Imagine

9 Também não é da sua conta!


Notas iniciais
Bom, pelo que vocês já puderam ver, Regina conseguiu alguma coisa com esse acordo maluco, além de se afundar mais, obviamente! Espero que vocês continuem acompanhando!! Obrigada BjO.

A prefeita estava satisfeita em viver nesse novo formato de Storybrook, sem magia. A morena não sentia necessidade em recorrer mais ao seu antigo recurso, ela realmente se esforçava para levar uma vida normal.

Emma e Henry a admiravam por isso e isso já bastava. Sabia que sem o apoio deles, ela jamais teria conseguido ir tão longe do caminho das trevas. Era por Henry. Era por Emma.

Reinaugurar a mina seria uma tarefa árdua. Além de todo o desgaste físico e tempo dedicado a essa missão, a mina seria a maior fonte de mágica em Storybrook. Uma grande tentação para Regina.

As decepções e as perdas que a morena sofreu a transformaram em uma pessoa totalmente diferente daquela que ela se recordava quando pequena, as tristezas e as exigências fizeram Regina abrir cada vez mais espaço para a escuridão em sua vida. A morena conhecia bem suas fraquezas e sabia qual era o seu limite de tolerância para elas.

Estar ao redor de Emma significava estar cada vez mais próxima a luz e distânte de todo aquele passado pesado que ela havia deixado para trás, mas os sentimentos que Regina nutria pela loira dilaceravam seu peito expondo seu coração ainda enegrecido. O amor é fraqueza, ela se recordava das duras palavras de sua mãe. Regina não era permitida a amar.

Regina entendia de fraquezas e, até colocar Emma para dentro de sua casa, as suas fraquezas eram de seu controle. Emma, sem querer, a confundia. Não, o amor é força.

Sua maior força e sua grande fraqueza lutavam dia após dia para saber quem levava a melhor. Cabia somente a Regina se manter longe da escuridão.Através daquela nova vida que se formava no ventre de Emma, a prefeita conheceu o pior de todos os sentimentos; a esperança.

A cidade finalmente poderia ir e vir livremente assim que a mina estivesse ativa, e era isso que eles mais desejavam. E quem podia culpá-los por desejar a liberdade, quando há um mundo enorme depois dos limites de Storybrook?

A prefeita realmente queria poder fazer isso por eles. Regina queria estar feliz com essa realização, mas não estava.
Storybrook aberta significava que além da magia, Hook, se assim desejasse, poderia estar de volta a qualquer momento.

Mesmo não estando preparada para enfrentar isso, Emma era uma mulher livre, solteira. Se para amá-la fosse necessário deixá-la ir, então Regina a deixaria partir.

Regina não tinha esse tipo de conversa com Emma. Se Hook realmente aparecesse, a morena perderia tudo mais uma vez, e então, o que sua mãe sempre lhe ensinou fazia bastante sentido agora. O amor é fraqueza, sua menina tola.

A prefeita estava nervosa com as decisões que teria tomar dali em diante, pois aquilo influenciaria toda a sua vida, mas preferiu se concentrar no exame de Emma. Ela, mais ainda do que a loira, queria ver o rostinho do bebê.

–Aqui está, Emma! O seu filho segue ótimo!- Disse Dr.Whale enquanto passava o aparelho na barriga da loira.

Regina estava especialmente mais sensível naquele dia, assim que viu a criança não conseguiu conter a emoção e se pôs a chorar.

–Regina! Venha aqui, fale um pouco com o melãozinho.- Pediu Emma.

A morena revirou os olhos ao ouvir o novo apelido que a criança ganhou e percebeu o médico abafando uma risada.

–Dr Whale, espero que o senhor esteja concentrado apenas no que está fazendo!- Disse, secando as lágrimas.

Regina segurou as mãos da loira e seus olhos encaram o monitor que mostrava o bebê. Logo se dirigiu a barriga de Emma.

