I'm Not Okay

19 19 - Whatahell!?


Já na porta da sala, fiquei por um tempo com a mão descansada no trinco. Eu hesitei em abrir, pois sabia que o inferno voltaria a reinar na cabecinha do pequeno Iero, e a última coisa qeu eu queria era esquecer daquele momento mágico que eu havia passado com o Gee.

Mrs. Chatsson- O senhor vai ficar parado aí o dia todo? -falou abrindo a porta, me olhando com a cara mais insuportável do mundo.

Eu me dirigi para os fundos da sala.

"Ô raparigazinha."

Sentei-me na cadeira e comecei a pensar no Gee.

Eu não sabia definir o ue sentia por ele, e isso até me assustava, mas o que havia acontecido foi maravilhoso. entre a gente tinha cido maravilhoso.

"MARAVILHOSO!"

O jeito como ele fazia tudo parecer perfeito até quando a única coisa que faltava era eu cavar um buraco dentro do meu próprio estômago. Quer dizer, eu até havia me esquecido da Nestor.garoto, não mesmo.

"Seria eu... Gay?"

Puta, isso realmente seria um desastre. O que os meus papais iriam pensar, ou melhor, fazer? "Como se já não basteasse ser um inútil ainda é um homossexualsinho doido pra dar a bunda pra o melhor amigo boneca."

"Ah, é?"

Quem disse que eu devia dar alguma satisfação pra eles? Imagina: Frank bate na porta do escritório do pai. 'Pai, eu sou gay.', 'Ah, filho. Só toma cuidado pra não virar gay.'. Eles nem sequer tentavam me ouvir.

Ah, e fora isso, aquela aula estava um saco.

Em outras épocas eu mal podia esperar para que o sinal tocasse, talvez já não fosse assim agora, não depois daquilo. Eu tava com aquele consumidor friozinho na barriga, e eu tinha certeza que meu coração iria tentar sair pela minha boca a qualquer momento quando o sinal tocasse.

Como eu deveria agir?

Ray- Frank, estudou pra prova?

Eu- Eu? Ahn? Ah, prova? Que prova?

Ray- Acho que a prova de... De... -virou-se. -hey Bob, prova de que na sexta?

B- Tem prova sexta?

"Santa inultilidade."

Ray- Acho que é matemática. Eu ACHO.

"Mais. Que. Porra."

Eu- merda! -e bati com a testa na banca. -cara, eu tô muito fodido.

Ray- É Iero, você tá tão fodido.

"Ô, lambrisgóide. Qual o seu problema?"

Como se o Raymond fosse um NERD. Ele ainda conseguia ser mais estúpido do que eu, e não me pergunte como.

Mrs. Chatsson — Srta. Jamia, poderia vir ateh o quadro por favor?

Ao ouvir seu nome foi como se o meu mundo rivesse parado. Direcionei minha visão para ela e gelei. Desejei que o Gee não tivesse chegado de viagem, que aquilo não tivesse acontecido e que eu ainda tivesse cochilando na minha cama.

"Agora é tarde e Inês é morta."

Era como se eu estivesse traindo a mim e a Jamia, memso nçao tendo nada ainda com ela.

"Tá, mas, o Gee e..."

Ela me olhou. E sim, toda vez que a Nestor me olhava eu tinha vontade de DESAPARECER. Digo, o que ela pensava quando me via? Senti meu rosto corar.

"Mas. Que. Diabos."

Eu bem que podia morrer. Pra onde eu iria quando morresse?

"Vai saber..."

Por que eu iria morrer quando estava tendo a atenção das duas pessoas que mais me eram importantes no mundo? Hã? Hã? Hã?

"Porque você é um porquinho e ninguém gosta de quem faz 'ronc-ronc'."

Minha sinceridade para comigo me abalava, memso. Mas era a realidade e eu não podia fugir dela. Ou podia?

Huh, lembrei-me da cena de duas noites atrás. A mãe de Frank entra em seu quarto. 'Mas que diabos você está fazendo com o meu colírio?', 'ah, mãe.... Só queria ver em quanto tempo um pingo consegue ultrapassar a folha de ofício.' Às únicas conclusões em que cheguei foram: Nunca mais gaste o colírio da velha porque você corre o risco de levar um tapa na cebaça; e que o tempo gasto foi 5 minutos.

O sinal tocou.