Imagine
23 Eu te amo também, Madame Prefeita!
Notas iniciais
A loira, assim como Regina, queria poder se entregar e viver o amor que, por tanto tempo, acreditou que não ultrapassaria os limites de sua imaginação. Ao aceitar o convite de morar com Regina, Emma jamais imaginou que a morena iria se apaixonar por ela, não que ela não tivesse investido nisso quase que diariamente, porém a ideia daquela mulher deslumbrante dar uma chance a alguém como ela, era completamente surreal.
A prefeita sempre respondendo de forma tão seca e formal que Emma acreditava que a mulher apenas tolerasse a sua presença e, por isso, a loira costumava provocá-la, propositalmente, sempre que tinha a oportunidade. Emma gostava de ver a morena perder a majestria, além de considerar que Regina ficava ainda mais sexy quando irritada. A loira se divertia ao ver Regina tentar se livrar de suas investidas, queria mesmo era saber até quando a morena aguentaria resistir suas brincadeiras. Depois que, num ato impestuoso e descabido, beijou a prefeita nos lábios sem mais nem menos, a loira tinha certeza que Regina passaria a odiá-la. Se arrependeu durante muitos dias do que fez, porém com o passar dos dias, o desejo de repetir aquilo só aumentou e a loira notou que suas brincadeiras já não eram mais tão inocentes as
sim, ela estava gostando mesmo de Regina exatamente como ela era. Emma costumava culpar os hormônios da gravidez dizendo que não tinha muito controle da situação, o que não era de todo uma mentira, mas a verdade mesmo era que ela não aguentava mais ficar longe dos lábios que havia provado. A partir daí, admitiu para si mesma que não tinha mais volta, seu corpo pedia por Regina.
Emma ainda podia repetir mentalmente as regras que a prefeita criou quando, sabe-se lá como, a convenceu de fazerem sexo casual; a morena não queria intimidade, não queria cobranças e acima de tudo, pediu sigilo.Emma, por sua vez, brincou que Regina não poderia se apaixonar por ela, sem acreditar que aquilo poderia se tornar uma possibilidade real. Mais uma vez, Emma estava só provocando. Viver sobre essas condições ao lado de Regina, era nada mais do que uma bela tortura diária para a loira.
Com tantas regras impostas não restava outra saída para Emma senão respeitar cada uma delas. Só ela sabe o quanto foi péssimo ver Regina nos braços de Ruby e fingir que esquilo não a afetou em nada, não só uma, mas sim, por duas vezes. Emma passou a detestar qualquer coisa que se relacionasse a Ruby, incluindo a comida servida na sua antiga lanchonete favorita. Emma não podia ouvir o nome da garçonete que perdia vontade de fazer qualquer coisa que estivesse fazendo, era inevitável não lembrar daquela maldita morena com a língua enfiada na boca da sua prefeita. As vezes, mal conseguia controlar o ciúmes e imaginou que Regina já pudesse ter notado que havia algo errado, mas mesmo assim, não conseguia ser diferente.
A loira tinha certeza que, se Regina fosse escolher alguém para assumir um relacionamento, certamente escolheria a garçonete, afinal, Emma nunca pôde sequer tocá-la fora dos limites da mansão e com Ruby as regras eram bastante diferentes e muito mais liberais, se é que havia alguma regra naquilo que Emma costumava presenciar. A loira preferiu não saber porque a morena sempre acabava a noite nos braços de Ruby, sobrando para ela apenas as consequências das bebedeiras. Se perguntou várias vezes porque ela nunca fôra suficiente para que Regina aceitasse tentar um relacionamento e se convenceu que aquilo seria pedir demais da morena, já que ela fazia muito por ela e seu bebê. Emma nunca ousou pedir algum tipo de explicação da morena, afinal, cobrança não fazia parte do acordo e, definitivamente, Emma não estava disposta a colocar em risco as luxurias que cometia com Regina, então optou por seguir exatamente igual, apenas brincando com a morena e deixando seus sentimentos de lado.
