I'm The Daughter Of Poseidon
9 Visitinha
Part. Penny
Na outra manhã (em algum lugar perto da estrada), depois de eu ter terminado o último capítulo de um jeito desprezível e desorganizado, acordamos todos juntos.
– Bom dia! – Disse Alex. Ela parecia um pouco mais alegre depois de ter sido reclamada.
– Bom dia, cara pálida. – Falei.
– Muito engraçado. Mas nada vai estragar o meu dia hoje.
– Nem a morte? – Perguntou Percy.
– Parem os dois! – Disse Alex, começando a ficar vermelha de raiva.
– Parem os três... – Disse Annie. Alex virou-se para ela. -... Principalmente os dois.
– Paramos, paramos. A gente só estava tirando uma onda com a cara dela. – Respondemos Percy e eu.
– Onda! Você entendeu? – Perguntei.
– Entendi!– Respondeu Percy, e começou a rir.
– Vocês estão extremamente parecidos com Connor e Travis. Plagiadores! – Disse Annie. — Temos que arrumar as coisas para sair daqui, ok?
– Okay. – Disseram Mike, Percy, eu, Alex e Grover.
Terminamos de arrumar as coisas e saímos para mais um dia de caminhada.
Part. Percy
Depois de tomarem banho, as meninas ficaram simplesmente bem-humoradas e mais bonitas. Eu nunca tinha percebido o quanto Annie era bonita. Ela usava uma trança para o lado, deixando uma franjinha do outro. Minha irmã tinha feito aquele penteado, talvez só para ver eu babando em cima da Annie. Talvez fosse aquela sua expressão determinada ou qualquer outra coisa que a deixava bonita. Ela parecia mais alegre, o que a deixava mais linda ainda, com aqueles cabelos cor de areia, os olhos cinzas e aquele jeito dela de resolver tudo com um simples pensamento inteligente e ainda mais o jeito como ela dizia “Cabeça de Alga” ou “lerdo”.
– E então? Sobre o que estão falando? – Perguntei a Annie, Penny e Alex, que estavam conversando e andando um pouco mais na frente.
– Não te interessa. – Disse Alex.
– Interessa, sim! – Respondi.
– Arquitetura. – Disse Penny. – Agora saia que eu sei que você não gosta disso.
– Ah, é? Como?
– Eu leio pensamentos! – Gritou ela, de forma assustadora.
Parei de andar.
– Você resmunga enquanto dorme. Entenda, maninho, se eu lesse pensamentos, você também leria. – Disse ela, rindo do meu susto.
– O que você esconde nesses pensamentos, hein Percy? – Perguntou Annie.
– É! O quê? – Perguntou Alex.
– Nada, oras. Penny só me deu um susto com esse berro.
– Então volte para Mike e Grover e conversem sobre seus assuntos. – Disse Alex.
– Tá legal. – Falei desanimado.
Eu não tinha muita coisa para falar com Grover, já que ele conversava com Mike sobre o gosto das latas de Diet Coke, colheres de madeira e metal, entre outras coisas. Resolvi pedir o celular de Alex emprestado.
– Ei, me empresta seu celular? – Pedi.
– Pra quê você quer? – Perguntou ela.
– Não te interessa. – Na verdade, eu não sabia pra que ia usar o celular dela.
– Então não te empresto.
– Por favor?
Annabeth nos olhava com uma expressão de diversão no rosto, como minha irmã.
– Se você dissesse para que vai usar...
– Assistir animes. – Falei um pouco rápido. Não sei de onde veio aquela resposta, mas não me corrigi. Algo me dizia que era o que eu tinha que fazer.
– E você gosta?
– Sim! Amo de coração! – Falei mais uma vez rapidamente. Alex me olhou assustada e entregou o celular na minha mão. Annie olhava para minha irmã como quem diz “Sei que foi você” e então eu entendi. Minha irmã tinha colocado aquela resposta na minha cabeça para eu conseguir o celular. Mas como?
