Notas iniciais
oiiii leitoras !
adorei todos os reviews, muito obrigada por lerem a fic
boa leitura !

Alice’s POV

No Capitulo Anterior ...

– Voce é uma inútil mesmo ! –ele me jogou no chão e saiu pela porta, a batendo e fazendo o barulho ecoar pelo apartamento.

Levantei do chão com o braço marcado de vermelho e fui para meu quarto. Deitei na cama com cuidado, pensando de como poderia ser se minha mãe ainda estivesse aqui comigo. Mas ela morreu. E por culpa minha. E finalmente, deixei minhas lagrimas saírem.

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Frank’s POV

Ao sair da casa de Brian, sentei na cadeira da minha escrivaninha e liguei o meu computador. Ler que eu não vou... e nem fazer os deveres, então fuck this shit, vou fazer uma coisa que me agrade. Enquanto a lerdeza ligava e conectava com a internet, tirei o celular da minha mochila e tinha dez chamadas não atendidas de Gerard. Vish. Disquei seu numero e esperei ele atender.

- Alo, Gerard?

- Frank? Seu baixinho maldito ! –ele gritou puto da vida.

- Acalma seus hormônios Gee. O que aconteceu ?

- Eu liguei inúmeras vezes pro Matt pra saber o que tinha acontecido ontem a noite e so hoje ele me retornou. E sabe o que ele disse? –puta merda... vou fingir de retardado mental ne !

- O que ?

- Ele disse que VOCE falou que eu fui embora antes !!! Eu fiquei igual um idiota rodando aquela porra de boate procurando algum de vocês !

- Mas eu pensei que você tinha ido, oras ... eu não tinha achado você la depois de... –me deu um nó na garganta.

- Gerd... para de gritar, eu quero dormir... –ouvi uma voz feminina extremamente irritante do outro lado da linha. Claro, ele transou com a vadia Z.

- Viu “Gerd” ? –viz uma voz fina e irônica. –Para de gritar e deixa sua namoradinha dormir. Agora, se você me dá licença, eu vou sair. –e desliguei sem esperar uma resposta.

Aff que garoto mais abusado ! Ele me liga, me chinga porque eu disse uma mentirinha boba e ainda reclama, sendo que ele dormiu com a namorada. Retardado... Senti o meu nariz arder um pouco e meus olhos lagrimejarem. Mas não, não iria chorar por esse cara. Não mais....

Zacky’s POV

O final de semana passou bem rápido e não recebi noticias de ninguém, somente alguma coisa de um Gerard puto, mas eu não entendi nada mesmo, então a minha resposta foi um mero “ah ta”.

Domingo, eu abri a minha mochila para ver se tinha algum dever de casa pra segunda. Matemática. Não, eu não gosto de números... eu chego mais cedo e copio. Pronto, dever feito. Fiquei rodando na minha cadeira, passeando pelo quarto e rindo igual um retardado mental. Bati o pé na cama e decidi parar de ser criançinha. Mas aquilo foi muito legal... Enfim. Puxei minha guitarra, coloquei a correia, liguei no amplificador e fiquei tocando Master Of Puppets do Metallica na maior altura. Pelo menos a minha mãe esta trabalhando na cafeteria agora... Depois de tocar inúmeras musicas e terminar o meu show super foda, agradeci meus fãs (leia-se: o travesseiro, computador e cadeira) e fui andar um pouquinho na rua. Não curto muito ficar preso...

Coloquei minha blusa linda maravilhosa do Misfits, um jeans velho, all star, peguei meu celular, carteira, chaves e sai. Andar sem rumo é bem cara de Zachary mesmo...

Decidi ir em um parque não muito longe dali e com certeza, aquele lugar guardava valiosas lembranças. Lembro que eu, Brian, Matt, Jimmy e Johnny ficamos bêbados de verdade pela primeira vez ali. Vomitamos por todo canto e o Jimmy correu atrás de todo pato que tinha na beira do lago. Esse cara é viciadão em patos...

Sentei em um banquinho e fiquei olhando o céu que continha algumas nuvens, mas nada demais. He He He... alguma coisa ta vibrando na minha bunda. Meu celular, não levem para o lado da maldade ! Nem liguei em olhar no identificador e atendi.

- Alo ?

- Alo, Zacky ?

- Uhum... quem é ?

- Thomas, da sala. –Thomas não era exatamente meu amigo, mas nós conversamos bastante e nos damos bem também. Ele também faz parte do time de baseball.

