I'm here with you.
7 Pedido diferente.
Notas iniciais
Emma P.O.V:
Depois do olhar de súplica de Regina para mim eu sabia que precisava fazer alguma coisa, ela não queria falar com Robin e como eu estava disposta a ajudá-la resolvi entrar em sua frente para tampar sua visão e a visão do homem que atravessa a rua em nossa direção. Não sei o que aconteceu mas um instinto protetor tomou conta de mim. Se Regina não queria uma aproximação com aquele homem então eu não o deixaria chegar perto dela.
"- Licença, Emma. Eu preciso falar com Regina" Robin disse a minha frente enquanto tentava olhar a mulher por cima do meu ombro.
Antes de responder achei melhor ter certeza que a morena não queria falar com ele então dei uma olhada rápida para ela. Regina parecia que tinha visto um fantasma. Estava branca e paralisada, apenas olhando para o chão. Então foi aí que eu tive certeza: Ele não falaria com ela hoje.
"- Desculpe Robin, mas agora não é um bom momento" Disse cruzando os braços e entrando mais ainda na frente de Regina.
"- Me perdoe a grosseria senhorita Swan, mas você não tem nada a ver com esse assunto, apenas ela pode dizer quando é um bom momento ou não" Enquanto dizia isso, o homem andou mais ainda em minha direção. Se ele queria me assustar, não estava adiantando em nada.
"- Já disse uma vez e não vou repetir, não é um bom momento" Falei bem perto de seu rosto. Robin pareceu não entender nada mas acho que funcionou porque ele simplesmente disse algo baixinho, que não foi possível entender, e saiu andando. Acho que ele havia me xingado, mas não tinha como ter certeza. Ter desafiado Robin por Regina mexeu com algo dentro de mim, meu coração batia forte e eu sentia uma sensação boa no peito, gostaria de entender o que estava acontecendo.
No exato momento que ele se encontrava longe de nós, eu me virei para ver como Regina estava. Meu coração disparou e eu senti uma vontade absurda de a abraçar. Seus olhos estavam cheios de lágrimas, que ela lutava para não deixar cair, e sua cabeça estava baixa. Meu peito se encheu de culpa e mais uma vez a vontade de confortá-la em meus braços estava grande. Mas eu não a abracei, não sabia como Regina reagiria e nós nunca tivemos um contato tão íntimo antes.
No lugar do abraço apenas coloquei a mão em seu ombro e apertei, para mostrar que estava tudo bem. Regina levantou os olhos e apenas me encarou, ela não disse nada mas eu sabia que estava me agradecendo, seus olhos me diziam isso. Eu sorri em resposta e acenei a cabeça, mostrando que ela não precisava dizer nada.
Regina depois de ter reconquistado parcialmente a compostura, simplesmente me entregou a mochila de Henry e se dirigiu até seu carro. Eu sabia que ela não estava bem, e não queria a deixar sozinha. Minha cabeça se enchendo de pensamentos teve uma ideia, iria propor a Henry de passar a tarde com Regina mais uma vez. Poderia ser que a mulher não gostasse mas eu tinha resolvido que não iria a deixar sozinha hoje e nada me faria mudar de ideia.
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Regina P.O.V:
Emma ter me ajudado em um momento tão delicado quanto esse significou muito para mim, não poderia esquecer de agradecê-la depois. Talvez Henry estivesse certo em relação a ela, talvez eu tenha finalmente entendido o motivo do meu filho a admirar tanto. Emma estava lá sempre que precisávamos de algo, ela realmente batalhava para ajudar todos e isso era uma qualidade maravilhosa. Eu nunca tinha parado para pensar em Swan por esse lado, mas ela era uma pessoa boa. Seu coração era bom e eu não podia negar que ela tinha puxado isso de seus pais, agradeço por Henry ter puxado isso dela.
Os dois são muito parecidos, desde o jeito carinhoso e prestativo até o lado insistente e teimoso, talvez seja por isso que eu estou começando a enxergar qualidades em Emma.
Óbvio que tudo que está acontecendo em relação a Robin é porque a loira mudou o passado, mas eu não podia negar que ela estava disposta a me ajudar em relação a isso.
Esses pensamentos trouxeram um sorriso ao meu rosto e me fizeram esquecer desse encontro constrangedor de minutos atrás.
Emma Swan estava me fazendo sorrir, tudo parecia tão estranho e confuso mas ao mesmo tempo tão certo. Só gostaria de entender o que estava acontecendo.
