I'm Nothing Without Your Love

4 Me loving you, cause oh, I do.


Notas iniciais
Oi pessoal, mais um capítulo fresquinho pra vocês. Espero que gostem, boa leitura.

Depois daquele sonho, o dia havia transcorrido bem porém Emma estava fugindo de qualquer contato com Regina, elas haviam trocado apenas pequenos olhares durante o café, o que já palpitou o peito da loira, ela precisava entender o porquê daquele sonho, o porquê de que toda vez que ela via a morena suas pernas fraquejavam, seu coração acelerava e tudo o que ela tinha vontade era de beijar aqueles lábios vermelhos, assim como no sonho ela tinha vontade de se entregar aos braços da prefeita, se deixar seduzir por aquele jeito de Regina. Emma tinha medo de se perder dentro dos lindos castanhos, e se denunciar, por isso ela não se aprofundava neles e não sustentava o olhar. O porquê de todo aquele desejo era tão óbvio, que ela ainda não havia enxergado, ou fingia que não havia enxergado. Swan tinha uma teoria, e estava pronta para comprová-la, mas pra isso ela iria precisar da ajuda de um certo pirata.

A xerife adentrou o grande corredor, que dava acesso aos quartos, passou pela porta dos aposentos da rainha e se lembrou do dia que todos chegaram na Floresta Encantada, ambas estavam com medo, e olha só um mês bastou para que todos se sentissem em casa novamente. Um sorriso brotou de seus lábios, era sincero, era singelo, pensar na morena despertava os mais puros sentimentos em Emma. Um riso de criança se instalou no ambiente, era contagiante, porém era longínquo demais para vim de dentro do castelo, a loira olhou por todas as janelas, e já descendo as escadarias olhou naquela janela enorme que dava visão completa de todo o jardim, sorriu com a cena que se fazia presente naquele local, constatou imediatamente que a risada era de um certo garotinho.

Regina corria atrás de Roland por toda a extensão verde, e quando o mesmo cansava ela o surpreendia com cócegas fazendo o pequeno explodir em gargalhadas, Henry os seguia, correndo atrás de sua mãe. Um sentimento de felicidade preencheu aquele órgão oco que a loira carregava no peito, a cena era encantadora. Só não se tornou mais agradável para a loira, por que ela viu um certo ladrão se aproximar da morena arrancando-lhe um beijo de seus lábios. Se alguém visse o estado de Swan naquele momento não saberia dizer o porquê de tanta raiva transparecida em seus olhos que de verdes estavam escuros, seus punhos cerrados, seu peito ardia, seus olhos piscavam freneticamente querendo “acordar” daquele pesadelo, porém mal sabia a loira que ao beijar o arqueiro Regina se sentia mais perdida do que no dia em que chegaram, o que estava brotando dentro de ambas era um sentimento mútuo, que surgia calmamente e ia crescendo.

– Emma, você está bem? – Sua voz entrou pelos ouvidos de Swan, arrancando um grito da garganta da mesma. Seu riso frouxo fez a loira rir também.

– Que susto Pai. – Seus braços rodearam o pescoço do homem. – Estou bem, porque não estaria? – Perguntou a loira na inocência, torcendo para que David não tivesse visto suas reações.

– Não sei, estava com um olhar fixo e raivoso no jardim. – Ele deu de ombros, descendo as escadas acompanhado da loira. “Droga.” pensou Emma. – Queria bater em quem no jardim? – David se permitiu parar e fixar seus olhos nos olhos da xerife que pareciam perdidos. Seu tom era zombeteiro.

– Pai, é impressão sua! – Tentou de todas as formas cortar o assunto, se martirizava mentalmente por aquele pequeno deslize. Desceu apressadamente alguns degraus. – Impressão sua. – Repetiu a frase, tentando soar o mais convincente possível, tanto para o pai quanto para si mesma.

– A mim tu não enganas Emma Swan, entretanto sei que quando estiver pronta me contará o que se passa nessa cabeça. Agora vem. – Segurou as mãos da mulher. – Sua mãe está nossa espera, ela quer te contar uma coisa.

