Notas iniciais
Ah, não suportei.devo confesar, estou adorando escrever isso ♥

Olhou para as grandes portas do hospital, o pátio arborizado era realmente atraente e mesmo de longe no seu carro pode ver aquele que mais parecia um casarão, “um hospital para pessoas ricas” pensou. O lugar era todo pintado de branco e de lá saiam varias pessoas todas bem vestidas, algumas choravam outras apenas tinham expressões preocupadas no rosto, os carros estacionados nas vagas... Era um belo lugar. Coisa rara de se encontrar desde que a polônia tinha virado aquele inferno. Fechou a porta do carro e o trancou ativando o alarme. Pôs as chaves no bolso e então entrou na recepção. Ali encontrou uma serie de pessoas lamentando as perdas de entes queridos, sentados em sofás luxuosos, foi até a repecção onde sentada a frente de um computador estava um mulher com a cara cheia de maquiagem, e com o cabeço preso em um coque. Tossiu e a moça o olhar, a vista cansada e a respiração visivelmente alterada.

- Posso ajudá-lo?

- Posso saber onde é o quarto de uma moça chamada Manuelle? – ele falou com uma voz pausada, um polonês arrastado, como se fosse um turista que havia acabado de chegar. A mulher abriu a boca para falar algo quando uma voz masculina e imponente se manisfestou antes.

- Olha só, você veio... achei que não vinha mais demorou tanto. – Nicolas se virou e deu de cara com um homem um pouco mais alto que ele, esboçava um sorriso. Tinha os cabelos ruivos bagunçados e visíveis olheiras, tinha uma pele muito branca não era uma coisa muito natural talvez uma doença, quem sabe? Os olhos verdes estavam visivelmente cansados mas havia um brilho lá, uma excitação estranha... Nicolas tremeu um pouco ao vê-lo. “ deve ser o cara que me ligou... o marido dela.” Pensou e logo deu um leve sorriso.

- Desculpe, mas tive de deixar minha filha no colégio... E também, eu tive de trabalhar.

- Se fosse pra você vir as 3 horas da tarde eu não havia lhe ligado as 6 da manhã não acha? – ele deu um sorriso de deboche que fez o moreno encolher os ombros um pouco “ huhul, bem direto.” — Eu estou lhe esperando desde então.... é o convidado mais importante da noite sabia?

Nicolas franziu o cenho e ia falar algo quando o homem se virou e se pôs a andar, e então ele o seguiu sem dizer nada apenas pensando consigo mesmo, algo naquele homem havia o feito ter um sentimento ruim... O que seria? Pegaram o elevador onde Dominic apertou o botão que indicava o andar de numero 5. Viu aquele corredor branco, impecável e com aquele cheiro... Cheiro que como Nathaly falava, era como cheiro de “doença”. E então o ruivo abriu a porta de um dos quartos esse o de numero 512, estava bastante animado para um quarto de doente, e lá dentro era lindo, havia uma espécie de varanda com uma cortina branca e um tanto transparente e do lado das mesma duas plantas. Havia alguns moveis, todos em tons pastel e cheio de flores, bombons e outros presentes, havia também uma pequena pilha de cartas do sobre uma mesinha que ficava ao lado da porta. E principalmente havia muitas pessoas, crianças e principalmente mulheres. Reconhecia um daqueles rostos, lembrava-se dos olhos grandes e arredondados, do formato de rosto... Aquela que repreendia uma criança era Andressa? Ele a fitou por alguns segundos quando o olhar dela foi de encontro ao dele, por um momento parecia que não havia o reconhecido mas depois, aquele olhar se transformou num misto de nojo e repúdio. Era assim que ela o via agora. Com nojo. Desviou o olhar e então falou em voz alta.

- Porque trouxe-o para cá?

Todas aquelas mulheres pararam de falar e olharam para Dominic que estufou o peito com imponência.

- Ele é um amigo não é?

- Todos aqui sabem o que ele fez. Sabem quem é esse maldito. Inclusive você. – ela estalou a língua e bufou olhando para o outro lado evitando que os demais vissem aquele seu rosto que acreditava ela ,estava vermelho

- Isso tem lá sua verdade... – Giovana falou com uma voz pacifica como sempre. Não mudara muito na verdade tinha o mesmo rosto singelo e a voz engraçada só que havia pintado os cabelos para uma cor mais clara um castanho de muito bom gosto.

- E depois de tudo vem aqui. Muito bem, quer mata-lá logo de vez não é? – Sarah falou com sua voz alta e imponente, tinha estufado o peito e por um momento ate esquecido o bebe que trazia no colo. Ela sempre perdia a paciência rápido e vê-lo ali na sua frente foi uma das piores sensações da sua vida.

-... Nicolas? – uma vozinha fraca soou ao longe. Nicolas que até então olhava para as cartas próximas a porta, evitando olhar aquela corte que se voltara contra ele, olhou com receio para o lado e viu ali deitada em uma cama com feições de doença e destruída ali, um rosto muito familiar e até mesmo adorável. “a doença acabou com você não é mesmo? “ pensou... Olhou então para ela mais diretamente. Adorava a expressão de seus olhos, pareciam deliciados com o que viam, parecia que ele nunca tinha cometido nenhum erro...

Notas finais
Obrigada a você que leu .