Notas iniciais
Só vi que o site voltou hoje, desculpa a demora :s e esqueci de falar antes, mas Tara faz parte da prisão =)

— Vamos fazer o seguinte! Eu, Carl e Tara vamos por esse caminho! Daryl e Beth vão por esse aqui! Tem um posto bem aqui! — Rick falava mostrando os lugares no mapa — Vamos pegar o máximo de comida possível, o bastante pra mais de cinco dias! Depois ajeitaremos as coisas aqui e vamos atrás do restante de nós — Ele agora os encarava.

Rick distribuiu armas para todos e foram ao portão. Cada um pegou um carro e seguiram até certo ponto junto até que pararam. Rick olhou pra Daryl e ambos fizeram um sinal de positivo com a cabeça. Daryl entrou na rua a sua esquerda e Rick continuou em frente. Foi uma viagem curta, de uns 40 minutos talvez ou até menos, e a estrada estava vazia, não havia muito além de grama e arvores.

— Eu entro nas lojas, verifique se tem gasolina! — Falou Daryl entrando e deixando Beth sozinha do lado de fora.

Enquanto andava ela observava o tempo, estava começando a escurecer e parecia que em breve começaria a chover, ela foi tirada dos seus pensamentos quando Daryl a chamou.

— Conseguiu alguma coisa? —

— Não e você? —

— Não muito! — Daryl deu uma olhada para a estrada.

— Acho que deveríamos ir um pouco adiante ver se achamos mais alguma coisa, talvez uma pequena cidade! — E voltando seus olhos para Beth indagou. — Tudo bem para você? — Ela balançou a cabeça, concordando.

Entraram no carro e viajaram durante duas horas. A estrada estava desértica, tirando por alguns bares pelo qual passaram, mas não havia muitas coisas neles, já havia escurecido e começava a chover.

— Droga — Disse ele.

— O que foi? —

— Não estava prestando atenção no combustível! Estamos com pouca gasolina no tanque e se voltarmos não chegaremos à prisão!

— O que vamos fazer? — Falou Beth, aparentando preocupação.

— Vamos seguir em frente e procurar por gasolina! Senão teremos de arranjar um lugar pra passar a noite! Será nossa melhor chance de não termos problemas à noite!

A chuva só aumentava, complicando ainda mais a situação. Viravam aleatoriamente as esquinas, sem saberem exatamente para onde estavam indo.

De repente o carro parou, a gasolina havia acabado e eles ficaram isolados no meio do nada e sem um refúgio por perto.

— Merda! — Falou Daryl batendo no volante.

— Daryl! — Repreendeu-o pelo palavreado.

— Não posso mais falar agora? Desculpe mãe! Mas sabe, é que estou preso na porra de um carro, com a porra de uma menina chata, que não sabe fazer merda nenhuma! — Exaltou-se.

— Porque você tem que ser sempre tão grosso? — Falou encarando-o.

Ele apenas virou o rosto pra janela, logo em seguida ela fez o mesmo.

— Podemos ficar aqui até parar a chuva e esperar clarear, amanhã nós continuamos a procurar gasolina! — Beth falava calmamente, mas sua ideia foi negada assim que um walker bateu em seu vidro ensanguentando-o todo.

— Vou matar esse filho da puta! Fique aqui! — Falou abrindo a porta e saindo.

Pegou a crossbow e atirou do outro lado da porta, acertado diretamente em sua cabeça. Foi andando até o outro e retirou a flecha de sua cabeça e logo depois olhou pra sua frente.

— Beth, temos que sair daqui! — Sussurrou Daryl.

— Por quê? O que houve? —

— Apenas saia! — Daryl olhou pra ela pelo canto dos olhos — Agora!

Ela saiu assustada, não sabia o que estava acontecendo e se virou pra ver o que Daryl estava olhando.

— Merda! —

Havia mais de cinquenta walkers ali. Não sabiam como se juntaram tão rapidamente. Eles tinham acabado de passar por aquela estrada. Talvez estivessem os seguindo há algum tempo. Eles ainda não tinham visto o casal. Estavam comendo algo, parecia um cervo ou algo do tipo, mas não durou muito tempo, pois logo eles avistaram Daryl e Beth e começaram a vim em sua direção.

— CORRA! — Gritou Daryl.

Eles correram muito e por aproximadamente uns dez minutos até ficarem extremamente cansados. Beth tinha caído de joelho no chão e Daryl havia sentado. Ele ainda olhava pra traz e não havia sinal dos walkers.

