Imagine

16 Ela vai ficar bem, mãe?


Notas iniciais
oie! Segue mais um capítulo! Eu queria lembrá-las que eu, como eu faço tudo do celular, inclusive a história, é bem chatinho para configurar e talz, ou seja, erros ocorrem e MUITO! Já peço desculpas por isso! Obrigada pela compreensão! BjO


Emma já estava no hospital, sob os cuidados de Dr Whale, não havia recuperado a consciência, mas estava, na melhor das hipóteses, estável. O médico não podia afirmar o que aconteceria com a loira dali em diante, mas alertou que Emma, se acordasse, poderia ter algumas sequelas, por ter passado muito tempo desacordada sem cuidados médicos.

Regina estava devastada, seu coração havia se partido em milhões de pedaços ao pensar na possibilidade de Nina mais ver Emma, ou de que a loira acordasse com alguma sequela grave. A morena lamentou não ter tido a chance de dizer o que sente pela loira e agora não sabia se algum dia, poderia fazê-lo.
Sentada sozinha na sala de esperas do hospital, Regina aguardava notícias do bebê. Emma estava em estado crítico, mas o bebê, foi necessário exames mais detalhados para identificar a o seu estado de saúde. Regina não sabia se seria capaz de aguentar a dor de perder aquela criança. Não se tratava de um filho seu, e ela sabia bem disso, mas a morena já sentia aquela criança também.

Regina não sabia estava preparada para alguma noticia ruim, ela já amava o filho de Emma. Secou as lágrimas de gosto salgado que caiam sob seus lábios e decidiu que precisava tomar um ar no lado de fora do hospital enquanto esperava.
Regina trouxe Emma no hospital e estava completamente descompensada, num estado de nervos que podia afetar seu bem estar, e, mesmo contrariada, Dr Whale lhe medicou com uma mistura forte de calmantes para que ela relaxasse, pois a noite seria longa e cheia de preocupações. Ele recomendou que ela apenas e esperasse o efeito do remédio chegar e então, deveria se acalmar.

Quando a morena se levantou para sair do hospital, a fim de tomar um ar, sentiu uma leve tontura causada pelo remédio que havia tomado, mas mesmo assim, precisou sair para respirar fora do hospital. As suas pernas estavam pesadas e foi difícil manter o equilíbrio. Fazia muita força para conseguir dar um passo depois do outro, mas ela persistiu. O chão abaixo dela começou a tomar um formato diferente, já não era mais um lugar firme o qual ela confiasse em pisar com segurança, o chão balançava e tentava derrubar a prefeita. Ela se virou para o lado para pedir ajuda e deu de cara com um macaco grande dentro das instalações do hospital. Então teve certeza que estava delirando. Apertou os olhos com os dedos e se deu conta que era apenas um carrinho carregando alguns aparelhos médicos. Estava difícil identificar o que era realidade e o que era criação de sua mente fértil.

Regina, com dificuldade, se apoiou numa parede qualquer, não conseguia mais caminhar, soltou seu peso e deixou que seu corpo encontrasse o chão. Se acomodou sentada ali mesmo. Afundou a cabeça nas mãos e se pôs a chorar. Ela não tinha mais o que fazer ou para onde fugir. Regina se deu conta que aquilo era real.

Depois de longos minutos chorando pelo medo de perder Emma e o bebê, sentiu uma pessoa sentar ao seu lado no chão do hospital. Ela não quis levantar a cabeça para ver de quem se tratava, apenas sentiu o calor de outra pessoa encostando no corpo dela.

–Você sabe que não foi sua culpa, né? -Disse a voz. -Teria acontecido mesmo se você não tivesse ido buscar o presente no seu quarto. Teria acontecido de qualquer jeito... Ela deveria ter comido, você não poderia ter obrigado ela a comer, não é?!
Regina não respondeu nada.

–As coisas estavam indo bem. Quero dizer, Emma voltou a falar com Mary. Pobre Mary, estava tão contente na festa e agora está desesperada vendo Emma inconsciente através de um vídro de hospital. Eu não consegui ficar ali olhando... -Suspirou. -Sabe, quando encontramos Emma não pensamos que um dia poderíamos perdê-la assim, simplesmente não pensamos nisso.

Regina ouvia tudo calada, mas aquelas palavras a deixaram furiosa. Emma não ia morrer, ela não podia morrer!

