Im So Sick

4 Capítulo 4- Senhor Gleeson e Aniversário do Daniel


Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês! Quero comentários, hein?

Bridget o olhou como se eles estivesse brincando. Ele tinha deixado tudo bem claro que não queria nada com ela, e que não gostava nem um pouco dela. O que ele fazia ali, no seu quarto agora?

- Você veio aqui para se concertar comigo, foi? Você está com pena de mim e agora vem aqui? Sabe, eu te ameacei e não nego, mas não quero ninguém sentindo pena de mim, ou qual quer coisa dessas. – Daniel a olhou por um tempo se entendê-la. Ele não sentia pena dela.

- Eu não vim aqui porque eu sentia pena de você, Bridget. Você ficou muito mais bonita quando voltou.

- Beleza a Samantha também tinha não era?

- O quê?

- A Samantha. Não finja que não entendeu.

Claro. A garota que havia sido assassinada no sábado passado, o mesmo dia em que o festival de outono aconteceu. A pericia achava que ela estava indo para a festa quando a mataram. Mas nada indica que ela tivesse sido assaltada, ou que a puxaram para o local da morte. Foi um assassinato bem planejado. Sem arma do crime, ou qualquer evidência. Achavam que poderia ter sido Bridget, por terem ido ao colégio e saberem que ela tinha uma rival, mas isso não poderia ser. Perguntaram a ele, se a garota estava no festival, e ele disse que sim. A pessoa mais próxima de Bridget que conseguiram achar foi Daniel, já que ela era uma garota anti-social que não falava com ninguém.

- Eu não tive nada com ela, Bri. Meu Deus! Você não pode compreender? Eu passei anos tentando falar com você, à única coisa que você fazia era me dar patada. Quando você voltou, eu achei que a primeira coisa que você iria fazer era vir falar um “Oi! Estava com saudades”, mas não. E quando eu fui falar com você, a melhor coisa que você pôde dizer foi “vai pro inferno”. Diz sim, por favor.

Um momento de silêncio. Um silêncio que deixou Daniel um pouco receoso. Mas finalmente ela assentiu. O garoto a beijou com ternura, sem aprofundar muito o beijo.

- Só mais uma coisa, como você entrou aqui?

- Pela porta. Tem outro lugar?

- A Vanessa deixou você entrar?

- Por que não deixaria?

- Nada.

- Então eu acho que vou indo. Até amanhã Bri. – ele deu um beijo no rosto da garota e saiu pela porta. Bridget se levantou e o acompanhou até a porta.

Quando ela fechou a porta, Vanessa estava no pé da escada a olhando curiosa.

- Quem era esse garoto? – perguntou entusiasmada ao saber que Bridget parecia estar um pouco mais feliz. Talvez ela estivesse fazendo novos amigos.

- Era o Daniel.

- Daniel? Aquele garotinho que você brincava na infância? Ele está grande, nem o reconheci. E bonito também. Eu lembro que você chorava quando não o via. O que ele queria?

- Só falar uma coisa. Nada de mais.

- Ele pareceu preocupado quando chegou.

- Ok, Vanessa. Muito obrigada. – disse já subindo novamente para o seu quarto.

O dia amanheceu nublado. Um dia lindo para Bridget. Ela se levantou e foi até o banheiro fazer a higiene matinal de sempre. Depois de já estar arrumada com uma blusa dos Beatles, um casaco bem quente e que a protegeria da futura chuva, calça jeans escuras e um par de all stars, a garota saiu do seu quarto a caminho da escola.

Ela ligou seu iPod no volume máximo para não precisar ouvir o barulho do vento assobiando em seus ouvidos. Chegando no colégio, o sinal já tinha batido já que ela não via nenhum aluno na frente da escola. Mentira. Ela via uma pessoa: Daniel.

A surpreendeu o fato dele estar ali, e quando ele a olhou um leve sorriso brotou nos lábios do garoto, fazendo ela automaticamente sorrir em resposta.

- Por que ainda não entrou? – perguntou Bridget.

- Estava te esperando.– disse ele a conduzindo até as dependências da escola.

- Há quanto tempo o sinal bateu?

- Hum... Há uns 10 15 minutos. – respondeu ele olhando para o relógio de pulso.

- Então é melhor nós entrarmos logo antes que os monitores nos vejem.

O casal apertou o passo, mas ao entrarem no prédio deram de cara com um monitor fazendo ronda no local.

- O que vocês estão fazendo fora de suas respectivas aulas?

- Hum... Nós estávamos indo agora...

- Me acompanhem até a secretária. – Disse o homem já caminhando até o pequeno prédio da secretária, onde ficava a diretoria, e a sala dos monitores.

Chegando lá, eles logo perceberam o diretor atendendo algum pai, e quando nos viu entrando logo parou e nos olhou.

- O que aconteceu? Por que os dois não estão na sala de aula?

- Eles chegaram atrasados, Senhor diretor.

