I'm not going anywhere
5 Cap 5
Notas iniciais
– Espera! Está dizendo que ela ficou ofendida quando você quis transar? Isso não parece muito coisa de uma jogadora.
– Tanto faz. Isso nem... isso nem importa mais. Acabou. E esta tudo bem, e eu definitivamente não preciso de mais estresse na minha vida. – falo fazendo Ruby revirar os olhos. Depois que saí da casa de Emma, vim para o apto de Ruby, agora estamos sentadas no sofá, bebendo vinho enquanto eu conto o quão vergonhosa foi a minha noite. – Tudo esta diferente agora...
– Sim, exceto você... Está fazendo o que sempre faz.
– O que estou fazendo?
– Isso! – fala apontando para mim – você procura motivos para não sair com alguém! E pelo que você está me falando agora, ela parece gostar mesmo de você, e você está pulando fora
– Ela dormia com...
– Dormia Regina! Passado! Ela é gata, ok? Se eu fosse aquela mulher também ficaria com todas até eu achar certa.
– Mas eu não sou a certa Ruby!
– Como você pode saber disso? – franze o cenho.
– Porque Red eu... Porque eu estou doente! – gesticulo com os braços.
– E daí! Você vai melhorar.
– Não sabemos isso, e se eu não melhorar?
– Bom então é mais um motivo pra tentar o que nunca tentou... arriscar!
– Por favor – falo levantando do sofá. – Eu arrisco o tempo todo. Eu fui em uma coleta de sangue dias atrás.
– Sim, você arrisca no trabalho, não na sua vida amorosa! Você sempre acha um motivo pra escapar. Sabe que eu estou certa Gina!
– Você vai falar para mim sobre compromisso? Você é uma das pessoas mais inteligentes que conheço, e você está evitando achar uma carreira que realmente pode te levar a algum lugar. Mas em vez disso você prefere ficar servindo café para estranhos e dormindo com seu ex-namorado... Você acha que isso é arriscar de verdade? – depois que falei tudo isso me arrependi, não fazia parte da noite magoar Ruby também.
– Nossa... – ela apenas disse olhando para a sua taça de vinho.
– Desculpa Ruby, passei dos limites.
– Sim passou... mas isso não quer dizer que você está errada.
– Melhor eu ir embora – pego minha bolsa – a gente se vê amanhã.
Minha noite não foi muito boa, passei maior parte dela tendo pesadelos estranhos, acordando muitas vezes, e suando demais. Quando o despertador tocou eu já estava acordada encarando o teto fazia um bom tempo.
Levanto, faço a minha higiene matinal e desço para tomar café da manhã, mamãe e Belle já tinham saído, então tomo meu café sozinha. Pego o metro e vou para a redação, preciso adiantar a minha entrevista com Stephen. Assim que chego, começo a digitar o que já tinha gravado, “Me deixe só lhe dizer que você nunca vive, até saber que vai morrer” levanto o meu olhar do computador e vejo Emma passando no corredor, ela também olha pra mim, mas apenas segue o seu caminho. Escrever a entrevista de Stephen me leva quase toda a manhã. A hora do almoço estava chegando e achei que seria uma boa Idea passar na barraca do Stephen para vê-lo e também para comprar mais sucos. Chegando na feira, o lugar da barraca de Stephen está vazio, acho isso estranho, então vou até a barraca do lado que vende mel e pergunto para a moça:
– Oi! Com licença, por que a barraca do Stephen não está hoje?
– Oh! é tão triste. Ele faleceu ontem a à noite. Bom, você sabe que ele estava doente. Ele teve um infarto. – meus olhos ficam marejados enquanto a mulher fala. Agradeço a ela pela noticia, e vou sentar um pouco na praça para tentar pensar na minha vida, deixando lagrimas caírem pela morte de Stephen, sei que não o conhecia o suficiente, mas ele parecia muito ser uma boa pessoa. Seco minhas lagrimas, levanto e vou até o consultório do Dr Robert, pois tinha hora marcada.
