Imaginário
1 "Começando do começo"
Notas iniciais
Quando isso aconteceu?
Como começou?
Essas perguntas sempre me vinham a mente depois de uma discussão nossa, sempre? Sim sempre. Eu... Não sei, fico... Não, me sinto vazia e oca quando estamos longe, não sei explica de forma coerente, simplesmente acontece, malditos sentimentos.
—Podemos conversa? – Perguntou sentando ao meu lado na cama. Estávamos em meu quarto, desliguei a TV e suspirando o encarei, ele sabia que aquilo era um “prossiga” afinal me conhece mais que qualquer pessoa no mundo, o único que sabe quem realmente sou, a psicótica que sou.
Quem sou eu? Você logo vai descobri porque vou te fala quem eu sou, mas pra isso precisamos começa do inicio de tudo. Quando digo tudo, é tudo mesmo... Vamos começa?
.
Tudo começou desde muito pequena, eu era um criança “quieta” digamos assim, muito observadora, adquiri essa habilidade por que não tinha muito que fazer, eu tinha muitos primos, família grande sabe? Bom meus primos me odiavam pelo simples fato de ser menor que eles, eu era a caçula e às vezes tinha atenção, “às vezes” mesmo. O fato é que eu era um ano ou dois mais nova pequena e fraca, eles não me permitiam brincar com eles e quando os primos do meu melhor amigo chegavam para as férias de julho era pior, eles me humilhavam pra me vê chora. Hum sim... Meu melhor amigo? Há... Bom ele era um ano mais velho, desde antes de nascemos nossas mães sempre foram muito amigas e quando nascemos diziam que iriamos acaba juntos um dia, eu e ele criamos amizade por meio de desenhos. Sim desenhos, nós gostávamos como quaisquer crianças, mais costumávamos desenha os nosso favoritos que eram animes. Sempre que podíamos, eu ia a casa dele sentamos embaixo da grande arvore de jambo que ficava na frente da sua casa e desenhávamos como se não houvesse amanha . Era tudo muito bom, mas assim como meus primos, ele não gostava nada de brincar comigo, tirando nossos momentos desenhando pra ele eu me tornava um empecilho. Como disse antes eu era fraca, baixinha e não corria rápido. Nas vezes me deixavam participa por obrigação dos meus tios claro, faziam com a condição que eu fosse “café-com-leite”, sabe como é um café com leite né? Ninguém corre atrás, basicamente não participava ativamente da brincadeira, assim eu ficava vendo eles brincarem, assim me tornei uma criança observadora. Na época eu tinha sonhos de um dia ser como eles, maiores e mais legais. Nas brincadeiras sem graça contra mim o líder era meu primo Gabriel, ele era o do meio, era aquele primo rico que tinha tudo que queria. Logo depois vinha Jonas, meu primo mais velho e o puxa saco de plantão, logo atrás Natália o braço direito dos apelidos para me provoca. O Fato é que eu além de ser observadora era muito sensível emocionalmente, e minha fraqueza em respostas rápidas era um problema quando eles vinham tira uma com a minha cara, se gritassem alto comigo eu já chorava. O único lugar que me senti bem incrivelmente era a escola. Eu era uma aluna excelente e muito elogiada pelos professores, fazia isso pra ganhar atenção da minha mãe, porém era meio... inútil. Minha mãe se preocupava muito por que engravidou de mim muito jovem, em seus plenos 16 anos de uma ilusão amorosa (descobri isso a pouco tempo), ela não tinha emprego fixo por isso estava sempre em um bico ali, um bico aqui, para consegui meu uniforme, meu material, minhas roupas e com isso não sobrando tempo pra me da atenção ou ouvi do meu dia na escola, ás vezes não podia me leva ou busca, eu não sabia na época que era para meu bem e eu ficava chateada com isso porque ficava até quase todas as crianças irem embora, as via ir com seus pais sorridente, e por ficar muito lá antes de ir acabei criando amizade com a diretora, uma senhora fantástica devo dizer, sempre conversava comigo até alguém me busca ou eu ir embora, minha casa não ficava muito longe de lá só umas 3 quadras, podia ir sozinha se quisesse. Não era somente eu que ficava lá conversando com ela, havia também o Sérgio (era apaixonado por mim até a 4° serie ), a Ana e o Ramon, todos meus amigos, estudávamos na mesma sala. Bem eu fui crescendo rápido ... 3 anos se passaram e eu estava na 3°serie, e descobri que a minha querida amiga diretora havia morrido de infarto logo após a morte da sua própria mãe, o que me fez lembrar de uma das nossas conversas...