Ele ficou um tempo pensando e disse:

- Eles irão entrar no segundo horário. Acho que eles nunca chegaram atrasados.

- Um minuto, senhor diretor. Era exatamente com essa senhorita que eu gostaria de falar? Bridget Harris. – disse o homem que a pouco conversava com o diretor. Ele parecia ser muito amigável, sorriu para Bridget.

- Era? Bem, se quiserem tem uma sala privada bem ali. – informou o diretor

- Se não for incomodo... Você poderia me acompanhar Bridget?

A garota não tinha muitas escolhas, mas também não tinha nada a perder. O homem aparentava ter uns 45 anos, cabelos grisalhos se misturavam com os castanhos escuros, olhos verdes escuros por trás dos óculos, vestia uma calça caqui, uma blusa e um blazer por cima. Ele parecia levemente familiar, porém ela não sabia de onde.

- Então, Bridget. Você cresceu. – disse ele quando chegaram a tal sala.

- Como? – perguntou ela. O homem falava como se um dia já tivesse se encontrado com ela. Como um parente distante que não a via a anos. Porém essa não era realidade. Ela nunca considerou nenhum parente de Vanessa seu parente, e a garota sabia porque tinha ido parar na adoção, porque nenhum de seus parentes a queria. Ela não tinha tios, primos, nem nada disso.

- Meu nome é Bruce Gleeson. Eu trabalho para o orfanato que você morou por um curto tempo quando seus pais faleceram. Não se lembra? – ele disse isso, e talvez explicasse o porquê dela o achar familiar. Mas não era isso.

- Me desculpa, mas não me lembro muito. Mas enfim, por que você veio até aqui me procurar?

- Fiquei sabendo que uma colega sua morreu, queria saber se você estava bem.Agora seu rosto não estava amigável, estava meio que atento a todos os meus movimentos,o que eu fazia e deixava de fazer, preocupado.

- Eu estou muito bem.

- O que aconteceu com aquela garota foi muito sério. Não deixaram pistas, não deixaram vestígios. Apenas a carcaça da garota no beco escuro. Não acha isso preocupante?

- Não. Eu nunca fui muito amiga da vitima.

- A pessoa que fez isso,tinha que ter no sangue um genes impiedoso e sem compaixão. – ele fez uma pausa e a olhou um pouco acusador mas ainda sim com compreensão. – Como você.

Ele a estava falando que ela havia matado Samantha. Se era um crime tão perfeito e ao mesmo tempo tão simples como ele havia falado, como ele podia jogar toda a culpa nela agora? Por um momento Bridget ficou estática como uma criança que é pega no flagra, mas rapidamente tratou de ser livrar daquela expressão para uma de total incredulidade para o que o homem acabou afirmar.

- O senhor é o que? Policial? Agente da CIA? FBI? Sinto lhe dizer que eu não fiz nada para machucar essa garota – Mentiu Bridget, mas ela falou com tanta convicção que qualquer um poderia acreditar nela, menos o homem que estava na sua frente.

Bridget se levantou já indo para a porta sair da sala, mas o senhor Gleeson fez o mesmo e se postou na frente da garota.

- Eu não sou agente de nenhuma dessas companhias. Por favor, sente-se e me deixe...

- Por que você não me deixa em paz? Eu estou cagando para a morte da Samantha e agradeceria se os agentes federais me deixassem viver a minha vida! – disse ela saindo da sala e batendo a porta.

Lá fora ela encontrou com Daniel, a esperando na porta da secretária, claramente impaciente.

- O que ele queria com você?

- Nada não. Era apenas um homem que trabalhava no orfanato que me acolheu.

- Ah... Sim. O sinal vai bater daqui a dez minutos. Vamos ficar esperando no pátio.

O dia passou incrivelmente devagar para ambos. O sinal bateu as quatro horas e os dois já estavam exaustos.Nunca tiveram aulas tão cansativas e repetitivas na vida. A única coisa que Bridget pensava era chegar a sua casa e deitar na sua cama para poder dormir.

A garota se despediu de Daniel e caminhou sozinha para a sua casa, com o som do sei iPod no máximo. Ela entrou em casa, entrou em seu quarto e tirou uma soneca.

Quando Bridget acordou, desceu as escadas e logo percebeu Vanessa olhando seus álbuns de fotografia. Mas não era qual quer álbum. Era o álbum que ela guardava com todo o cuidado em seu quarto – nem ela sabia o do porque ele estar nas mãos dela naquele momento — , pois eram a lembrança de quando ela era realmente feliz, da época em que seus pais ainda eram vivos.

- Ah... Bridget. Você acordou...

- Por que você está mexendo nas minhas coisas? – disse ela claramente alterada pegando o álbum das mãos de Vanessa com hostilidade.

- Eu só estava vendo as fotos. Vendo Daniel daquele tamanho... Alias, hoje não é aniversário dele?

Foi aí que a Bridget caiu em si. Sim, hoje era aniversário do Daniel. Sem nem falar nada, ela saiu novamente pela porta indo em direção a casa de Daniel.