****1 MÊS ANTES****
–Você deveria estar me agradecendo por isso, sua vida no mundo real era miserável, capitão!
–Crocodilo dos infernos! Crocodilo maldito! Por que? Porque me tortura me fazendo lembrar de tudo que eu já havia esquecido?- Perguntou Hook inconsolável.
–Porque está quase na hora de você me pagar o que deve, querido! Eu preciso de você aqui para isso.
Gold finalmente arrastou Hook para dentro de sua loja de penhores, o homem estava vagando perdido e sem memórias pela cidade. Queria discrição, não seria bom para seus planos se as pessoas de Storybrook o vissem de volta. Especialmente a prefeita, quando recuperasse seus poderes, poderia ser um grande tormento para o mago. Foram meses de trabalho para que Gold conseguisse trazer o capitão de volta para lhe pagar a sua parte do acordo já que o mais velho não contava com os pais de Emma atrapalhando seu plano inicial.
–Emma jamais vai me perdoar por tê-la abandonado! -Lamentou Hook.
–Ah, Emma certamente não irá perdoá-lo. A Salvadora não te ama. -Provocou Gold. -Talvez nunca tenha amado.- Adicionou.
Hook escutou o que Gold lhe disse, mas preferiu ignorar, aceitando aquilo como se fosse apenas uma provocação.
–Emma me amava. Eu estraguei tudo! Por Deus! Nós vamos ter um filho, claro que ela me ama!
Gold sorria e a expressão irônica irritava o capitão. De volta a Storybrook, Hook não tinha controle algum sobre a sua mão e sua vontade de matar alguém crescia a cada vez que ouvia o mais velho dizer alguma palavra.
–Nã-não! Você apenas fez esse filho com ela.
–O que você está dizendo? Você é só um velho maluco que não sabe o que fala...
–Tem certeza que eu não sei? — Desafiou Gold, que parecia saber o que dizia. -Vai me dizer que você nunca reparou nada?
–Reparar em que? O que você quer?
A provocação de Gold parecia estar funcionando e Hook, cada vez mais, se mostrava ansioso e aflito, exatamente como Gold previa. A fúria do moreno não demoraria a aparecer, a presença daquela mão o faria perder o controle facilmente e assim Gold não precisaria sujar suas próprias mãos, já que Hook faria todo o serviço necessário.
–Reparar em como a salvadora sempre esteve apaixonada por outra pessoa, chega a ser quase uma obsessão. Como eu disse, você apenas fez esse filho, mas o amor... O amor ela guardou para outra pessoa!
–De quem você está falando? -O capitão perguntou um pouco confuso. -Emma sempre me amou, ela mesmo já falou que me amava! -Suas palavras tentavam demonstrar a segurança que ele estava começando a perder. Hook já não se sentia mais tão seguro de que sabia do amor da loira.
–Ingênuo! -Gritou. — Ela não ama você, nunca amou! Nunca foi você, capitão, sempre foi Regina!
O pirata ficou mudo, assombrado com a revelação. O capitão reviveu em sua memória,recém adquirida, os momentos com Emma, e eles pareciam certos, Hook nunca percebeu nada de diferente, exceto o fato de se lembrar de sempre ter sentido um ciúmes inexplicável da relação que Emma levava com Regina. Aquilo não poderia ser nada demais, não deveria ser. Ela era a namorada dele.
–O que foi, querido? Sua memória ainda está falhando ou agora você se recorda de todas as vezes que ela deixou você de lado para correr para a prefeita?
–Emma não me traiu! -Disse tentando convencer mais a si mesmo do que Gold.
–Não! Emma nunca te traiu porque nunca soube que seu amor era correspondido, mas agora... -Gold fez uma pausa, como costumava fazer antes de dizer algo revelador. -...Agora ela já sabe!
–Não! Isso é mais um de seus truques! Eu não vou cair nessa!
O capitão tinha as mãos na cabeça, como se estivesse tampando as vozes que diziam que aquilo era verdade. Tudo estava claro e fazia sentido, mas Hook não queria acreditar que ele não significou nada para Emma.
