Notas iniciais
♦ K: "Bom, estamos começando um novo projeto, espero que gostem, afinal eu gostei muito ;3"
♦ W: "Pois é, essas foram as tão quentes notas do Sr. Kokoro Mashiro. Segundo ele, a Ali-chan diria que suas palavras são muito formais, e acho que todos nós concordamos, haha. Obrigada a todos que estão dando uma chance a nossa nova fic, espero que gostem. Quero dedicar esse novo projeto à Cáah, à Isa, à Mc e ao Rapha, os melhores amigos que eu poderia ter - obrigada por alegrarem os meus dias ;)
Bom, acho que já devem estar cansados de ouvirem o meu blá, blá, blá, então aqui vai o primeiro capítulo":

"Sarah’s tale;


Nate Hermstooth.


Essa era a primeira tarefa de Sarah naquela quarta-feira. Almoçar com seu atual namorado, Nate.

Era irritante a maneira como ele tomava o tempo dela. No dia anterior, ele ligara três vezes. Três vezes! Como se ela não tivesse ouvido o telefone tocar na primeira. Nate só a deixara em paz depois de que ela impacientemente o enviara uma mensagem de texto com as frias e simples palavras “amanhã, 12 horas, no lugar de sempre.”.

O lugar de sempre era uma franquia de um café famoso, onde todos os veteranos se concentravam. Lógico, era um absurdo Sarah também estar lá, já que ela era uma simples caloura no curso de Direito da universidade. Porém, como a amiga dela, Regina, tinha os contatos certos, pode-se dizer que Sarah era privilegiada.

Empurrando precisamente a pesada porta do café, Sarah logo foi capaz de ver Nate sentado despreocupadamente em um confortável sofá fracamente iluminado pelas janelas. Ela suspirou e caminhou rapidamente até ele, ouvindo seus saltos se chocarem contra o chão de madeira a cada passo.

–Oi – ela disse forçando um sorriso, enquanto se sentava na frente dele.

Nate não respondeu, apenas deu uma tragada em seu cigarro. Sarah irritantemente afastou uma mecha de seu longo cabelo castanho do rosto, canalizando toda sua força de vontade para não dizer nada que fosse se arrepender depois.

Ela odiava Nate. Quer dizer, ela odiava a maneira como ele se comportava, como ele encarava a vida e como ele passava noventa por cento de seu tempo fumando um baseado; Os outros dez por cento ele gastava no curso de Artes Plásticas, o que definitivamente não o fazia subir no conceito de Sarah.

Para dizer a verdade, ela mal sabia por que estava com ele. Na festa de iniciação da semana passada uma coisa levou a outra e, quando Sarah percebeu, eles já estavam namorando. Regina, a garota que dividia um apartamento com Sarah, dizia que eles ficavam fofos juntos e era impossível negar que Nate era bonitinho.

–Acho melhor terminarmos – ele disse, arrancando-a de seu devaneio.

–O quê? – Sarah disse assustada, perguntando-se se ele realmente dissera aquilo.

–É – Nate disse lentamente, dando outra tragada. – Eu não acho que você... me entende.

Sarah tentou inutilmente afastar a expressão de repulsa que cruzou suas feições no momento em que ele lambeu a ponta de seu baseado.

–Como alguém ousa não te entender? – Ela murmurou ironicamente perplexa.

Nate soltou calmamente a fumaça, fazendo Sarah lutar com todas as suas forças para não tossir.

–Eu não sei – ele disse olhando para o lado. – Você mal quer ir a exposições de arte comigo e quando pedi para pintar um quadro seu nu, você riu na minha cara.

Sarah mordeu seu lábio inferior para não rir novamente. Então ele realmente estivera falando sério.

–Mas, não se preocupe – Nate continuou, voltando a olhar para ela. – Algum dia você vai encontrar alguém tão mal-humorado e mesquinho como você.

O engraçado foi, Sarah percebeu, que ele realmente quis dizer o que disse.

Sentindo suas bochechas queimarem, Sarah se levantou e começou a caminhar em direção a saída.

–Espera – Nate disse atrás de si. – Você não quer pagar meu café?

Ela abriu a porta e sentiu o vento frio tocar o seu rosto. Mal-humorada e mesquinha? Ele realmente pensava isso dela?

Não era como se Sarah nunca tivesse levado foras antes, mas essa era definitivamente a primeira vez que ela levava um fora de um maconheiro.