...Eu estava no banco da entrada junto do Sérgio que vivia sorrindo corado pra mim, estávamos falando sobre nossas mães um dia morrerem e eu disse a ele que não conseguiria viver sem a minha e ele disse o mesmo, a diretora ouviu nossa conversa e disse que aquilo era bobagem, que se nossas mães morrerem deveríamos continua nossas vidas por que “o tempo não para” . Triste não? Ela morreu por que não queria viver sem a mãe e quando recebeu a noticia enfartou.
Os tempos foram passando e passando e caímos no tempo que realmente interessa a essa historia, a 6° serie. Como posso dizer foi um ano bem louco, meu primeiro ataque de mudança visual, meu primeiro tombo em cima de um mini skate, MAS tudo isso não vem ao caso. Eu conheci uma pessoa, um garoto na verdade, sim ele vai ser uma das peças chaves desse “jogo da vida”. Ele desenhava, e eu já fazia um tempo havia parado de desenha e por causa dele voltei, porém estava sem pratica e pedir para me ajuda a retomar tudo, ele aceitou e ficamos amigos, antes das férias de julho eu estava desenhando um garoto na ultima pagina do meu caderno, tédio na aula causa isso ás vezes, assim que terminei sorri vendo meu trabalho e o pintei. Fiquei um tempo o olhando como se fosse muito interessante, mas na verdade eu estava naquele momento de “viajem da mente” pensando em o que seria o almoço (eu estudo pela manhã até hoje) quando um amigo, sabe aquele amigo que gosta de fica te enchendo, pois é, ele pegou meu caderno, olhou o desenho e disse “seu namorado né?”, eu sorri e peguei o caderno dizendo “não” ele ficou a aula toda insistindo em dizer que era meu namorado pra me provoca, sou cabeça quente e sempre acabava discutindo com ele. Fui pra casa com o desenho na minha cabeça e decidi chama-lo de Cody. Minha criatividade começou a florescer sobre ele e decidir cria um livro ao qual eu e ele éramos heróis e nos apaixonávamos ao decore da historia, ganhávamos amizades novas e tal. Peguei meu caderno de catequese pouco usado e comecei a por tudo no papel, decidir também que aquele seria meu segredo de estado. Passava a maioria do tempo escrevendo e rindo do que escrevia tudo às escondidas. Quando as ferias chegaram fui passar uma semana na cidade vizinha na casa dos meus tios. Com o fim era hora de volta para casa depois de ter mudado meu visual (Sai de um cabelo longo partido no meio pra um cortado perto dos ombros e com uma franja de lado). Meu livro/caderno eu havia mandado antes com minha mãe junto com minhas roupa. Estava apenas com uma mala pequena de mão, acompanhada de minha vô para a rodoviária quando eu senti um mau pressentimento sobre nosso caminho, disse a ela para irmos por outro, mas minha vó insistiu no que estávamos e eu não podia contraria-la, naquele caminho fomos assaltadas e eu fiquei muito abalada com aquilo, eles levaram apenas minha pequena mala que quantia meu remédio de alergia, minha roupa nova favorita e minha nova sandália da moranguinho com cheirinho(Eu fique viciada no cheiro dela). Minha mãe achou melhor me leva um lugar pra me descontrai assim que cheguei em casa então fomos a festa de são joão na rua da minha tia. Fiquei em um quarto com meu primo vendo Shrek 2, porém não me senti bem lá, sai e fui ao quintal, suspirei colocando as mãos no bolso, eu me sentia só, "queria um abraço" pensei abaixando minha cabeça e senti alguém me abraça, não queria saber quem era apenas abracei de volta com força e percebi que ele sorriu, me senti muito bem, não queria me solta, porém ao ouvi minha mãe me chama me soltei rápido olhando na direção que vinha a voz dela, quando olhei de volta não havia ninguém lá, achei estranho, resolvi não liga muito e fui com ela para a festa.