— Daryl — Beth chamou tirando-o de seu pensamento. — Olhe! — Ela apontou seu dedo para frente.

Era uma cidade, havia o seu nome em uma placa, mas estava escuro demais para ler. Ele se levantou e estendeu a mão para ela.

— Obrigada —

— Vamos — Falou andando em sua frente, fazendo-a sorrir.

Andaram pouco tempo e estavam na porta da frente de uma casa. A residência era branca, tinha uma varanda e um belo jardim, apesar de não ser cuidado a um bom tempo.

— Vou entrar e você vai ficar aqui, me ouviu? Aqui! Chamo você assim que eu verificar tudo! — Falou entrando na casa.

Beth ficou parada na porta esperando. Escutou alguns barulhos vindos lá de dentro, mas nada preocupante. Daryl daria conta. Ela esperou mais alguns segundos até que ele apareceu.

— Esta limpo —

Beth entrou e fecharam a porta, colocando uma cômoda atrás para bloquear e dificultar o acesso. Então subiram para o andar de cima da casa.

— Durma na cama, eu deito no chão! — Daryl falou pegando uns edredons no armário

Tinha outro quarto, com outra cama, mas ele não queria deixar Beth sozinha. Era uma cidade estranha, em uma casa estranha e eles não conheciam nada ali.

Eles se secaram e foram deitar.

— Achei que não falasse palavras como aquelas —

— Como assim? —

— Antes de corrermos —

— Eu não gosto de usar essas palavras, foi um momento assustador e saiu sem querer! — Beth tentava se explicar.

— Pra mim também— Falou ele em tom de brincadeira.

— Cale a boca! — Beth jogou um dos travesseiros da cama nele, enquanto ria.

— Eu estava precisando mesmo — Falou Daryl pegando o travesseiro

Depois disso ficaram em silêncio por algum tempo. Ela não sabia se ele já tinha dormindo ou não.

— Daryl? — Chamou-o baixinho, caso ele estivesse dormindo não iria acorda-lo.

— Hum — murmurou em sinal que estava acordado

— Queria dizer Boa noite! — Ela sentou na cama tentando olhar pra ele, mas ele estava virado por lado oposto. — Boa noite —

— Boa noite —

Ela apenas virou para o lado e dormiu assim como Daryl.

Daryl acordou com o sol batendo em seu rosto e com alguns pássaros cantando. Abriu os olhos lentamente, colocando as mãos em sua cabeça e observando o teto. Levantou-se após alguns segundos.

Beth ainda estava dormindo, parecia um anjo, e Daryl achou melhor não acordá-la. Desceu em direção à cozinha em busca de algo para comer. Ele havia achando comida, não muito, mas o suficiente para ambos.

— Bom dia! — Disse Beth entrando na cozinha. — Por que não me acordou?

— Parecia que você precisava dormir! — Falou ele pegando algumas coisas dentro do armário e colocando na mesa, sentando-se logo após.

— Obrigada — Deu um sorriso e sentou também.

Ambos ficaram quietos enquanto comiam. Beth estava incomodada com o silêncio e tentou puxar assunto.

— O que vamos fazer? —

— Primeiramente achar um carro que funcione e com combustível. Depois vamos procurar por um mapa —

— Você não tem ideia de onde nós estamos? —

Ele balançou a cabeça negativamente.

Saíram da casa e andaram um pouco a procura de um carro e de comida também, era uma cidade pequena, de interior. Tiveram alguns walkers em seu caminho, mas tudo ocorreu tranquilamente.

Eles andaram mais um pouco e encontram um parque, era grande e possuía muitos brinquedos e estava fechado com cadeado o que significava que ninguém entrava lá desde o começo da infestação dos walkers. Beth encarava o parque.

— Nunca fui a um parque —

— Eu amava ir a parques, sinto saudades! — Beth falou, ainda encarando o parque.

Daryl a olhava, ele via brilho no olhar dela, e teve uma ideia maluca.

— Deveríamos entrar — Daryl falou o que fez Beth olhar para ele.

— Como assim? — Ela estava aparentemente confusa.

— Deveríamos entrar no parque, ir nos brinquedos —

— Mas os barulhos podem atrai os walkers —

— Você esta comigo, não tem com o que se preocupar! —

Ela abriu um grande sorriso, e eles caminharam até o portão tirando o cadeado o abrindo e logo em seguida o fechando novamente.

— Em qual quer ir primeiro? —

— Não sei, são tantos! — Beth olhava tudo em sua volta.

— Acho aquele perfeito para você! — Falou Apontando para o carrossel.