–A gente sabia que Emma estava morrendo de medo de levar isso adiante, Regina. Mas você apareceu,e.. Não sei, Emma parecia mais segura, ela estava feliz mesmo longe de Hook! E agora isso... Eu não consigo acreditar que Emma...

A morena levantou a cabeça, não aguentava mais ouvir aquilo, e interrompeu David: -Ela não está morrendo! Ninguém vai perder Emma, escutou? Ninguém! -Gritou.

Pensar naquela possibilidade já era doloroso demais, escutar outra pessoa dizer aquilo era mil vezes pior. Regina não conseguia ficar escutar aquilo, não dava. Pensou como David era fraco, como ele poderia dizer aquelas coisas, Emma não ia morrer!

Regina se levantou dali, e parecia ter melhorado da tontura e das confusões que sua cabeça estava fazendo por causa do remédio. A morena seguiu o caminho para fora do hospital.

O remédio a lhe causava sono mas o ar frio da noite fria mantinha Regina desperta e alerta. Revivie, em sua mente, alguns momentos ao lado de Emma. O dia que a loira a salvou de um incêndio, assim que chegou em Storybrook, a morena sorriu ao se lembrar como a loira costumava irritar ela. Depois lembrou como se sentiu quando Emma caiu no portal aberto pelo chapéu de Jefferson, a morena ficou preocupada se Emma conseguiria voltar para casa, Henry não perdoaria Regina se a loira não chegasse viva. Finalmente se lembrou de quando Emma a contou que estava grávida e teve a sensação de que o tempo não havia passado desde aquele dia. Desde daquele abraço com a loira, refletiu como sua vida mudou. A sensação da corrente elétrica que percorreu seu corpo ainda se fazia presente todas as vezes que tocava em Emma. Sorriu ao pensar no amor que sentia por Emma e pelo bebê. Emma não poderia morrer.
Regina não sabe quanto tempo ficou parada na porta do hospital. Estava cansada e queria ver Emma mais uma vez, antes de ir embora. Ainda na rua, viu um homem, de longe, vestindo uma roupa preta e, se a mente dela não estivesse pregando peças, podia jurar que o homem tinha um gancho nas mãos. Regina apertou os olhos e o viu novamente. O pirata estava de volta.

Ainda não estava segura de que seus olhos não a enganavam, não havia mais ninguém na rua para que ela pudesse ter a confirmação, decidiu então, caminhar até ele. Entre os carros do estacionamento, Regina se desorientou, o remédio estava deixando sua mente ainda mais confusa. Ela olhou para os dois lados, para a frente, mas não havia ninguém ali além dela. Nenhum homem, nenhum pirata. Sentiu um alívio tomar conta ao perceber que aquilo só podia ser sua imaginação.

Deu meia volta e caminhou para dentro do hospital.

****

Regina e Henry olhavam, através do vidro, Mary Margareth e David conversarem com Emma desacordada no quarto. A loira estava ligada à fios que a ligavam a máquinas para que ela continuasse estável. Os Charmings pareciam arrasados, como se aquela fosse a última vez que veriam a filha com vida. Regina sentiu raiva da fraqueza deles naquele instante.

–Ela vai ficar bem, mãe? -Perguntou Henry aflito.

–Sim, filho. -Regina sorria, mesmo sem nenhuma confirmação dos médicos, ela confiava que Emma ficarei bem. -Sua mãe é uma heroína e vai ficar tudo bem com ela.

–E meu irmão? Está tudo bem?

–O abacaxizinho está ótimo! Sua mãe precisa acordar logo para saber que ele não pode mais ser chamado de abacaxi já que ele aumentou de tamanho.

–Que ótima notícia! O que aconteceu com ele afinal, mãe?

–Olha Henry, mesmo num mundo sem magia, milagres acontecem... O médico explicou que quando sua mãe caiu, ela bateu muito forte com a cabeça no chão e por isso está desacordada. Como ficou muito tempo sem receber oxigênio, o parto acabou sendo induzido involuntariamente. Seu irmão lutou ali dentro e conseguiu esperar ela ser socorrida. Agora está tudo bem com ele, mas ela precisa acordar logo para não ter nenhuma sequela.

Henry ouviu tudo atentamente.

–Você devia entrar e ficar com ela, acho que ela ia gostar.

Regina esperou que os pais de Emma saíssem do quarto para poder entrar e se despedir da loira antes de voltar para casa.

Assim que teve a oportunidade de ficar sozinha com Emma, Regina pegou na mão fria de Emma e a acariciou com a ponta dos dedos. Estava emocionada, não conseguiu conter as lágrimas ao vê-la na cama do hospital presa a tantos aparelhos.

