Imaginário

12 Ensaio parte 2/2


Notas iniciais
heuheuheuheuehuehuehueh :v

...

“Meu nome é Rafael”

Aquilo se repetindo na minha cabeça enquanto eu olhava o teto do quarto deitado ao lado do Cody. Era mais ou menos umas 3h da manhã. Aquele garoto parecia... Diferente.

–Nanda o que você está pensando?

–no Rafael – sussurrei para não acorda minha mãe.

–o garoto dos olhos claros?

–sim.

–por que está pensando nele? – perguntou visivelmente com raiva enquanto ficava por cima de mim com os braços de cada lado da minha cabeça. Eu corei, estava muito próximo. – hem ?

– p-por que... Sim – como vou esquecê-lo se ele não para de faze essas maluquices, eu olhei para seus olhos azuis raivosos, Ele suspirou e se aproximou devagar. – C-Cody?

–eu... –não isso não pode acontecer.

–Cody saia. – falei firme. Ele se afastou me olhando tentando entender e eu apenas me virei indicando que ia dormi. Ele deitou no seu lado da cama e disse baixinho “boa noite”

.

L — Por quê ?

–sei lá. Já consegue fazer a 5° cadencia? – estávamos chegando à sede e Cody vinha atrás pensativo. Acho que é por causa do que aconteceu de madrugada. Eu também estava pensativa sobre aquilo mais preferia não demonstra.

L- não. É muito difícil! Como você consegue?

–pratica. Eu pratiquei muito no meu primeiro ano e ficou bem fácil fazer agora.

L- eu ainda me atrapalho um pouco.- chegamos e havia pouca gente já pegando os instrumentos, entrei com o Leandro e pegamos os nossos e subimos sentando no mesmo lugar de ontem. Logo os meninos se aproximaram para puxa conversa. Conversamos um pouco e vi o Rafael conversando com outro garoto, fiquei o observando por alguns segundos, ele parecia ter uns 12 anos tinha olhos castanhos claros mais eram diferentes, brilhavam em amarelo escuro na luz isso também me lembro do San que tem também olhos castanhos claros mais eram mais opacos, baixinho e assim como o Cody tinha uma pele pálida, cabelos lisos curtos pretos, era bonito.

–Nanda ?NANDA!- nem o ouvi me chama.

–hum ?

–bora o tio ta chamando! – o segui para ensaia dando uma checada se Cody estava sentado lá no meio fio, ele estava com os olhos raivosos cravados no Rafael. Depois de 1h ensaiando deram intervalo de 5min para agente bebe agua ir ao banheiro e descansa um pouco. Eu voltei a senta no meio fio e todos saíram para anda ou ir ao banheiro. Me distrai com uma estrela cadente e nem percebi alguém senta ao meu lado.

–você toca bem. Me ensina a toca?-olhei meio assustada, era o Rafael. Ainda bem que o Cody saiu com o Leandro pra vigia-lo para mim.

–ensina... ta por que não né. – sorri e ele retribuiu. – bom pega ai – estendi minhas baquetas e ele as pegou e me olhou assustado.

–elas são muito leves. Parece que estou segurando folhas de papel!

–eu as comprei mais as modifiquei para ficarem leves assim. Bom quero que faça a 5° cadencia batendo com elas ai no meio fio. – ele se afastou um pouco e bateu lá, estava certa a batida mais faltava à sincronia das duas mãos dele. – você esta usando só uma das mãos nessa batida vê? Deve usar as duas com sincronia. -peguei as baquetas e bati no meio fio devagar demonstrando meu trabalho com as duas mãos. –você esta focando na sua mão direta toda a batida e esquece de fazer uma batida com a mão esquerda.

–mais é impossível toca em sincronia com a esquerda.

–você é idiota? – perguntei e o vi negar com a cabeça. – eu acabei de fazê-la com as duas mãos em sincronia então não é impossível, você que está desistindo de si antes mesmo de tenta. Vamos pegue, estendi a baqueta novamente para ele. –agora tenta usa a mão esquerda na batida-ele já ia tenta mais o parei. – mas eu quero que você a faça bem devagar e depois vá acelerando para pega o ritmo O.K? – ele acediu e começou, estava indo bem até acelera e se enrola todo.

–é muito difícil.

–pratique em casa está bem.

–como você aprendeu? – me devolveu as baquetas.

–no meu primeiro ano não sabia fazer essa batida que faltava na esquerda, eu batia como você, então pedir para dois amigos doidos que conheci lá na municipal-

–perai, você era da municipal?

–sim, meu primeiro ano foi na municipal.

–eles são chatos! – eu sorri, a municipal dizia que a APM era de metidos. O fato é que temos rixas criadas por que um quer ser melhor que o outro sabe?

