Notas iniciais
Nova fic SwanQueen espero que gostem!

Boston... Minha manha começa agitada estou correndo pois preciso chegar a tempo ao Boston Hospital Pediátrico. Hoje é dia de doação de sangue e os primeiro 500 doadores serão recebidos por Richie Miranda! Quem é esse? Bom esse é uma dos jogadores de beisebol mais famosas que Boston já viu. Todo o mundo ama ele, serio mesmo! Ele é uma estrela do Beisebol, mas foi preso por posse de drogas, e é por isso que estou hoje aqui, tenho que conseguir uma entrevista com ele! Quando consigo chegar no BHP encontro uma fila verdadeiramente de 500 pessoas, mas eu não tenho tempo para esperar até que chegue minha vez, pode ser que eu nem consiga ver Richie e perderei a minha chance. Sou Regina Mills, sou formada em jornalismo, estou em meu primeiro trabalho e realmente preciso muito de uma boa matéria!

Entao tiro o meu crachá do bolso do meu blazer e olho para o tamanho daquela fila, coloco o crachá no pescoço e caminho em direção ao começo da fila, vale a pena tentar ne?

Quando chego lá tem um jornalista na minha frente falando com o segurança que diz que é um evento de caridade e que não estão permitindo a entrada da imprensa, reviro os olhos e tiro o meu crachá “Droga.” Então tenho a brilhante idéia de doar sangue... porque não! Vamos fazer uma caridade hoje! Mas aquela fila realmente me deixa desanimada... como eu preciso muito daquela entrevista, vou a procura do meu Tio Dr Robert Mills que é Oncologista, e esta trabalhando nesse exato momento, ando até a sua sala, e entro:

- Regina – ao me ver levanta da sua cadeira.

- Preciso falar com você.

- O que aconteceu? Sua Irma e sua mãe estão bem?

- Elas estão bem... Olha eu preciso da sua ajuda para chegar na unidade de sangue lá embaixo. Estou tentando conseguir uma entrevista com Richie Miranda. Ele não falou com a imprensa desde que saiu da reabilitação. Se eu conseguir essa entrevista, meu chefe poderá finalmente acertar o meu nome... Só preciso passar pela segurança...

Nesse momento o interfone se faz presente “Dr Mills, o paciente esta pronto na sala 302”

- Tenho um paciente agora, esperando então...

- Certo... deveria saber. Papai sempre disse que as únicas pessoas que tio Robert se preocupa são os seus pacientes – giro meu corpo e decido ir embora, já vejo que não vou conseguir fazer essa entrevista...

- Regina, espere!

A próxima coisa que sei é que estou sentada nessa cadeira com meu braço esticado doando sangue... eu nem sei porque estou aqui, eu odeio sangue e agulhas... não espera, eu sim sei porque estou aqui, preciso dessa entrevista, preciso fazer com que meu chefe acerte meu nome finalmente. Começo a ouvir o povo gritar e falar alto no corredor onde esta a fila, ao direcionar meu olhar para a porta, lá está ele! Minha chance, Richie está aqui! Ele é gentil e cumprimenta a todos, até parar em mim.

- Oi! Obrigado por doar sangue hoje – fala ele me pegando a minha mão.

- Eu só tinha que conhecer o meu jogador de beisebol favorito! – mentira, eu nem gosto de beisebol, mas falo isso com o meu melhor sorriso – eu não acredito em nenhuma das coisas que as pessoas estão dizendo – digo para ele, tentando ganhar a sua confiança.

- É? Legal!

- Mas se fosse verdade... eu não julgo, todos cometemos erros, você ainda é o meu favorito! – ele sorri pra mim – serio você pode me dizer!

- O que você é? Uma repórter?

- Não! – tento disfarçar o que sai muito mal.

- Você é! Não é?

- Não! – olho para os lados, ele levanta da minha frente o que me faz tirar a agulha do meu braço e segui-lo – Espere, não espere!

- Hey, segurança, hey! – droga não! Eu preciso dessa entrevista! – eu disse que não queria imprensa!

Quando estou de pé pronta para ir atrás dele, me sinto completamente tonta, esta tudo girando literalmente. Consigo ouvir ele dizer para o segurança: — Podem tirá-la daqui, por favor?

