Imagine

1 Não quero suas roupas, Regina.


Notas iniciais
FIC SQ
Aguardo as observações de vocês para saber se devo continuar... Espero que gostem da ideia!
Prometo mto amor!
BjO.

Vamos logo, Emma.

-Espera! Essa porcaria não quer fechar!

-Meu bem, já falei que você deve comprar calças adequadas para...

-Sem sermão agora, Regina! Me ajuda aqui...

A prefeita encarava Emma com uma afeição seria, porém trazia doçura e talvez até uma certa compaixão pela loira no olhar.

-Tudo bem, deite-se! -Pediu Regina.

-O que?

-Calma, deite-se ali na cama que eu vou fechar esse zíper para você.

As mãos delicadas de Regina tocaram o corpo alvo de Emma e com um pouco de esforço, a morena conseguiu subir o zíper da calça da loira.

-Argh!! Que ótimo, agora não consigo respirar aqui dentro!

-Assim que sairmos do médico, vamos até o shopping e resolveremos esse probleminha.

-Regina, eu não quero comprar nada, além do mais, estou enjoada!

-Emma, você precisa ficar confortável, acha que vai aguentar até quando?

-Já disse, não quero comprar nada!

-Tá bom, resolvemos isso depois. Vamos agora ou senão chegaremos atrasadas.

-Preciso ir ao banheiro antes.

-Emma, temos que sair já!

-Não, não. Você não tem o direito de reclamar...

-Ok, estarei te esperando lá embaixo.

Enquanto Emma correu até o banheiro, Regina desceu as escadas de sua mansão sorrindo com o canto dos lábios. A morena estava satisfeita por ter convencido Emma a deixá-la ajudar durante esse período.

Ela não sabia ao certo por que a ideia de estar presente parecia tão importante, deixando até alguns de seus afazeres da prefeitura, de lado. Regina sentia, em alguns momentos, que aquela criança dentro de Emma, era um pouco dela também, considerando que o último filho gerado no ventre de Emma, era de fato, seu filho adotivo, Henry.

Aflita com o horário passando, Regina não queria apressar ainda mais a loira e correr o risco de iniciar uma briga besta, então resolveu se sentar e esperar mas sem tirar os olhos do pé da escada esperando Emma aparecer.

Regina não conteve o riso, Emma descia as escadas lentamente, com as calças abertas novamente e o cabelo todo desgrenhado. Regina se levantou para ajudá-la nos últimos degraus.

-Eu estou bem, Regina. Podemos ir agora.

-Quer um copo de água?

-Não. Agora quero ir.

-Está bem, venha.- Disse a prefeita segurando o braço da loira.

-Apenas uma.

-Uma o que?- Perguntou Regina.

-Uma calça, simplesmente porque eu não posso sair por aí com o zíper aberto desse jeito.

Regina sorriu, quase que riu, mas se conteve e apenas esboçou a satisfação que sentiu ao ouvir que Emma estava escutando seus conselhos.

-E eu vou escolher. -Enfatizou Emma.

-Por mim, tudo bem.

O caminho até a clinica não era muito longo e por mais que Emma insistisse, Regina não a deixou dirigir até lá.

-Ansiosa, Emma?

-Hm. Não.

-Poxa, hoje é a primeira consulta. Você deve ter um monte de perguntas para fazer.

-Na verdade, nenhuma. Não é como se eu nunca tivesse feito isso antes, sabe?! E da última vez, acredite, foi bem pior.

-Eu sei, Emma. Não deve ter sido fácil mesmo. Mas por que você não aproveita a oportunidade e tira suas dúvidas com o dr. Whale?

-Por que eu simplesmente não tenho dúvida nenhuma, Regina!

A loira estava impaciente e alterou seu tom de voz com a prefeita que apenas a olhou de volta, fazendo a loira se arrepender da forma como falou.

-Poxa, Regina... Me desculpa, acho que são os hormônios falando por mim...

-Eu sei, querida. Eu sei. Já estamos chegando...

-Não consegui fechar os olhos essa noite, estou um caco.

-Você precisa descansar, Emma... Vou pedir para o Dr. Whale te receitar algum remédio.

-Não! Sem remédio, Regina. Meu bebê não vai tomar remédio nenhum.

A loira acariciava gentilmente a barriga, que mal aparecia, enquanto falava.

Regina, mesmo concentrada na direção, não deixava de olhá-la com o canto dos olhos. A morena também sentia vontade de acariciar a barriga de Emma, de colocar as suas mãos ali e poder sentir, ao menos por alguns segundos, o bebê, mas se segurava, afinal, ela estava ali apenas para ajudar Emma, não podia nem pensar em se apegar aquela criança. Seguramente, a morena não aguentaria a dor de não poder criar aquele filho, caso se apegasse.

A morena tentava, a todo custo, manter uma certa distância, e fingir que aquilo não mexia com ela. Desta vez, ela sabia que Emma não iria abdicar de criar o filho que carregava, Regina não teria nem a chance de disputar o carinho e a atenção da criança.

-O que foi, Regina?

-Nada...

-Se você está dizendo...