–Não preciso de truque. O destino trabalhou por mim dessa vez. Pense bem, quantas vezes Emma te deixou de lado e correu para os braços da prefeita?
O que Gold dizia era claro como água e todas as peças se juntaram na mente de Hook, ele se deu conta que talvez o homem estivesse certo, Emma nunca o amou, ele pode, realmente, ter sido só um homem, como outro qualquer poderia, que fez aquela criança.
–Não. Emma... Ela precisou ajudar Regina!
–Não seja ainda mais tolo! Você realmente acha que todas as vezes Regina precisava de ajuda?
Gold estava certo, Regina nunca precisaria de ajuda, ao menos, não tantas vezes. Emma sempre largava ele para resolver algum problema com a prefeita, até mesmo quando se viram pela última vez, na linha cidade, Emma não se deu o trabalho de desmarcar o encontro com ele e foi parar na casa de Regina. Especialmente aquele dia estava bastante vivo em sua memória, era para ter sido o dia que suas vidas mudariam juntos e não da forma como ocorreu. Mas se Emma não tivesse saído... Se ao menos tivesse atendido o celular, mas não. Ela estava com Regina em algum lugar, fazendo alguma coisa mais importante do que acompanhar Hook, pai de seu filho, em uma jornada transformadora. Naquele instante, Hook soube que Gold não estava blefando. Era verdade e, infelizmente Emma estava mesmo apaixonada por Regina e Hook não sabia nem dizer desde quando que a loira a amava, já que desde a primeira vez que se viram, Emma fazia as mesmas coisas.
–E se você estiver certo? Que diferença isso faz?
–Bem, eu estou certo, capitão. E agora Emma e Regina ficarão juntas e você não terá chance nenhuma com essa criança. Esse filho não saberá nem que você existe!
–Eu.. Eu vou levá-los embora daqui...Emma vai embora comigo! -Disse Hook. o capitão bem que tentou ser convincente, mas ele bem sabia que aquilo não seria uma possibilidade.
–Oh, e vai viver com você perambulando pelas ruas do mundo real? É claro que ela não aceitará fazer parte disso. Se você duvida de mim, pergunte a ela você mesmo.
Chega! Hook não queria mais ouvir aquilo. Saber que Emma não o amava como ele sempre pensou, era muito doloroso e mais uma vez, ele preferia não se lembrar de nada do que ser torturado com esse tipo de recordação. O capitão só queria ir embora dali o mais rápido possível.
–E o que você quer de mim?
–Simples! Vá visitar essa criança assim que nascer, leve flores, presentes ou que mais te agradar, se aproxime... E assim que ficar sozinho com o bebê, traga-o para mim!
–E o que faz você pensar que eu faria isso com meu filho? -Perguntou desconfiado.
–Porque é a única chance que você tem de ser pai, sem mencionar o fato de que você me deve isso. Eu vou garantir que você possa visitá-lo vez ou outra.
Até que a ideia não pareceu ruim para Hook, ele poderia ter contato com aquela criança, se quisesse, pensou que, ao menos, aquele filho era dele e não da prefeita. Aquela criança significava a prova viva do amor de Emma por ele. Sua mente, ainda atordoada com a informação, o guiou até Regina, a mulher que viveria ao lado de Emma tudo que fôra destinado a ele, de que adiantaria Hook viver apenas na memória? A prefeita era quem Emma escolheu dividir os bons e maus momentos da vida. Sentiu ciúmes, sentiu raiva, seu desejo era sumir com a prefeita, já que ele não teria Emma, ela também não deveria ter. A morena não tinha o direto de roubar-lhe toda a felicidade e sair impune. Hook queria se certificar de que ela pagaria um alto preço por lhe tirar o que tinha de melhor.
–E quanto a Emma e Regina?
–Elas nunca mais terão notícias do bebê!
*******FIM DO FLASHBACK*****
A prefeita estava caminhando em direção ao seu carro estacionado na porta de casa carregando uma caixa de papelão contendo alguns objetos dentro. Parecia triste. Estava indo encontrar Mary para devolver alguns pertences que Emma havia esquecido durante a estadia em sua casa. Ver aqueles objetos fazia a prefeita reviver cada um dos momentos que Emma esteve com ela e Regina não podia mais ser torturada pela sua imaginação.
