Notas iniciais
Oi, bom dia! Mais um capítulo pra vocês, esse está bem maior que o normal, acho que ter tempo pra escrever está sendo bom pq tenho mais criatividade e vontade então espero que gostem. Bom, queria avisar que ta tudo indo muito bem com o relacionamento das duas então é óbvio que irá acontecer alguma reviravolta nessa história. Espero que vocês fiquem para acompanhar o que eu tenho planejado... Boa leitura, amores!

Emma P.O.V:

"- Regina, você não precisa trocar de roupa milhares de vezes" Pontuei enquanto presenciava a morena fechar mais um vestido em seu corpo "- É só um jantar no Granny's com a sua família" Terminei suspirando porque novamente ela estava abrindo o zíper do vestido para experimentar outro.

Regina apenas me deu um olhar ameaçador pelo espelho de seu closet e continuou tentando tirar o vestido, mas claramente ela estava com dificuldades já que o zíper parecia ter ficado preso e não subia nem descia. A morena estava ficando nervosa e começou a reclamar baixo enquanto tentava de qualquer jeito se livrar da peça. Sem aguentar, comecei a rir baixo da cena e no mesmo segundo notei os olhos de Regina em mim.

"- Invés de ficar rindo da minha cara você deveria vir me ajudar" Falou séria ainda me encarando pelo reflexo do espelho.

Não esperei ela pedir novamente porque não a queria ainda mais irritada, então com passos largos entrei em seu closet e me posicionei atrás da morena.

"- Você precisa relaxar um pouco, Regina" Pontuei segurando o riso e colocando minhas mãos no zíper e em sua cintura.

"- Me ajude logo com isso" Regina ordenou "- Você deveria me agradecer por estar indo nesse jantar" Terminou desviando o olhar do meu porque ela mesma sabia que estava exagerando.

Neguei com a cabeça, Regina estava parecendo uma criança fazendo birra, e aquela infantilidade toda de uma mulher tão madura e confiante era sem sombra de dúvidas uma cena hilária de se presenciar, porém eu sabia que rir da morena e ficar a questionando eram duas coisas que a fariam ficar ainda mais nervosa e nós não precisávamos de mais irritação no momento.

Com um movimento rápido e firme abri o zíper de seu vestido. Assim que o fecho se abriu, suas costas completamente nuas apareceram em meu campo de visão. Regina não usava um sutiã e no mesmo instante senti um arrepio tomar conta de meu corpo. Eu ainda segurava em sua cintura com uma mão e não contive a vontade de passar meus dedos pela pele macia de suas costas. Assim que encostei na morena, a senti segurar o ar e percebi seus olhos presos nos meus pelo reflexo do espelho.

Fazia tempo que eu não a tocava porque havíamos passado a tarde inteira com Henry e desde que cheguei tive que ficar contendo a vontade de a ter em meus braços o dia inteiro. Agora que estávamos sozinhas parecia que aquela vontade havia triplicado. Sem pensar em mais nada, desci meus lábios até a altura de seus ombros e depositei um beijo de leve perto de sua nuca. No mesmo instante pude notar Regina se arrepiando com a ação.

"- Emma, Henry está em casa. Nós não..."

Não a deixei continuar e a virei com pressa em meus braços. Antes que ela pudesse reclamar novamente selei nossos lábios em um beijo firme e intenso. Regina não protestou, pelo contrário, retribuiu o beijo na mesma intensidade e em seguida suas mãos estavam entrelaçadas com os cabelos de minha nuca. A morena me puxava cada vez mais perto de si enquanto eu passava as mãos por suas costas inteiras em um carinho leve mas cheio de segundas intenções.

No exato momento que desci uma mão de encontro a sua bunda, Regina mordeu meu lábio inferior e puxou de leve, soltando logo em seguida. Não pude conter um gemido de satisfação que se fez presente em minha garganta e pude ouvir a morena rindo de leve antes de selar nossos lábios novamente. O beijo agora estava ainda mais intenso, a vontade de sentir o corpo da outra mulher estava insuportável e quando me dei conta estava puxando seu vestido para baixo com rapidez.

Seus seios logo ficaram à mostra e eu quebrei o beijo para poder admirar o corpo maravilhoso que Regina possuía. Seu vestido estava na altura de seu quadril, deixando uma perfeita visão de seus seios e sua barriga. Enquanto encarava cada centímetro de seu corpo pude sentir um calor se acumulando bem no meio de minhas pernas. O corpo da morena me deixava completamente ligada e com isso em mente segurei um de seus seios em minha mão. Assim que passei o polegar de leve em um de seus mamilos, pude ouvir Regina gemendo baixo e encarei seu rosto a minha frente.

