Notas iniciais
Parece que você vai ler mesmo hein?! Bom, não tem nenhum personagem nesse cap. só uma introdução mesmo da história.
Boa leitura!

Há muito tempo atrás, em uma era onde divindades andavam livremente pelo planeta, a Terra era ocupada apenas por humanoides, trolls e gigantes. Os deuses se encontravam em plena insatisfação com os habitantes da terra. Considerados seres inúteis e desnecessários para o entretenimento divino.

Após conquistar o mundo vencendo a batalha contra os titãs, os deuses absorveram toda a magia que puderam, mas depois de algumas décadas, tal coisa se tornara irrelevante. O mundo finalmente havia se tornado deles, no entanto, não havia nada de importante nisso. E assim, para satisfazerem a si próprios, cada deus teve a permissão de fazer quantas raças e espécies viesse a sua mente. Com a intenção de tornar o planeta Terra vivo e diversificado. Porém, os novos habitantes deveriam possuir inteligência de evolução e de escolha, de modo que nenhum deus pudesse interferir em suas vidas. Como se isso não fosse o bastante, a ambição falou mais alto e algumas castas receberam poderes em individual, além de todos serem imortais.

A cada verão escaldante e inverno rigoroso que se passava, as espécies criadas entravam em conflito e desafiavam os deuses olimpianos. Cansados de serem subestimados, os deuses decidiram castigar quem os difamava.

Zeus determinou que a imortalidade fosse apenas de exclusividade divina. Como consequência disso, doenças infestaram o planeta e os seres agora tinham tempo de vida. Entretanto, a eternidade era uma característica que se comparava ao poder majestoso de um deus e por isso não poderiam ser desfeitas. Hades se viu obrigado a criar um submundo. Um lugar para onde as almas poderiam ir quando abandonassem o corpo físico. Um lugar onde a alma passaria sua eternidade, sofrendo ou não.

Quando todos os mortais estavam enfim disciplinados, os deuses perderam parte de sua capacidade. O poder abundante que antes possuíam, agora deviam ser poupados. Fracos e exaustos os deuses principais se recolheram para passar a imortalidade no palácio do olimpo.

Ao passar dos anos, as espécies começaram a dar prioridade a sua própria linhagem. A reprodução se tornou algo muito importante, a vida eterna na terra já não era mais possível, precisavam de sucessores para continuar com o legado de cada família. Ter filhos passou a ser mais importante do que ser superior aos outros. Uma era de paz tomou conta do planeta. As espécies deixaram o lado hostil e se tornaram amigáveis. Notaram que com pensamentos semelhantes se tornariam mais fortes e sábios. E a partir daí, os membros de cada espécie começaram a pensar igual e agir igual. Mas aconteceu algo que nem os oráculos previam.

Em um momento durante a transição entre a vida e a morte, as almas se perderam em trevas. Monstros foram criados e libertados do tártaro. Demônios e criaturas sem luz que não aceitavam a própria morte, tinham a liberdade de vir a terra. Mesmo assim, as espécies encontraram uma maneira de enviar novamente essas criaturas pro submundo.

O mundo passou a ser um lugar habitado por todos. Ficou fácil encontrar elfos em montanhas, treinando suas habilidades de caça, anões extraindo minérios da terra, bruxos e magos compartilhando os segredos da magia e, com muita sorte, era possível até encontrar sereias nos rochedos do mar. Mas entre todas as espécies, havia uma que era considerada mais fraca que os tolos trolls: os humanos.

Uma raça confusa e diferente. Foram criados para se parecer com os deuses e pensar como eles, mas sem os poderes divinos. Os membros dessa raça não conseguiam pensar igual, não conseguiam agir em um conjunto. Separados pelo mundo, não possuíam um habitat natural, era possível encontrá-los em montanhas, riachos, florestas, desertos... Eles possuíam habilidade para se adaptar à qualquer ambiente, qualquer sociedade. Pois pensavam diferente entre eles mesmos.

Em um momento, não se sabe ao certo quando, um homem chamado Anacreonte Campbell, de cabelos curtos e mãos calejadas do trabalho, estava cansado de observar seus descendentes fugirem de monstros e demônios sem ter a capacidade de se defender. Queria provar a todos e a si mesmo que os humanos eram tão fortes quanto avatares em cima de dragões. Juntou os mundanos que conseguiu e iniciou uma guerra contra o mundo. Uma guerra que quase levou sua vida diversas vezes.

Não demorou muito para que a notícia se espalhasse. Pessoas de todos os lugares cruzavam o mundo atrás de Anacreonte e seu exército. Por onde passavam dominavam terras e escravos, nem os mais sábios os venciam. Tudo isso por conta da capacidade de ser imprevisível, o que era considerado a maior fraqueza humana agora se tornara a maior arma que podiam usar. Cada ser humano possuía uma característica diferente, uma fraqueza diferente. Era impossível lutar contra um inimigo aleatório.

Quando o sucesso em combate dos humanos atingira o ápice, as espécies se deram por vencidas e mudaram seus estilos de vidas. Não podiam viver livremente, precisavam se esconder em cavernas ou atrás de disfarces criados pelos feiticeiros. Mas isso não foi o suficiente para Anacreonte, ele acreditava que era possível extinguir todas as espécies do planeta, sobrevivendo apenas a sua própria raça.

Foi quando os oráculos foram obrigados a entrar em contato com os deuses novamente.

Analisando a situação, Zeus, Hades e Poseidon decidiram parar Anacreonte e seu exército, por medo deles se revoltarem contra os próprios deuses. Com suas últimas forças, Zeus sussurrou na mente de Anacreonte dizendo que ele tinha conquistado seu objetivo. Hades e Hécate criaram a névoa que encobria todos os seres sobrenaturais da terra, impedindo que os humanos soubessem de sua existência. Poseidon contou com a ajuda de Afrodite e Perséfone para criar uma maldição para os descendentes de Anacreonte, “A cada 500 anos, um humano nascerá na família Campbell e perderá a pessoa mais importante para si. Caso a morte cresça em suas mãos, esse humano voltará do submundo com a habilidade de fazer as pessoas sentirem aquilo que foi lhe tirado: o amor.”

Os anos se passaram e as histórias sobre fadas, harpias e duendes, se perderam. O mundo esqueceu que um dia conviveu com gigantes. E como era previsto, Anacreonte também caiu no esquecimento. As demais espécies foram obrigadas a combater os demônios sozinhas, escondidas atrás do glamour e os humanos foram obrigados a conviver com o pensamento de que a única espécie com vida inteligente em todo o universo, eram eles mesmos.

Notas finais
Ah! Eu até escrevo para os fantasmas, mas não para as moscas. Então favorita e/ou comente de vez em quando só pra eu ter certeza que alguém realmente está lendo! Ok?!