Em vez de assistir animes, usei o Smartphone de Alex para escutar música, mas não tinha tocado nenhuma que eu conhecesse, a não ser A Night Like This, que estava no final quando liguei o telefone.
Part. Penny
Eu conversava com Annie sobre o Acampamento Meio-sangue e Alex só ouvia, sem perguntar.
Andamos por um tempinho, quando uma luz brilhou do nada. Todos desviaram os olhos, inclusive eu. De alguma forma sabia que talvez eu não teria visto algo muito bom, não sei.
No lugar onde a luz tinha aparecido segundos antes, estava um homem com roupa de turista e óculos escuros. Eu também pensava saber quem era, mas antes que eu dissesse alguma coisa, Percy disse:
– Pai.
– Olá Percy. Olá Penny.
Todos os outros estavam petrificados, mas se curvaram.
– O-oi pai. – Falei. Não tinha falado antes, por que estava com medo de falar a linguagem do homem das cavernas.
– Olhem, não tenho muito tempo. Preciso dar um recado rápido a vocês.
– Qual pai? – Perguntou Percy.
– Espere. – Disse o deus. – Levantem-se, vocês. Não sou daqueles orgulhosos que gosta de ser beijado nos pé ou algo do tipo.
Bem-humorado. Meu pai era bem-humorado e calmo. Já sei então de onde surgiu meu sarcasmo, rebeldia e calma. Percy parecia refletir sobre isso também.
– Olhem, garotos.
Percy e eu acordamos dos pensamentos e olhamos para o nosso pai.
– Vocês sabem que eu prometi não ter mais filhos.
– Sim. – Respondemos.
– E vocês são um dos maiores erros da minha vida. E olhem que isso não é pouco!
– Sim. – Disse Percy.
– Sim. – Respondi com um pouco de atraso. O que meu pai disse foi o mesmo que ser atingida com cinco tijolos, um atrás do outro no estômago. Senti que estava empalidecendo.
– Mas mesmo sendo parte dos maiores erros da minha vida, vocês ainda são muito importantes para mim.
– Sim.
– E agora vamos ao recado.
Eu estava esperando meu pai dar o recado, junto com Percy e os outros.
– Bom, vamos lá. – Disse ele. – O recado que eu tenho para vocês pode até irritar alguns. Mas lá vai: Vocês estão no caminho errado.
– Eu não acredito! – Disse Annie e todos nós fizemos eco e começamos a reclamar. – Mas parecia que estávamos no caminho certo!
– Parem, parem, parem! – Disse o meu pai. – Não tenho muito tempo. E tenho mais coisas para dizer. Eu não vim antes por que Zeus não queria isso. Ele achava que era uma forma de demonstrar favoritismos com vocês, Percy e Penny. Mesmo que eu não tenha outros filhos. Então Atena descobriu que uma filha dela estava com vocês e foi tentar falar com Zeus. Ele pensou que ela estava tentando escolher uma filha favorita, mas ela conseguiu convencê-lo de que era só para explicar umas coisas. E ele também tinha meio que o “braço apoiado” na profecia. Estava confiando só nela.
– Profecia? – Perguntamos todos ao mesmo tempo, menos Annie. Todos olharam para ela. Ela começou a ficar vermelha.
– Que profecia, Annie? – Perguntei.
– Annabeth não lhes contou sobre a profecia? – Perguntou Poseidon, calmo.
– Não.
– Bem... eu já ia contar, mas então o senhor apareceu e...
– Você tinha uma estratégia?
– Bem, sim... Se demorássemos mais um pouco, eu contaria. A profecia não é tão forte, nem perigosa. Não é tão necessária.
– Tem razão. Mais tarde você pode contar a eles. Mas meu tempo está acabando... Tenho que ir daqui a pouco. Agora, eu tenho que entregar algumas coisas a vocês.
– Isso não é trabalho de Hermes, senhor? – Perguntou Grover timidamente.
– Prefiro entregar pessoalmente. Já estou aqui mesmo.