A morena estava com os olhos fechados e sua testa estava franzida, o aperto de suas mãos em meu cabelo estava mais forte provando como ela estava apreciando meus toques. Um sorriso de satisfação se fez presente em meus lábios e eu selei nossos lábios em um beijo rápido, quase não passou de um toque.

"- Você tem noção do quanto eu estava com vontade de te tocar durante o dia inteiro?" Perguntei e só então percebi como minha voz estava rouca e baixa devido a excitação que eu sentia no momento.

A morena puxou o ar com força assim que ouviu minhas palavras, abriu os olhos de forma lenta e me encarou fundo, a única coisa que saiu de seus lábios foi "- Emma..." Ela pronunciou meu nome em um sussurro e de forma lenta. Apenas isso fez com que eu sentisse ainda mais vontade de ter o corpo dela.

Com pressa coloquei meus lábios em seu pescoço e comecei a beijar o local de leve -por mais que a vontade de a marcar fosse grande, eu sabia que não podia devido ao jantar que teríamos em poucas horas- então desci meus beijos até sua clavícula e em seguida dei uma mordida de leve em seu ombro. A morena parecia apreciar todos os meus toques porque pequenos gemidos escapavam de seus lábios a cada movimento que eu fazia.

Assim que meus lábios chegaram à altura de seus seios eu precisei engolir com força, toda a vontade de tocar sua pele com meus lábios estava se acumulado no meio de minhas pernas. Antes que eu pudesse me aproximar ainda mais para finalmente saciar minha vontade três batidas se fizeram presentes na porta do quarto.

"- Mãe?" A voz de Henry se fez presente no ambiente logo em seguida e com um pulo eu me afastei de Regina.

Minha respiração estava pesada e minhas mãos tremiam pelo susto. Estava difícil de raciocinar devido ao clima quente que eu estava compartilhando com Regina. A morena pareceu me acordar de algum tipo de choque com um pequeno tapa em meu ombro.

"- Emma, vá ver o que ele quer" Ela disse com pressa enquanto me empurrava de leve para seu quarto. Pude notar suas bochechas adquirindo um tom avermelhado por quase termos sido pegas no flagra pelo nosso próprio filho.

Sem mais delongas decidi ver o que o garoto queria já que Regina estava quase nua e não podia abrir a porta no meu lugar. Antes de finalmente atender o garoto, me olhei rapidamente em um espelho na quarto da morena e arrumei um pouco meu cabelo e minhas roupas. Quando abri a porta pude notar o olhar curioso de Henry em mim, suas sobrancelhas estavam juntas e seus lábios formavam uma linha fina. Eu com certeza estava em apuros para tentar inventar alguma desculpa pela demora de o atender.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Regina P.O.V:

"- Eu não sou criança, vocês estavam se agarrando no quarto" Henry pontuou pela décima vez fazendo uma vergonha absurda tomar conta de meu corpo.

"- Henry Daniel Mills, essa conversa está encerrada" Falei firme enquanto o encarava pelo espelho frontal de meu carro.

Emma ao meu lado riu baixo percebendo como aquela conversa estava me deixando incomodada. A loira não parecia se importar e aquilo me deixava completamente indignada já que Henry era nosso filho e estava certo quando dizia que estávamos nos "agarrando" quando ele bateu na porta.

"- Sua mãe estava tendo problemas com o zíper de um vestido e eu estava a ajudando" Emma contou se virando um pouco para encarar Henry no banco de trás do veículo.

Ela não estava mentindo completamente, já que aquilo realmente havia acontecido, então era melhor deixar daquela maneira do que nosso filho ficar traumatizado pelo resto da vida. Henry não pareceu engolir a história de Emma completamente, quando ele colocava uma ideia na cabeça era praticamente impossível de fazer ele acreditar em outra coisa então era melhor deixar o assunto morrer do que ficar nessa conversa sem fim e desconfortável.

Eu dirigia sem pressa pelas ruas de Storybrooke, a verdade era que não queria chegar no restaurante logo. Por mais que eu não odiasse mais os Charmings, ser obrigada a ficar um jantar inteiro com a presença de Mary Margaret não era uma situação que me agradava muito.