Logo depois de ter chegado em casa e começado a fazer meu almoço ouço a campainha tocar, estranho pois não estava esperando ninguém. Meu corpo congela ao pensar que pode ser Robin, mas respiro fundo e recupero a coragem para abrir a porta.
Assim que a abro, um sorriso imediatamente toma conta de meu rosto. Emma e Henry estavam parados em frente à minha porta. Minha súbita felicidade não passou despercebida pelos dois que se olharam cúmplices. Não podia deixar de perguntar ao meu filho o que eles estavam planejando.
"- Oi mãe, eu e minha mãe viemos lhe fazer companhia hoje outra vez" Henry disse já entrando e segurando Emma pela mão.
Sem me dar tempo de responder meu filho me deu um abraço carinhoso e assim que me soltou puxou a loira para mais perto, nos fazendo ficar frente a frente. Nos olhamos um pouco constrangidas com a situação mas Emma logo quebrou o clima que se instalou me cumprimentando com um beijo na bochecha.
Aquilo me pegou completamente desprevenida e no momento em que seus lábios tocaram minha pele uma descarga de energia se espalhou por todo meu corpo fazendo com que eu me arrepiasse. Emma também sentiu algo pois abaixou a cabeça e respirou fundo algumas vezes. Eu nunca tinha sentido aquilo e estava completamente confusa e desnorteada, mas fiz questão de tentar voltar ao normal rápido. Óbvio que Henry notou algo estranho, ele era muito inteligente, mas apenas ficou parado nos encarando.
Depois desse momento constrangedor decidi convidar os dois para almoçar em minha casa e sem pensar duas vezes eles aceitaram.
Fui até a cozinha e os deixei sozinhos na sala, e enquanto fazia a comida podia ouvir Henry e Emma rindo, os dois realmente eram muito unidos e aquilo estava aquecendo meu coração. Antes essa união era o motivo de eu querer Emma o mais longe possível, mas agora eu prezava por isso e sabia que nunca deixaria nada mudar esse relacionamento que eles tinham construído. Definitivamente todos nós éramos uma família, incluindo Mary Margaret e David, e nada faria mal a minha família. Esses pensamentos novamente me surpreenderam mas o que eu poderia fazer? Era o que eu sentia e eu não podia mudar meus sentimentos.
Assim que o almoço ficou pronto os chamei para comer, Henry estava tão feliz que sua felicidade nos contagiou também. Almoçamos em meio a risadas e conversas, tudo muito agradável e leve.
Emma era muito divertida e engraçada, a cada coisa que ela falava e eu ria Henry nos olhava com certo brilho no olhar. Ele estava feliz em nos ver assim, e a verdade era que eu estava feliz com isso também. Nunca pensei que nós duas nos daríamos bem mas era tão mais fácil dessa maneira, sem brigas e ameaças, apenas sendo nós mesmas.
Terminamos de almoçar e Henry colocou um filme que ele e Emma tinham trazido, assim que terminei de lavar os pratos, depois de muita insistência da loira em fazer isso, fui para a sala me juntar aos dois. Mais uma vez Henry estava sentado no chão me deixando com um lugar no sofá logo ao lado de sua mãe. O filme que os dois haviam escolhido era mais uma vez um de terror, para o meu azar.
Logo na metade do filme Henry decide se sentar no sofá também, deduzi que ele sentaria no meio mas o garoto simplesmente aponta para o lado e faz com que Emma venha para perto de mim. Aquela aproximação me pegou despreparada e me senti completamente nervosa.
O dia estava frio e estávamos com cobertas no sofá, Emma e eu estávamos muito próximas e eu não podia negar que aquele contato estava mexendo comigo.
O filme dava medo e assim que uma cena mais forte aconteceu sem perceber escondi o rosto no ombro da mulher ao meu lado. Senti que ela ficou paralisada com aquela minha ação mas logo se recompôs e colocou sua mão na minha para passar tranquilidade. Aquilo tudo estava muito íntimo e estranho mas mais uma vez parecia tão certo. Apertei sua mão entre as minhas e sem notar ficamos de mãos dadas até o final do filme.
Quando finalmente aquele maldito filme terminou, pude sentir o olhar de Henry para nós. Ele não poderia saber o que tinha acontecido pois nossas mãos estavam embaixo das cobertas, mas o garoto sabia que tinha alguma coisa estranha ali. Porém ele não disse nada, apenas deu de ombros e sorriu.
