Imagine Dementors - Dramione
6 Invasão e ataque.
Notas iniciais
Hermione acordou no meio da noite com as mãos de Draco chacoalhando-a energeticamente. A castanha levantou-se em um pulo perguntando o que acontecera, nervosamente. Em resposta, o loiro tampou-lhe a boca fazendo um sinal com o dedo para que a mesma se silenciasse.
_Não faça barulho. Eles podem te ouvir. — avisou o loiro.
_Quem?
Draco destampou a boca de Hermione e fez um sinal para que a castanha o seguisse. E assim fez ela. Ambos caminharam para fora da barraca e a visão que Hermione teve era assombrosa, haviam diversos dementadores rondando a área, todos com as suas capas cobrindo-lhe os rostos.
_Porque não nos atacam? — perguntou a garota.
_Por causa de seus feitiços de proteção. Eles não podem nos ver, mas se falarmos algo... pode ser perigoso.
Hermione aquiesceu com a cabeça, engolindo em seco.
_O número deles está aumentando pelo o que me parece. -comentou.
_Não parece, realmente o número deles está aumentando.
Hermione de repente sentiu que suas mãos estavam suando anormalmente. A mesma secou-as em suas vestes não querendo mostrar seu pavor para Draco que olhava impassivelmente em direção as criaturas assombrosas.
Mas do nada os olhos de Hermione começaram a arder, a sua frente havia um patrono que se aproximava rapidamente. A castanha assustou-se ao ver que vinha em sua direção. Para sua sorte o patrono afastava todos os dementadores que estavam próximos.
_O que vem a ser isso? — perguntou Draco surpreso.
_Um cavalo... — murmurou a castanha. — Esse é o patrono da Gina!
_Mas por que ela nos enviaria um patrono?
_Eu não sei mas deve ser algo importante.
Hermione correu em direção ao patrono que a olhava fixamente.
_Gina o enviou-lhe, não é?
O patrono mexeu-se inquieto e em seguida abriu a boca, deixando a voz de Gina ecoar pela floresta.
"Hermione! Os dementadores estão loucos de ódio! Estão invadindo toda a comunidade bruxa e atacando as pessoas! Estamos precisando nos manter dentro de casa e revezar nossos patronos! Mas parece que na presença dos dementadores eles estão se tornando mais fracos e durando menos tempo. Não entendemos o que está acontecendo! Antes que você se preocupe, estamos todos bem e em alerta constante. Mas, Hermione. Você precisar tomar cuidado nessa missão. Parece que o que você está prestes a lidar é algo muito mais perigoso do que imagina. Fique bem , Hermione ! Por favor ! "
Após essa mensagem o patrono dissolveu-se no ar , fazendo as pernas de Hermione ficarem bambas, fazendo-a cair no gramado.
_G-Gina... -murmurou ela. — Será que nunca viveremos em paz?
Draco parecia mais pálido que o normal, mas rapidamente se recompôs.
_Mais fortes... Granger! Precisamos sair daqui agora!
_Ok... -aquiesceu Hermione. — Vamos arrumar as coisas.
_Não temos tempo de pegar nossas coisas!
_O que?
_Se eles estão mais fortes e nem os patronos estão sendo o suficiente, então eles vão voltar logo!
_Verdade... — disse Hermione erguendo-se do chão. — Desculpe-me...eu só estava em choque.
_Achei que você fosse mais espertinha, Granger. — disse Draco. — agora, vamos aparatar aonde?
_Em algum local aqui da floresta longe dos dementadores. — murmurou Hermione. — Uma caverna talvez...acho que seria uma boa ide...
Antes que a castanha terminasse de falar, um vulto voou em sua direção derrubando-a. Era um dos dementadores que estava rondando anteriormente próximo a barraca.
_Granger! — gritou Draco correndo em sua direção. — Granger!
Ao ver melhor, Draco percebera que Hermione batera com a cabeça em uma pedra e um sangue escorria agora em seu pescoço. A castanha ainda estava consciente mas suas pálpebras pareciam pesar-lhe.
_Precisamos aparatar...agora! — gritou Hermione.
Mas tarde demais, o mesmo dementador que a atacara agora segurava o pescoço de Draco, apertando-o, com seus dedos esqueléticos.
O loiro tentava se libertar de todas as formas mas não conseguia. O frio tomou conta de seu corpo e as suas lembranças mais tristes surgiam em sua mente aos poucos.
_DRACO! SUA VARINHA! USE SUA VARINHA! — gritou Hermione juntando todas as suas forças para gritar. — CONJURE UM PATRONO!
