I'm Not the Enemy

9 Capítulo 9- Dom Verde


Notas iniciais
desculpe a demora para postar, quero agradecer pelos comentários da Aida! e esse capítulo é longo, mas especial... vejo vocês nas notas finais.

Eu tinha três horas e meia para achar a cura. Eu estava morrendo. Não sabia porque, mas a minha ferida na perna estava causando isso. Atravesso os corredores e vejo Clint e o Capitão observando atenciosos a sala de enfermagem. Eles olham para mim franzindo a testa e abro bruscamente a porta da enfermaria, Bruce examinava um tubo de sangue ao lado de uma mulher alta e ruiva.

–Eu estou bem, agora me deixe sair daqui. -Tony Stark afirmava deitado na maca impaciente.

–Bruce! Eu sei como achar a cura.

A mão de Stark estava estendida e aberta, expondo o corte que conseguiu ao segurar a tela do celular. O machucado estava escurecendo, assim como o meu. Possuíamos o mesmo problema.

–Tire Tony dai, ele está bem. -aproximo de sua cama e ele bufa furioso por não conseguir sair.

Arranco os fios e lacres que o prendem. O Capitão e Clint seguram meus braços assustados com minha ferocidade. Reluto para sair furiosa. Eles não queriam deixar, achavam que tinha algo estranho comigo por eu surgir sem motivo.

–Me soltem! -ordenei.

–Hey. -Thor aparece acompanhado de Furry. -Solte-a agora! Ela está...

–Eu estou morrendo! -gritei e olhei raivosa para Bruce. Eles finalmente me soltaram. Tony levantou da cama massageando os pulsos. -Stark também está. A arma em que a ALRS utilizam possui uma substância que não permite a cura de qualquer ferida. A cada dia, a gravidade piora, a mancha se escurece, nós nos sentimos melhor, mas por dentro estamos morrendo. Loki me fez perceber ao enfiar uma estaca de madeira em mim. Eu não senti praticamente nada. A dor da estaca agravou o corte na minha perna e eu tenho apenas... -confiro o relógio. -Três horas para conseguir a cura!

Todos me olham silenciosos, eu sabia que eles sentiam muito. Eu sai da sala os deixando essa reação e caminhei pelo corredor. Eu tinha a resposta em meus sonhos. A cura estava simplesmente na arma em que eles criaram e eu tinha isolado a da minha irmã no depósito em que ela me atacou. Uma mão segura meu braço.

–Flyer. Você está bem? -pergunta o Capitão.

–Estou a cada minuto melhor.

Corro e ele me acompanha. Voltamos ao depósito, o mesmo local do nosso ultimo beijo. Então começo a procurar a arma dentro do avião e não acho. Olho para os lados e avisto alguns caixotes de madeira, a pistola estava ali atrás. Ela era diferente, possuía um líquido neon laranja.

–Tem certeza que é isso? -ele pergunta.

–Sim, onde está o Bruce e o Tony?

–No laboratório.

Mesmo eu querendo estar aflita, afinal, eu morreria em duas horas e cinquenta minutos, eu me sentia energética e animada. Olho para trás, para Steve, e sorrio para ele. Ok. Eu não conseguia controlar meus sentimentos. Me aproximo dele e o beijo. Um beijo lento, romântico e eu não conseguia soltá-lo. Minhas mãos estão entrelaçadas em volta do seu pescoço e apenas percebo cinco minutos depois quando ele rompi o beijo.

–Precisamos ir Flyer, eu não quero te perder. -diz triste, mas fez meu coração acelerar e sorrio.

–Desculpa, eu não sei porque fiz isso. Estou me sentindo estranha. -abaixo a cabeça franzindo a testa e depois sorrio.

Eu estava assustadora. Praticamente bipolar. Corro pelo corredor e chego ao laboratório. Bato na porta de vidro, apenas para provocá-los. Bruce e Stark param o que estão fazendo e vem abrir para mim.

–Esta tudo bem? -pergunta o bilionario.

–Não sei. Eu acho que isso é a solução. -entrego para eles.

–Acha que tem capacidade para ajudar? -pergunta Bruce preocupado.

–Claro! -sorrio.

