com você. – e então ele puxou-a para mais perto, fazendo com que seus narizes se encostassem. Seus lábios estavam a milímetros um do outro.
–- Cara, não faça isso. – Alvo protestou de uma das poltronas, fazendo Malfoy recuar e deixando Amber um pouco constrangida. – Sua boca está sangrando e qual é, nós estamos bem aqui, isso não é nada romântico.
Eleanor olhava para Potter com uma expressão do tipo ‘você não fez isso’ e então jogou uma almofada nele. Amber tentou conter o riso, mas não conseguiu muito bem, logo fazendo com que todos rissem também. Estava tarde, ela estava exausta e no dia seguinte teria de acordar cedo, muito mais cedo que o normal para ajudar Hagrid com seus tronquilhos, então desejou ‘boa noite’ à todos e subiu para seu dormitório.
Já deitada em sua cama, percebeu que a punição não era nada ruim, muito pelo contrário, seria o meio mais rápido e pratico que ela teria para voltar àquela caverna, procurar Becky e procurar também a criatura. ‘Talvez tudo na vida tenha seu lado bom, não é mesmo?’ e com este pensamento, adormeceu.
Notas finais
bem, eu queria saber se voce apoiariam/leriam a minha outra fic, por favor, me respondam isso, é muito muito importante
obrigada e até o proximo
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