Esse texto se baseia na sua imaginação, portanto relaxe, e deixe o resto ser feito, seus pensamentos te guiarão.

Você acorda numa sala, escura e fria, há desenhos por todas as paredes, abstratos, rabiscos e um único espelho no canto, animais empalhados no alto, parecem observar.

Você não sente fome, nem sede, apenas a sua pele fria, e a sua respiração tomando aspecto esbranquiçado.

Você procura um interruptor, há apenas um buraco no teto, ainda há esperança de que dali surja luz, na sua inspeção você encontra mesas, objetos doutra época, antigos e inutilizáveis.

Sem janelas, sem vida... Ou será que? O piso sem reflexo. Ohh, ainda não percebeu, mas não há nenhuma porta. Afinal, como você chegou ai? Está sentindo a câimbra na sua perna? A ponta de seus dedos frias?

Ao olhar para o teto, avista algo minúsculo saindo do buraco, o silêncio é quebrado por um leve ruído de patinhas escaravelhas. Gradualmente, uma sensação de que algo percorre a sua pele é ecoado, lento, você bate contra o seu corpo, porém é por baixo da epiderme, pela saliência da pele, o corpo do escaravelho aparece contornado. Anda lentamente, num passeio pelo inferno.

Você tenta gritar, contudo não sai voz, é o seu pior pesadelo, vestindo o véu da realidade. Quando força suas cordas vocais, algo parece entre elas, você fecha a boca, mas mesmo assim uma pequena perninha escapa, áspera, pontuda, como de uma barata.

Sem controle do seu corpo, resta-lhe o sofrimento, fecha os olhos e os reabre fortemente, acordando em sua cama, suada, o frio prevalece e te faz questionar após avistar um besouro descer da cama: “O que acontece quando a escuridão invade o mundo real?”.

Nestes sonhos surgem questões, como: Qual é a realidade? E o que prova que os nossos pesadelos são parte dela?

FIM

25/06/15

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