Não consigo dormir. Na minha frente, nada vejo além da escuridão. É a realidade de agora. O que eu realmente sei?

Pensava que eu, Matsumoto Takanori, era um garoto forte, que nunca seria derrubado por nada. Até que aquele dia ele chegou.

Estava nervoso. Era meu primeiro dia de aula naquele novo colégio e meu parceiro nas aulas de biologia era justamente um estranho que espetava o cabelo tingido e usava uma estranha faixa para cobrir o nariz.

Muito tempo se passou desde aquele dia. Durante estes três últimos anos com ele, nunca tinha percebido. Agora é tarde demais, porém eu não consigo deixar meus sentimentos de lado.

Se eu pudesse vê-lo agora, como reagiria? E ele, o que faria?

Está frio. Quero me aquecer, mas não consigo estender meu braço para pegar os cobertores convenientemente posicionados a minha frente. Apenas uma coisa me faria me mover agora. Um motivo, uma pessoa.

Será que, agora, ele está com frio? Está pensando em mim? Tenho medo de saber as respostas.

Eu realmente não queria perdê-lo. Os momentos em que passamos juntos foram os melhores de minha vida e agora a minha vontade de continuar respirando é mínima.

Eu gostaria muito de poder vê-lo agora.

Quando eu penso nele, ao mesmo tempo em que se enche de alegria, meu coração dói.

Se isso é amar alguém, acho que posso dizer que conheço o amor.

Não sei dizer exatamente se é certo gostar tanto assim de alguém. A essa altura, faz sentido parar e pensar no que é certo ou no que é errado? O que importa agora, para mim, é que a pessoa que não sai de meus pensamentos é ele, Suzuki Akira.

A pessoa que eu sempre quero estar ao lado. Uma pessoa só para mim. A pessoa que mais agradeço por ter conhecido na minha vida.

Será que, neste frio, a pessoa que eu quero esquentar, deseja o meu calor?

O ar está se esgotando. Não tenho esperança de que minhas lágrimas parem. Ao menos, não por um bom tempo.

Notas finais
Obrigada a minha atual situação para me inspirar para este one shot. (:
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!