Ela deu um pequeno tapa em seu braço e sorriu.

— Nós deveríamos ir no bate-bate primeiro!

— Nós? —

— Você não vem comigo? —

— Alguém precisa ficar de olho nas coisas —

— Não seja chato, vamos lá! — Daryl apenas ignorou as palavras da menina. — Ok, se você não vai, eu também não vou! — Falou se sentando em uma pequena pilha de tijolos. Daryl a olhou por algum tempo e assentiu com a cabeça o que fez Beth sorrir.

— Um, e a gente da o fora daqui! —

Daryl ligou os painéis de controle, e logo brinquedos estavam funcionando. Beth foi diretamente para montanha, Daryl apenas a seguiu.

— Eu não sei! — Beth falou olhando o brinquedo de baixo pra cima.

— Esta com medo? —

— Um pouco! — Beth respirou fundo. — Eu sempre vinha no parque, mas nunca cheguei a ir na montanha russa, sempre tiver um pouco de medo —

— Você não me fez vir até aqui para dá pra trás agora, vamos lá! — Daryl falou enquanto se sentava no assento do brinquedo.

— Ok — Ela deu um sorriso leve.

Beth entrou também e segurou a mão de Daryl, ele olhou para suas mãos e não disse nada, apenas desviou o olhar.

O brinquedo começou a se movimentar e Beth apertou a mão de Daryl mais forte. Na primeira volta ela ficou meio tensa, receosa, mas na segunda volta ela estava mais relaxada e solta, a ponto de levantar as mãos nas descidas, sorrindo e gritando e acabaram dando mais algumas voltas por insistência de Beth.

— Isso foi totalmente incrível! — Disse Beth se retirando do brinquedo enquanto Daryl fazia o mesmo.

— Não foi tão ruim! —

— Daryl, Podemos...—

— Não! — Ele a cortou antes que ela pudesse terminar de falar.

Ambos andaram até o portão, tinha uns 10 walkers ali, o barulho havia os atraído. Pegaram suas facas e os mataram por detrás da cerca, saindo do parque e se direcionando a outro lado da pista, sentando-se a beira da estrada.

— O que achou? —

— Eu gostei, e também gostei da sua companhia! E você, gostou? — Beth sorria.

— É — Daryl falou a encarando.

Ele não conseguia para de encará-la, ela tinha um belo sorriso, e pensou sobre o que ela falou a respeito da companhia. Ele concordava com aquilo, por mais estranho que fosse, estava feliz por ela estar com ele e se pudesse escolher qualquer pessoa para estar ali com ele sem duvida escolheria ela.

Beth percebeu que ele a estava encarando, ele apenas desviou o olhar para seus pés. Ficaram um tempo em silencio e Beth decidiu puxar assunto.

— Como foi sua infância? —

— Uma droga —

Ambos ficaram em silêncio por um tempo, e chegava a incomodar.

— Minha mãe morreu quando eu era pequeno! Ela estava na cama fumando e a casa pegou fogo! E meu pai era um babaca bêbado que descontava as coisas em mim! Eu poderia sumir por dias que ele não notaria minha ausência! — Beth o olhava com atenção enquanto ele ainda observava seus pés.

Ela deitou a cabeça no ombro de Daryl, enquanto ambos observavam o por do sol. Ficaram alguns minutos em silêncio daquela forma, mas dessa vez não incomodava.

— Vamos, esta ficando escuro! — Falou se levantando e esticando a mão para Beth que a segurou e levantou-se.

Eles foram para casa que não ficava muito longe, logo após chegarem foram comer o resto da comida. Ambos sentaram-se à mesa.

— Eu tinha uns seis ou sete anos. Maggie e o papai brigavam por conta de algo que ela fez. Eu não entendia muito bem o que eles falavam, só sabia que eles gritavam, e eu comecei a chorar e sai correndo pra fora de casa! — Daryl a olhava prestando atenção em sua historia — Mas não fui muito longe, fiquei onde eu os via, mas eles não conseguiam me ver, e quando se deram conta que eu havia fugido começaram a me procurar. Corriam de um lado por outro e foi assim por algumas horas até que Maggie abraçou papai e começou a chorar. Eles haviam esquecido porque estavam brigando, naquele momento eles só queriam me encontrar. Então eu voltei e quando eu apareci todos ficaram muito felizes, Maggie veio correndo me abraçar e disse "Não faça mais isso!" e depois meu pai veio me abraçar, tomei uma bronca mais tarde, mas nada muito sério. Fiquei feliz por eles não brigarem mais! —

— Por que me contou isso? — Daryl falou suavemente.