Passaram-se 2 meses e eu já tinha voltado as aulas, mas tinha deixado meu livro de lado nesse período e lembrando dele fui pra casa após a aula para volta a escreve, estava na parte em que Cody e o eu do livro começam a namora. Escrevia sentada no chão do quarto, minha mãe não estava lá, estava no trabalho, havia conseguido um emprego digno e firme de bibliotecária da universidade. Estava concentrada no que escrevia, porém estava na duvida como escrevia uma certa palavra, então ouvi sussurrarem atrás de mim no meu ouvido “acho que se escreve 'sussurra' com dois R e dois S Nanda”. Eu fiquei arrepiada com a voz, fantasmas! espíritos do mau! Concluir me virando rápido fazendo sinal da cruz com os dedos recitando o Pai nosso, parei imediatamente vendo quem era. Era Cody, definitivamente era ele, ali parado me olhando sorrindo.
—Vo-vo-você co-como esta aqui ? Como invadiu meu quarto ? — Imagina uma voz legal pra mim.
—Estou aqui primeiramente por que...por que mesmo...? — Ficou fazendo posse de quem tava pensando muito, olhei rapidamente para as janelas imaginando que ele pode ter entrado por lá — Ah sim! – Bateu uma palma animado e apontou para mim, acho que lembrou. – Vim para você.
—Como assim veio pra mim? Isso é obra do satanás! Sai capeta! — Joguei minha grafite nele que o atravessou e bateu na parede quebrando a ponta dela. Fiquei parada o encarando surpresa. A grafite atravessou ele. A GRAFITE ATRAVESSOU ELE! Eu pensei em grita mais achei desnecessário, por que?. Bom pra mim aquilo pareceu isso. – Cody...
—Sim meu amor? — Sorriu, oh...o sorriso dele é bonito.
—Meu amor? — Indaguei um pouco sem foco.
—Sim. O que foi ? Você esta pálida... esta bem? — Se aproximou de mim e eu recuei.
—Não...Eu não sei...Eu...Cody...Você...O que? — Minha cabeça deu um nó horrível, tipo quando o fone enrola é difícil desenrola rápido. Pois é...
—Bom Nanda, eu sou o Cody sim, criado daqui – Se aproximou rápido dessa vez, tocando na minha testa, não foi bem toca afinal ele atravessa as coisas, é tipo um fantasma mas ficou frio aonde ele “tocou” — Você esta meio que “perdida” na vida então eu vim para esta ao seu lado nisso. — Sim, minha vida depois daquilo ficou bem confusa e meio que sem sentido, fiquei sem chão e confusa com tudo, fazia tudo no modo automático e ficava bem pensante as vezes. – Sou seu amigo especial agora entende – Olha só o que veio na minha cabeça assim que ele falou tudo aquilo “Sou o dollynho seu amiguinho vamos brinca?” .
—Er... que? — Me fingi de burra só pra ter tempo de assimilar tudo. Ele fez uma careta, acho que percebeu.
—Você entendeu. — É ele percebeu. Sentou ao meu lado e apontou pro livro — Vou te ajuda com ele daqui para frente então vamos começa? — Eu ainda estava absorvendo tudo mas quer saber? To nem ai, gostei do meu novo “amiguinho”. Peguei minha grafite do chão, o livro e sorri de canto pra ele.
— Sim vamos! — Ele retribuiu o sorriso e bateu continência.
—Sim senhora.
~To be Continue
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