Ele abriu a mão e lá apareceu uma sacola. Ele abriu. Tirou de lá um mapa, uma bússola de metal, seis garrafinhas de água, uma pulseira (Que por coincidência era parecida com o meu colar) e um anel com um tridente mínimo em cima. Entregou tudo para mim e Percy.
– Esse mapa tem uma pedrinha verde, estão vendo? – Disse ela apontando para uma pedrinha que parecia um esmeralda. – Ela indica o lugar em que vocês estão. E essa azul, — Ele apontou para uma outra pedrinha um pouco mais em cima. – Indica o Acampamento Meio-sangue. A pedrinha verde se move quando vocês andam. Presente de Atena.
Annie murmurou:
– Obrigado, mãe.
– Essa bússola é uma bússola comum. Essas garrafinhas de água são minhas, é claro. Essa pulseira tem o mesmo sistema do seu colar, Penny. Você toca no tridente e ela vira um escudo, assim – Ele tocou e no lugar da pulseira tinha um escudo de bronze, com um Hipocampo e 12 mini-tridentes em volta. – E para fechar é só tocar no Hipocampo.
– Mas e se a espada de alguém que estiver lutando comigo tocar nele?
– Ele não fecha. Ele só fecha quando um dedo de um filho meu ou eu mesmo tocá-lo. Quer ver?
– Quero. – Respondi. Ele abriu o escudo e foi até Annie.
– Toque aqui, por favor. – Disse ele.
Ela tocou. Nada aconteceu.
– Viu? — Perguntou ele, virando para mim.
– Sim! Eu precisava mesmo de um. – Falei animada.
– E esse anel também é um escudo, mas é para você, Percy. – Meu pai pegou o anel, colocou no dedo e tocou o tridente. O escudo de Percy era igual ao meu, mas o oposto. Ao invés de ter um Hipocampo no meio e 12 tridentes em volta, tinha um tridente no meio e 12 Hipocampos em volta.
– Uau. – Disse Percy.
– Meu pai não mandou nada? – Perguntou Alex.
– Mandou, sim. Desculpe. Aqui está. – Ele tirou da sacola um Elmo da Escuridão ( Ou Trevas) – Uma cópia exata. Você fica invisível com ele. Tome. E esqueci de dar uma notícia...
– Qual, tio?
– Você vai ter que se livrar do computador e do celular. Os monstros rastreiam vocês através deles.
– Ah, sim... Será que meu pai os recebe lá?
– Acho que sim. Se não eu guardo comigo. — Ele piscou para ela.
Alex foi até ele alegremente e pegou o presente. Colocou o Elmo na cabeça e imediatamente ficou invisível.
– Amei. – Disse a voz dela em algum lugar atrás de mim.
– Agora que entreguei os presentes e falei os recados, tenho que ir. Até mais, garotos.
– Tchau, pai! – Disse eu.
– Tchau, paiê! – Disse Percy.
- Ah, esperem! Só mais uma dica: Quando chegarem no território de New York, peçam o táxi das Irmãs Cinzentas.
- O que é isso? – Perguntei.
- Annabeth sabe.
- Sim senhor. – Annie assentiu. E com mais uma luz imensa, Poseidon sumiu.
– “Paiê?” – Perguntei.
– É! Legal, né?
– Aham. Muito. E eu que sou a mais nova.
– Com certeza que é. Talvez só alguns minutos, mas ainda assim, é.
Com toda a emoção das notícias e presentes, não percebemos o tempo passar. Quando nos demos conta, já estava anoitecendo.
– É melhor fazermos outro buraco. – Disse Annie.
– Tem razão. – Disse Alex.
Entramos no mato e paramos em um lugar um pouco longe da estrada.
– Pronto, Alex, concentre-se. – Disse Annie.
Alex fechou os olhos e fez muita força. Depois de dez minutos, ela conseguiu fazer um buraco que não ia até o fundo da Terra.
– Perfeito! – Disse Annie. – Amanhã tapamos esses buracos.
– Ok. – Disse Mike.
Entramos no buraco e arrumamos as coisas para que ficasse confortável.
Eu estava tão cansada que acabei dormindo cedo.
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