–Emma... Você continua irresponsável, não é? -Disse. -Por que ficou tanto tempo sem comer? -Perguntou encarando seriamente a loira, como se estivesse dando uma bronca. -Você não sabe que o abacaxi.. Abacaxi não! -Interrompeu. -Você precisa de outro nome para ele agora.- Pensou por alguns instantes. -Já sei! -Sorriu. -Eu vou chamá-lo de patinho, por enquanto, até você acordar. Poderia ter escolhido cisne, mas patinhos me lembram mais você, não sei por que... -Respirou fundo. -Não gostou?- Desafiou. -Então acho melhor acordar logo e escolher um dos nomes horrorosos que você gosta!

Regina deu a volta na cama de Emma e puxou uma cadeira. Sentou-se perto da loira e admirou o rosto de Emma por alguns instantes.

–Sua mãe tem razão, você deveria acreditar quando eu digo que não amo mais o Robin... -Revelou ponderando se deveria continuar o assunto. A ideia de não ter outra chance de falar com a loira era assustadora. -Emma... — Sorriu. -Como eu poderia amar Robin? Eu acho que eu só não enxergava... -Regina tocou o rosto de Emma. -Eu não vou deixar passar o meu final feliz dessa vez... -A morena estava emocionada. Mesmo sabendo que a loira poderia não ouví-la, Regina tinha a esperança de que Emma pudesse escutá-la as suas palavras. -Emma, você é me...

–Regina! -Uma voz forte interrompeu o que Regina.

A morena se assustou e suas palavras sumiram quando ela viu o homem parado a sua frente.

Apertou os olhos e a imagem do homem continuava ali, parada. Pensou em chamar a segurança do hospital, mas era tarde demais para isso, o homem já estava ali dentro.

–Gold? O que você está fazendo aqui?

–Bem, eu fiquei sabendo o que aconteceu com Emma e vim ver com meus próprios olhos. -Respondeu cheio de mistérios. -Então é verdade? A Salvadora está inconsciente e o bebê está salvo?! — Gold se aproximava de Emma com a mão esticada para tocar sua barriga.

Regina não confiava naquele homem, nunca confiou. A morena desconfiou dos motivos que levaram Gold até o hospital. Rumplestilkin não se importava com ninguém.

–Não encoste sua mão nela! -A morena se exaltou. Colocou seu corpo entre o homem e Emma, o impedindo de seguir adiante!

–E o que você pode fazer para me impedir, queridinha? -Perguntou. -Você não tem mais a sua magia! -Ironizou.

–Eu ainda tenho as minhas mãos, seu miserável! -O homem se aproximava de Emma. -Eu não estou brincando, se afaste!

–Ora, ora... Vejo que a rainha está mesmo disposta a sujar as próprias mãos. -Torceu as mãos. O ato jogou Regina para o outro lado do quarto, liberando a passagem dele até Emma. -Agora saia da minha frente.

A morena não conseguiu se levantar a tempo para impedir que Gold tocasse em Emma.

–A criança está ótima mesmo. Incrível! -Surpreendeu-se Gold. O homem tinha seus dedos finos deslizando sobre o ventre de Emma e Regina queria matá-lo por isso.

–Saía dai! -Gritou.

–Estou indo embora, não se preocupe, eu só precisava me certificar que o bebê estava mesmo bem. Sabe como é, não confio em médicos. -Disse com um sorriso maldoso no rosto.

O homem já estava prestes a deixar o quarto mas se virou para um último comentário:

–Emma não pode te ouvir! Guarde a sua declaração de amor para quando ela puder retribuí-la.

****

Dois dias passaram e a condição de Emma continuava crítica, continuava internada e não havia acordado. O bebê, por outro lado, se mantinha forte e saudável.

Regina não conseguia fazer mais nada, a não ser pensar em Emma. Ela estava intrigada com visita de Gold.

A morena conhecia aquele homem como ninguém, e sabia que não podia ter nada de bom vindo dele.

Regina aproveitou para manter o foco no trabalho com a mina, já que mais do que nunca, ela deveria ser reinaugurada. A morena contava com a ajuda da magia para tentar salvar Emma.

Custe o que custar, ela estava disposta a pagar o que fosse para que a loira acordasse e ficasse bem. Regina a amava e não queria perder aquela mulher. Lamentava diariamente o fato de não ter sido forte o suficiente para falar sobre seus sentimentos, lamentava mais ainda não saber se algum dia teria Emma ao seu lado.