-Não se preocupe, não é nada mesmo, estava apenas pensando.

-No Robin? -Perguntou Emma cautelosa.

Naquele instante a prefeita se lembrou que tinha um namorado, ou melhor, um ex namorado, e que precisava resolver de uma vez a sua situação também, mas nem de longe, era sobre isso que ela estava pensando naquele instante.

Tudo que aconteceu entre ela e Robin parecia tão distante, tão surreal que se não fosse por Emma recordá-la, talvez ela mesmo duvidasse que sua irmã estivesse esperando um filho de seu namorado.

Era muito para Regina aceitar e ter que engolir. Ela não queria e não ia pensar nessa história, pelo menos, não enquanto cuidava de Emma e de seu bebê, afinal, a loira ainda iria precisar muito dela se continuasse a agir como estava agindo desde que descobriu que estava grávida.

-Regina? Você não respondeu a minha pergunta.

-Sabe o que? Já havia até me esquecido de Robin...

-Que bom! Acho que nós duas juntas estamos melhores do que se estivéssemos brigadas, quero dizer, você me ajuda com isso- apontou para a barriga- e isso te ajuda a superar o Robin.

Regina ficou desconcertada com o que ouviu de Emma. Ela jamais esperava que Emma pudesse dizer aquilo, internamente, concordou, mas apenas sorriu um sorriso fraco para a loira ao seu lado.

-E então, doutor Whale? -Perguntou a morena enquanto o médico passava o ultrassom na barriga de Emma.

-Parabéns Emma! Seu bebê está forte e saudável.

Regina estava emocionada e tentava a todo custo, segurar as lágrimas para que ninguém notasse como ela estava mexida com a chegada daquela criança.

-Já dá para saber o sexo, doutor?

-Sinto muito, Regina. O sexo do bebê, só na próxima consulta, ainda é muito cedo...

-Ótimo, porque eu não quero saber qual será. E se eu não vou saber, você também não vai! -Afirmou Emma.

-Emma? Você perdeu o juízo? É importante saber o sexo para que você possa comprar as coisas para ele.

-O que tiver que ser comprado, pode muito bem ser neutro, branco, amarelo, sei lá. Além do mais, eu acho que não preciso comprar nada.

-Mas e um nome, você não vai querer escolher?

-Não agora. Quero olhar para a carinha dele e decidir.

Enquanto Regina parecia frustada com o que ouvia de Emma, o médico, Whale, segurava o riso. Ele já havia presenciado aquela cena milhares de outras vezes, mas nunca dessa forma. Se perguntou por que Regina estaria ali acompanhando Emma.

-É, não é da minha conta, mas apenas por curiosidade, quem é o pai dessa criança, visto que não pode ser a Regina.

Emma corou instantaneamente e o comentário deixou Regina furiosa.

-Você tem razão, Dr. Whale, não é mesmo da sua conta.

O doutor se calou e continuou a examinar as imagens.

-Regina, imagina o que vão falar quando descobrirem... -Emma cochichou.

-Ninguém vai dizer nada, não é problema deles, Emma.

-Droga!

-Não se preocupe com isso, Emma. Daremos um jeito.

-Não é como se eu conseguisse esconder, sabe? Daqui a pouco, todo mundo vai ver...

-Eu sei, até lá, pensaremos no que fazer.

-Doutor Whale, agradeceria se você mantivesse essa consulta em sigilo, tudo bem? -Pediu Emma.

-Mas é claro que ele vai manter, Emma. Ele não vai querer correr o risco de perder o emprego, não é mesmo, doutor Whale?

-Claro, prefeita! Fiquem tranquilas, sigilo médico.

-Ótimo, passar bem, Whale. Vamos Emma.

-Obrigada, Whale, nos vemos em um mês.

-Regina, não precisava ter falado daquele jeito com Whale.

-Não se engane, meu bem. Ele é um lobo em pele de cordeiro, se eu não tomasse as rédeas naquele minuto, a esta altura, Storybrook inteira já saberia que você esteve em seu consultório.

Emma apenas girou os olhos para Regina, provavelmente pensando como a prefeita era exagerada, mesmo que, nesse caso, especificamente, fosse para protegê-la.

O início da gestação estava fazendo com que Emma se irritasse facilmente com qualquer coisa, mas da mesma maneira, era passageiro.

-Estou com fome.

-Eu sei, come isto aqui até chegarmos no shopping.

-Barra de cereal, sério Regina?

-Sim, Emma. É ótimo para a saúde do bebê e vai diminuir a sua fome.

-Eu não quero ir ao shopping, estou cansada.

-Tudo bem, vamos até em casa e eu vou separar algumas roupas que talvez fiquem mais confortáveis em você.

-Roupas suas?- Emma perguntou enquanto mastigava a barrinha de cereais que Regina a entregou.

-Sim, algumas calças e camisas mais folgadas, talvez você consiga usá-las por mais um ou até dois meses.

-Não quero usar suas roupas, Regina. Estou bem com as minhas, obrigada.

-Você é quem sabe, Emma...

Notas finais
Comentemmmm!!
=DD