I'm by your side.
5 O feitiço do sono.
Dias depois.
— Ah sei... Você fez bem em ter vindo. — Mr. Gold disse para Regina que estava na casa de David.
— Então, você pode ajudar? Foi só um sonho? — Henry falou depois do velho analisar sua queimadura.
— Bom, o que você descreveu obviamente não foi um sonho.
— Então, o que foi? — Regina questionou.
— Um efeito colateral. É incrível você usar um feitiço sabendo tão pouco sobre ele. — Respondeu sarcástico.
— As minhas vítimas não deveriam despertar. Por isso não me preocupei com o que aconteceria depois. Até hoje. — Completou sincera, olhando para a criança entristecida por tudo aquilo estar acontecendo .
— A alma de quem é afetado por um feitiço do sono viaja para outro mundo e fica lá até a pessoa acordar. Esse mundo fica entre a morte e a vida... E é bem real. — Explicou para ambos enquanto mexia em sua maleta com coisas mágicas. — Entretanto, mesmo quando o feitiço é quebrado, ás vezes, durante o sono as vítimas encontram o caminho de volta para esse mundo. — Disse pingando algo em um pingente. — Vítimas como você.
— Esse outro mundo atormenta meu filho durante o sono. — Regina se aproximou. — Quero que dê alguma coisa que não deixe que ele vá para lá.
— Lamento, mas é impossível. Porém, posso lhe dar um coisa que fará com que ele controle suas ações enquanto estiver por lá. E quando se controla uma coisa, nós perdemos o medo dela.
— Um colar? — Questionou o garoto.
— Use quando estiver dormindo. Se controlar a jornada, não vai ter mais medo. E aí, você vai poder ir e vir para onde quiser.
— Com você tudo tem um preço. — A ex-prefeita segurou a mão de Henry. — O que vai querer em troca?
— Por uma consulta em casa? — Indagou com deboche. — Você não poderia pagar. Mas como é para o Henry, fica por minha conta. — Disse entregando o colar para ele.
Após a chegada da noite, e os problemas resolvidos sobre Ruby em controlar seu lado lobo, David se viu pensativo. Regina vinha em sua mente constantemente, ele ainda pensava nela. Porém, seu coração estava angustiado ao não saber notícias de sua esposa e filha.
Nolan e Regina acordaram assustados ao ouvir Henry gritar, eles se aproximaram do menino e ele lhe disse que Emma e Snow estavam vivas. Ele os contou que uma mulher chamada Aurora estava com elas, mas tinha alguém impedindo que voltassem para casa. Quando questionou quem seria, Regina se surpreendeu ao saber que era sua mãe e que só Rumpelstiltskin poderia derrotá-la.
A rainha foi de encontro a Mr. Gold para pedir que ajudasse-a a deter Cora, e até o lembrou que agora ele possuía uma fraqueza, Belle.
— Eu sinto. — Rumple disse aparecendo em sua frente a surpreendendo.
— O quê? — Regina questionou não entendo nada.
— Você não me engana, Majestade. — Falou ironicamente.
— Vai falar o que realmente quer ou vamos brincar de adivinha? — Ela já estava se irritando.
— A magia, ela está mais forte.
— Bom, foi você quem a trouxe para cá. — Pegou uma maçã em sua mesa.
— Não, isto aconteceu depois que te dei o livro. O que você fez? — Gold a olhou fixamente.
— Ok, eu realmente não estou entendendo nada. Por quê não me deixa em paz e vá ajudar sua rata de biblioteca a tirar as poeiras dos livros?
— Tome cuidado como fala, Regina. Eu sei de muitos segredos seu.
— Nenhum que realmente importe. — Disse revirando os olhos.
— Oh, não? E seu pequeno caso amoroso com o principezinho da nossa querida, Snow?
— Como diabos ficou sabendo disto? — Indagou com sangue em seus olhos.
— Não aprendeu ainda, Regina? Está cidade é minha, ninguém faz nada que eu não fique sabendo. E seja lá o que estiver escondendo, eu encontrarei! — Exclamou sumindo em sua nuvem roxa.
Regina ficou confusa, o que ele queria dizer com isso? Mas por um outro lado pensou que se ele soube dela e David, logo descobriria sua gravidez. Sentiu sua cabeça girar e segurou forte na cadeira, se sentando na mesma.