- Aaaaah, fala Thomas ! –disse animado.

- Semana que vem eu to a fim de fazer uma festa aqui em casa porque os meus pais vão viajar e confiaram em mim a ficar uma semana completinha sozinho. Ta a fim de vir ? Vai ser uma festinha a fantasia e eu vou lotar essa casa ate não caber mais ! –se vocês pensaram que Thomas é um bêbado que fica de pau duro so de pensar em festas, acertou. Esse cara é conhecido na escola por fazer as melhores festas do ano.

- Demoro ! Sexta, sábado ou domingo ? –o que ? Domingo tambem é final de semana.

- No sábado. Começa as onze da noite. O alcool vai rolar solto nesse lugar, Baker ! –ele disse gargalhando e eu o acompanhei.

- Otimo. Nos vemos amanha na escola. E chega mais cedo que eu vou copiar o dever de matemática de você.

- Nem fudendo, gordo. Tchau. –e desligou.

Thomas é do tipo rico e eu já fui em sua casa mês passado para fazer uma maquete de um trabalho e é realmente enorme. Tem piscina, quadra, dois andares, casa cheinha de quartos... cara, vai rolar muita putaria la... mas é bem a cara dele.

Enrolei mais um tempo no parque e passei na cafeteria que minha mãe estava trabalhando. Não estava muito cheia, so com uns dois casais e uma mesa com um grupo de dois caras com uns vinte e cinco anos. Minha mãe, não notando a minha presença, foi atender esses caras e eu fiquei de olho. Cuido da minha mãe desde que o meu pai nos abandonou quando eu tinha cinco anos de idade.

- Bom dia garotos, qual é o pedido ? –minha mãe é uma graça mesmo, não?

- Dois cafés fortes. –um moreno falou seco enquanto minha mãe anotava. –O que você ainda ta fazendo aqui? Vai logo trabalhar trazer o nosso pedido ! –ela apenas o olhou e saiu.

Cara, como eu odiei esses caras. Meu sangue ferveu, mas eu sabia que não podia fazer nada para atrapalhar o trabalho dela. Logo, os dois cafés estavam na mesa deles. O moreno (o que eu mais odiei) olhou minha mãe de cima a baixo e quando ela se virou, deu um tapa em sua bunda. Não, aquilo era demais pra mim. Levantei rápido da minha mesa e acertei o nariz dele com um soco. Seu amigo, um cabeludo, agarrou meus braços, me deixando imóvel enquanto o outro me deu uma joelhada na minha barriga. Minha mãe, entrando em desespero, jogou o bloquinho dos pedidos no chão e começou a tentar nos separar. Não demorou que o gerente do local chegasse gritando e a pessoa que eu menos esperava também. Alice. Ela estava com o uniforme da cafeteria e nos olhava assustada.

- Zacky, o que você esta fazendo ???????? –minha mae gritou com lagrimas nos olhos enquanto o gerente chingava ate a nossa quinta geração.

- Voce viu o que ele fez com você, mãe !

- Isso não é desculpa, Zachary ! –e ela me deu um tapão na cabeça.

- Maria Baker ! –o gerente careca a chamou. –Esse homem é seu filho ? –ele apontou o dedo roliço e vermelho na minha cara.

- É sim, senhor Johnson. –ela respondeu de cabeça baixa. Aqueles dois animais malucos já tinham sido expulsos.

- O tire daqui ! Agora ! E depois, passe na minha sala que vamos ter uma conversa seria. –ele disse e entrou nos fundos da lanchonete.

- Mae... desculpa.... –eu disse de cabeça baixa.

- Esqueça isso Zacky, só... vá para casa e hoje a noite nós conversamos.

- Ta... –e eu fui embora tentando ignorar o fato de Alice ter me visto apanhar. Poxa, que coisa vergonhosa..

Porra, por que eu tenho que estragar tudo? Fui o mais rápido possível para casa, fiz um miojo e o devorei em só uma mordida. Procurei um remédio para dor de cabeça e me joguei no sofá, cochilando.

Acordei com a porta sendo aberta e batida com força. Era minha mãe, com a cara vermelha e olhos inchados. Puta merda, o que eu fiz ?

- Zachary James Baker !!!!! –ela gritou, jogando a bolsa na bancada da cozinha e chegando perto de mim.

- Mae... se acalma ! –eu disse pronto para levar uma chinelada na minha bunda.

