Imaginaria Ou Não? (Kiba e Ino)
3 Cap.3 - Essa voz...
Notas iniciais
Meus olhos fitaram o meu melhor amigo, meu primeiro e único animal de estimação estirado ali no chão.
Fico ali paralisado...
— Senhor? – Desperto de meus devaneios e olho para a mulher que me chamava. Eu estava no veterinário.
— Sim?
— Você é o dono de Akamaru o Sr° Inuzuka? – Diz ela olhando a ficha em suas mãos.
— Sim. Ele Esta bem!?
— Desculpe... – A mulher abaixa a cabeça. – Ele não aguentou...
Abaixou a cabeça e ficou perdido em seus pensamentos. Minha Culpa... Tudo é culpa minha... Essas palavras me atormentam.
Coloquei minhas mãos na cabeça e fiquei focado olhando para o nada.
Fui para casa, meu pai estava viajando e minha mãe havia falecido quando dera a luz a mim, não tinha com quem conversar, peguei meu celular e procurei o numero de Dark. Precisava contar a ela... Eu precisava desabafar com alguém... Disco o numero da morena ouço.
"Esse numero não está mais aceitando ligação, por favor veja se digitou certo e tente novamente"
Olho para meu celular e o jogo o mais longe possível. Para que serve essa merda se você não consegue falar com as pessoas quando precisa?
Passaram-se dias, semanas, meses e eu não comia direito, vivia enfurnado em casa só saia à noite para comprar algumas besteiras com o dinheiro que meu pai mandava todo mês, ate um coisa acontecer...
Eu tinha que sair cedo para ir pegar o dinheiro no banco que meu pai tinha me mandado, entretanto acabei passando da hora e tive que ir a noite, mas iria no 24h, só teria que ir rápido para que pude-se pegar o ônibus para ir e voltar.
O céu estava nublado aparentava chover logo, logo. Eu me apreço e pego rapidamente meu casaco que costumava colocar Akamaru quando era pequeno dentro e começo a andar rapidamente pela rua.
Sentindo os pingos de chuva em minha face, eu levanto o capo de meu casaco, lembranças me invadem, só conseguindo falar uma única coisa em um misero sussurro.
— Akamaru...
Eu continuava andando pela minha rua, vazia... Ate o ponto que era um pouco longe, mas uma coisa me impede de chegar ate o meu destino, não exatamente uma coisa e sim uma musica.
— Em um dia de sol as flores pensam
Que o amanha terá um pouco d'água
Implorando por ajuda, elas rezam...
Vejo um jardim botânico abandonado, conhecia aquela musica, e sabia que era um dos poucos que conhecia, a curiosidade me fez adentrar o local.
Eu segui atento, queria saber quem estava cantando... Não... Não podia ser ela... A voz era idêntica será Dark? Isso que eu queria descobrir.
— Por apenas, Por apenas uma gota
Deixando que as escuridões as empeçam... de florescer
Elas só querem crescer.
Vendo que ela parou automaticamente eu cantou a parte masculina.
— Caminho vendo a realidade
Sofro na mesma intensidade
Sem ter nenhuma identidade
Não importa a idade...
Andando sozinha sem nenhuma caridade
Te vejo sofrendo nessa cidade.
Eu canto e ainda continua procurando. Apesar de abandonado aquele jardim botânico era diferente parecia mais um labirinto, cheio de corredores.
Eu com a esperança que a voz continue, paro e fecho os olhos ficando atento a qualquer som.
— As flores pensam que o amanha será melhor
Mesmo não podendo fazer nada (Para melhorar)
Fico como a segundo voz estava gostando daquilo será que eu estava imaginando tudo aquilo? Será que a depressão e o isolamento me fizera pensar que estava ouvindo a musica que Dark fez?
— Não perdendo a esperança, continuando sempre a sonhar.
Vejo que ela parou novamente. Como ela sabia que a musica era em dueto? Como sabia que tinha que parar, ou aonde deveria começa a cantar novamente? Isso era um mistério.
Continuo pensando na probabilidade de estar imaginando tudo aquilo, mas estava gostoso. Meu casaco úmido da chuva que avia pegado, eu estava sentindo frio pela primeira vez há tempos. Eu estava me sentindo vivo, novamente.
— Que nunca morreram
Sempre cresceram
Não importa se haverá destruição
Sonhando sempre com o coração
E pensando que um dia haverá cura para essa nação...
Termino e depois de um tempo ouço a voz docemente feminina novamente.
— Água... Só peço água...
— Por favor, não negue isso a mim...— Canto.
— Água... Só peço água... — Ela repete.
— Pareço estar caminhando numa rua sem fim... — Continuo a procurar.
— Água... Só peço água...
— Só apenas dizer que sim... — Eu acho um lindo lugar que as flores não estão murchas, e está bem cuidado.
— Água... Só peço água...
Depois de uma parada eu fico encantado com as flores. Como aquele cheiro era bom. Eu sempre tive o olfato apurado e aquilo para mim era simplesmente maravilhoso.
— Mas o amanha será melhor...— Canto.
— Amanha será melhor...— Ela canta.
— Tem que ser melhor...— Nos dois cantamos finalizando a musica.
Eu ainda estava procurando ate pisar em uma flor e tudo apagar.
Depois de um tempo acordo e coloco a mão na minha cabeça.
— Ai... – Remugava, depois de ter sentindo um volume em minha cabeça.
Ate eu ver uma linda e bela cabeleira loira se agachar de costa para mim e pegar alguma coisa. Curioso do jeito que eu sou fui rapidamente para frente da menina.
— Quem é... – Paro de falar no mesmo instante.
Ela apensar de ter um cabelo loiro brilhante tinha os olhos tão azuis e brilhantes quanto o mar ou ate mesmo o céu. Ela estava com a cara de surpresa ao me ver ali, ela segurava uma pequena joaninha que caminhava pela sua mão.
—... Você? – Termino de falar o que estava para dizer. Ela era muito linda... Parecia um anj...
— Meu nome não te interessa destruidor de flores...
— Mas o que?
Fale com o autor