— Você me contou algo sobre você, eu quis fazer o mesmo! — Ela sorriu.

Ambos foram deitar e não demoraram muito pra pegar no sono.

Daryl e Beth andavam novamente pela cidade. Passaram por algumas lojas e coisas do tipo, mas não acharam nada que tivesse alguma serventia, apenas alguma comida. Eles estavam passando por uma casa grande e realmente chique, uma das mais bonitas da cidade, e ao olhar para a garagem ele não se conteve.

— Caralho! —

Ele virou-se para Beth que o olhava um tanto brava. Então voltou a fixar sua vista ao que havia atraído sua atenção. Era uma Ferrari 458 conversível. Ele abriu o portão e entrou no carro.

Em sua vida antiga ele nunca chegaria tão perto de um carro assim! Nunca imaginara poder estar sentado dentro de um veículo daqueles, ainda mais no banco de motorista. Ligou o carro que prontamente funcionou.

— Vamos da uma volta? —

Beth entrou toda animada no carro e logo depois Daryl saiu da garagem e andou pela região até que virou numa rua saindo da cidade. Era uma reta longa. Ligou o rádio e colocou um CD, estava tocando "Imagine Dragons — On Top Of The World”.

Daryl acelerava enquanto Beth ficou em pé levantando os braços. A garota ria e estava se divertido muito. Ele também levantou os braços por alguns segundos deixando o volante, fazendo Beth gritar seu nome. Por conta do som ele não escutou, apenas viu se formar "Daryl" em seus lábios, mas logo já estava com a mão no volante novamente, e ambos riam. Ficaram assim até Daryl fazer o caminho de volta para cidade.

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— Eu vou atrás deles! —

— Rick, você não pode ir, precisamos de você aqui! — Falou Hershel — Daryl sabe se cuidar, os dois estão bem —

— Estão provavelmente demorando por causa da chuva, talvez pararam em algum lugar! — Disse Tara.

Rick andava de um lado por outro. Ele estava preocupado, uma parte do grupo já não havia voltado e agora eles dois.

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Beth e Daryl já haviam voltado pra cidade e decidiram passa em uma loja antes.

— Você acha que Maggie gostaria disso? — Beth falou pegando uma pulseira. Daryl apenas deu de ombros.

Eles caminharam um pouco dentro da loja até que escutaram um barulho. Daryl colocou o dedo na boca em sinal de silêncio e acenou com a mão pra Beth vir para trás do balcão. Ambos se direcionaram até lá, se abaixaram e ficaram quietos.

— Eu vi alguém aqui, tenho certeza! — Era a voz de um homem

— Você esta vendo coisas! — Falou outro cara. — Talvez sejam apenas um walker —

O casal permaneceu quieto e com esperança que os homens fossem embora, mas eles entraram.

—Viu cara, não tem nada aqui —

— Espere —

Ele rodava pela loja observando, ele tinha certeza que tinha visto algo. Ele olhou algumas coisas e foi em direção do balcão.

— Eu disse que tinha visto algo! — Falou com um grande sorriso no rosto. Beth e Daryl olharam pra cima e havia dois caras com armas apontadas pra eles.— Levantem-se! —

Daryl e Beth se levantaram e ficaram encostados na parede de frente pra eles. Eram quatro homens, dois na frente com armas, um atrás com bastão de baseball, e mais outro ao fundo que parecia ser o líder do grupo. Este estava desarmado, sem nada nas mãos, apenas com uma faca no cinto.

— Qual o nome de vocês? — Perguntou o suposto líder.

Daryl olhou pra Beth pelo canto dos olhos, e ambos ficaram quietos.

— Não me façam perguntar de novo, não serei tão amigável —

— Daryl — Falou um pouco relutante.

— Beth —

— Jofre, esse é William, Marcos e Antônio! — Ele apontou para cada um. — E então, vocês tem um grupo? Um lugar bom pra ficar? — Ele tentava ser simpático e arrancar informações.

Daryl e Beth permaneciam em silêncio, eles não falariam nada e Jofre percebeu isso.

— Eles não vão falar? — suspirou fundo. — Eu tentei ser um bom cara, conversar com você de boa, mas vocês não cooperaram! —

Os caras da frente olharam para o tal chefe, como que perguntando o que fariam com eles.

— Matem o cara, deixem a garota. EU QUERO ELA! — Falou dando um sorriso pra Beth.

Notas finais
Espero que gostem! E não demorarei pra postar o outro *-* Deixem comentários com suas opiniões, beijinhos *-*