"- A gente podia jogar algum jogo de tabuleiro agora né?" Henry deu a ideia enquanto já se levantava empolgado.
"- Pode ser filho, ainda está cedo. Tudo bem para você Emma?" Perguntei enquanto a encarava de perto.
"- Tudo sim, não tenho nada para fazer hoje" Ela respondeu decidida e com um sorriso no rosto.
Henry deu um gritinho de felicidade nos fazendo rir enquanto corria até seu quarto para escolher um jogo.
Assim que ele subiu as escadas nos deixando sozinhas na sala a tensão se instalou no ar, senti o polegar de Emma fazendo um carinho em minha mão, enquanto ela me olhava com um sorriso no rosto. Aquilo me deixou tão desconcertada que puxei rapidamente minha mão dali. Logo me arrependi por não sentir mais aquele contato mas aquilo tudo estava muito íntimo e eu estava completamente confusa.
Emma Swan e eu éramos inimigas mortais até pouco tempo, ela tinha acabado de estragar o meu relacionamento com Robin e agora aquela mesma mulher se encontrava na minha casa compartilhando de um momento tão íntimo comigo. Não conseguia entender o que tinha mudado entre a gente, a única coisa que eu não podia negar era que estava me fazendo bem.
Antes que meus pensamentos tomassem conta completamente de minha cabeça, Henry desceu as escadas com pressa enquanto segurava um jogo em mãos. Ele tinha escolhido War e eu já havia jogado aquilo com ele milhares de vezes então sabia como o jogo era demorado.
"- Filho, esse jogo? Você sabe que vamos demorar para terminar se jogarmos esse" Disse enquanto o encarava séria, Henry tinha escola no dia seguinte e não podia ficar acordado até tarde.
"- Mãe prometo que se eu perder não vou começar de novo, vou direto pra cama" Ele disse enquanto juntava as mãos mostrando que realmente era uma promessa.
"- Vamos Regina, ainda não está tarde. Ou será que isso é uma desculpa para não perder pra mim?" Emma falou do nada enquanto me encarava de forma desafiadora.
A verdade era que eu adorava desafios e era muito competitiva, se Swan achava que ganharia de mim então estava muito enganada.
"- Você acha que tem capacidade de ganhar de mim, Swan?" Pronunciei seu sobrenome para mostrar que não tinha medo enquanto a encarava "- Veremos então"
Henry que apenas assistia tudo começou a rir da nossa competitividade e logo foi arrumar o jogo no chão da sala.
Cada um de nós sentou em cima de uma almofada e o jogo começou. Mais uma vez o clima estava descontraído, e nós riamos a cada erro do outro.
Estava tudo muito tranquilo até Henry perder e ir pro quarto dormir com uma carinha triste, deixando apenas eu e Emma jogando.
"- Agora eu posso começar a jogar sério e acabar com você" Emma disse enquanto encarava séria o tabuleiro.
A verdade era que eu não pretendia continuar jogando depois que Henry perdeu mas Swan estava tão competitiva que eu não poderia deixar de ganhar dela.
O jogo estava acirrado e jogávamos enquanto tirávamos sarro uma da outra. Ficamos nos provocando o jogo todo até Emma ter uma bendita ideia:
"- Ta bom, Regina. Já que você está tão confiante que irá ganhar de mim então vamos fazer uma aposta" Ela me olhava com uma sobrancelha levantada me desafiando.
Não conhecia esse lado competitivo de Emma e assumo que aquilo era ótimo. Adorava uma competição ainda ainda mais quando eu ganhava no final.
"- Ótimo, Swan. O que você quer apostar?" Perguntei provando que não iria sair dessa enquanto sustentava seu olhar no meu.
De repente o clima entre nós ficou pesado. Emma me encarava de uma forma diferente, como se quisesse algo de mim. Seu olhar estava me deixando nervosa mas eu não queria demonstrar fraqueza então não parei de a encarar de volta.
Não sei por quanto tempo ficamos nos olhando, mas pareceram horas. Ela parecia querer ler meus pensamentos e conversar comigo pelo olhar. Meu coração estava disparado, o que será que ela queria que estava demorando tanto para falar?
Depois de alguns segundos seus olhos descerem até a minha boca e pude perceber seu olhar carregado de algo a mais. Ela mordeu os lábios e após respirar fundo algumas vezes simplesmente disse me pegando completamente de surpresa:
"- Se eu ganhar eu quero que você me beije, Regina"
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