–Olá pequena criança! -Começou. -Sou eu, Regina. Acho que você já deve saber quem sou eu essa altura, mas eu nunca me apresentei decentemente para você.- Emma a olhou emocionada.- Acho que passou da hora de conversarmos direito, não é? Bom, daqui alguns meses você vai nascer, e eu não quero que você sinta medo quando esta hora chegar. Pode parecer esquisito você descobrir que nós não vivemos na água, como você, mas eu garanto que aqui fora tem um mundo lindo te esperando! Ah, você já tem um irmão mais velho, um ótimo irmão aliás, você vai adorá-lo. — Regina estava ajoelhada ao lado de Emma, falando o mais baixo que conseguia para tentar ter uma conversa íntima. A loira, que escutava tudo, também estava emocionada.

Regina encarou os olhos de Emma antes de continuar, buscando algum tipo de inspiração para o que vinha a seguir.

–E é claro, tem a sua mãe! O que eu posso te contar sobre a sua mãe? Primeiro que ela te ama, mas te ama mesmo! Ela também é uma mulher linda. — Sentiu seu rosto corar, mas não se incomodou. — O que me leva a acreditar que você também seja um lindo bebê. Sua mãe, apesar de chamar com esses nomes horrorosos de comida, é uma pessoa muito legal, acredite! O Henry adora ela! Emma também é uma heroína sabia? Mas isso eu vou deixar para o seu irmão te contar melhor... De qualquer maneira, nós estamos ansiosos te esperando. Sim, tem muita gente te esperando do lado de cá! Pode nascer sem medo, porque enquanto eu estiver por perto, eu vou garantir que nada de ruim vai te acontecer.

Emma estava sem palavras. Ela mal acreditava que estava ouvindo Regina falando com a sua barriga.

–Regina, isso foi lindo! Eu não sabia que você tinha tantas coisas legais para dizer!

–Você acha que eu sou que tipo de pessoa, Srta Swan? Eu também gosto do... É Melãozinho agora, né?!

–É, melãozinho, você viu como cresceu?. -Emma acariciava a barriga. -Ele não fica agitado desse jeito com ninguém, só com você! É incrível, Regina! Acho que ele pensa que você é o pai. -Disse em tom divertido.

Regina fechou a cara imediatamente com o comentário de Emma. A loira esqueceu completamente da presença do médico na sala e tampou a boca com as mãos.

–Se me permite corrigí-la, Emma, seu bebê provavelmente se apegou a Madame Prefeita por acreditar que ela é a mãe dele mesmo, e não o pai. Isso ocorre porque ele sente que você e ele sejam uma única pessoa.

Regina não podia ficar mais feliz com o que ouviu mas não resistiu à tentação de provocar Emma.

–Então quer dizer que toda vez que a Senhorita Swan é irresponsável e faz algo que pode prejudicar o bebê, a pobre criança acha que foi ela mesma que fez?

–Mais ou menos isso, Madame Prefeita, não exatamente. A criança terá essa sensação de que ela e Emma sejam uma pessoa só até os quatro meses depois de nascer.

–Na verdade, Madame — Disse zombando do título que a prefeita era chamada. -Isso quer dizer que, quando eu como queijo grelhado, sorvete, rosquinhas cobertas, não sou eu e sim o pobre melãozinho aqui dentro de mim que está pedindo.Você não deveria mais brigar com a gente por isso.

Regina revirou os olhos para Emma.

–Ela está certa quanto a isso, Madame.

–Não me lembro de ter pedido a sua opinião quanto a isso, Dr. Whale.

–Viu, eu estou certa? Eu sempre estou certa, Madame..

*****

–Regina, posso te pedir uma coisa?

Pronto! Bastava Emma querer alguma coisa de Regina que a morena tinha mil reações, a primeira era querer negar, seja lá o que fosse. A segunda era sentir um certo pânico caso a loira dissesse algo relacionado a sexo, pois agora Regina podia esperar até isso de Emma.

A terceira era tentar ouvir sem que precisasse olhá-la nos olhos em caso de querer rejeitar o que escutou. Depois era dizer que sim querendo dizer que não, e, então, finalmente, se arrepender.
Regina simplesmente detestava quando Emma anunciava que iria pedir alguma coisa.

–O que foi, Swan?

–Eu estou com desejo!