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David estava preocupado com as queimaduras que estavam cada vez mais piores em Henry. Ele não queria mais arriscar a vida do garoto, porém não encontrava saída para deter Cora e resgatar sua família. Regina também se opôs sobre o assunto para não machucar mais seu filho. Rumpelstiltskin disse que Aurora foi acordada, mas não estava preparada para isso e agora não sabiam mais o que fazer já que não poderiam mais se comunicar com ela.
— Alguém vai estar lá... — Nolan disse depois de recorda-se de algo.
— Quem? — A rainha indagou.
— Snow.
— É uma suposição absurda.
— Não, não é. Ela já esteve lá. E vai dar um jeito de voltar. Eu sei disso! — Falou convicto, enquanto Regina o olhava. — E eu estarei esperando.
— Você vai para o Limbo?
— Já enfrentei você. O que seria pior? — Questionou para alfinetá-la.
— Não é tão simples assim, você não pode chegar lá. Precisa ser vítima do feitiço do sono. — Rumple falou.
— Então jogue o feitiço em mim.
— David... — Ela sussurrou não crendo no que ouvia.
— Se fizermos isso, pode ser que você nunca mais acorde. — O velho alertou.
— Eu vou acordar sim. — Nolan sussurrou, isso seria uma prova para que ele pudesse perceber que não amava Regina. Que tudo que aconteceu foi por conta da maldição. O que ele estava fazendo era para ajudar Emma e Mary, mas também a si mesmo, provando que tudo ficou no passado. — Ela vai me beijar e eu vou ficar bem.
— Eu não vou deixar você fazer isto! — Regina gritou já fora da loja de penhores seguindo o príncipe.
— E quem você pensa que é? — David perguntou a encarando tão perto que podia sentir sua respiração.
— A questão não é sobre mim. É sobre você.
— Eu ficarei bem, obrigada. — Virou-se e começou a andar.
— Você não pensa? Isso pode não dar certo. — Regina ficou na sua frente.
— Claro. — Riu. — Porquê é exatamente isto que você quer, não é? — Ele estava tão perto dela nesse momento, seus olhos tão azuis, ela queria poder tocá-lo, mas não podia.
— É claro que não. — Disse sincera. — Pense no Henry, ele já perdeu muitas pessoas.
— Não, ele não perdeu ninguém, porque elas voltaram.
— Mas, e você? — Regina estava aflita, ela não poderia imaginar ficar sem David.
— Eu ficarei bem. — A olhou pela última vez e foi embora.
A Rainha foi quem fez o feitiço do sono, mesmo contra sua vontade. Não sabia explicar o porquê, mas estava com um mal pressentimento. Ela estava com medo de o perder que não conseguia conter, um aperto no peito que não podia decifrar este sentimento de que algo ruim iria acontecer.
— Majestade, já enfeitiçou a esposa dele. Sei que gostaria de ter a honra. — Rumple disse para provocá-la, e não podia acreditar que teria que fazer isto também. Condenar seu amado a maldição do sono, onde haveria muita dor quando adormecesse.
Henry o abraçou, desejando boa sorte com um sorriso no rosto. Regina sentiu uma agonia em seu coração, uma sensação estranha quando viu David espertar seu dedo na roca de fiar e logo após cair num sono profundo. A rainha percebeu que Nolan tinha em seu pescoço o colar que deu à ele ainda quando estavam juntos, e sorriu brevemente por saber que ainda guardava aquilo. Passou a mão em seu próprio pescoço e lembrou-se que tinha tirado o seu.
Passou algum tempo sem que David acordasse, e Henry estava preocupado. Regina disse que estava tudo bem, que eles deviam estar conversando. Porém, Gold a olhou balançando sua cabeça negativamente sabendo que alguma coisa deu errado. Ela o levou embora dali, para que pudesse o distrair um pouco.
" David olhou ao redor após Snow ter ido embora. O quarto era assustador, as chamas pareciam estar cada vez mais intensas. Escutou um choro que era forte, tão forte que parecia estar no mesmo lugar que ele. Se perguntou o que era aquilo, e teve certeza que não estava sozinho. Tinha um bebê lá, só não sabia onde e nem por quê.
— Olá? — Gritou, na esperança de que alguém mais pudesse estar lá também.
Observou o lugar, mas não tinha nenhuma saída e muito menos um sinal onde aquela criança estava.
