Notas iniciais
A história foi baseada no clipe de uma música. Para quem quiser conferir Big Bang - Lies.

Se quiser, fica legal ouvir a música enquanto lê.

Porque ele sempre me batia? O que eu havia feito para ele? Será que tudo que eu faço é errado?

Outra noite e Reita havia chegado embriagado em casa, ele era um conhecido que dividia o apartamento comigo, mas ele sempre me batia quando chegava nesse estado em casa. Nem sei o porque disso. Era sempre a mesma coisa, ele chegava chutando a porta e me empurrava contra a parede, me xingando e contando de como a noite havia sido boa, mas que ele ainda não tinha ficado satisfeito e queria mais. Então aquele olhar carregado de luxuria ia em direção a mim e ele vinha com mais violencia para cima de mim. Eu apenas negava. Por maior que eu fosse, não conseguia contra ele. Reita era mais forte, era fácil perceber isso apenas de olhar para o tamanho de seus braços. Pequeno porem forte.

- Eu preciso de mais...

- Reita... sai.

Espalmei as mãos sobre os ombros do loiro e o empurrei com força, vendo o mesmo ir para trás, conseguindo correr até meu quarto e da porta pude ver ele vindo rápido em minha direção. Droga, o que fazer? Chutei a porta na cara dele, vendo-o recuar. Reita levou a mão até o rosto, limpando o sangue que escorria do próprio nariz e furioso ele veio em minha direção. Seu punho fechado, o olhar carregado de raiva e ódio. Foi ali que tive certeza de que ele iria me matar.

- Ora seu... vou te rebentar pra você aprender!

Olhei para os lados e tudo que vi foi um taco de madeira, aqueles de baseball e quando o vi próximo apenas lhe acertei no braço com toda força que tinha. Ele foi ao chão, gritando de dor, mas logo se levantou e o braço acertado estava caido ao lado do corpo. Estava quebrado. O ódio dele parecia aumentar a cada vez que eu o acertava. Era a minha vida ou a dele. Eu, partircularmente prefiro a minha.

- Reita, para... ou juro que se precisar posso te matar...

Ele riu alto e de forma debochada, enquanto levava a única mão que conseguia usar até as próprias costas.

- Acha mesmo que vai me matar com um taco? ... Patético você...

Minha única reação foi lhe acertar na cabeça com força e logo ele foi ao chão, em seguida outro golpe contra a cabeça dele. Um golpe atrás do outro. Na cabeça, no braço, por todo o corpo. Apenas conseguir ver o rosto do loiro todo cheio de sangue, a cara um pouco deformada por culpa dos golpes, seu corpo encostado a parede e uma enorme marca de sangue no chão, não só como no chão como em mim, no taco. Por toda a parte. Logo os vizinhos iriam notar a barulheira e provavelmente iriam chamar a polica. Ok, eu seria preso e quem sabe morto. O Japão tinha um sistema de leis bem fortes e eu sabia disso, mas naquele momento tudo que eu tinha em mente era me salvar.

Meu olhar assustado foi em direção a porta, ouvindo alguem bater. Droga, eu seria preso. Olhei em volta e pensei em fugir, mas nada. Morava no 5° andar, era muito dificil sair pela janela e qualquer um iria reparar num louco com olhar assustado e o rosto sujo de sangue, correndo com um taco em mãos. O que fazer? ... Novamente a porta e até que a mesma abriu com força, sendo fechada da mesma maneira.

- Você... Droga. Some daqui!

Era Aoi, um vizinho meu. Um rapaz alto, moreno, o corpo magro, mas perfeitamente delineado. Não tão forte como Reita, mas ele tinha um pouco daquele fisico forte. Um piercing, preto, no canto dos lábios que o deixava bonito e atraente, e que era muito gentil comigo, sempre. Um doce de pessoa. Ele sabia dos meus problemas com Reita e geralmente era ela quem me ajudava com os machucados que ficavam no meu corpo. O vi andar até mim e retirar o taco das minhas mãos, deixando-o sobre o corpo de Reita. Ele me puxou até a pia da cozinha, limpando meu rosto e dando as chaves do carro e do apartamento dele. Eu estava paralisado, não sabia o que fazer. Estava assustado com tudo aquilo acontecendo tudo tão de repente.

- Mas...

- Nada de mais, Uruha. Vai logo. Se te pegarem... você vai ser preso e isso não vai ser bom pra você. Você ainda tem algum futuro...

Ele me empurrou pela porta e me olhou, acenando positivamente com a cabeça. Tudo que fiz foi agradecer e sair correndo, podia sentir a policia se aproximar e então me joguei dentro do carro do moreno, ligando-o e saindo em direção a algum lugar onde não me encontrassem, mas... porque as chaves do apartamento dele estavam comigo? Ele... não, ele não iria fazer aquilo.

- Aoi POV -

Assim que o vi sumir pela escada, fechei a porta e olhei em volta. O que fazer? Não teria como me livrar do corpo e não deixar provas, com certeza achariam ele depois. Droga... só tinha uma maneira. Levar a culpa pelo crime. Joguei meu casaco no chão e fui em direção ao corpo, coloquei as mãos sobre o sangue dele, vendo-as ficarem cobertas com o mesmo e comecei a espalhar por minha camiseta, calça e rosto.

- Só isso não vai bastar...

