I'm here for you, always

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
Mais uma onezinha pra vocês...
Tenho que agradecer a Natasha (belongsory) pela capa linda e a Rafaela (aperryxonada) por todas as ideias e todo o incentivo. Vocês são demais gurias!
Boa leitura!

Tudo o que se podia ouvir na mansão da prefeita era as portas dos armários e gavetas batendo.

— Regina, calma. – Robin advertiu, com uma careta de dor. A morena olhou para ele, exasperada, mas o loiro a conhecia e podia enxergar o cansaço em seu olhar.

— Eu estou calma, Robin, estou calma. – ela disse, suspirando e fechando os olhos por alguns segundos, se escorando no balcão do closet. Robin levantou-se com certa dificuldade e seguiu até ela, abraçando-a por trás. A morena que se encontrava tensa, assim que se sentiu em casa nos braços do amado, relaxou.

— Esta tudo bem, agora. Já passou. – ele sussurrou em seu ouvido, deixando um beijo no vão do pescoço da morena. Regina negou com a cabeça, virando-se para Robin e acariciando sua barba.

— Temos que limpar esses ferimentos. Tenho que cuidar de você. – ela sussurrou. O loiro assentiu com a cabeça, e antes que ela saísse de seu abraço, ele a beijou. Um beijo doce, para mostrar que estava ali, que estava bem, que tudo não passara de um susto. Depois do beijo, eles descansaram as testas uma na outra, e Regina deixou-se acalmar, pelo menos por hora. – Eu não lembro em que lugar coloquei o kit de primeiros socorros. – falou.

— Está na ultima gaveta do banheiro. – ele falou, batendo levemente com um dedo na testa dela. – Foi lá que eu coloquei da ultima vez que usamos, pelo menos.

— Você pegou o kit e não colocou de volta no lugar, Robin Hood? – ela acusou, levantando uma sobrancelha.

— Você precisava de um homem para bagunçar a sua vida e te tirar do sério de vez em quando. – ele encolheu os ombros, e ela se permitiu rir. Felizmente ele ainda estaria ali para bagunçar as coisas da casa quantas vezes quisesse. Porque ela tinha que admitir, Robin era um homem organizado, bastante organizado para alguém que viveu sempre em uma floresta, mas mesmo sendo organizado, eles batiam de frente às vezes com algumas coisas. Como por exemplo, a toalha do banho em cima da cama, a bagunça ao lavar a louça quando ele cozinhava, a tampa do vaso sanitário levantada algumas vezes, ou quando ele fazia a vontade dos meninos, mesmo ela não concordando. E Regina sabia que não teria mais nada disso se aquela fúria tivesse tido êxito naquele dia.

Regina ainda podia sentir a sensação de pavor quando aquela criatura levou Robin para longe. Ela ainda podia ouvir os gritos e o choro de Roland, assustado pelo que acontecera com o pai. E ela ainda podia sentir a adrenalina tomando conta de seu corpo, porque ela tinha que salvá-lo. Ela precisava salvá-lo. Ela ainda podia sentir raiva de Emma, por fazer joguinhos com ela. Mas felizmente ela tinha conseguido salvar Robin, e mesmo machucado, ele estava bem. Estava vivo.

— Que tal um banho juntos? – ela perguntou, mas sem malicia. Ela só queria estar perto dele. Por hoje era o bastante.

Robin pegou-a pela mão e eles foram em direção ao banheiro. Regina o despiu com o maior cuidado do mundo para não machucá-lo, porque ela sabia que ele estava dolorido. Felizmente ele tinha apenas alguns arranhões. Depois foi a vez de Robin a despir, o que ele fez também com muito cuidado e carinho. A morena tinha alguns machucados pelo corpo, e Robin ao ver aquilo sentiu o coração apertar. Regina o sentiu tenso e por isso deslizou as mãos até a sua barba por fazer.

— Foi só um tombo. – ela tentou o tranquilizar. Ele continuava a encarar seus machucados, tristemente. Ela o fez olhar em seus olhos. – Robin, lutamos contra uma fúria hoje.

— Foi minha culpa. – ele sussurrou.

— Tem certeza de que quer começar essa conversa agora? Sabemos bem de quem é a culpa, e com certeza não é sua... Vamos só tomar nosso banho, huh?

Durante o banho, eles trocavam pequenos gestos de carinho. Robin primeiro lavou o cabelo dela, depois ensaboou todo o seu corpo, enquanto ela fazia o mesmo com ele. Por um momento permitiram-se esquecer de tudo e de todos. Perdidos nos braços um do outro. Seguros. Em casa.