Emma, do outro lado da rua, sem ser notada, observava todos os movimentos da prefeita. A loira buscava apoio em uma das dezenas de árvores plantadas na rua. Quando Regina se aproximou um pouco, Emma conseguiu enxergá-la com mais clareza e notou que a morena estava abatida, havia perdido peso desde o último encontro. A loira se sentiu culpada. Regina acendia as chamas do coração de Emma em qualquer forma que estivesse, mas vê-la naquele estado, era a última coisa que a loira queria. Maldito Hook!
Seu filho se movia como nunca dentro da barriga e a loira, cada vez que olhava para Regina, não tinha certeza se era mesmo a criança ou se ela estava sentido uma manada de mil borboletas batendo asas ali dentro. Emma estava nervosa e ansiosa e só conhecia um único jeito de ficar tranquila.
As ameaças de Hook pareciam tão sem sentido agora. Olhando para Regina, Emma não sentia medo algum de perder seu filho, Hook poderia dizer que levaria a criança embora se ela não partisse com ele, quantas vezes ele quisesse porque aquela ameaça já não a afetava mais. Emma sentia que estava protegida e que nada de ruim aconteceria a ela e nem ao bebê enquanto estivessem ao lado de Regina.
Respirou fundo e, longe da visão da morena, Emma caminhou em direção ao carro de Regina. Sua mente repetia mil vezes o que ela havia planejado dizer, mas naquela hora, ela já havia esquecido tudo, apenas conseguia se recordar do principal, três palavras que não precisam de ensaio algum.
–Emma! Quer me matar? — Disse Regina buscando apoio no carro a sua frente. -Meu Deus! Como sua barriga cresceu nesse último mês! Como você está?
Emma apenas olhava Regina falar e poderia ficar assim por horas. O coração da loira batia mais tranquilo na presença da morena e a angústia que se fez presente nos últimos 30 dias era uma vaga lembrança. Emma sabia exatamente onde deveria estar.
–Emma? Aconteceu alguma coisa? -Perguntou Regina.
A loira não podia mais ficar sem beijar os lábios da mulher a sua frente e, sem aviso, agarrou o terno engomado da prefeita e a puxou para si. Com a prefeita a milímetros de distância, fechou completamente o espaço entre elas num beijo urgente. Emma percebeu a prefeita tomando fôlego e seus lábios tocaram os lábios aveludados da morena. A loira tinha esse hábito de agarrar Regina sem dizer nada, Emma tinha medo que Regina não aceitasse suas investidas, caso tivesse um tempo para reagir.
O desejo pela morena, aumentava ainda mais quando suas mãos sentiam a maciez de sua pele. Mesmo por cima do tecido das roupas que vestiam, Regina era quente e provocava em Emma uma combustão. A loira sempre tinha medo de se queimar durante os beijos que trocava com Regina.
A morena, ainda tentando se recuperar do susto, afastou seu rosto do de Emma, estava visivelmente confusa com aquilo.
A loira deveria ter conseguido dizer alguma coisa antes, mas com Regina era sempre assim, ou tudo ou nada! Emma sempre preferiu apostar tudo.
–O.. O que você está fazendo? -Perguntou Regina com um sorriso incrédulo.
Emma queria ter forças para explicar tudo, mas aquele sorriso, aqueles lábios, aquela pele, aquele cheiro... A loira não queria soltar os lábios da prefeita.
–Eu tenho muitas coisas para dizer, mas não agora!
Emma estava em chamas e só Regina seria capaz de apagar. Ela sabia que aquilo não era certo, ela tinha que se explicar...mas só conseguiu beijar Regina apaixonadamente mais uma vez.
–Eu te amo também, Madame Prefeita! Agora por favor, volte a me beijar!
Regina a encarou surpresa, não pareceu querer mais explicações além dessa declaração. Pelo visto, as três palavrinhas de Emma haviam sido suficientes naquela hora.