Quando o segurança está quase chegando perto de mim consigo dizer: — Eu realmente tenho algo contra sangue... – e foi o ultimo que aconteceu antes de tudo ficar escuro...

Quando acordo meu Tio Dr Mills está checando o meu pulso.

- O que aconteceu? – pergunto tirando o meu pulso da sua mão

- Você desmaiou, eu estava apenas checando seus sinais vitais, relaxe, já acabei.

Quando meu tio sai do quarto, fico surpresa ao ver o “meu jogador favorito de beisebol” entrar no quarto.

- Hey! Eu não sabia que você estava ainda aqui...

- Você não pode deixar uma garota sangrar na frente de uma multidão de pessoas e só ir embora! Você pode fazer a entrevista, mas nenhuma pergunta sobre drogas, ok?

E lá estava a minha entrevista, sim eu consegui, claro não exatamente como deveria ser, mas ficou perfeita diria eu... vou correndo para o trabalho para entregar a minha entrevista para o meu chefe Sidney Glass, acho que ele me odeia, mas com certeza mudará de idéia depois que ler isso... Saio da sua sala e vou para a minha mesa digitar uma matéria que ainda tenho que finalizar. Ariel minha colega de trabalho que esta no cubículo do lado, levanta a cabeça para olhar para mim e pergunta: — O que você fez? Dormiu com ele? É tão injusto que você possa fazer sexo por uma historia e eu não...

- Ariel, você sabe como sou exigente. Eu nunca vou dormir com uma estrela do esporte que provavelmente usa tabaco.

Quando levanto a minha vista para o corredor, lá estava ela, Emma Swan... Loira de uns intensos olhos verdes, passando, apenas desfilando com a sua beleza... espera, ela está sorrindo pra mim? Sim, ela definitivamente está sorrindo para mim, o que me faz sorrir de volta, sem parar um segundo sequer de encará-la.

- Hey Regina, pode me emprestar um lenço?

- Porque, esta gripada?

- Não, você estava babando um pouco. É só chamar ela para sair!

- Eu não sei, é diferente. Swan é tipo, uma repórter de verdade aqui.

- Artes e entretenimento? Por favor.

- Você é uma esnobe, e eu não posso começar a assediar ela.

Acabo o minha matéria, desligo o meu computador, pego minhas coisas, me despido de Ariel e vou para o Elevador. Quando as portas estão quase se fechando, ouso uma voz, sim eu conheço essa voz, é ela, de novo!

- Hey! Você pode segurar? – ela consegue chegar a tempo, colocando a mão na porta e entrando no elevador, parando bem ao meu lado – você realmente quer esse elevador só pra você, não é?

- Sim, você se importa de pegar as escadas?

- Entao, eu ouvi dizer que todos estão te odiando agora.

- O que?

- Na verdade eu não ouvi isso, mas eu te odeio, você esta aqui há, o que, seis meses, e já conseguiu uma grande entrevista?

- Sim, minha vida é realmente fascinante. Agora eu tenho que ir para casa e jantar com a minha mãe, e a minha Irma, com quem eu moro, porque eu não posso pagar o meu próprio lugar ainda – ok eu não sei porque estou contando isso para ela, mas eu estou...

- Bem, se você sentir vontade de sair mais tarde, estarei cobrindo um show no The Hangover às 9. Eu poderia precisar uma segunda opinião se você estiver livre.

- Sim, isso parece interessante – falo encarando aqueles lindos olhos verdes.

Nosso elevador chega e cada uma vai para um lado. O que eu estou fazendo? Ok eu admito, eu estou sorrindo porque Emma Swan me convidou indiretamente para sair com ela.

Agora estou no “Diesel café”, onde a minha melhor amiga Ruby trabalha. Já vi que hoje peguei o dia para enfrentar filas, que droga, estou fazendo fila para poder pedir o meu café, mas como não tem ninguém atendendo os clientes, revivo os olhos, saio da fila e vou até o outro lado do balcão pegar meu próprio café, quando estou servindo uma voz chama a minha atenção:

- Desculpe-me Miss, mas esta área é apenas para funcionários.