"- Regina, se você continuar com essa velocidade vamos chegar só amanhã" Emma ao meu lado falou claramente percebendo que eu estava indo devagar de propósito.

"- Acho que ela ta com medo do jantar com os sogros" Henry falou só pra me provocar e logo em seguida Emma se juntou a ele e estavam rindo do comentário do garoto.

Revirei os olhos e respirei fundo pra não mandar os dois calarem a boca e me deixarem em paz. Era óbvio que eu estava nervosa, não tanto quanto no primeiro jantar, mas não me sentia à vontade com nada disso. Se eu pudesse daria meia volta e voltaria para casa com Henry e Emma. Seria muito melhor ficar fazendo qualquer coisa com apenas eles do que ter esse jantar no momento.

"- Por que você não quis vir com o meu carro? Se eu estivesse dirigindo nós já estaríamos lá" Emma falou me encarando com um pequeno sorriso nos lábios.

"- Você chama aquilo de carro?" Perguntei a provocando "- Se eu puder evitar entrar naquele veículo pode ter certeza que eu farei de tudo" Terminei a encarando também e recebendo um olhar nada bom da loira.

"- Mãe, não liga pra ela. Eu gosto do seu carro" Henry pontuou do banco de trás fazendo Emma erguer as sobrancelhas pra mim e sorrir largamente.

Henry gostava de absolutamente tudo que sua mãe biológica fazia. Eu no começo não entendia todo esse fascínio do garoto pela loira, mas agora não podia o julgar. Por mais que eu a provocasse por suas atitudes impensadas e infantis, tudo que Emma fazia me deixava extremamente feliz e bem.

Depois de alguns minutos chegamos ao Granny's. O restaurante não parecia estar cheio o que me deixou um pouco aliviada. Se acontecesse alguma coisa estaríamos em um lugar público e certamente qualquer discussão seria evitada com a presença de outros.

Com isso em mente resolvi alertar meu filho mais uma vez "- Henry não se esqueça..."

"- Que meus avós não sabem que vocês estão namorando, eu já sei mãe" O garoto respondeu impaciente porque não era a primeira vez que eu dizia aquilo.

Emma riu baixo ao meu lado, no mínimo achando toda aquela minha preocupação exagerada, e logo em seguida abriu a porta e saiu do carro. Henry prontamente a acompanhou e depois de puxar o ar algumas vezes, para tentar me acalmar um pouco, me juntei aos dois na calçada e logo estávamos dentro do restaurante.

Mary Margaret e David estavam sentados à alguns metros da porta e assim que perceberam que havíamos chegado acenaram para nos juntarmos a eles. Nos encaminhamos até o casal e logo já estávamos todos acomodados. Emma ao meu lado e Henry na ponta da mesa, o garoto sem pensar havia insistido para que eu sentasse ao lado de sua mãe biológica, o que gerou olhares curiosos e desconfiados dos pais da loira em nossa direção.

Cada um de nós pediu um prato diferente, Emma como sempre comendo como uma criança e para meu desgosto Henry havia puxado o mal gosto em relação a comida da loira. O jantar estava tranquilo, comíamos enquanto conversávamos sobre assuntos descontraídos. Henry como sempre roubava toda a atenção com histórias sobre a escola e seus amigos. Ninguém tinha coragem de o interromper e eu amava o fato do meu filho ser tão bem tratado por toda sua família.

Depois de um tempo falando sobre assuntos diversos, Mary Margaret roubou a atenção fazendo uma proposta para Emma.

"- O que você acha de irmos em um final de semana acampar em algum lugar?" A pergunta da morena era voltada apenas a Henry e a Emma, e eu dei graças a Deus por não estar inclusa em um passeio tão sem classe como aquele.

"- Vamos mãe, por favor" Henry já implorava ao lado da loira, com as mãos juntas e um biquinho nos lábios.

"- Não posso deixar a delegacia vazia, apenas eu e David trabalhamos lá" Emma respondeu voltada a sua mãe e pude perceber um pouco de chateação na sua voz. Estava apostando que a loira gostava desse tipo de coisa e estava chateada por não poder ir.

"- Eu posso cuidar da delegacia pra vocês" Respondi dando de ombros enquanto encarava Emma ao meu lado. Recebi um sorriso maravilhoso como resposta que não pude deixar de responder.

"- Você faria isso Regina?" Mary Margaret respondeu me olhando um pouco surpresa. O fato da mulher se surpreender quando eu fazia alguma boa ação me deixava completamente desconfortável.