Pensei comigo mesmo e então, fechei o punho e em seguida os olhos, acertando um soco contra meu queixo. Arg... como aquilo doia. Peguei o taco ao lado do corpo e fiquei com o mesmo. Eu tomaria a culpa do crime por Uruha. Desde que ele havia se mudado para aquele lugar eu o observava, sempre sendo gentil com ele e vice versa. Até que um dia ele chegou com esse conhecido da faculdade para dividir as despesas com ele. Eu iria me oferecer no mesmo dia, mas ao bater na porta dei de cara com aquele rapaz e desde então eu perdi a coragem de pedir para morar com ele. Sempre ouvia os gritos, algumas batidas contra a parede e outros barulho, durante a madrugada Uruha saia e ia até o lado de fora do apartamento, chorar por não poder fazer nada e por não ter acreditado em seu amigo, Ruki, de que o loiro não era uma boa companhia para se dividir apartamento.

Um dia ouvi ele chorando e fui até ele, ajudando-o com os machucados. Eu queria denunciar Reita, mas Uruha não deixava e eu... apenas cedia a vontade dele, afinal Reita ficava ameaçando-o de que se falasse alguma coisa ele iria voltar e matar Uruha.

Fui acordado de meus pensamentos e lembranças com o estrondo da porta caindo contra o chão. Era a policia. Olhei em volta e eles me olharam, gritaram alguma coisa e vieram em minha direção. Eu não deixaria ser levado tão fácilmente, talvez eles não iriam acreditar que eu havia matado Reita se me deixasse levar tão facilmente. Fui em direção a eles com o taco, conseguindo tira-los da minha frente e então arremessei o taco em direção a eles. Sai correndo escadaria abaixo, por sorte minha eram apenas 2 guardas, mas logos eles iriam se tornal 20 no minimo. Abri o portão do prédio e sai correndo pela rua, então vi meu carro passar pela rua. Uruha parou e abriu a porta, mas logo atrás vinham mais 2 viaturas, se ele ficasse ali... tudo iria por água a baixo. Pensa rápido, Aoi.

- PARADOS AE, SE NÃO JURO QUE REBENTO ELE!

Apenas empurrei Uruha para dentro do carro e quando ia entrar para conseguir fugir, senti um cano de metal gelado em minha nuca.

- Parado você, assasino. Não vai machucar mais ninguem.

Engoli em seco e logo meus braços foram puxados para trás com força, sentindo as algemas apertarem com força meu pulso. Estava feito e Uruha poderia ir embora, livre. Não contive um leve sorriso ao passar em frente ao meu carro e ver o loiro, em segurança. Ele me olhou assustado, parecia que não queria que eu fizesse aquilo, mas já estava feito. Desculpa, eu só queria proteger você.

- 2 dias depois. -

- Uruha POV\'s -

Droga, eu não devia ter deixado ele ser levado, mas eu estava tão paralisado, tão chocado com tudo que não consegui agir, apenas fiquei olhando ele ser levado e após um policial falar que estava tudo bem, que eu poderia ir embora. Eu apenas movi a cabeça de forma positiva e fui embora.

Mas porque ele havia feito aquilo? Ele é idiota ou o que? Minha mente estava carregada de perguntas e eu precisava esclarecer elas. Será que ele havia sido pego de surpresa enquanto tentava se livrar do corpo?

Droga, eu precisava saber.

Peguei o carro dele, segui em direção a delegacia e perguntei se poderia fazer alguma visita. Me disseram que sim e então sentei em frente a aquela mesinha com um vidro em frente. Era o vidro e paredes que separavam os presos dos visitantes. Logo vi Aoi entrar e o policial dizer que ele tinha 15 minutos, então nos deixando a sós.

Ele estava com as mãos algemadas e a cabeça baixa, parecia que não queria me encarar. Até que ouvi a voz dele, bem baixa.

- Porque voltou aqui?...

- Eu só... precisava saber... o que houve.

Ele suspirou e então levantou o rosto, ele estava com um roxo próximo ao queixo, um corte acima da sobrancelha e um corte no canto dos lábios, onde havia o piercing que ele sempre usava, mas agora... ele não estava mais ali.

- Não fique horrorizado com minha aparencia... briga entre presos acontece isso. Então vou te contar o que aconteceu...

Fiquei boquiaberto ao ouvir toda a história e não podia acreditar, mas porque ele levaria a culpa por tudo que eu fiz? Ele só podia ser louco.

- Você deve ser louco!

- Não, Uruha... eu não sou.

- Mas então, porque?

- Porque?... quer mesmo saber?

Vi ele se levantar da cadeira e colocar a mão sobre o vidro, apenas uma, vendo a outra caida ao lado por culpa da algema. Por reflexo, me levantei e fiquei observando ele, queria a resposta e então apenas balancei a cabeça de forma positiva.

- Porque... eu te amo. Desde a primeira vez que eu te vi... tive vontade de te proteger, sempre quis te livrar desse idiota do Reita. Eu ia me oferecer pra dividir as despesas com você, mas quando fui fazer isso... Reita já tava lá e eu perdi a coragem depois disso.

Eu não podia acreditar no que ele dizia, ele só poderia estar brincando. Ouvi uma sirene, era o final da visita e então fui rápido. Levei a mão até o vidro, deixando-a sobre a dele, vendo o guarda surgir ao fundo.

- Porque nunca disse antes?... Porque!

Ele apenas riu, baixo, abaixando a cabeça e logo a erguendo levemente, dando-me o sorriso mais sincero e lindo que eu já havia ganhado de alguem.

- Desculpa... mas... eu te amo.

Notas finais
Reviews são moh legais ;]

Desculpa a escrita ruim, eu fiz correndo. ;/

Obrigado por ter lido! b29;
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!