- Bem se alguém estivesse realmente trabalhando na loja, talvez eu não teria que fazer o meu próprio café. Sinto falta da outra gerente.

- Eu não, ela era uma vadia preguiçosa.

- Hum não, ela era um gênio e muito gostosa. Posso pegar o numero dela? – nesse momento rimos, sim essa é Ruby a minha melhor pessoa, ela trabalha a tanto tempo aqui, e eu conheço o dono que as vezes eu mesma pego o meu próprio café. Nos afastamos para sentar e colocar o papo em dia.

- Entao, me conte, Swan convidou você para sair hoje?

- Uh, não tecnicamente. É relacionado ao trabalho.

- Entao faa isso não ser relacionado ao trabalho. De varias doses de tequila para ela e jogue-a contra a parede... e pronto.

- Humm, não.

- Ok, então você pode ser uma hipócrita e falar sobre seus sentimentos – antes que eu possa responder alguma coisa, recebo uma mensagem de texto do meu Tio pedindo para que eu ligue para ele quando tiver tempo. Ignoro a mensagem e continuo falando com Ruby enquanto bebo o meu café.

Quando chego em casa, já esta quase na hora do jantar, subo para o meu quarto e vou tomar um banho, logo do banho, desço com o meu notebook e sento do lado da minha Irma Belle que esta no seu tablet na mesa, Belle é menor que eu, ela é o tipo de garota rebelde, que já fez bastante merda, mas como ela ainda é menor, mamãe tem que perdoar esses pequenos erros, mas no fundo ela é uma pessoa bacana. Mamãe esta preparando o jantar. Cora Mills, psicóloga, sempre tentando ajudar os outros e poucas vezes ajuda a si propia...

Minha mãe passa os guardanapos para Belle e pede para ela arrumar a mesa o que contrariada o faz.

Até que a minha mãe fala algo que chama a nossa atenção: — Então, estou pensando em arranjar um namorado pela internet.

- Serio mãe? – falo com um sorriso no rosto, sinceramente acho que já esta na hora dela se permitir ser feliz de novo, depois da morte do papai, muitas coisas mudaram.

- Estou pensando nisso, não sei ainda.

- Acho mesmo que você deveria fazer isso – falo pegando o meu celular ligando a câmera – vou até tirar a sua foto de perfil!

- Não espera! Deixa que eu fazer isso! – Belle praticamente rouba o celular da minha mão .

E lá esta a minha mãe sorrindo de um jeito realmente estranho que nos faz rir.
— Mãe, sorria como uma pessoa normal – fala Belle.

- Eu estou sorrindo como uma pessoa normal. – se defende mamãe, mas a verdade é que ela não esta. Tiramos varias fotos e rimos com elas, o jantar foi divertido, falando sobre o futuro namorado de mamãe. Quando acaba, decido trocar de roupar e ir ao encontro de Emma Swan, não poderia ser tão ruim assim, poderia?

Mas a verdade é que foi, aquela menina que estava no palco cantando era... não quero ser cruel nem nada parecido, mas ela era realmente horrível, se tivesse a coragem necessária, diria para ela tentar fazer outra coisa da vida porque como cantora...

- Eu sinto muito – Emma fala se aproximando do meu ouvido.

- Mal posso esperar para ler a sua revisão.

- Me sentirei mal por ela quando ela ler. Outra cerveja? – pergunta ela apontando para o meu copo que estava vazio

- Sim, eu posso pegar – vou em direção ao bar e ela me segue.

- Eu sei que pode, mas eu estou oferecendo. Você não esta facilitando as coisas.

- Tornar o que fácil?

- Você compra suas próprias cervejas, trouxe o seu próprio casaco, abriu a porta para mim. Vou confessar uma coisa. Não estou cobrindo esse show.

Franzo minhas sobrancelhas: — Não está?

- Não. Eu so queria ver você fora da redação. Porque você sabe, as vezes brincamos no trabalho e eu não sei se você está sendo engraçada ou se está flertando comigo...