A morena laçou a nuca de Emma e a puxou de volta para si e então obedeceu o pedido da loira enquanto a levava para dentro de sua casa.
****
As mãos de Emma pareciam estar ainda mais afobadas do que o restante de seu corpo e seus dedos deslizavam com urgência no corpo já nu da prefeita. Emma sentia tanta falta de tocar Regina que seu corpo chegava a doer fisicamente.
Naquela tarde, não havia nada de casual, nem de sexo. Emma já havia, previamente, programado tudo em sua cabeça e preferia chamar de amor. A loira desejava sentir cada curva perfeitamente delineada do corpo de Regina em seus lábios. Emma queria ver, mais uma vez, a prefeita se contorcer com o toque de seus lábios em sua pele nua e se esbaldar com o prazer que aquilo lhe causaria.
Regina era um deleite tão grande para Emma que ela poderia se sentir completamente satisfeita apenas ao fazer a prefeita chegar ao ápice em sua língua, sem que precisasse se tocar.
A loira enfiou seus dedos no meio dos cabelos negros de Regina enquanto beijava a curva de seu pescoço. Os lábios de Emma percorriam toda a extensão do colo da morena e a prefeita gemia de volta em seu ouvido, suplicando por mais.
Os seios perfeitamente redondos de Regina encaixavam como luvas nas mãos compridas de Emma e a loira se perdia de prazer ao brincar como bem desejasse com essa parte do corpo de Regina. Os mamilos rígidos excitados apontavam para seu rosto como um convite tentador para a loira, que não resistiu e escolheu um deles para abocanhar com uma certa urgência. A loira sugava com força e, com as mãos livres, apertava os seios de Regina para próximo de seu rosto, se deixando perder ali no meio.
–Emma... -Gemeu baixinho.
–Você é maravilhosa, prefeita! -Respondeu Emma ao estímulo.
Regina estava de joelhos na cama com Emma a sua frente na mesma posição. A morena depositou suaves mordidas no ombro da loira para tentar saciar o desejo de penetrá-la naquele minuto.
Os lábios carnudos da morena faziam com que os pêlos de Emma ficassem eriçados para cima e a loira já não conseguia mais resistir ao desejo. Precisava de Regina dentro dela.
A morena colocou Emma, com todo cuidado, deitada confortavelmente na cama. A loira fechou os olhos e se deixou ser conduzida.
Sentiu as mãos da morena percorrerem todo o seu corpo, ora também depositava alguns beijos molhados em sua pele. Regina se ajoelhou na cama, em cima das pernas de Emma e acariciou a barriga da loira. Sem sair do lugar, se curvou, ainda de braços esticados tocando o ventre, e encontrou as coxas da loira. A visão da bunda empinada para cima de Regina, era mais uma das fantasias que Emma estava realizando, por conta da barriga a sua frente, Emma só conseguia enxergar a parte traseira da prefeita, que, devido a posição, estava majestosamente empinada para cima.
Regina começou a beijar toda a extensão da virilha e foi a vez de Emma gemer com a sensação da língua quente tocar em sua parte mais íntima. Desejou por tanto tempo aquele momento que sabia que não aguentaria segurar muito.
–Você está tão... Tão.. Deliciosamente molhada, Emma!
Emma já sabia, sempre que via Regina, sentia seu sexo latejar e a vontade de arrancar toda a roupa da prefeita era iminente. Emma sempre esteve pronta para ela, desde sempre.
A loira sentiu as mãos femininas acariciando seu ventre e a língua suave de Regina encontrar seu clitoris. Pensou como aquela mulher conseguia ser sexy e carinhosa na mesma medida, não conseguiu encontrar palavras para defini-la enquanto Regina a lambia com tanta devoção. A morena era apenas gostosa.
De olhos fechados, sem aviso, os dedos da morena penetraram de uma só vez a loira. Emma sentiu aquilo entrando como um furacão avassalador dentro dela e começou a mexer o quadril a fim de aumentar a intensidade dos movimentos de Regina. Queria mais.