Sentado na minha frente com a minha ficha em mãos me olha e pergunta:
– Tem alguma coisa que eu deva saber?
– Meu nariz e gengivas começaram a sangrar e eu estou me sentindo muito cansada– falei abaixando o olhar.
– Regina, você não pode mentir sobre isso para mim. Quando isso acontecer você tem que me contar imediatamente! – me sinto envergonhada por não ter falado na consulta anterior.
– Eu sei, eu sei. Vamos fazer a biopsia amanhã... e isso vai mudar muita tudo. E então saberemos que leucemia eu tenho e o quão ruim é, e... eu vou poder começar o tratamento, certo?
– Certo!
– Enquanto isso, receitarei três antibióticos diferentes, para evitar qualquer infecção. – fala escrevendo o nome dos remédios – A fadiga que você está sentindo é resultado da anemia. Quero um hemograma completo. E agora você fará uma transfusão de sangue.
– Transfusão de sangue? – falo arregalando os meus olhos.
– Relaxe, não é tão assustador quanto parece – fala sorrindo ternamente para mim. – isso vai te ajudar bastante.
– Ok – levanto e vou fazer minha transfusão de sangue. Não foi tão assustador quanto parecia mesmo. Decido não voltar mais para o trabalho hoje. Quando vou pegar o celular da bolsa para ver a hora deixo cair o cartão que Stephen tinha me dado com o endereço do grupo de apoio. Olho para aquele endereço , e decido que talvez tenha chegado a hora de ir. Pego um taxi, que me deixa na frente do prédio. Subo as escadas, é no primeiro andar, mas mesmo assim já consigo sentir o que subir escadas agora causa em mim. Tem umas 20 pessoas, a maior parte delas são jovens, algumas estavam carecas, outras magras demais, e tinha umas que estavam carecas e magras. O grupo se dividia bem entre mulheres e homens. Dois jovens estavam arrumando a roda de cadeiras para o que viria a seguir. Cada um foi pegando o seu lugar, e eu peguei o meu, do meu lado direito estava um garoto de olhos castanhos, olhar doce e rosto delicado e do esquerdo uma menina de olhos claros, pele bem branca que possuía um lenço na cabeça.
Quando todos já estavam em seus lugares, a garota do meu lado começou a falar:
– Eu tenho uma pergunta! – todos olhamos para ela. – Meu noivo decidiu raspar o cabelo em solidariedade a mim. Mas ele não tem o rosto para isso... – todos riem – Como eu vou dizer isso a ele?
A reunião estava indo bem, eu estava conhecendo essas pessoas e suas historias, e elas apesar de tudo, conseguiam levar a doença com um agradável humor.
Sei que chegar aqui para mim foi difícil, e que não era minha obrigação me apresentar no primeiro dia, mas achei que seria justo com aquelas pessoas que estavam de certa forma me contando a suas historia, então respiro fundo, pego um pouco de coragem e começo a me apresentar.
– Oi – sorrio – Meu nome é Regina Mills. Tenho 24 anos, sou jornalista, trabalho no The Boston Post . Fiquei sabendo desse grupo por um amigo que freqüentava, vocês devem conhecer ele, Stephen Geppetto – as pessoas confirmam com a cabeça. – A alguns dias atrás eu fui diagnosticada com Leucemia – nesse momento escuto o barulho de uma xícara cair no chão, levanto o olhar para ver de onde vinha e fico completamente chocada, abismada, assustada e envergonhada ao ver Emma Swan parada do lado da mesa dos cafés, com a maior cada de susto que eu jamais vi, parece até que esta encarando a própria morte nos olhos, desvio meu olhar do dela e continuo – Acabei de fazer a minha primeira transfusão de sangue – falo sem jeito mostrando o meu braço – e é por isso que eu estou aqui... – Volto a encarar Emma que não tinha se movido nem um centímetro sequer...
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