I'm not going anywhere
7 Cap 7
Notas iniciais
Acordo com o meu celular chamando e sinto o peso do braço de Emma sobre o meu corpo. Olho na tela do celular e vejo a foto de Ruby, atendo falando baixo e tentando me livrar de Emma sem acordá-la.
– Oi – falo quase sussurrando.
– Gina? Você ta bem? –pergunta preocupada.
– Estou sim, só um minuto. – levanto da cama devagar e vou para a sala – pronto pode falar.
– Tenho novidades! Preciso falar com você!
– Já já eu passo ai no café Ruby – esfrego os olhos.
– Pode passar, mas não vai me encontrar lá... – parece estar sorrindo.
– Porque não? O que aconteceu?
– Arisquei meu bem! Me demiti!
– Red o que você fez? Você vai ficar desempregada, sem renda...
– Eu sei! Vou arriscar Regina e tentar algo mais desafiador! Já estava na hora!
– Parabéns? Eu nem sei o que dizer...
– Parabéns está ótimo.
– Também tenho novidades para te contar. Podemos nos ver no café que fica na esquina da redação?
– Claro a gente se vê ali em 20 minutos!
Voltei para o quarto para pegar a minha roupa, vou para o banheiro fazer a higiene matinal, troco de roupa, arrumo o cabelo. E deixo um bilhete para Emma do lado da foto “Ruby ligou, estou indo encontrar com ela, te vejo no trabalho, beijos e obrigada por tudo. R.M”
–POV EMMA-
Quando abri os olhos o primeiro que fiz foi olhar para o lado, mas Regina não estava ali, achando que talvez ela tivesse no banheiro ou na cozinha, estico a mão para pegar meu celular pra ver as horas eram 8:30 tenho que estar na redação as 9hrs. Levanto e vejo o bilhete de Regina avisando porque tinha saído mais cedo. Não consigo parar de pensar que até a letra dessa mulher é linda, pelo amor de Deus!
Regina tem uma beleza hipnotizante, Regina é aquela pessoa que você vê uma vez e nunca mais esquece, porque aquela imagem perfeita fica gravada na sua mente, foi assim comigo, e tenho certeza que foi assim com a maioria das pessoas que passaram pela vida dela.
Coloco um jeans uma regata branca, minha jaqueta, e as minhas inseparáveis botas. Pego o meu café e desço, meu fusca amarelo está me esperando na garagem. Entro, ligo o motor e parto para o trabalho.
POV REGINA
Ingrid estava começando a mostrar quem ela realmente era, já não era mais aquela mulher gentil do primeiro dia, agora ela me enchia de arquivos para revisar.
– Você perdeu a reunião dessa manhã – diz ela me encarando.
– Oh desculpa, tinha uma consulta no medico – menti minha consulta era só mais tarde, na verdade estava contando todas as novidades para Ruby, desde o grupo de apoio até dormir na mesma cama que Emma.
– A única vez que eu matei o trabalho por motivo de saúde foi quando tive apendicite. Na verdade, não. Eu operei no domingo. – me olha com cara debochada, nossa parabéns pra você...
– Você precisa de alguma coisa? – pergunto.
– Sim. Preciso que estude o meu material da Waterfront Union. Cheque minhas fontes e cruze os fatos caso eu tenha esquecido algo. E termine rápido. Quero que veja meu artigo sobre James Nolan. – agora ela esta tentando roubar o meu trabalho sobre James Nolan – Amanhã vai ser a festa de candidatura dele . Já tenho a minha credencial. Tenho certeza de que teremos varias historias. Esses eventos sempre surpreendem. – pego o monte de arquivos, revivo os olhos e saio as sua sala. Meu dia apesar de ser cheio de trabalho passa correndo. Estou no elevador descendo com Ariel, quando a porta se abre para que Emma entre. Quando Emma me vê sorri fazendo Ariel sair do elevador.
– Ariel, onde está indo? –pergunto surpresa por sua atitude.
– Pegarei as escadas. Não preciso passar os próximos 60 segundos preso em um espaço vendo vocês disfarçando. – a porta se fecha. Sorrimos com o comentário de Ariel.
– Então, como foi seu dia? – pergunta Emma.
– Levando trabalho para casa – mostro os arquivos. – só quero ficar por dentro caso eu consiga uma credencial para a festa de lançamento da candidatura do Nolan.