— Eu não sei se está me ouvindo, muito menos se me entende. Mas não chore, você não está sozinho aqui. — Sorriu ao perceber que o choro tinha cessado. Notou que o fogo estava paralisado e não entendeu o motivo. — Você fez isso? — Sussurrou para si, sabendo que o bebê não responderia. — Você tem magia... Pode nós tirar daqui?
O príncipe percebeu uma luz branca vinda do teto, era tão forte que chegava a cegar seus olhos. O choro foi ouvido de novo e, então começou a segui-lo e conforme andava para a frente, constatava que estava mais perto do som. Não calculou quanto tempo caminhou, mas não foi muito. Logo, toda a vermelhidão do lugar foi substituída por um raio de sol vindo em sua direção, e o cheiro de grama verde. Ele estava numa floresta, tinha tantas flores que coloriam o local e era incrivelmente bonito.
— Hey, você está ai. — Abriu um sorriso ao ver o pequeno ser numa cesta. — E você é uma menina! Uma linda menina! — David a pegou no colo, olhando atentamente cada detalhe de seu rosto, os olhos dela eram tão iguais ao dele.

Observou também que o colar que usava começou a brilhar juntamente com suas estrelas. — Você gostou disso? — Disse balançando cuidadosamente o bebê em seus braços.
Andou em volta do lugar, mas não encontrou ninguém que pudesse ter levado aquela menina para lá.
— Onde está sua mãe? — Sussurrou enquanto tocava a cabeça do bebê em um gesto de carinho. — Como você veio parar aqui? "
Regina o encarava e estranhou quando o viu sorrir fracamente, isso significava que estava tendo um sonho bom. E, então, se aproximou para dar lhe um beijo em seu rosto inerte, mas não o fez. Era inevitável não sentir seu cheiro, sentou-se ao seu lado na cama e passou a mão em seu rosto lentamente enquanto decorava cada detalhe seu. Cada vez que seu peito descia e subia tão serenamente, sentia uma paz sendo restabelecida nela própria, sentia cada pedaço dela se juntando e recompondo tudo o que já tinha sido destruído pela maldade.
Ele era a calmaria em meio ao caos dela. Queria ficar sempre ao alcance de sua respiração. Seria capaz de não dormir mais, só para poder olhá-lo por mais tempo, como se isso o mante-se mais perto dela. Regina percebeu que David a vazia derramar, logo ela que pensava ser tão vazia.
— Eu te amo. — Ela mexeu em seu cabelo loiro, enquanto uma lágrima insistia em cair. Acariciou sua mão, imaginando o que estaria acontecendo com ele agora.
Gold a convenceu de lançar um feitiço que mataria quem passasse sobre o poço em que o portal seria aberto, não podiam arriscar de Cora chegar a Storybrooke. Eles pegaram todos os pedaços de diamantes que estavam na mina em que os anões encontraram para poder utilizar em um varinha de uma fada que já não estava mais viva.
Henry descobriu através de Ruby que sua mãe mentiu para ele e foram até o encontro dela e Rumple. Chegando lá, o menino implorou para que Regina salvasse-as, já que tinha certeza que seriam sua mãe e Snow que passariam. O velho ficou perplexo quando a viu o fazer, não crendo no quão estúpida ela estava sendo.
A rainha pôs sua mãos sobre o poço e com sua magia, sugou todo o feitiço que tinha sido lançado, fazendo-a se sentir tonta e perder o equilíbrio, caindo perto de uma árvore. Estava zonza ainda quando ouviu a voz de Emma ao ver Henry, o mesmo abraçou as duas e disse que foi Regina quem a salvou.
Logo foram embora, de encontro a David, para que Branca pudesse acordá-lo com um beijo de amor verdadeiro.
Ela estava em sua mansão, observando pela janela atentamente a cidade. Imaginou que Nolan já estaria acordado e desfrutando a volta de sua esposa. Se odiou por isso, não podia negar que preferia que sua enteada tivesse morrido juntamente com a salvadora. Não conseguia esquecer o gosto de seu beijo, que há muito tempo não sentia em seus lábios. Nem do calor de seu corpo junto ao dela, queria odiá-lo, mas não conseguia. Pois o amor que sentia por ele era maior que tudo, e a saudade também.
Nunca queria te dito adeus, mas parecia que agora era definitivo. Para quê se alimentar de um amor que nunca mais virá, isso só estenderá ainda mais seu sofrimento
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