Minutos depois, Robin estava sentado na cama com uma Regina ajoelhada na sua frente, passando uma pomada em seus arranhões. Ele tinha um pequeno corte na testa, que Regina se certificou de cuidar devidamente. Depois de limpar, ela pegou um band-aid de dinossauro pra por no machucado, mas Robin não deixou.

— Nem pensar, Regina! – ele falou, fazendo-a rir.

— Robin, é só um band-aid. – ela retrucou.

— Um band-aid infantil, Regina. Para crianças da idade do Roland, não para mim. – ele argumentou.

— Você é um fresco! – Regina provocou.

— Sou um fresco? Vou te mostrar quem é o fresco já,já... – ele olhou sério para ela. Regina riu mais uma vez, depositando um beijo nos lábios de Robin. Ela acabou colocando um band-aid normal.

— Pronto, meu amor. Logo, logo esses machucados vão sumir. – ela disse, colocando a camisa pela cabeça dele.

— Agora temos que cuidar dos seus. – ele comentou, traçando a sobrancelha dela com o dedo.

— Não tem o que cuidar. – ela tentou.

— Regina, me deixa cuidar de você. – ele pediu. Com cuidado, Robin tirou a blusa dela e pegou uma pomada. Mas antes de passá-la, ele depositou um terno beijo em cada hematoma. – Vão ficar roxos. – o loiro observou, depois de passar a pomada. Colocou a blusa de volta e depositou um beijo nos cabelos de Regina.

— Eu não me importo. – a morena respondeu.

— Snow me disse que seu nariz sangrou um pouco. – ele comentou. – Você tem certeza que está bem? Não sente nenhuma dor na cabeça ou algo parecido?

— Robin, eu estou bem! Quem devia estar fazendo essas perguntas era eu. – ela disse, ficando irritada.

— Eu estou bem também. Só preocupado. Nunca mais faça nada parecido com o que fez hoje, Regina, se aquela coisa tivesse levado você... Eu nem sei o que faria. – Robin falou, pegando a cabeça da morena entre as mãos. – Você é muito importante para eu te perder agora. Eu acho que não sei mais viver sem você. Estou viciado. – sorriu.

— Você que me assustou. Eu tenho medo do que pode ter acontecido em Camelot, Robin. Nós conseguimos evitar que ela te levasse dessa vez, mas e se ela voltar? – Regina perguntou, fechando os olhos. – Henry, Roland e você são a minha família. São os que acreditam em mim de olhos fechados, não posso perdê-los, não posso.

— E você não vai. – Robin disse, puxando-a para um abraço, a morena enterrou a cabeça em seu pescoço e lá ficou. – Vamos dar um jeito, sempre daremos. Eu estou com você, sempre. Não importa o que aconteça. Certo? – ele perguntou, fazendo-a olhar para ele.

— Certo. – ela concordou, buscando os lábios do amado. Foram interrompidos por batidas na porta.

— Papa? Gina? – o pequeno menino abriu uma fresta da porta, olhando pra dentro.

— Entre, filho. – Robin disse. O garoto correu até a cama, com seu pijama de dinossauro, e se enfiou entre Robin e Regina.

— De pé descalço, Roland? – Regina repreendeu o menino, pegando o pé dele e fazendo cócegas. O garoto gargalhou, e como Regina amava aquela gargalhada. – Vai ficar doente assim, meu amor.

— Não vou não, Gina. – riu e depositou um beijo na bochecha da mulher. – Eu quero ficar com o papa um pouco. – disse tímido.

— Eu já estava descendo, filho, mas o senhor foi mais rápido. – o arqueiro disse, ameaçando fazer cócegas no menininho, que se esquivou pro colo da madrasta.

— Já que ninguém me quer... – Regina ameaçou se levantar, fingindo estar magoada.

— Não, Gina! Você pode ficar também. – esclareceu Roland. A morena sorriu, dando um beijo na testa do enteado.

— Não posso, meu amor, afinal, tenho que fazer algo para comermos. Que tal sanduíche? – perguntou.

— Pode ser, Gina! Eu posso te ajudar? – Roland perguntou animado, descendo do colo dela e indo em direção a porta.

— Ué, você não queria ficar comigo? – Robin se pronunciou.

— Mas você pode descer junto, papa. Eu gosto de ajudar a Gina na cozinha. – Roland explicou, pacientemente. – Depois da gente comer, podemos assistir um filme? – perguntou, fazendo carinha de pidão para Regina.

— Claro, meu anjo. – a mulher respondeu. Depois os três desceram para a cozinha, e mesmo com os dois adultos cansados, eles não se importaram nem um pouco em se divertir com o pequeno enquanto preparavam sanduíches.

***

No meio da madrugada, Robin acordou com uma Regina agitada em seus braços, e ele sabia que era um dos pesadelos.

