Notas iniciais
nome coco, eu sei, mas o capítulo ta melhorzinho
eu nao sei quando vou postar, porque eu ainda tenho que escrever e tals, e eu to MUITO sem cabeça pra isso, então peço desculpas e espero que nao me matem

‘Parem de fazer barulho, estou tentando pensar!’ Amber explodiu com Alvo e Eleanor, que estavam de risadinhas. Era irritante vê-los juntos, e agora eles sempre estavam juntos. E Malfoy vinha junto, como um brinde. ‘Belo bônus’ pensou a garota, e nem ela mesma sabia se estava sendo irônica ou se realmente achava a companhia de Scorpius uma coisa boa.

Ela estava tentando concluir o maldito dever de Adivinhações, que era para o próximo período. O primeiro período fora cancelado, pois o professor faltara novamente. Aquilo era uma coisa boa, pois Amber precisava terminar aquele dever. Quando finalmente acabou, colocou-o de volta na bolsa e deitou na grama quente, sentindo o sol tocar sua pele. Uma sombra cobriu seu rosto. Quando abriu os olhos ali estava Malfoy, com um sorriso nos lábios. Empurrou-o para o lado e continuou deitada.

-- Hm, Adivinhações, não? – Amber sentou rápido, já sentindo o ódio crescer em seu peito. Scorpius estava lendo seu dever, o dever que levara mais de dois dias para finalmente terminar, o dever que dera-lhes tanta dor de cabeça. Ele levantou e saiu andando e lendo. Amber bufou de raiva e foi atrás dele.

‘Me devolve, Malfoy!’ exclamou não uma, nem duas, mas cinco vezes. Já estava perdendo a paciência. Scorpius ia balançando o pergaminho na frente dela, e ela corria atrás, tentando alcançá-lo. Depois de algum tempo andando Amber percebeu que começava a ficar escuro, não só por estar ficando tarde, mas porque agora estavam dentro da Floresta, e ela não fazia idéia do quão dentro. Parou de repente, sentindo os olhos se arregalando e a respiração falhando. Aquele sentimento a invadira novamente.

‘O que foi?’ perguntou Malfoy, que agora carregava um sorriso malicioso nos lábios ‘Tem medo da Floresta?’ Amber apressou-se a negar e começou a recuar com cuidado, pisando devagar para não tropeçar em nenhuma raiz alta ou em algum monte de folhas. Scorpius correu para cima dela, e jogou-a sobre o ombro como se a garota fosse tão leve quanto pluma. ‘Vamos dar umas voltinhas, olhos dourados’ ele falou enquanto ela esperneava em suas costas.

Eles não andaram por tanto tempo, mas por tempo o suficiente para Amber perceber que de nada adiantava tentar se soltar, Scorpius era forte demais. Já estava muito escuro quando ouviram um ruído estranho, quase um chiado e Malfoy a colocou no chão. ‘O que é aquilo ali na frente?’ ele perguntou com uma expressão mesclada de curiosidade e temor. Amber ficou em silencio absoluto tentando prestar atenção, e então Scorpius virou-se e gritou para ela, que levou um susto.

-- NÃO TEM GRAÇA! – ela berrou enquanto ele engasgava com as próprias risadas. Estava frio, e ela deixara seu cardigan na bolsa que ficara na beira do lago com Eleanor e Alvo. Amber estava tremendo de frio, então resolveu que a brincadeira chegara ao fim e arrancou as folhas da mão de Malfoy e virou-se, seguindo em direção ao Castelo.

-- Espere. – Scorpius a puxou pelo pulso, e ela virou bruscamente, batendo contra o peito do garoto. Ele tirou o suéter que usava e entregou-o à ela, que aceitou não muito contente. Quando ele ia abrir a boca para falar alguma coisa, um clarão irrompeu do meio das árvores, e o ar pareceu mais quente.

‘Não pode ser verdade.’ Amber pensou desesperada, mas sentiu a mesma coisa que sentira em seu sonho. Seu coração batia com tanta força que ela conseguia escutá-lo em seus ouvidos. Scorpius estava parado com os olhos e a boca tão abertos que parecia estar congelado. Assim que Amber passou correndo por ele puxou-a de volta.