–Mas isso não é novidade nenhuma. Todos os dias a senhorita tem um desejo, até coisas estranhas eu já fui buscar para você, por exemplo quando você quis comer abacaxi as duas horas da manhã, e ele tinha que estar azedo. Você realmente acha que Storybrook é Boston? Aqui nós não temos lugares abertos de madrugada, querida!

–Eu sei, aliás como você conseguiu o abacaxi aquele dia? Ele estava maravilhoso, azedo na medida certa, exatamente como eu queria.

–Mary Margareth...

–O que tem Mary Margareth?

–Ela tinha o abacaxi.

–E como você sabia disso?

–Porque eu fui em todos os lugares que vendem frutas em Storybrook, e como eu imaginava, estava tudo fechado. Nem uma mísera feira da madrugada. Então eu estava prestes a desistir, mas fiquei com pena do mamãozinho, naquele dia ainda era mamãozinho.- Explicou. — E acabei ligando para Robin, pensei que com Zelena também estando grávida, talvez ele também já tivesse precisado de abacaxi.

–Meu Deus, você falou com o Robin? Está tudo bem, Regina? Por que não me disse nada?

–Por que ele não me atendeu e eu não consegui falar com ele.

–E então?

–Bom, dai eu me lembrei que Henry estava na casa dos avós naquele dia e resolvi ligar para ele. E adivinha? Eles tinham abacaxi! Eu só não tinha certeza se estaria como você queria.

–Então Henry foi o meu herói naquele dia? E você querendo levar o crédito do nosso filho...

–Sim, Henry foi o herói... -Ironizou. -Ele não se deu o trabalho nem de pegar o abacaxi para mim, eu mesma subi lá e peguei. Ainda tive que passar um relatório sobre você para a sua mãe no meio da madrugada.

–Eu estou brincando, Regina! Não sei o que eu faria sem você!

Regina queria tanto que as palavras de Emma tivessem o mesmo peso e significado que tinham para ela. Sentiu seu rosto corar um pouco enquanto seu coração se desfazia.

–Sem mim, provavelmente você já teria matado essa criança com cafeína e açúcar, ou quem sabe, com fumaça tóxica de pó de fada gasoso.

Emma ficou sem jeito, sabia que a prefeita tinha razão. Ela não sabia nada sobre gravidez, mesmo já tendo passado por isso antes.

Tudo era novidade para Emma. Desejos, dores, cólicas, mudanças no corpo, consultas médicas, dietas adequadas, enfim, eram muitas coisas que Regina organizava para que Emma desse conta de gerar esse bebê durante os 9 meses. A loira sabia da necessidade e da importância da prefeita naquele momento, além do mais, Regina era uma excelente companhia para qualquer coisa. Emma adorava chegar em casa e estar ao lado dela e de seu filho, já havia se acostumado com aquela vida.

–Ei, você ia mesmo até a casa de Robin, se ele atendesse o telefone? -Perguntou Emma curiosa.

–Claro que sim, senão pra que teria ligado?

–Como você está com isso? Quer dizer, você ainda o ama?

Regina virou o rosto para o lado. Não queria falar sobre Robin com Emma. Como ela iria explicar que o amor acabou de repente? Ou que talvez ela achasse que nunca existiu esse amor todo?
Emma talvez não entendesse e quisesse ainda mais explicações que nem Regina poderia dar... A loira não viveu na Floresta Encantada. Para ela, as coisas eram mais simples, mais fáceis de compreender, no mundo de Emma não havia magias, bruxas ou princesas, encantamentos ou feitiços.

Regina foi iludida pelo pó de fada, acreditou que Robin era seu amor verdadeiro, seu grande final feliz. Mas se aquilo fosse verdade, e Daniel? Não significava nada, então? Provavelmente o pó de fada mostrou que naquele momento, Robin era quem a faria feliz. Daniel já havia morrido. Emma ainda não tinha nascido. Então Robin era o certo para ela.

Depois que ela virou as costas naquela taverna tudo mudou, o seu destino mudou. Emma apareceu em sua vida. Não era mais Robin, não agora, não nesse tempo e muito menos no mundo onde havia Emma, e isso já estava mais claro que água para prefeita.