Emma sabia o quão perceptivo seu pai poderia ser algumas vezes, e agradeceu com um sorriso por aquele gesto. Ela já não conseguia esconder daqueles que a rodeavam tais sentimentos, e seu subconsciente a xingava por não saber controlar o que sentia, mas afinal o que ela sentia? O que era aquele turbilhão de sensações que só de pronunciar o nome daquela morena, seu físico e seu emocional se abalavam? Eram muitas perguntas que a mesma repetia a si mesma, e as respostas não eram tão satisfatórias, pelo menos não agora. Piscou lentamente afastando tais devaneios, não queria pensar em mais nada. Adentrou a enorme sala do castelo, onde Snow estava sentada em frente a lareira.

– Mary, você queria falar comigo? – Sentou-se do lado de sua mãe, recebendo um abraço caloroso da mesma.

– Sim Emma, só vou esperar David que foi chamar Regina e os outros, tenho um comunicado a fazer.

Emma nem havia percebido que seu pai não estava presente ao seu lado desde as escadas, e ao ouvir o nome da Rainha um arrepio se instalou em sua espinha. Afundou-se como uma criança no estofado de couro enquanto seu cotovelo direito se apoiava no braço do mesmo. Emma remexia no celular como se algo muito interessante surgisse do mesmo, tendo em consideração o fato de que o rolar de dedos a fazia ter mais calma e, naquele momento era o que a loira precisava.

– Mesmo com toda a mudança certas coisas você não deixa para trás, hein? — Snow lançou lhe um olhar repreensivo, o que fez com que a mulher sentada depositasse o aparelho no bolso da jaqueta, um sorriso fraco brotou em seus lábios.

– Algumas manias nunca mudam, mesmo aquelas desnecessárias e ..

– Sim, senhorita Swan... – Aquela voz sensual lhe interrompeu a fala, Emma calou-se imediatamente, procurando a dona da mesma que se encontrava no portal da enorme sala. A extensão da perna da mulher se arrepiou subitamente com a presença forte da outra no local. — Mas algumas mudanças drásticas são necessárias, como os papéis de parede desse local, que coisa mais horrenda.

Regina cuspia nobremente as palavras, como se seu vocabulário estivesse um patamar adiante do humilde palavreado de uma mera ladra de carros e relógios. Sarcasmo e ironia era uma saída que a Madam Mayor encontrava para não se deixar levar por aqueles cachos loiros e o rosto perfeito. Snow revirava levemente os olhos em protesto com o que acabara de ouvir. Uma tensão se moldou friamente calculada no cômodo, a Rainha caminhou até as mulheres com tanta formosidade, afinal, ela precisava fingir que não estava abalada pela presenta da outra, que os olhos da loira a incriminava, ela quase não resistiu, sua boca abriu em um “o”, sua íris verde brilhava, seu corpo se exaltava. Emma mal percebeu o tom da morena, e quando percebeu tratou de controlar-se e aquietar-se. Endireitou sua postura, virando de costas para a prefeita.

– Então Mary, qual o grande comunicado que precisou reunir todo mundo? – Emma disse por fim, quebrando aquele silêncio que já era constrangedor. Snow respirou fundo.

– David e eu, tivemos essa ideia desde que voltamos para a casa. – Fez uma pequena pausa, umedecendo os lábios. – E estávamos aguardando a hora oportuna e um motivo, para lhes notificar. Bom, motivos nós temos. – Sorriu e olhou pro seu marido que assentia sorrindo, depois passou os olhos pelos demais presentes que ouviam atentamente. – Vamos fazer um baile. – A euforia em sua voz não foi contida, saiu quase que um leve grito. – Porém o motivo, vocês só saberão no dia. – Rostos espantados e olhares perdidos, era a única coisa que Snow via. Seus olhos esbarraram na loira.

– Mas mãe, bailes são de se usar vestidos. – Falou um tanto melancólica. – Não acho que Emma e vestido combine. – Usou a terceira pessoa para referir a si mesma, arrancando um riso de alguns na sala, sua cara não era decepção mas preocupação.

– Acostumada com jaqueta de couro e calça jeans. Aqui as coisas são diferentes princesa. – Regina usou seu melhor tom de gozação, enfatizando a palavra “princesa” e deu de ombros quando seu olhar cruzou com uma Emma um tanto quanto enfurecida.

