Notas iniciais
Gostaria muito de agradecer pela atenção e carinho que vocês todos tem prestado. Espero que gostem desse capítulo, deu-me uma vontade de escrever mais um pouco. ❤️

Draco ficara surpreso com o silêncio que implantara durante a refeição. Todos os presentes mantinham seus olhos fixos para o prato e não davam sinal algum de interesse em conversar. Mas o loiro não iria reclamar, já que, não estava interessado em conversar.

Quando a noite chegou, todos se recolheram em seus quartos. Rony,Gina e Harry enquanto a senhora Weasley ficou em seu quarto para esperar seu marido chegar em casa.

Para o terror de Draco, ele teria de dividir o quarto com a Hermione, que estava separando algumas coisas em cima de sua cama, totalmente compenetrada.

_O que você está fazendo? — perguntou Draco mal-humorado. — Eu quero dormir...

_Estou separando as coisas que vamos precisar levar para a missão de amanhã. — informou Hermione pegando um livro e folheando-o. — Sempre bom ter coisas que possam nos dar uma vantagem contra os dementadores.

Draco ergueu-se de sua cama e foi em direção a castanha, em seguida pegou um livro e viu o título:"Criaturas bizarras e sua ameaça para a comunidade bruxa."

_Livros...pela gravidade da missão,não vai ter tempo de lê-los, Granger. -bufou Draco jogando o livro de volta na cama.

_Não sabemos onde os dementadores estão. Achar o paradeiro deles pode demorar.

_Você complica demais as coisas.

Hermione decidiu ignorar o loiro. Em seguida, colocou todas as coisas que estavam em cima da cama , dentro de uma bolsa. Estranhamente tudo aquilo cabera ali dentro.

_Como...? — perguntou Malfoy atônito.

_Essa é uma bolsa especial. Só posso definir a possibilidade de pôr tantas coisas dentro dela com só uma palavra:magia.

Em seguida, Hermione colocou a bolsa embaixo da cama e desarrumou a cama. Draco esperava que finalmente ela fosse dormir. Mas estava errado. A castanha nem ao menos se deitou. Apenas foi até um armário próximo e abriu-o.

_Eu vou vestir algo, olhe para o lado. -pediu a garota.

_Vai para outro cômodo.

_Estão todos ocupados.

_Vai ao banheiro.

_Rony disse que iria tomar banho.

Draco fez uma expressão zombeteira.

_O Weasley é seu namoradinho, não é? Qual o problema de você vê-lo?

De repente, um livro bateu bem na cabeça de Draco. O loiro enquanto esfregava a cabeça, viu a expressão de choro de Hermione. Provavelmente esse era um assunto tabu.

_Não é da sua conta...M-Malfoy...- disse Hermione com uma voz chorosa. — Agora, não olhe, por favor...

Draco virou a cabeça enquanto ouvia o som de roupas sendo atiradas ao chão. Estava tudo bem. Era só não olhar. O garoto deitou-se na cama em seguida, encarando o chão.

_Pronto. — informou Hermione.

Draco direcionou seus olhos em direção a garota e não conseguiu crer no que via. Hermione vestia um short que quase não aparecia devido a longa camisa que usava. Seus cabelos estavam presos em um coque desajeitado e estava descalça. O loiro querendo ou não ficou de boca aberta ao ver a cena.

_O que foi? — perguntou Hermione impaciente. — Você está com uma cara ridícula.

_Só não supera a sua. -retrucou Draco virando-se de costas para a garota, ainda deitado.

"Droga. Odiando ela ou não, eu ainda sou um homem. E vê-la assim..."

xxx

Draco estava na prisão,sentado no piso de pedra, arranhando como de costume a parede de pedra. Era um dia tedioso como todos os outros em dois anos.

_Ei! — chamou uma voz próxima.

O loiro virou sua cabeça em direção as grades de sua cela. Do outro dela, em outra cela, havia uma mulher de cabelos castanhos e um tapa olho ensanguentado.

_O que você quer?

_Tome cuidado, com eles...- avisou ela com a voz trêmula.

_Eles quem?

_As criaturas...assustadoras...frio...muito frio....

_Eu não estou entendo o que você quer dizer.

A prisioneira moveu os lábios, mas não saiu nenhum som. Draco sem entender, continuou olhando-a. De repente, da boca da prisioneira, saiu um dementador. Mas seu rosto era horrendo. O loiro nunca havia visto um dementador com um rosto daqueles.

_M-mas....o-o que...

Lembranças tristes começaram a surgir em sua mente. E principalmente da execução de seu pai e de sua mãe. Aquele dia, em que os guardas levaram Draco aos terrenos de Azkaban a pedido da mãe. Ao lado dela, havia seu marido e próximo a ele, um carrasco.

_Filho... — disse Narcisa abraçando-o. — Eu te amo tanto...meu filho...peço desculpas por não ter te dado uma vida melhor...

_Mãe... -murmurou Draco retribuindo o abraço. — Pai... -murmurou voltando os olhos para o pai. Sua aparência estava totalmente abatida. Logo, o pai adiantou-se para um abraço em família.

_Precisávamos dizer um adeus. — disse Lúcio. — Agora vá, filho...e não olhe para trás...

_Pai...não...

_Vá, filho. Viva por nós...

Nessa hora, um guarda agarrou o ombro de Draco e levou-o em direção a prisão. Logo atrás dava-se para ouvir as risadas maléficas do carrasco. Tomado pelo desespero , Draco virou-se para trás e gritou uma súplica, para que não os matassem.

A única coisa que conseguiu ver, foi algo rolando no gramado.

A mão que ainda estava segurando-lhe o ombro apertou-se ainda mais. E Draco apenas viu-se envolvido por uma névoa densa e escura.

_NAO! — gritou Draco.

_Não o que? — perguntou Hermione.

Draco olhou a sua volta e percebeu que estava deitado na cama, no quarto junto com Hermione. Estava demasiado ofegante e suado.

_O que aconteceu, para você ter gritado dessa forma?

_Eu sonhei que você estava me pedindo em casamento, Granger.

_Impossível isso. Vê se sonha com algo mais real, Malfoy. — zombou Hermione deitando-se novamente.

Draco simplesmente agradeceu por Hermione não conseguir ler mentes.