— Regina... amor, acorda. – ele tentou uma vez, sem sucesso. – Regina, é um pesadelo, acorda! – ele a balançou levemente, e a morena abriu os olhos, os mesmos cheios de pavor e lágrimas. – Está tudo bem, meu amor, foi só um sonho ruim... — ele tranquilizou-a, puxando-a para seus braços.

— Robin... – ela falou, com a voz embargada. – Eles pegaram você e e-eu não pude fazer nada...

— Sh... foi só um pesadelo. – ele disse, buscando os olhos dela. – Eu estou bem, estou aqui com você. Ninguém me pegou.

— Foi tão real. – ela sussurrou, finalmente se acalmando nos braços de Robin. O homem ia e vinha com as mãos nas costas da morena, e a mesma o apertava firmemente contra ela. – Você podia ter morrido hoje, Robin... Seria minha culpa. Me desculpa.

— Regina, por favor. Não foi sua culpa.

— Claro que foi! Emma disse isso, com todas as palavras. Eu fiz algo em Camelot e não paguei o preço. Coloquei você em perigo, Robin. Me perdoa? – ela perguntou, uma lágrima rolando por aquele rosto que Robin tanto amava.

— Você não é culpada, Regina. Eu não vou deixar você se culpar por isso, ok? – ele disse, limpando a lágrima da bochecha de Regina e olhando nos olhos dela. — Você foi tão corajosa, meu amor. Aliás, você sempre é corajosa. Você estava tão preocupada hoje cedo sobre precisar ser a salvadora, mas você é muito mais que salvadora, Regina. Você é humana. Comete erros e trabalha para repará-los. Você faz tudo pelas pessoas que ama, e isso é lindo de se ver. Você duvidou de você mesma hoje, e eu não quero que repita isso. Porque você é incrível! E eu tenho tanto orgulho de tê-la para mim. – Robin disse, e Regina deixou outras lágrimas caírem, sem conseguir se conter.

— Eu não sei o que fiz pra merecer você. – ela sussurrou. – Eu te amo, Robin. – ela disse, e viu perfeitamente o momento em que os olhos azuis do ladrão se iluminaram. Ele sorriu, e deuses, ela podia jurar que o sorriso dele nunca esteve tão iluminado.

— E eu amo você, Regina. E quero que pare de se preocupar com o futuro, porque não importa o que aconteça e como aconteça, eu sei que estaremos nele. Estaremos juntos, porque você é meu futuro, Regina Mills. – falou, beijando-a apaixonadamente. – E quanto a esse pesadelo, está tudo bem, eu te farei esquecer ele.

— Como? – ela perguntou, olhando nos olhos dele.

— Lembra daquele dia, em que eu estava brincando de aviãozinho com o Roland no meu colo, e sem querer eu dei com o braço dele no abajur do lado do sofá e você ficou muito brava? – ele perguntou, não conseguindo evitar a risada ao lembrar da ocasião. Regina se permitiu rir também.

— Eu lembro que quis matar você, Robin! Além de quase machucar Roland você quebrou meu abajur! – ela reclamou, mas o sorriso puro já estampava seus lábios. – Agora a gente ri da situação, mas eu queria evaporar com você naquele dia, eu fiquei tão brava.

— Eu lembro... – ele ficou sério. – Nunca mais brinquei disso com ele dentro de casa.

— É bom mesmo!

— E você lembra daquela vez, logo que eu comecei a dormir aqui, que achei uma calcinha sua nas minhas coisas? E ela era tão pequena que eu me perguntei se era uma calcinha mesmo? – ele perguntou, e quando olhou para ela, viu as bochechas coradas.

— Preferia não lembrar disso. – escondeu o rosto no vão do pescoço dele.

— Você por acaso está com vergonha de mim, Regina? Como se eu não conhecesse todas as suas calcinhas...

— Robin! – deu um tapa no peito dele.

— Eu quero sempre viver momentos assim com você. – ele confidenciou baixinho, afundando o nariz nos cabelos castanhos.

— Eu também. – ela sussurrou, se agarrando mais a ele. – Obrigado por me acalmar.

— É para isso que eu estou aqui. – ele disse, beijando a testa dela. Minutos depois, a respiração calma de Regina denunciava que ela tinha pegado no sono, e Robin agarrou-se mais ao corpo dela.

O dia havia sido difícil, ele poderia não estar vivendo isso agora, mas graças a essa mulher, ele estava. E Robin se sentia grato por tê-la. Porque Regina era única. E era dele. Não importa o que acontecesse, ele lutaria por ela, lutaria com ela. Porque eles eram almas gêmeas, afinal. Destinados a ficarem juntos. E nada mudaria isso.

Notas finais
Então gente, gostaram? Espero que sim jksadhjk sempre fico nervosa quando vou postar one shot...
Beijão e até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!