– Emma, você vai ser a princesa mais linda daquele baile. – Falou carinhosamente a mulher de cabelos curtos, segurando levemente as mãos da filha. – E isto não está aberto à discussão. – Seu tom não era alto, porém era claro, Snow não queria dar brecha para qualquer um opinar em sua decisão.

Emma sentiu um perfume doce e um calor aproximar-se de suas costas, ela não se moveu, conhecia aquele cheiro que a embebedava. Seus olhos ainda fixos em sua mãe que agora conversava animadamente com David e alguns dos anões. Enquanto Regina se aproximava calmamente da loira.

– Apesar da ironia agora a pouco, pela primeira tenho que concordar com Snow, Miss Swan, você vai ser uma princesa e tanto.

Seu tom rouco e sexy se fez presente num sussurro ao pé do ouvido da loira, Emma não podia acreditar que aquilo havia acontecido, ela estava estática. Os lábios de Regina quase tocaram o lóbulo da orelha branca da loira. O corpo da xerife virou-se devagar, seus olhos se cravaram naquela figura que estava posicionada em sua frente, Emma não sabia se fitava a imensidão castanha ou os lábios carnudos e vermelhos. A mulher sorria e a que todos diziam salvadora, a qualquer momento precisaria ser salva. O sorriso da morena se fechou quando uma mão entrelaçou a de Emma, e a arrastou pra longe, não permitindo nem que a mesma agradecesse o elogio.

– Emma. – Sibilou o nome da mesma com euforia, arrastando-a pra longe de Regina.

– Killian. – Proferiu seu nome com pesar, não queria ter saído da perto da outra. Desentrelaçou seus dedos com os do rapaz, caminhando ao lado dele pro jardim. – Eu queria mesmo falar com você.

O casal parou ao lado da grande macieira central do enorme campo verde, pequenos bancos rústicos estavam depositados na grama verde. Emma bateu levemente a mão sobre a superfície do banco, chamando-o o homem para sentar do seu lado.

– Você é um cara maravilhoso ..

– Você está terminando comigo Swan? – Gancho a interrompeu, cortando a linha de raciocino e coragem da mulher.

– Não me interrompa por favor, me deixe terminar. – Pediu educadamente, o encarando. – Você é um cara maravilhoso, amigo, tem estado sempre do meu lado, me ajudou quando precisei e está mudado, Killian eu gosto muito de você, mas temo que apenas gostar não seja o suficiente por agora. – Seu tom ia se abaixando conforme ela dizia. – Eu não queria ter que fazer isso, de verdade, mas não queria ser desonesta nem com você e nem comigo.

– Swan, eu amo você, mas não posso lhe obrigar a ficar comigo, porém saiba que não irei desistir tão fácil, seu coração será meu.

– Hook por favor, não complique as coisas. – Pedia calmamente, tentando fazer o homem entender sem magoa-lo.

– Tudo bem Love, por hora te deixarei em paz. – Gancho se pôs em pé prontamente, batendo as mãos nas coxas levemente.

O homem virou-se, saindo apressado de lá. Hook não queria demonstrar para a mulher que os esforços da mesma para não magoa-lo havia sido em vão. Emma ainda o observava se afastar, uma lágrima tímida rolou no rosto da loira. Ela não estava triste, bom, talvez estivesse um pouco triste pelo o que acabara de constatar.

– Eu, Emma Swan, estou perdidamente, loucamente, incontrolavelmente apaixonada por Regina Mills.

A loira articulava cada palavra em voz alta, como se não acreditasse no que dizia. Ela estava apaixonada pela morena, isso era evidente Emma não podia negar que seu corpo clamava pela outra, suas pernas fraquejavam e ela perdia o ar. Seus lábios finos eram atraídos pelos grossos e avermelhados da morena, e aqueles castanhos que tanto a chamava, aquela voz que pronunciava seu nome tão melodicamente. Emma estava apaixonada pela morena, e cada detalhe da mesma.

O rosto banhado em lágrimas, o coração acelerado, seus olhos levemente arregalados. Sua expressão era totalmente indecifrável, se alguém a visse agora e perguntasse se estava tudo bem ela não saberia responder. Esse era o estado de Regina após ouvir a confissão da loira, que estava sentada do outro lado da macieira.

Notas finais
E aí lindos, o que acharam ? Comentem pfvr