Bruce examinava o sangue do Tony, enquanto eu e ele dissolvíamos o líquido laranja da arma. Era repleto de ácidos e radiação, como deduzíamos. O doutor encontrou uma substância desconhecida no nosso sangue.

–Provavelmente deve ser coisa de outro planeta. -reflito.

–Ou humana mesmo. Nós adoramos criar coisas para massacrar nossa própria raça. Não duvido que seja mais um tipo de arma química. -concluiu Stark.

–Vamos testar. -diz Bruce cruzando os braços e olhamos para ele assuatdo.

–Mas já?

–Sim. Adicionaremos base nessa substância. -contou o doutor.

Adicionamos todo tipo de base para gerar um pH estável. Algo que não prejudique, apenas que amenize o dano. E também colocamos a substância desconhecida. Me ofereci para ser a cobaia. Resolvemos manter apenas nós três ali dentro, para não criar distrações.

Sentei na cadeira com medo. Eu odiava ações cirúrgicas. Fechei os olhos e sinto a agulha entrar em minha veia do pulso. Tony corta minha calça com uma faça e esperamos o meu machucado reagir. Aos poucos as manchas se escurassem e meu coração treme. Minha respiração se torna ofegante e o machucado é cicatrizado.

–Meu deus! -nos abraçamos.

–Funcionou. -me sinto aliviada. -Stark, é sua vez.

Ele bufa e senta no meu lugar, não olho para as etapas de sua cura. Olho para minha perna e passo minha mão gentilmente pela pele lisa. Sorrio, realmente sorrio, sem efeitos de alteração de humor. A mão de Tony também voltou ao normal. Procuro a única pessoa que queria ver, vejo Steve sentado em uma mesa com Pepper, Clint, Romanoff e Thor. Eles estavam sérios, aguardando. Furry mexia em seu computador próximo dali.

–Deu certo. -apareço.

Escuto comemorações, enquanto eu abraço Steve fortemente. Meu estado era de pleno cansaço. Foram três dias que eu não estava em mim. A substância alterou todos os meus humores e sentimentos. Minha roupa estava suja de sangue pela estaca que Loki enfiou em mim e minha calça rasgada.

–Como? -perguntou Steve aliviado.

–Eu não sei como! -sorrio.

Abraço a todos e inclusive Pepper, que tive um enorme prazer em conhecer. Estava um clima tão agradável, agora Stark contava piadas sobre como eu não conseguia me concentrar no laboratório,

–Ela estava morrendo e ria por qualquer coisa que eu falava! -zombou e todos riram. -Você estava alterada.

Ele apontou para mim e acabo rindo com todos. Eu apenas queria um belo banho, não estava me sentindo bem. Fecho a cara, eu era a única que não estava rindo das piadas. Thor se aproxima de mim.

–Esta tudo bem?

–Não, alguma coisa está acontecendo. Estou me sentindo estranha.

–Você está mais branca do que a segunda lua. -ele cria sua própria piada e não compreendo pois não sou de Asgard. -Furry, precisamos levar Flyer para Migard. As curandeiras disseram isso.

–Estamos em Migard. -insistiu Furry.

–Precisamos ir para Misgard! -exclamou Thor e a sala ficou em silêncio, até então barulhenta.

Steve olha para baixo, especificamente, para mim,e percebe o quão estranha estou. Eu me sentia a ponto de desmaiar, meu pensamento estava lento. Abraço o Capitão e descanso a cabeça em seu peito. Eles fariam alguma piada, mas viam o quanto eu me sentia mal. Eu queria dormir, mas não conseguia, mesmo fechando os olhos e Steve afagando meus cabelos.

–Leve-nos para o chão. -ordenou Bruce.

–Não tem como. Terão que pegar algum avião. -explica Furry. -E os terremotos que estão acontecendo?

–Os terremotos não são nada, ela está mal.

–Eu dirijo. -Natasha se oferece.

Eu não escuto mais nada, um barulho estridente tampa meu audio, isso apareceu somente para mim, pois todos continuavam conversando. Crio esforço para olhar para o outro lado, Pepper falava alguma coisa comigo, mas eu não conseguia escutar. Então, por estar tão cansada, balanço a cabeça positivamente. Fecho os olhos e ainda via tudo lento dentro de minha cabeça. Steve me carrega e de repente estamos dentro de um avião.