Ok, por essa eu não esperava, arqueio uma sobrancelha e pergunto – Você está flertando? – pergunto com um sorriso bobo nos lábios, ela não responde, simplesmente abre o sorriso mais lindo e doce que eu jamais tinha visto. Bebemos mais algumas cervejas e depois caminhamos na noite linda de Boston, ter Emma do meu lado me fazia sentir bem, me fazia sentir segura, e eu adorava aquela sensação, na verdade eu amava me sentir assim perto dela. Ela foi quase todo a caminho conversando e me fazendo rir, e vez ou outra ela pegava a minha mão pra atravessar a rua, como se eu fosse uma criança, o que em nenhum momento me irritou, não, apenas senti o momento, senti ter a sua mão segurando a minha e eu não queria mas largá-la... Ela me levou até a esquina da minha casa, quando eu estava quase abrindo a porta, sinto que tem alguém atrás de mim. Então decido ver quem era, o que resulta ser o meu tio Robert.

- O que você esta fazendo aqui?

- Regina... você não me ligou. Eu preciso falar com você sobre a sua saúde.

- Como assim, o que tem a minha saúde?

- Depois que você desmaiou, fiz alguns exames no seu sangue.

Olho para o meu tio com os olhos arregalados, porque não sei o que dizer.

- E ai? – pergunto – o que você encontrou?

- Regina... você tem... câncer...

Balanço a minha cabeça, não conseguindo entender o que ele disse... o que foi mesmo que ele falou? Ele disse, câncer? Sorrio sem jeito para ele...

- Eu tenho 24 anos.

- Eu sei... – ele me devolve o sorriso sem jeito.

- Que tipo de câncer? – pergunto.

- Leucemia. Mas precisamos de exames, para determinar o subtipo.

Ok, eu estava sentindo uma vontade imensa de chorar, mas me contive, deixaria para desabar depois, sozinha, no meu quarto...

- Podemos tratar isso, não é? Tem tratamento?

- Sim, claro.

- Ok.

- Tratamento não é o mesmo que cura.

- Que seja, como nós... como curamos isso? – eu estava começando a ficar irritada – ficarei bem, certo?

- Como eu disse, precisamos de mais exames.

- Preciso entrar – falo pra ele indo em direção a porta, ele pega no meu braço.

-Venha ao meu consultório. Conversaremos mais sobre isso!

- Procurarei outro médico.

- Por quê? Sou oncologista! Um dos melhores do estado – sorri de leve para mim, eu sei que ele é um dos melhores.

- Você é um dos melhores, mas de um Hospital Pediátrico. – ele suspira.

- Por favor, venha e faça os exames comigo! Me deixe ajudá-la!

- Tudo bem – me rendo.

- Ok então, nos vemos amanhã 8:30?

- Eu tenho uma reunião de trabalho essa hora.

- Regina, você sabe que isso é importante – Robert diz serio.

- Eu sei! Eu só não quero perder o meu emprego por causa disso! Posso ir no almoço?

- Claro, tudo bem, não vemos amanha.

Pego a chave do bolso do meu casaco e entro em casa deixando Robert ali, parado do lado de fora.

Eu não posso acreditar, tenho uma vontade enorme de gritar, de chorar, como assim? Eu com câncer? Eu sempre fui uma pessoa super saudável, poucas vezes fiquei realmente doente e agora isso... Eu tive um bom dia hoje, cansativo e cheio de filas, mas bom. Consegui entregar a minha matéria e ainda passei parte da noite vagando pela rua com uma pessoa que eu realmente gosto, quer dizer, as coisas pareciam mesmo que estavam se ajeitando, até isso surgir...

Subo as escadas e vou pro quarto da minha mãe, tenho que contar pra ela certo? Esse é o plano, até chegar lá, subo na cama ao seu lado e acaricio seu braço chamando-a.

- Mãe! – ela se move e fica deitada olhando para o teto.

- Pode comprar alface para a salada – ok isso não faz o menor sentido, faz? Olho para o seu criado mudo e vejo que ela tinha tomado remédio para dormir. Deito a minha cabeça no seu peito sentindo meu mundo cair aos pedaços...

- Mãe... Há algo errado comigo... – falo mesmo sabendo que ela não vai me ouvir.

Notas finais
Espero que tenham curtido