"- Nós poderíamos colocar o Leroy para ajudá-la" David deu a ideia enquanto encarava sua esposa.

"- Não, espera ai" Henry interrompeu roubando atenção, naquele mesmo instante eu soube que o garoto iria falar sem pensar e quando fui tentar interver as palavras já haviam saído de sua boca "- Mãe, você tem que ir também. Agora que você e minha mãe estão juntas você precisa ir com a gente" Terminou me encarando.

Eu pude sentir todo o meu corpo congelar. Aquilo não podia estar acontecendo. Eu não conseguia mexer nenhum músculo de meu corpo e ainda encarava Henry com os olhos arregalados e a boca entre aberta. O garoto quando percebeu o que disse colocou as duas mãos na boca e me olhou assustado, ele sabia que havia falado demais.

Ainda não havia encarado Mary Margaret e David a minha frente, eu não conseguia me mover. Tudo parecia um pesadelo e eu queria simplesmente levantar e sair correndo dali o mais rápido possível. Mas para a minha surpresa uma mão tocou a minha suavemente e logo percebi que Emma tentava me confortar. Quando olhei seu rosto ela estava completamente vermelha e mordia seu lábio inferior provando o quanto estava nervosa, mas seus olhos me passavam uma tranquilidade absurda o que fez com que eu me arrumasse em meu acento e encarasse seus pais a minha frente.

Os dois estavam com os olhos arregalados e nos encaravam sem piscar. Tudo ocorreu muito rápido e o silêncio que se fez presente provava que todos estavam tentando assimilar as palavras de Henry. Eu não sabia o que iria dizer para os dois a minha frente, e esperava que o estrago não fosse tão grande.

"- Vocês estão o que?" David finalmente disse algo quebrando o silêncio.

Rapidamente encarei Emma esperando para ver sua atitude. Eu não sabia se a loira queria contar aos seus pais sobre o nosso relacionamento ou se ela iria apenas negar as palavras de Henry, então não podia me meter na conversa naquele minuto. Teria que esperar para ver qual seria a escolha dela.

"- Eu e Regina estamos juntas" Emma respondeu de forma suave, apertando ainda mais minha mão entre a dela.

Um sorriso se fez presente em meus lábios pelo fato da loira ter assumido nosso relacionamento aos seus pais, mas eu ainda me sentia nervosa por não saber qual seria a reação do casal em relação a isso.

"- Vocês estão namorando?" Foi a vez de Mary Margaret fazer uma pergunta enquanto nos encarava séria.

"- Acho que sim" A loira ao meu lado respondeu um pouco tímida.

"- Você acha?" David novamente fez uma pergunta e apoiou os braços na mesa a sua frente, se aproximando ainda mais de nós duas.

"- Olha, nós estamos juntas. Ninguém fez um pedido de namoro porque não somos crianças mas se vocês preferirem então sim, estamos namorando" Respondi perdendo um pouco a paciência porque o rótulo do nosso relacionamento sem sombra de dúvidas não era o ponto mais importante daquela conversa.

Todos me encaravam sem piscar. Henry ainda estava assustado e em choque por ter dito tais coisas, Emma me olhava com os olhos arregalados pela forma como eu disse e seus pais apenas me olhavam, por algum motivo desconhecido David parecia mais surpreso do que Mary Margaret e aquilo me deixou extremamente curiosa. Eu tinha certeza que a reação da morena seria pior do que a dele então não estava entendo nada.

"- Vocês não vão gritar ou sei lá, jogar alguma coisa em mim?" Emma perguntou se voltando aos seus pais quebrando o silêncio do ambiente.

"- Claro que não, Emma" Sua mãe respondeu me deixando ainda mais surpresa "- Bom, quando não sabíamos que éramos mãe e filha, você chegou a me contar que sentia atração por mulheres então não era nenhuma novidade para mim e seu pai" Terminou dando de ombros como se não fosse nada de mais.

Pude notar Emma ao meu lado ficando completamente desconfortável com o rumo daquela conversa, suas bochechas e pescoço estavam vermelhos de vergonha por um dia ter aberto aquela parte de sua vida para a mulher que era sua mãe.

"- Mas vocês não se importam com o fato de eu namorar sua filha?" Perguntei com curiosidade encarando Mary Margaret diretamente.

"- Bom, eu acho um pouco estranho porque não sabia que você sentia atração por mulheres, Regina" A morena respondeu mantendo o olhar fixo em mim.