–Precisa de algo? -perguntou Pepper preocupada.

–Não.

Ela parecia ser uma ótima pessoa, eu adoraria que fosse minha mãe. Os Vingadores estavam um pouco silenciosos e graças a Nathasa, meu desgosto por ela diminuiu, chegamos rápido ao heliporto da Torre Stark, a casa do Tony em Nova York.

–Porque tudo esta escuro? -estranho olhando em volta.

O vento forte batia em meu rosto, o sol começava a se por. Pude perceber a enorme altura que estávamos e senti borboletas em meu estômago, mesmo estando nos braços do Capitão.

–Os terremotos estão dificultando a geração de energia. -explicou Tony se aproximando de mim com aqueles olhos negros. -Esta acontecendo no mundo inteiro.

–No mundo inteiro? Como? Steve, me ponha no chão. Estou melhorando. Obrigada. -agradeci ficando de pé.

Chego perto da beira e vejo as árvores, do tamanho de formigas, secas e com poucas folhas. Sinto meu coração se entristecer também, a cidade toda parecia sem vida. Nova York não era nada nessa situação. Respiro fundo e me afasto. A casa do Tony era extremamente luxuosa por dentro, imediatamente ele serviu whisky para todos. Até as flores da casa estavam secas.

–Para ela não. -ordenou Bruce e o bilionario rendeu as mãos. -É serio, ela não pode.

–Tudo bem Doutor.

–Quem gosta de pizza? -pergunta Tony.

Não havia ninguém que não gostasse, até mesmo Steve sabia o que era. Correção, Thor ficou confuso.

–O que é pizza? -perguntou e eu ri alto.

O rosto de todos se iluminaram. E eu ainda achava engraçado Thor não saber o que era a melhor coisa do mundo. Sento no balcão e o olhar de Tony se arregala. Ele aponta para as flores. Elas voltaram a vida. O tom rosa retornou imediatamente, até mesmo as pétalas caídas recuperaram as cores, e as folhas deixaram de ser secas.

–Elas estão vivas de novo! -Pepper exclamou desacreditada.

Escutamos um barulho. As luzes dos prédios voltaram rapidamente. Todas se acenderam. Também capto uma voz robótica desejando boas vindas e me assusto. Stark agradece alto, não sei a quem, pela energia ter voltado.

–Jarvis!

–Olá senhor, senti sua falta. Boa noite Vingadores, Srta. Pepper e...

–Flyer Romanov. -me apresentei olhando em volta. -Quem é?

–O mordomo virtual. -respondeu Pepper.

–Jarvir encomende pizzas. Precisamos comemorar. -ordenou Stark.

–Comemorar o que senhor? -estranhou o mordomo.

–A sua volta! -o milionário falou obviamente.

–Não precisava senhor.

Olho para o jarro de flores em cima do balcão do bar do Tony, elas estavam lindas! Seguro uma em minhas mãos e brinco com as folhas.

–Tony, você quase morreu e agora vai pedir pizza? -repreende Pepper.

Todos rimos, apenas Potts conseguia controlar toda euforia do Stark. Voltei a brincar com a rosa e vi que ela havia se multiplicado em duas. O ramo praticamente se dividiu em duas rosas. Deixo a flor cair no chão.

–O que foi? -disse Clint.

–Vocês viram? -fiquei assustada.

–Flores nasceram sozinhas. -Bruce falou.

Thor levanta do sofá e se aproxima de mim, pegando a rosa no chão. Ele me entrega a flor novamente e outra rosa se nasce. Em um mesmo ramo, haviam três. Os outros estavam tão assustados quando eu. Ainda estava perplexa.

–Seus olhos estão brilhando. -reparou Nathasha.

–Estão verde.

–O dom verde! Você é especial. -Thor retomou as frases falada pela curandeira e por Loki. -Obviamente, a senhorita domina a terra.

Notas finais
mesmo não achando que mereçam, postei. mas infelizmente estou desanimada a postar com os poucos comentários... sério mesmo. é horrível isso. espero que vocês não me desapontem.