A morena só não encontrava a forma certa de fazer Emma entender que ela e Robin não se tratava de amor mas sim de destino, e Regina se deixou enganar, durante um longo período, pela esperança.

–Não vejo motivos para lutar por Robin mais uma vez, Swan. Me resta apenas deixá-lo viver sua vida com Zelena.

–Como você consegue fazer isso? Quer dizer, até outro dia você amava ele a ponto de se arriscar até Nova York buscá-lo e agora simplesmente acabou o amor?

–Eu fui até Nova York porque me preocupo com Robin, não poderia deixar ele e Roland nas mãos de Zelena.

–Mas você não o amava? Fomos até lá resgatar um homem que não queria ser nem ser resgatado?

–É melhor deixarmos esse assunto para lá, Emma.

–Não. Eu quero saber por que fomos até lá se você não amava esse homem?

–Isso não é da sua conta, já disse, deixamos esse assunto para lá.

–É da minha conta sim! Eu estava lá junto com você, caso você tenha esquecido. Perdi um tempão com essa história para nada?

–Você só foi comigo porque queria buscar aquele filhote de dragão.

–Não, eu fui com você porque você disse que precisava de mim, Regina! Você me pediu que fosse!

–Tudo bem, Emma. Eu pedi que fosse comigo sim, mas porque eu estava preocupada com você. E ainda bem que eu fui, sabe-se lá o que você teria feito com a sua amiguinha se eu não estivesse junto.

–O que você quer dizer com isso?

–Qual a sua história com ela exatamente?

–Também não é da sua conta.

Regina respirou fundo e achou melhor deixar essa discussão para depois, não queria brigar com Emma e ela sabia onde aquela conversa chegaria.

–Você estava dizendo que estava com um desejo, o que era? -Mudou o assunto.

–Sabe que eu esqueci?! Eu ando esquecendo tudo, é muito irritante. Mas já que você quer saber, eu estou, a alguns dias, com uma vontade enorme de comer torta de maçã.

Regina abriu um sorriso enorme. A morena ficou feliz em saber que Emma se lembrou da sua torta, mesmo nunca tendo provado. A prefeita adorava cozinhar, mas se orgulhava, especialmente, da torta de maçã que fazia, ela sabia que era deliciosa.

–Mas não me odeie, por favor... A única vez que eu vi a sua torta de maçã, foi quando você quis, literalmente, me matar com ela. Estou com vontade de comer a torta de maçã da minha mãe.

Regina fechou o semblante e deu seu maior tom de deboche.

–E desde quando Mary Margareth sabe fazer torta de maçã?

–Eu não sei. Mas é deliciosa, você devia experimentar também.

–Swan, por favor! Eu ensinei a sua mãe a fazer a torta, a muitos anos atrás, ainda na Floresta Encantada. Eu precisava distrair a pivete. Fazê-la ficar horas na frente de um fogão era um descanso merecido que eu ganhava.

–Então você deve saber que a torta dela é ótima. Como a sua, imagino! -Colocou seu melhor sorriso forçado no rosto.

–De jeito nenhum, como a minha, não! Aliás, a sua mãe nunca aprendeu a fazer nada na cozinha. Não sei como o Charming sobreviveu, por tanto tempo, sem morrer de fome ao lado dela. Você teve sorte de não precisar crescer comendo nada que ela cozinhasse.

Emma apenas a olhou a lembrando quem era a responsável por Emma não ter tido a chance de crescer junto com os pais.

–Me desculpe, Emma! Eu acho que falei demais.

–Tudo bem. -Emma já conhecia o humor ácido da prefeita.

–Olha, para compensar o que eu disse, vou ligar agora mesmo para Mary e pedir que ela faça uma torta para você e eu vou buscar, ok?

*****

–Quem diria que a poderosa Evil Queen estaria tão apaixonada a ponto de me pedir para fazer uma torta e justamente de maçã?

–Cala a boca, Mary! É para a sua filha, você deveria me agradecer ao invés de zombar de mim.

Regina estava sentada à mesa da sala de visitas esperando a mais nova preparar a torta.

–Ei, não coloque os ovos assim. Você tem que separar as gemas e colocá-las somente depois.

–Ah, Regina, dá no mesmo.