–aonde parei...ha sim eles me ensinaram o básico sabe só teoria e a pratica aprendi batendo nas paredes da minha casa, quando estava fazendo nada eu ficava treinado a batida com as mãos ou gravetos ou canudos, qualquer coisa e depois de um tempinho acabei me acostumando e aprendi.

–legal... Vou tenta aprende batendo lá em casa. – falou com entusiasmo.

–isso ai. – sorri mais meu sorriso murchou quando vi Cody me encarando com raiva. Rafael saiu para fala com os outros meninos e Cody sentou na minha frente .-Cade o Leandro? – ele apontou para aonde meu tio estava e o Leandro estava conversando com ele. – bom trabalho.

–por que estava falando com ele?

–deixa de ciúme idiota Cody, só estava o ensinando a batida certa.

–ensinando? Então por que não ensina ao seu primo?

–por que ele não pediu. Olha Cody não vamos começa uma discussão sem motivos sim?

–ta bem. – se levantou e sumiu.

2h depois...

Estávamos indo para a casa do meu primo o deixa e resolvi pergunta para ele se sabia algo do Rafael.

–Leandro sabe alguma coisa sobre o Rafael?

L- ele estuda na minha escola na 4° serie. — puxa ele é bem novinho para está na APM. –a minha amiga é que fala com ele de vez em quando. Mas por que queria sabe?

–só saber mesmo.

Já no ônibus de volta para casa depois de deixa o Leandro em casa eu ouvia musica no meu fone e o Cody tinha sentado do outro lado do ônibus.

–ei –chamei vendo se só ele ouviu, virou com um bicão e a cara fechada. – desfaz esse bico rapaz. O que você tem?

–Não gosto dele. –sabia que era o Rafael.

–por quê?

–por que sim!

–por que sim não é resposta.

–Ele me parece perigoso está bem. ponto e acabou essa conversa!-se virou de costas para mim no banco e bufei me virando para a janela de novo e recolocando os fones.

Os dias a segui foram monótonos, E logo passaram as férias e isso significa escola.

–Nanda você entendeu? – perguntou a rafa, estávamos no meio da aula de matemática e o San e o Antônio estavam discutindo alguma coisa que eu não estava nem ai.

–o que?

–credo tá viajando em!

–desculpe, estava pensando em um garoto.

–um garoto hummmmm...

–sem malicia. Estava pensando se ele já conseguiu fazer a batida certa. — O Rafael viajou no dia seguinte que o ensinei e só iria volta no retorno das aulas aos ensaios.

–Aé você toca na fanfarra. -Falou lembrando.

–isso ai.eu o ensinei a toca mais não sei ainda se ele aprendeu então estou esperando chega logo de noite para eu saber.

–Ata, mais você entendeu? – apontou para o quadro e eu vi tudo escrito em árabe com números romanos. Eu não sei lê números romanos. Nunca aprendi.

–entendi porra nenhuma.

.

Chegou a noite e logo subimos, eu ,Leandro e Cody para nossa jornada pokémon em busca de completa a pokédex! Kkk mentira (quem derá) , pegamos nossos instrumentos e sentamos no lugar de sempre, hoje havia bastante gente que chegara das férias, procurei Rafael com os olhos e logo o encontrei vindo em minha direção com uma criança segurando sua mão.

–oi Fernanda.

–Eai.- olhei para a menininha se escondendo atrás dele. –oi pequena. – ela me olhou por alguns estante e depois sorriu.

–oi – ela falou bati do meu lado que não estava o Cody e ela logo sentou.

–Eai Rafael. Aprendeu? – falei alegre.

–Não. — respondeu no mesmo tom que eu. Pisquei duas vezes e abri a boca para fala duas vezes também.

–que?

–estou brincando olha – pegou as baquetas do bolso e bateu no meio fio, a batida saiu perfeita. – aprendi!

–que legal.

–graças a você. Obrigado.

–de grátis. – sorri – quem é essa menina.

–é a Raiane, minha irmãzinha encapetada. Minha mãe vem passa aqui depois para pega ela. Tinha que vim ensaia e não podia deixa ela sozinha em casa se não taca fogo na cozinha de novo. – a garotinha parecia bem dócil para o jeito que ele falava dela.

–de novo?

–é! Na casa dos meus tios quando estava de férias ela foi fazer um ovo e queimou um pano jogou o pano com fogo no lixo, o lixo pegou fogo e quase que o fogo chega ao bujão de gás.

–meu deus- olhei assustada para ela que apenas sorria. – você é um perigo menina. – falei em tom de brincadeira arrancando sorriso dela, de Cody e do Rafael.

–VAMOS COMEÇA!- gritou meu tio chegando e logo fomos ensaia.

.

–dia loco... – comentei deitando já de pijama na cama. – ensaio pesado.

–é. – deitei e o cody deitou do meu lado de costa para mim.

–vamos dormi para repor energias, ainda faltam dois meses de ensaio. – bocejei me cobrindo e automaticamente pegando no sono. Precisava dormi.