–Madame Prefeita, estamos prontos! -Avisou.

–Muito bem, faça o que deve ser feito. Você tem meu aval para seguir em frente, Leroy.

Finalmente os 30 dias haviam passado e o local da mina estava apto para o trabalho.

Regina, dessa vez, se manteve bem longe da fumaça tóxica. E assim que a mina foi aberta, deixou que os anões entrassem na frente.

Eles eram pequenos e isso facilitava bastante a passagem deles primeiro para que abrissem o caminho.

Encantado com o que encontrou dentro da mina, Leroy chamou a prefeita através do rádio portátil.

–Madame, o local está em excelentes condições, se a senhora quiser descer, eu posso acompanhá-la.

–Não Leroy, eu vou resolver a documentação. Continue o trabalho. Ah, Leroy, você consegue ver algum diamante? — Perguntou aflita.

Leroy, do outro lado, estava de boca aberta. Não imaginava, nem em sonhos, que encontraria tudo aquilo. A mina, mesmo sem luz nenhuma, brilhava sozinha, tamanha quantidade de diamantes que havia por lá. Com o passar dos anos, as pedras dobraram e triplicaram de tamanho e quantidade. Não seria difícil começar a fazer a retirada deles.

–Prefeita, devo lhe dizer que isto aqui é uma maravilha. Posso afirmar que em muito pouco tempo, a mágica estará de volta em Storybrook!

A morena ficou radiante com a esperança de recuperar Emma através de magia, ainda mais, antes do previsto. Finalmente, alguma noticia boa!

Regina agendou, o mais rápido que conseguiu, uma reunião com a fada azul. Blue era a única que poderia ativar a magia de volta quando fosse a hora certa.

Depois de um cheio de boas notícias, Regina fazia seu caminho até o hospital para visitar Emma, ao passar pelo estacionamento do lugar, se lembrou de ter visto, ou achar que viu, Hook andando por ali no dia que Emma bateu a cabeça. Tentou ignorar a visão que teve mas não conseguiu por muito tempo, Regina sabia que a volta da magia também abriria as portas de Storybrook para o capitão.

A morena tinha os pés cansados de caminhar em cima de saltos altos, entrou no quarto de Emma e sentiu vontade de chorar toda a dor de vê-la naquele estado, mas foi mais forte e se manteve firme na medida do possível. Presenciar Emma inerte daquele jeito, era uma das dores mais agudas que a prefeita já havia sentido.

Regina puxou a coberta caída de qualquer jeito sobre o corpo inerte de Emma, e a cobriu de forma carinhosa. Arrastou a sua cadeira para próximo da cama, e se sentou ao lado de Emma, puxou a mão da loira para si e entrelaçou seus dedos com os dela, como fazia todos as vezes que ia visitá-la.

Regina costumava contar sobre o seu dia para Emma. Falava sobre as reuniões que teve ou sobre as novidades da cidade. No dia anterior, Regina contou para Emma que August e Marco inauguraram uma loja de artigos de madeira, as peças eram lindas e únicas, feitas pelas próprias mãos dos dois homens. Mencionou que não resistiu e comprou uma das peças para quando o bebê nascesse. Ela havia comprado um patinho.
Regina falava bastante sobre Henry também, contava como o garoto estava preocupadocom as duas mães, e não queria deixá-la sozinha nenhum segundo. O garoto parecia sua sombra nos dois últimos dias, dispensando até mesmo a companhia de Phillipe.

As vezes, Regina gostava de conversar com o bebê, de acariciar o ventre de Emma, mesmo que sem muito jeito para isso, Regina tentava dizer alguma coisa para tranquilizar a criança de que ela confiava que mãe dele ficaria bem.

Mas naquela noite, Regina não sentiu vontade de contar sobre seu dia ou falar sobre Henry com Emma. Ela queria só ficar ali, em silêncio, de mãos dadas com a loira.

Regina fechou os olhos e imaginou onde Emma estaria naquele momento. Se perguntou se ela escutava o que diziam, se conseguia sentir as suas mãos segurando firme nas mãos dela. Estava desanimada, quase segura de que Emma não ouvia ou sentia nada. Um silêncio ensurdecedor tomou conta do lugar, mas Regina conseguiu relaxar.

–Patinho, é?!

Regina abriu os olhos e pulou da cadeira com o susto que levou. Emma estava de olhos bem abertos e forçava um sorriso com dificuldade.