– Se confundissem você comigo eu te daria a minha.
– Você vai?
– Não, mas meu editor quer que eu vá. Ele perguntou se eu poderia fazer um artigo sobre roupas de gala, sei que é trabalho para Artes e Entretenimento, mas eu não queria mesmo ir.
– Deus eu daria tudo para estar lá. Uma conversa sozinha me daria ótimas reportagens.
– Não tem alguma conexão?
– Eu posso ter uma, mas não sei se seria ético usá-la. – olho para Emma.
– Eu?
– Não seja convencida.
– Eu não seria, se me desse um beijo – ela fala apontando para o rosto quando vou deixar um beijo na sua bochecha, ela vira a cara e meu beijo é plantando em seus lábios, em um selinho suave, o que nós faz sorrir.
– Quando você diz que está levando trabalho para casa, está falando dos arquivos, certo?
– Boa noite Swan. – falo saindo com um sorriso no rosto do elevador.
Vou até a estação, pego o meu metro, sento e antes que o metro começasse a andar, fecho os meus olhos. Acordo com uma voz falando comigo:
– 1h da manhã, moça. Fim da linha! Todos tem que descer! – abro meus olhos assustada olhando para os lados.
– Onde estamos? – olho pela janela mas não reconheço o lugar.
– Estação Braintree. – ao ouvir isso coloco a mão na cara percebendo que dormi demais.- Onde precisava descer?
– Beacon Hill. – coço a cabeça e levanto.
– Beacon Hill? Isso fica em Boston? – fala o guarda surpreso. – não terá mais trens até amanhecer!
Sinto muito sono, minhas pálpebras pesam, meu corpo todo esta pesado, estou cansada longe de casa cheia de arquivos e pra completar é super tarde. Chego em casa 2:30h gastei maior grana pagando um taxi pra me trazer de volta para Boston. Só sei que a única coisa que queria saber a essa hora era da minha cama, caio nela e não vejo mais nada até o despertador me acordar na manhã seguinte.
Antes de ir para o trabalho passei no consultório.
– Achei que a gente tinha hora marcada para mais tarde – fala Dr Mills checando a agenda.
– Sim temos, mas eu vim ver se podemos remarcar para amanhã.
– Por que? O que aconteceu?
– Estou atrasada em uns arquivos que preciso entregar hoje para a minha supervisora.
– Regina...
– Eu sei! Eu adormeci ontem no trem, fui acordar só no final da Estação Braintree. Era a 1 da manhã, e não sei o que aconteceu. Eu durmo 8 horas por noite, tenho alimentação saudável, e sim estou trabalhando muito, mas é algo que estou acostumada, mas ainda assim parece que eu...
– Que está doente? – ele me encara serio. Vou sentar no sofá e coloco as mãos no rosto. – Como você chegou em casa? Alguém foi te pegar ou... finalmente contou para a sua mãe?
– Não, não queria contar assim.
– Bom, poderia ter me chamado.
– Eu peguei um taxi. Estava tudo bem.
– Você não gosta mesmo que te ajudem, não é? – sorri fraco para mim.
– Eu estou aqui, não estou?
Vou para o trabalho e estranho ao ver uma mulher loira sentada na minha cadeira.
– Com licença! – falo girando a cadeira e dando de cara com Emma.
– Bom dia! – seu sorriso ilumina minha manhã.
– Bom dia – dou um beijo no seu rosto.
– Eu estive pensando...
– No que?
– Você percebe que essa festa, estará cheia de idiotas em trajes de macacos, cujas cabeças ficam presas às bundas importantes, não é? – ela estava se referindo a festa de candidatura do pai.
– Sim! Idiotas em trajes de macacos com historias que seriam exclusivas!
Ela faz uma careta engraçada enquanto pensa.
– Ok! Eu te coloco lá dentro.
– O que? Serio? – dou pulinhos sorrindo, ela faz que sim com a cabeça levantando da minha cadeira – Obrigada! – abraço-a não conseguindo conter a felicidade!
– Wow calma. Sinto como se eu acabasse de realizar um desejo ou algo assim.
– Você realizou mesmo! Você raalizou! Não faz idéia do que isso significa para mim, e para a minha carreira, e eu só... eu preciso arrumar um vestido! – Emma ri da minha cara de preocupação.
– Hey! Calma você ainda tem tempo! – fala sorrindo indo embora.
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