–Onde você comprou essas maçãs?- Perguntou enquanto girava as frutas, uma a uma, em sua mão. — Estão deploráveis. Não são apropriadas para uma torta.

–Na vendinha de frutas, oras.

–Se eu soubesse que você não tinha maçãs decentes em casa, eu mesma teria colhido algumas e traria.

–Não precisa, essas estão boas. É só tirar os machucadinhos. -Disse animada.

–Quantas vezes eu te disse que a massa tem que ser aberta numa superfície fria? Você se esqueceu de tudo ou nunca aprendeu nada mesmo?

–Regina! Pare com isso! É a minha torta, se for para que você critique todos os passos é melhor que você mesmo faça.

–Pois então, com licença. Você tem luvas descartáveis?

Regina assumiu o posto de Mary Margareth na cozinha e terminou de fazer a torta para Emma. A morena não admitia erros e ver Mary cozinhando estava a deixando irritada.

–Prontinho, em exatos 22 minutos teremos uma torta decente. Só não estará perfeita por conta das maçãs horrorosas que você comprou.

–Que seja, Regina...

David estava de plantão na delegacia, uma vez que Emma não ficava mais de 4 horas no trabalho. As duas mulheres estavam sozinhas em casa enquanto Henry estava na casa de Philipe.

–Como estão as coisas com Emma, Regina?

–Iguais. -Limitou-se a responder.

–E o seu coração?

–Desde a última vez que eu o coloquei de volta, ele ainda está aqui dentro.

Mary Margareth tomou ar e se encheu de paciência, Regina não era uma pessoa fácil de lidar, mas a morena não iria desistir de insistir em fazer Regina dizer.

–Regina, não se faça de desentendida. Eu sei que você entendeu a minha pergunta.

A morena conhecia muito bem sua ex enteada e enquanto não dissesse o que ela queria escutar, Regina não teria sossego. A vontade de Regina era dizer a mulher que a filha dela propôs que elas fizessem sexo casual e que, mesmo sendo uma loucura, ela resolveu aceitar. E então, acabou descobrindo que Emma podia ser ainda mais gostosa sem roupa do que vestida .Queria poder detalhar as habilidades e peripécias que Emma fazia na cama, e como aquele foi o melhor sexo que ela já teve e estava ansiosa para uma próxima vez.

A morena bem que queria ver a reação de Mary ao saber daquilo, mas achou melhor guardar o divertimento para algum outro momento.

–Bem, o que você quer saber? Hoje mesmo Emma ficou desapontada em descobrir que eu não amo Robin, outro dia me disse como Hook faz falta... Enfim, como você pode notar, estamos caminhando para um casamento muito feliz em breve.- Ironizou.

–Regina, você ainda não falou com ela?

–Mas é claro que não! E não espere que eu vá fazer isso tão cedo.

–Eu acho que você se surpreenderia, se dissesse.

–Por que você é tão otimista assim?

–Porque sim. Eu vejo a forma como Emma se porta quando está perto de você, a forma que ela te olha. É diferente, eu sei. Mães sempre sabem.

A morena se lembrou de Henry. Se lembrou que ela não soube nada disso, que ela falhou. Mesmo sem saber, Mary Margareth ainda a fez lembrar de mais esse desgosto que a prefeita carregava.

–Escuta, você não deveria odiar o fato de eu amar Emma? Eu separei vocês duas, eu estraguei a vida dela. Como você sabe que eu não vou fazer isso novamente?

–Por que eu conheci uma Regina diferente, a mesma que me salvou do cavalo. Essa era uma Regina doce, carinhosa, que jamais iria machucar alguém. Era uma mulher que daria a própria vida pelo amor. E agora, eu vejo que essa Regina de volta em você. Eu sei que você não magoaria a Emma e a prova disso é que você veio até aqui, mais uma vez, só para atender os desejos dela.

Aquilo surpreendeu Regina. Nem ela própria se dava tanto crédito como o que havia escutado de Mary. Precisava tomar um ar para tentar assinalar tudo que a ex enteada havia lhe dito.

–Vou ver a torta, deve estar pronta.

Notas finais
PEACE Y