-- Está maluca? O que pretende fazer? Devíamos voltar, o diretor avisou para que os alunos não adentrassem a Floresta! – Amber sentiu pena daqueles olhos claros arregalados, mas precisava ter certeza do que aquilo era.

-- Volte então para o Castelo, e não se preocupe comigo. – ela começou a tirar o suéter, mas ele o puxou para baixo e apanhou sua mão, seguindo na frente. Os dois andaram em silencio, com medo de que qualquer barulho pudesse piorar suas situações.

‘Céus’ a palavra escapou dos lábios de Scorpius assim que adentraram uma pequena clareira. Amber estava pensando a mesma coisa. Soltou a mão do garoto e adiantou-se à frente. Malfoy tentou segura-la, mas ela se desvencilhou de seus dedos e seguiu na direção do dragão. Era exatamente igual ao de seu sonho. Era enorme e de um couro escuro. ‘Amber.’ a criatura murmurou e ela recuou dois passos. ‘Não tenha medo de mim. Eu é que deveria ter medo de você’.

-- Como posso entendê-lo? – a garota perguntou, agora aproximando-se mais da criatura, que estava encolhida contra uma árvore grande e com poucas folhas verdes claras.

‘Entendê-la, Amber, eu sou fêmea. Mas respondendo à sua pergunta, pode entender-me pelo simples fato de que fora predestinada à tal. Não faça-me mais perguntas, pois as respostas você descobrirá por si só. E não faça-me mais perguntas, porque simplesmente não saberei responde-las. Como sei porquê pode me entender? Apenas sei.’

-- E o que quer de mim? Quero dizer, se sou predestinada para tal devo ter alguma utilidade. – Scorpius a encarava assustado.

-- Com quem você esta falando? – ele perguntou confuso, olhando de Amber para o dragão e do dragão para Amber. – Vamos embora, antes que ele se levante.

Amber balançou negativamente a cabeça e ele ficou ainda mais confuso. ‘Uma guerra se aproxima, criança. E apenas você poderá salvar o mundo bruxo de tal ameaça. Existe uma força, uma força maior que eu, maior que quase todos na Terra, só não maior que você, e eu carrego essa força em mim. Em dois meses eu darei a luz à um dragão, um dragão único, que contem o poder de reerguer uma criatura à muito desacordada. Nós não falamos seu nome, estava aqui antes de todas as pessoas vivas, e seu poder pode destruir à todos.’

-- Ainda não entendi meu papel nesta história. – Amber argumentou, ficando confusa e assustada ao mesmo tempo. Um poder que pode destruir à todos não é algo muito amigável, pensa-se de passagem.

-- Ok, Amber, já ficamos aqui tempo o suficiente, vão dar nossa falta, vamos. – Malfoy tentou puxá-la, mas ela se soltou, então ele jogou-a sobre o ombro novamente. – Sinto muito, mas não quero virar janta de dragão, muito obrigado.

-- Ela não iria jantá-lo, Malfoy, e sabe por quê? Porque você é intragável! – Amber tentava se soltar, mas parou assim que percebeu que Scorpius ficara em completo silencio assim que ela terminara de falar. O caminho todo de volta foi silencioso, mas após andarem um bom tempo Malfoy a colocou no chão.

Quando chegaram a beira do lago já era muito tarde, e fazia um frio rigoroso. As luzes do Salão Principal estavam acesas, o que significava que, provavelmente, os alunos estavam jantando. Amber e Scorpius caminharam sem pressa, lado a lado, ambos em silencio, até que chegaram ao Salão. Todos os alunos estavam comendo, mas eles pararam à porta. Amber retirou o suéter e entregou à ele.

-- Obrigada. – os dois ficaram ali, se encarando por algum tempo. – E sinto muito pelo que falei antes, não é verdade.

-- Não importa. Tenha uma boa noite, Muller. – ele disse com um tom seco, e então subiu as escadas sem nem ao menos jantar ou virar para trás, desaparecendo da vista da garota. Amber se sentia culpada, claro que sentia, mas acima de tudo sentia fome.

Notas finais
espero que tenham gostado