De fato, Draco segurava em sua mão livre sua varinha. O rapaz apontou-a em direção ao dementador mas nada aconteceu. Aos poucos estava perdendo suas forças, logo nem forças para ficar consciente ele teria.
De repente, uma densa névoa negra começou a pairar em volta do pescoço de Draco. Com certeza obra do dementador que o segurava. Se ele não fizesse nada , teria sua cabeça arrancada por aquela névoa.
_DRACO! — berrou Hermione tentando se manter sentada.
"Meu nome... ela está dizendo meu nome..." — murmurou Draco sentindo suas pálpebras pesarem. — " Deve estar realmente desesperada..."
O flashback da morte de seus pais passou-lhe nitidamente na mente. Seus olhos já não conseguiam segurar as lágrimas.
"Eu não posso...eu não sou capaz..."
_DRACO!
"Eu acho que realmente... eu deveria morrer!"
_DRACO! — urrou Hermione.
De repente uma densa luz surgiu ao lado de Draco, e essa luz correu em direção ao dementador que o atacava. As mãos que apertavam o pescoço de Draco se afrouxaram e logo não havia nada segurando-lhe ali. O dementador se fora. Afugentado pelo patrono de Hermione, uma linda lontra.
Draco desabou no chão, com um pequeno corte na lateral de seu pescoço que não sangrava muito. Em seguida, o mesmo olhou para Hermione que ainda estava com sua varinha apontando em direção onde antes estava o dementador. Seus olhos castanhos estavam lavados pelas lágrimas e sua respiração era extremamente pesada.
_I-idiota... — murmurou ela antes de desmaiar.
xxx
Hermione acordou em um lugar mal iluminado, estava extremamente frio e a castanha não conseguia destinguir o local onde estava. A mesma sentou-se , olhando a sua volta. Estava em uma caverna. Havia uma enorme entrada e dava-se para ver lá fora, a neve caindo, parecia se tratar de uma tempestade.
_Mas...o que... -murmurou confusa.
Ao olhar para seu corpo, viu que vestia o colete de Draco. Seu rosto corou logo em seguida.
_Estás melhor?
Hermione olhou para frente e viu Draco agachado olhando-a. A castanha levou um pequeno susto mas logo se recompôs.
_E-estou...eu acho.
_O ferimento está doendo?
_Está bem melhor.
_Então realmente não tinha só coisa inútil na sua bolsa.
_Você pegou meus antídotos?
_Apenas emprestado.
A castanha olhou com seriedade para Draco, que tentava a todo custo , desviar seus olhos acizentados dos castanhos.
_Por que você não conseguiu conjurar um patrono?
Draco pareceu se engasgar com a pergunta. Mas logo, tomando seu jeito arrogante e sádico disse:
_Porque eu não queria, oras! Eu não temo a morte, se você não sabe.
_Não me convenceu. Você na hora me pareceu bastante em pânico.
_Todo mundo entraria em pânico sabendo que teria sua cabeça arrancada.
_Continuo não convencida.
Hermione mantinha uma expressão cética. Draco apenas bufou, vendo que suas mentiras eram falhas.
_Para o dementador quase arrancar sua cabeça... — prosseguiu a castanha. — provavelmente você deve ter lembranças bem infelizes...
_Isso não é da sua conta...
_Sim, é da minha conta. Estamos juntos nessa missão. Preciso saber sua resistência em situações assim. Seus pontos fracos...
_EU NAO CONSEGUI , OK? — gritou Draco fechando os punhos.
Hermione ficou surpresa com a reação tão inesperada. Mas continuou com uma expressão firme.
_Eu...nunca...consegui conjurar....um patrono...em toda a minha vida.... — pronunciou Draco pausadamente. — eu não tenho lembranças felizes para ser capaz de conjurar um patrono sequer... eu simplesmente...não consigo...
_Por que não me disse isso antes? Mesmo sabendo do que se tratava a missão. Mesmo sabendo que em uma situação dessa não seria capaz de se proteger conjurando um patrono...
_Porque eu nunca... NUNCA conseguiria criar uma lembrança feliz, ficando preso para sempre em Azkaban! — murmurou Draco com seu corpo inteiro tremendo, sua cabeça baixa fixando os joelhos. — Eu quero saber...o que é ter um momento feliz para ser lembrado! — em seguida o rapaz abraçou seus próprios joelhos. Não estava a chorar, mas estava se segurando para não fazê-lo.
Hermione adiantou-se e abraçou Draco solidária. O garoto por um momento, ficou surpreso demais para dizer qualquer coisa. Mas em seguida, com sua típica voz desagradável disse:
_Eu não preciso do seu abraço, Granger...
_Eu sei que você precisa de um abraço. — informou a castanha. — Mesmo que seja da pessoa que você mais odeia.
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