Para piorar a situação, seu ex-maconheiro estava na sua cafeteria predileta, e ela definitivamente não iria voltar lá por um bom tempo. Onde mais ela poderia arrumar uma bebida quente decente?

Vagamente, Sarah se lembrou de que no lado oeste do campus havia um café até meio charmoso. Porém, ela também se lembrou de que só pessoas estranhas, do tipo nerds que vestem camisetas de super-heróis da Marvel, frequentam aquele lugar.

Sarah suspirou. Ela realmente queria um cappuccino para aturar a próxima aula sobre a teoria do Estado.



Dean’s tale;



Mais um belo e glorioso dia na vida de Dean.

Como sempre ele acordou tarde. Sessões de jogos em plena madrugada faziam isso com as pessoas. Ainda mais se o jogo era bom e online. Afinal, quem não ama jogos online? Sim, ele tem pensamentos assim.

Tomou seu habitual banho matinal, que ocorre geralmente por volta do meio dia. Vestiu sua incomparável camiseta do Batman, calças rasgadas, all star surrado e seu incrível óculos de grau. Não que ele fosse nerd ou algo do tipo; apenas um ser “sociável que veste camisetas de super-herói”.

Notou que seu colega de quarto já havia saído. Não era por nada, mas Dean não gostava dele. Qual é a graça de um estudante bobo de medicina que só pensa em estudar? Nenhuma, claro.

Ao olhar o seu pequeno quadro de horários, percebeu que não haveria mais aula aquele dia. Não é sempre que um aluno do primeiro ano de Letras já tem um livro publicado. Não um simples “livro”, um best-seller. Com isso ele tinha pegado algumas dispensas das matérias mais simples.

Desde quando era um pirralhinho ele já sonhava em escrever. Vivia fantasiando perdido por aí. Uma eterna aventura. Foi justamente isso que ele escreveu uma aventura, em um mundo de fantasia.

Já de saco cheio de dormir e ficar em casa, decidiu sair, aproveitar-se de algo incrível e extraordinário muito conhecido e adorado por gente como ele, algo chamado café.

Ele gostava de passear pelo campus. Muitas das pessoas ali sabiam quem ele era. O incrível escritor de pseudônimo “Dragon”. Com os olhares alheios ele se sentia mais forte. Mais leve. E até mesmo mais bonitinho.

Viu de longe o pequeno café próximo ao bloco das aulas de Filosofia. Ponto comum de “seres sociáveis com camiseta de super-heróis”. Obvio que ele deveria ir para lá.

Cruzava uma bela pracinha em direção ao seu ponto de lazer, quando notou algumas garotas bonitas olhavam na direção dele.

–Não é esse que escreveu “Vagrant Soldier”? – Uma loirinha, que aparentava vinte e poucos anos disse para sua amiga, uma ruivinha de baixa estatura.

–É sim. Olha, ele é bem fofinho... – a pequena ruiva respondeu.

Sentindo-se lisonjeado com os elogios. Ele passou a andar mais confiante, ajeitou a postura, levantou o peito, passou a mão no seu cabelo castanho que já caia na cara. Passou fazendo o olhar mais “sexy” que conseguiu.

–Boa tarde, senhoritas

Com certeza as garotas deviam ter adorado. Afinal, não paravam de olhar para ele com uma expressão bem peculiar, talvez medo.

Sentindo-se o “Supremo Imperador do Universo de Livros de Fantasia” ele chegou ao café, que era um lugar bem agradável. Luz baixa, ao fundo um hardrock bem conhecido. Algumas estantes repletas de revistas em quadrinhos e mangás. Como a maioria estava em aula, o café encontrava-se vazio, exceto por seu dono.

Normalmente atendentes de cafeterias são mocinhas bonitinhas com enormes sorrisos na cara. Naquela era o “Bob”, um gordinho que tinha até mesmo seios.

–Ei Bob! Tocando AC/DC de novo neste lugar? Cadê as bandas novas? Eu te dei um CD do Imagine Dragons cara!

–Me poupe, tu só gosta dessa banda porque pensa que é homenagem a você – Sim, gordinhos tetudos normalmente são bem mal-humorados.

Com uma cara triste de quem pensa “Não pode ser verdade, é mentira!”. Dean pediu um café duplo com cafeína extra. Sentou-se em uma mesa, pegou uma revistinha e passou a ler.

Mais um dia normal, nada de muito diferente acontecia por ali. No entanto, quando tudo está mais normal, as coisas mudam.

Notas finais
Espero que tenham gostado, reviews são sempre apreciados! ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.