Im Sorry.

3 Como lidar com ele?


Notas iniciais
- Desculpem a demora.
- Capitulo maior que o outro. Era para ser maior, mas como estava demorando para postar, resolvi postar.
- Escrevendo esse capitulo... Percebi que a historia não vai ser tão pequena quanto pensei que fosse, kk
- Agreguei algumas coisas que nunca pensei que ia mexer ' -'

O entardecer atravessava Magnolia, subia as colinas e assim sumia. Alguns magos voltavam para casa após vadiarem o dia inteiro em sua Guilda; os mercantes fechavam suas lojas, e a cidade preparava-se para atender as necessidades noturnas de seus moradores.

Dois membros da Fairy voltavam extremamente cansados de sua missão. Droy queria que Jet o puxasse, mas o apressadinho queria chegar rápido à guilda, concluir então o trabalho e partir para a Fairy Hills. E assim terminar de fato a sua missão: conseguir dinheiro para pagar a estalagem de Levy.

Chegaram apressados e perceberam que a guilda estava relativamente silenciosa e até mesmo harmônica, diferente de muitos outros dias.

No balcão não havia ninguém, nem mesmo o embriagado Mestre ou sua pontuaria assistente, Mirajane. Jet impaciente já começara a bater os dedos sobre o balcão. Levy o esperava. Pensava.

— MIRA! – Droy gritou.

— Acalmem-se, garotos. Já percebi que estão aí. – Mira chegava toda descabelada enquanto escrevia rapidamente algumas papeladas.

— O que está fazendo, Mira? – Curioso e assustado, Droy indagou.

— Resolvendo as papeladas para Fantasia, está se aproximando.

— Entendi! Mira, terminamos o trabalho. Tem visto a Levy ultimamente? – Jet apressado.

— Sim. – Nem deu muita ideia. Mira começou a folhear vário dos papeis.

— Sabe onde ela está?

— Sim.

— Então diga, MIRA! — Jet e Droy gritaram.

— Saiu em uma missão. – Respondeu serenamente.

Os olhos dos dois rapazes se arregalaram com a continuação da frase, como se já não bastasse o susto de saber que a delicada e fofa Levy havia saído em uma missão.

— Com o Gajeel.

Capitulo 3 – Como lidar com ele?

O desleixo dele ardia lentamente os olhos dela.

Pensava como ele podia sentar-se tão mal criado num simples banco de um trem. Está certo que já passava das oito horas dentro daquele forno movido a gás, como ele praguejava a todo o momento. Uma vez ouvira que Natsu também sentia o mesmo ao andar de trem, mas nunca pensou que com ele seria igual.

Queria tentar uma conversação, mas como conversar com alguém que fazia ânsia de vomito a cada 30 segundos? Resolveu olhar para o lado de fora e reparar a vista que havia.

Morros, montanhas, lagos. Azul, azul, marrom, marrom, verde, verde. Ela se cansou. Mesmo com a superproteção de Jet e Droy as idas às missões pelo menos eram menos tediosas.

— Agora entendo o nervosismo dele ao entrar no trem. Por que não me disse que tinha problemas com veículos? Escolhíamos outro trabalho. – Pensou.

Pegou delicadamente o papel da missão e quando começou a ler, gritou! Gajeel havia desmaiado.

— Gajeel? Gajeel? – Levy cutucou levemente a face bruta do metaleiro. Nada adiantou. Levantou ajeitando a saia. E delicadamente foi ajeitando o homem no banco. Talvez ele desmaiar foi o melhor que acontecia naquele momento.

Sentou. Pegou o papel e voltou a ler. Indagava-se o porquê de Mira ter escolhido aquele trabalho para eles.

Uma viagem de quase doze horas para a cidade Houjirin – uma cidade mercantil. Falar com um mercante, pegar o objeto, outra viagem de oito horas até Seven, continente vizinho à Fiore. Muitas viagens, muitas viagens mesmo.

Olhou para o lado, e viu Gajeel.

— E que provavelmente vou passar sozinha. – Pegou outro papel. Era um mapa. Colocou a lupa magica e disse “Houjirin”. Logo um ponto azul subiu e demonstrou onde ficava a cidade e todas as informações necessárias que ela precisaria para se situar.

— Fronteira de Seven. – Outro ponto surgiu no mapa. Então Levy percebeu que a viagem para Seven seria rápida, já que Houjirin era relativamente perto da fronteira.

E assim Levy foi. Ouvindo o suspirar de Gajeel, enquanto folheava varias informações sobre Houjirin, Seven, o trajeto até lá e até mesmo informações sobre o mercante que pedia ajuda.

Não demorou muito e a pequena dormiu.

Não se sabe quanto tempo se passou, mas ela fora despertada por uma espécie de grito que o trem acabara de soltar. Uma gigantesca fumaça quase cobriu o “forno movido a gás”.