Emma sentiu a bunda de Regina roçando contra suas pernas estiradas em cima da cama e, mesmo que a morena não estivesse percebendo, Emma sentiu o sexo molhado de Regina encharcando sua coxa. Regina não podia estar tão molhada assim. A imagem que veio à mente de Emma fez com ela não aguentasse nem mais um segundo a boca da prefeita preenchendo deliciosamente toda a sua parte mais íntima.
–Regina eu...
–Sim! Vem para mim! -Pediu em um tom diabolicamente sexy, com a voz rouca e abafada por conta da posição que estava.
Emma sentiu a respiração falhar, o coração acelerar, ela sabia que ia ser agora.
–...Eu te amo! -Disse antes de atingida por um orgasmo arrebatador.
Regina esperou que a loira terminasse de tremer e, quando Emma estava começando a controlar a respiração novamente, Regina lhe respondeu, ainda com a boca no meio das pernas da loira:
–Eu também amo você!
–Vem aqui, fica comigo! -Pediu Emma.
Regina lambeu os lábios, que ainda brilhavam dos fluidos de Emma, e finalmente se deitou ao seu lado na cama.
Emma acariciou o rosto de Regina com a ponta do indicador, estava entregue aquela mulher de uma vez por todas. Emma pensou que aquele seria um belo início para uma nova família, mas antes ainda precisaria se explicar para Regina, precisava falar sobre Hook.
–Regina, coloque as mãos aqui. -Pediu Emma apontando a sua barriga. -Tem alguma coisa estranha acontecendo.
Regina imediatamente tentou decifrar o que poderia estar acontecendo com a criança ali dentro, se preocupou mas não encontrou nada de diferente enquanto palpava a barriga da loira. Ao subir o olhar, encontrou Emma rindo para ela.-
Eu não senti nada... O que foi?
–Então acho que eram só as borboletas batendo asas ... -Respondeu romanticamente enquanto puxava a morena para mais um beijo apaixonado.
–Eu não achei a menor graça, Swan! -Respondeu Regina contrariada.
A loira, sem perceber, desviou o olhar para a janela do quarto da prefeita atrás dela, e viu que alguma coisa estranha do lado de fora, forçou os olhos para se certificar se aquilo realmente estava ali pois ela não conseguia identificar o que era aquela fumaça negra.
–Regina?
–Emma, eu não vou cair nessa de novo!
–É sério, olhe!
Regina viu quando Emma olhou por trás de seu ombro e pelo espanto da loira, instintivamente virou seu pescoço para ver do que se tratava.
–Merda! -Gritou Regina.
–O que é aquilo? -Perguntou Emma assombrada.
Regina se levantou da cama como um foguete e começou a recolher suas roupas que estavam espalhadas pelo quarto. Emma, com um pouco mais de dificuldade, fez o mesmo.
–Regina, me responda, o que é isso?
A fumaça negra tinha o formato de uma assustadora nuvem gigante e estava pairando sob a cidade.
–Blue! -Respondeu checando seu celular jogado dentro da bolsa. -Ela me ligou e... Merda! Eu não ouvi! Preciso correr Emma, antes que seja tarde demais!
Emma percebeu que só poderia ser algo muito sério e que, provavelmente estava relacionado a mina. A loira se odiou por não poder estar tão atuante como xerife e não fazer ideia o que estava acontecendo. Ela nunca havia visto Regina naquele estado de nervos, certamente não era algo bom.
A loira começou a ficar nervosa e vestia suas roupas com bastante dificuldade quando foi atingida por uma dor aguda nas costas que lhe fez faltar o ar. Preferiu não dizer nada e tentou continuar a se vestir, mas a dor piorou muito em poucos segundos e Emma precisou parar o que fazia por alguns minutos. A prefeita, impaciente para sair de casa, já estava completamente vestida preparada para sair.
–Regina!- Chamou com dificuldade. -Espera! -Pediu.
–Emma, eu não tenho muito tempo! Me encontre no poço!
–M-minha bolsa... Estourou!
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