- Por que você atacou eles ? Não importa o que eles façam, esse é o meu trabalho, Zacky ! Graças a você eu fui demitida ! Ta satisfeito agora ? –ela gritou, puxando uns cabelos e sentando no braço do sofá.

- Mae... –eu tentei falar mas ela me calou.

- Suba e vá dormir.

- Mas...

- AGORA ! –ela gritou e eu não hesitei.

Tive que dormir com a dor de cabeça mesmo porque aquele remédio de merda não adiantou.

BIIIIII

BIIIIIIIIII

BIIIIIIIIIIIIIII

Aquele barulhinho irritante do despertador preto começou a tocar praticamente furando meus tímpanos e eu dei um soco no mesmo, que marcava seis horas e meia da manha em números brancos neon. Passei a mao na testa e me arrastei ate meu guarda roupa. Peguei minha toalha, entrei no Box e tomei um banho bem quente para relaxar. As primeiras peças de roupa que apareceram na minha frente foi uma calça jeans cinza escura quase preta, o all star de ontem, um casaco qualquer (estava meio frio) e uma blusa do Jack Daniel’s. O que foi? Eu não ligo sobre o que os professores vão falar de mim mesmo ! Passei perfume, coloquei a mochila sobre meus ombros e fui para a cozinha. Sem nenhuma alma viva... é, minha mãe deve estar dormindo para descansar desses dois anos trabalhando todos os dias da semana naquela porra de cafeteria e ela não ia levantar nem fudendo para fazer alguma coisa para eu comer e como eu não sei cozinhar, sai do apartamento com a barriga roncando. Encontrei Alice, que estava descendo as escadas com uma calça jeans preta, uma blusa de mangas compridas preta e vermelha do AC/DC um pouco larga, cabelo preso em um rabo alto e a mochila nas costas.

- Bom dia... –eu disse bocejando, descendo as escadas ao seu lado.

- Bom dia, Daniel’s. –ela disse sorrindo fraco.

- Han ? –não me julguem, sou lerdo.

- Sua blusa.

- Ah ta... –e o silencio de instalou ate chegarmos na rua.

- Por que você atacou aqueles dois caras na cafeteria ontem ? –ela perguntou de cabeça baixa.

- Ah é... você viu. –ri sem graça. –Porque eles desrespeitaram a minha mãe.

- Eu não sabia que Maria era sua mãe... eu pensei que o sobrenome era so conhecidencia... e os olhos também. Você tem os olhos dela.

- Pois é... –disse sentindo o meu rosto ferver.

- Ui, ta frio ! –ela disse abraçando o próprio corpo e rindo.

Não disse nada, só ri junto e a abracei. Não me julgue, a menina ta com frio. Ela deitou a cabeça no meu ombro (uma coisa que eu nunca imaginaria que ela fizesse) e continuamos a trajetória ate o inferno... quer dizer... escola.

- Voce vai na festa do Thomas ? –ela perguntou.

- Vou e você?

- Logico ! –ela disse risonha. –So ainda não sei do que eu vou me fantasiar.

- Muito menos eu, eu sou do tipo de cara que decide essas coisas em cima da hora...

- Ah, é melhor não vacilar porque se você for feio na festa do Thomas, vai ficar marcado pro resto da vida !

- Eu vou começar a pensar em uma fantasia então...

- Quer que eu te ajude hoje a tarde ? Hoje o meu trabalho so começa cinco da tarde.

- Pode ser... –disse. Ta, eu devia estar igual um tomate porque ela me olhou e soltou um risinho.

Finalmente entramos na escola e ela estava vazia, com pouquíssimos alunos todos agasalhados. Vi o “grupinho de populares” de Alice e eles a chamaram, me olhando com desprezo.

- Hmmm... é melhor eu ir... –ela disse. –Tchau.

- Tch- — não consegui terminar de falar porque eu gaguejei, por causa do beijo na bochecha que ela depositou. Deu um risinho e saiu para os amigos.

Entrei na sala ainda com um pouco de vergonha e tinha um nerd estudando. Perfeito. Dei um tapa em sua costas e falei altoritario.

- Me da o dever de matemática. –e ele me passou tremendo de medo. Há há há é tão engraçado ver esses nerds cagando de medo de mim...

Copiei tudo mais ou menos e joguei o caderno do menino na mesa dele, o fazendo pular de susto. Eu ri e abaixei minha cabeça, colocando os fones de ouvido e fechando os olhos.