Ela não lembrava muito o endereço, mas com o pouco que sabia ela conseguiu achar a casa dele. Não era tão longe da sua.

Bridget tocou a campainha, e esperou. Logo uma senhora sorridente abriu a porta. Era a mãe do garoto.

- Você é amiga do Daniel, não é? A Bridget. Você cresceu muito. Me lembro de você quando ainda era bem pequenininha. Entre, entre. – recebeu a mulher.

A casa estava muito bem arrumada e decorada, Na sala de jantar uma enorme faixa de “Feliz Aniversário” ficava grudada na parede, a mesa estava posta com um bolo bem decorado, pratos, copos e talheres.

- Daniel querido, sua amiga chegou! – gritou ela indo para a cozinha.

Logo que a mãe o chamou ele desceu com uma expressão confusa no rosto. Ele usava uma calça Jens velha, uma blusa comum e seus cabelos estavam molhados, o que indicava que ele havia acabado de tomar banho.

- Er... eu só vim desejar feliz aniversário. Já estou indo. – Bridget percebeu que se seu próprio namorado não tinha lhe convidado para a festa, era porque ele não a queria lá.

- Não pode ficar... Me desculpe não ter te chamado... – ele quase suplicou, caminhando até ela.

- Não, tudo bem. Eu tenho que fazer o dever de casa. – mentiu ela.

- Não, Bridget. Fica. Me perdoa, ok? – o garoto não iria receber um não como resposta, pegou ela pela cintura e a conduziu até a cozinha. – Mãe, pai, essa é a minha namorada, Bridget.

- Namorada filho? Achei que era uma amiga de infância. Você tinha que ter me contado. – gritou a mãe dele da cozinha.

- Prazer. – disse o pai dele, apesar de meio que já se conhecerem. – Daniel, por que não vai mostrar para ela seu presente de aniversário enquanto o jantar não sai? – disse piscando o olho.

- Claro, vou mostrar.

Daniel a levou até a garagem bem espaçosa, onde havia dois carros. Daniel foi até um preto, o mais novo dos dois, da marca Peugeot.

- Agora vou poder te buscar para a escola, para irmos ao cinema... – os dois riram. – Tirei minha carteira há um tempo. Estou pronto para dirigir.

Ele chegou mais perto dela, a imprensando no carro, chegando seus lábios cada vez mais perto dos dela. Quando suas respirações já estavam misturadas, as bocas quase se encontrando. Bridget já podia sentir seus lábios sendo pressionados contra os dele, quando a mãe dele grita:

- Crianças! O jantar já está pronto!

Eles subiram, e sentaram-se na mesa. Não havia nenhum outro parente de Daniel, ninguém além deles iriam participar daquela simples comemoração. A comida estava ótima, era frango assado com curry.

Depois de todos terem terminados, começaram a cantar “parabéns para você” e o garoto apagou a vela de 17 anos. Logo depois Daniel cortou o primeiro pedaço.

- Esse vai para a Bri. – disse a entregando.

A mãe de Daniel pegou um disco de vinil na estante e o colocou para tocar. Era dos Beatles. Ela começou a dançar ao som de She loves you o que fez seu marido se levantar e dançar com ela. Daniel pegou a mão de Bridget e fez a mesma coisa.

Quando festa acabou, Daniel prometeu dar uma volta com Bridget de carro e depois levá-la, e assim fez. Ele deu uma volta por quase toda a cidade. As luzes da cidade e a lua deixavam tudo mais romântico, essa era opinião de Daniel.

- Me desculpe mesmo por não ter te falado... Eu tinha me esquecido completamente... – começou, mas Bridget colocou o dedo nos lábios do garoto para que ele não dissesse mais nada.

- Não acha que deve me pedir desculpas pelo que não aconteceu na garagem? – ela não o deixou responder, apenas pressionou seus lábios contra os dele.

O que era apenas um simples beijo ficou muito mais ousado. Bridget estava quasde no colo de Daniel, que acariciava as pernas da garota. Mas tudo parou, assim que os dois ouviram alguém bater na janela. Não dava para ver quem era, já que o vidro estava embaçado por causa da respiração dos dois. O casal saiu do carro, e se depararam com Vanessa.

- Você sabe que horas são, mocinha? Você saiu sem me falar aonde e quando vejo que chegou está sentada no colo...

- A única coisa que eu sei é que você não é a minha mãe! Eu faço o que quiser está entendido? Porque até a casa que você mora é minha, se você não sabe! – gritou Bridget.

- Eu sei, mas alguém tem que exercer o papel de mãe aqui!

- Mas eu não preciso! Faça o seguinte: deixe eu viver a minha vida. – Com essa, Vanessa nem quis ter o trabalho de responder, apenas virou as costas e entrou em casa. – Desculpa. – disse para Daniel.

- Eu sei que você não gosta dela, mas você poderia tratá-la um pouco melhor.

- Daniel, eu vou entrar. Até amanhã. – disse dando um leve selinho em seus lábios.