"- Eu não sentia" Pontuei um pouco envergonhada de afirmar que a loira havia sido a primeira mulher que eu tinha me interessado.

"- Só estamos chateados que você não nos contou antes, Emma" Mary Margaret disse e segurou na mão de seu marido, provando que os dois estavam chateados com apenas aquilo "- Vocês duas são adultas e nós não podemos dizer o que vocês devem ou não fazer" Terminou revezando o olhar entre mim e Emma.

Eu não podia negar que estava surpresa, não esperava que seria tão fácil ter essa conversa com os pais da loira. A atitude e a maturidade que eles tiveram para lidar com tudo me pegou completamente desprevenida e ao mesmo tempo eu me sentia leve por dentro. Agora não tinha mais motivos para esconder meu relacionamento de ninguém, Emma não precisaria mentir e ir escondido até minha casa.

Com isso em mente coloquei minha mão entrelaçada com a da loira em cima da mesa, a atenção de todos logo se voltou para minha ação mas ninguém pareceu se importar muito. Pude perceber olhares de outros presentes no restaurante em nossa direção, mas nada daquilo era relevante. Eu estava feliz e pretendia continuar daquela forma.

"- Vocês estão falando sério que não estão bravos ou decepcionados comigo?" Emma perguntou confusa, ela precisava ter certeza porque nada daquilo estava parecendo real.

"- Sua mãe e eu meio que já desconfiávamos" David finalmente contou a verdade, a reação deles estava muito tranquila pra ser a primeira vez que eles ficavam sabendo disso.

"- Como? Nós fomos bem cuidadosas" Pontuei com curiosidade, eu precisava saber aonde tínhamos errado.

"- Bom, os olhares não eram cuidadosos e Emma passava a maior parte do tempo na sua casa, Regina" Mary Margaret contou me encarando, me senti um pouco envergonhada por saber que nossos olhares nos entregavam e quando me virei para ver Emma percebi que a loira também estava com vergonha daquela situação.

"- E sua mãe leu uma mensagem no seu celul..." David tentou dizer mas sua esposa o cortou com rapidez.

"- David!" Mary Margaret falou indignada com o que seu marido estava prestes a contar.

"- Você mexeu no meu celular?" Emma não parecia nada feliz com aquela revelação "- Quantos anos você acha que eu tenho?" Terminou franzindo as sobrancelhas e encarando sua mãe de frente.

"- Que mensagem você leu?" Perguntei um pouco assustada, eu e Emma ultimamente havíamos trocado umas mensagens um pouco quentes, com promessas do que faríamos quando ficássemos sozinhas, e pensar em sua mãe lendo aquilo fez meu estômago revirar.

"- Bom, foi uma mensagem um pouco constrangedora" A morena respondeu desviando o olhar de nós, suas bochechas adquirindo um tom de vermelho e seus ombros um pouco rígidos com o desconforto daquela revelação.

"- Isso serve para você aprender a não mexer no que não lhe pertence" Pontuei firme, sem desviar o olhar dos dois a minha frente.

"- O que importa é que nosso momento de negação e surpresa já passou, não iremos fazer nada contra o relacionamento de vocês" Mary Margaret disso mudando completamente de assunto "- A única coisa que peço é que vocês nos contem tudo" Terminou agora encarando Emma particularmente.

E então Emma explicou tudo para seus pais e a conversa sobre o nosso relacionamento durou até o final do jantar, os Charmings realmente não pareceram se importar com o fato de sua única filha estar envolvida bem comigo, que no passado havia sido inimiga declarada dos dois. Realmente aquilo tudo havia ficado para trás e me senti agradecida por isso.

Henry se mostrou entediado e cansado e logo decidimos que estava na hora de ir para casa. Emma avisou seus pais que seu carro estava estacionado em minha casa e que iria até lá buscar. E então nós três depois de nos despedirmos de Mary Margaret e David nos encaminhamos até meu carro para irmos para casa.

"- Isso foi mais fácil do que eu esperava" Emma riu ao meu lado e acariciou minha mão pousada no volante.

"- Agora não precisamos fazer mais nada escondido" Afirmei sorrindo para a loira ao meu lado.

Eu estava feliz e pretendia manter esse sentimento para sempre, e se dependesse de mim aquele sorriso maravilhoso que se fazia presente nos lábios de Emma também ficaria lá pelo resto de nossas vidas.

Notas finais
Até o próximo capítulo, beijos e bom final de semana a todos os lindos que estão sempre comentando e aos que lêem a história mas são fantasminhas kajskaj