Levy curiosa, abriu a janela e se espreguiçou cuidadosamente. E viu.

Duas montanhas que eram tão grandes que os olhos caramelados de Levy custavam enxerga-las por completo. O trem passava por uma ponte imensa, que a baixo só se encontrava um imensurável mar. Então ele continuou a seguir. Atravessou a quase cruzada das montanhas.

Ironicamente aquelas duas montanhas que Levy distinguiu antes na verdade eram apenas uma. Já que Levy percebeu que se não fosse a trilha do trem que separava a montanha talvez nada do que ela veria depois seria visto.

Nada do que ela havia lido sobre Houjirin agora parecia fazer sentido. A descrição era até parecida, entretanto os que seus olhos viam era uma enorme cidade rodeada por uma montanha, que depois era rodeada por mar.

Quando o trem parou, Levy saltou dele puxando sua mala extremamente contente. Por um pequeno espaço de tempo pensou que a viagem poderia ser proveitosa.

— OUCH! – Gajeel acabava de ser chutado do trem.

— Ga... – Levy arregalou os olhos ao perceber que havia esquecido o moreno. – Me desculpe. – Envergonhou-se.

— Então já chegamos ou é mais uma daquelas paradas chatas para entrar mais gente? – Já estava totalmente recuperado. Jogou a mochila nas costas. – Então, vamos?

— Sim! Sim. – Levy ajeitou um poucos os óculos pegou um papel e começou a explicar. – Pelas informações que colhi, Houjirin é uma cidade mercantil quase no fim de Fiore. Muito dos vendedores de todo o reino rumam para cá em busca de preços baratos e até mesmo vender suas mercadorias em preços elevados, pois turistas de outros Reinos visitam Houjirin com frequência, mesmo ela não sendo uma cidade muito atraente. – Levy inclinou uma sobrancelha. – Essa parte deve tá errada.

— Blábláblá. O que temos de importante a respeito de nosso trabalho?

— Bem. Hum. O que descobri é que quem pediu a contratação é um homem chamando Banom. Especialista em armas magicas em uma loja tradicional em Houjirin. O nome da loja é House of Keys Strange. Talvez eu compre algum presente para Lucy-chan.

Gajeel olhava os altos prédios os quais eles passavam na frente. Eram realmente enormes. O rapaz achava engraçado. Era a primeira vez que via lojas – ou casas – quase do tamanho do QG da Phatom.

— E o que podemos tirar de bom dessas informações?

— Como nosso trabalho é pegar um objeto com Banom, seguir para Seven e entregar esse objeto para alguém... Acho que é uma arma para aumentar o poder ofensivo de Seven, que pelas ultimas noticias publicadas está sofrendo ataques constantes de Dark Guild’s.

— Interessante. – Gajeel deu um sorriso sádico.

— O que foi Gajeel?

— Então quer dizer que pode ter algum confronto... – Riu.

— Sim, provavelmente. – Levy emudeceu-se. Olhou para baixo e apertou o braço.

O moreno olhou e percebeu a expressão tristonha da pequena, ele olhou para os lados, respirou fundo e pensou...

— Eu não sou muito bom nisso... Mas lá vai...

— Não precisa se preocupar, baixinha. Eu estarei contigo. Não amigos fracotes.

— Eles não são fracos. – Ela virou a face.

Gajeel agachou-se, bateu a mão sobre a cabeça de Levy. Foi a primeira vez que os olhos avermelhados e os caramelados se chocaram. A pequena começou a analisar inconscientemente cada trejeito daquela face, que olhada daquele ângulo não parecia com a de um sádico, desleixado, burro e ignorante que era Gajeel... E sim de uma pessoa totalmente contraria.

— Façamos um trato então... Durante essa missão. Você me passa todas as informações necessárias para terminamos ela o mais rápido possível. E se alguma merda acontecer, eu te protejo! E não pense que estou fazendo isso para que você não atrapalhe a missão, é só que não quero ser responsável por você se ferir mais uma vez.

Gajeel levantou-se e seguiu à frente rapidamente. Levy com os olhos arregalados olhou com estranheza para o rapaz que estremeceu todo durante a fala. Ela então sorriu.

Havia achado fofo.

Continua...

Notas finais
- Final meio Zzz, eu acho.
- Gostei mais desse capitlo do que o anterior. Mas o primeiro ainda é o meu favorito, x)
- Houjirin é criação minha. Já Seven para estar realmente em Fairy Tail, já que de acordo com o Fairy Wikia é um reino vizinho de Fiore.
- Espero comentarios, e qualquer coisa... Critica, elogio, xingamento, declarações de amo(epa), pode mandar pelo reviews, -q
Enfim gente, até o proximo capitulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.