Notas iniciais
parei de enrolaçao com esses dois haha boa leitura

Gerard’s POV

No Capitulo Anterior...

– GERAAAAAAAAAAAAAAAARD !!!!! –Brian gritou, mas não era um grito totalmente bêbado.

– Que foi, demônio? –disse gargalhando e bebendo mais. –Eu não vou te dar da minha vodka... EEEEEEEEEEEEEEU paguei....

– O MOIKEY TA MORREEEEEENDO !!!!!

COMO ???????? Olhei para Mikey com todas as minhas forças para que o meu lado ainda sóbrio predominasse e vi que ele estava tendo uma crise de asma. Já estava vermelho e não conseguia falar nada, so chorava.

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Frank’s POV

– O MOIKEY TA MORREEEEEENDO !!!!! –Brian gritou e mesmo meio que alterado com a bebida, quase tive um ataque cardíaco quando vi Mikey não conseguindo respirar.

Gerard, como é obvio, entrou em desespero e começou a bater em suas costas como se fosse um retardado mental e tivesse um pão entalado na guela.

- GERARD SEU IDIOTA !!!! PARA DE BATER NELE QUE PIORA !!!!! –eu gritei para ele, me levantando na cadeira e correndo para atrás do balcão de bebidas.

Johnny (não o nosso amigo, o dono do bar) tem asma e eu sabia disso porque minha mae era amiga de infância dele. Com certeza ele teria uma bombinha ali. E la estava a figura baixinha e simpática, fumando um cigarro.

- JOHNNY !!!!!!!!!!!! ME EMPRESTA SUA BOMBINHA !!!!!!!!!!

- Como assim Frank, me explica direito ! –ele disse assustado.

- O MIKEY NÃO TA RESPIRANDO DIREITO !!!!!!!

- E quem é Mikey meu Deus ?!

- NÃO INTERESSA QUEM É MIKEY, ME DA LOGO ESSA PORRA ANTES QUE EU APAGUE ESSE CACETE DE CIGARRO NA SUA GARGANTA !!!!!!

Eu gritei com ele e ele logo começou a remexer como um maluco em sua mochila.

- VAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI !!!!!!!!!

- CALA A BOCA FRANK, ME APRESSAR SO PIORA !!!

- FODA-SE, HOMEM !!!!!!!!!!!

Ele finalmente achou a bendita bombinha e me entregou. Corri ate a mesa que um Mikey estava sufocado, um Gerard batendo nas costas de um Mikey, um Brian gritando como uma menininha, um Zacky gritando com batatas fritas na boca e um Matt pronto para dar um super soco em um Mikey.

- MATT NÃO SOCA ELE !!!!! –eu gritei e com as mãos tremulas, empurrei Gerard para o lado e colocando o oxigênio em Mikey.

- Meu... Deus... –Mikey tentava falar mas ainda estava meio vermelho. –Oh Frank, obrigado !!!!!! –ele pulou em meus braços e me abraçou com toda sua força, o que eu retribui na mesma intensidade.

- Era a minha obrigação como amigo, Miks. –eu disse passando a mão em suas costas para tentar acalma-lo. -Agora eu acho que é melhor o seu irmão te levar pra casa ne? –olhei para Gerard.

- Ele... ele ta certo Mikey. Vamos logo. –Gerard pegou Mikey pelo pulso (mesmo tendo que me empurrar, quase me jogando no chão para fazer o mesmo) e simplesmente as duas figuras desapareceram.

- O que acabou de acontecer? –Jimmy que começava a se acordar perguntou a nós com os olhos vermelhos e gargalhamos alto de sua cara amassada.

- O Moikey quase... –Zacky engoliu as batatas fritas. –morreu.

- Quem é Moikey ? –Johnny, também acordando, perguntou no mesmo estado da lombrigona.

- Longa historia... –eu disse sorrindo. O alivio que eu estava sentindo não podia ser comparado a nada nesse mundo.

Alice’s POV

Depois que Zachary me abandonou no shopping com Michelle e Val DiBenebetto (que eu tive que enrolar por quase duas horas, falando que eu tinha que ir fazer um trabalho), foi para casa.

As almofadas que meu pai normalmente deixava cair no chão estavam de volta em cima do sofá. Oh milagre, quem fez isso? Segui para meu quarto em busca que algo agradável (quem sabe uma namorada que poderia tirar David do álcool ou ele mesmo tentando se livrar dessa porra) mas a única coisa que eu vi, ou melhor, que eu ouvi foram alguns gemidos altos e ate gritos. É lógico, putinha ele traz pra casa e arruma, mas quando é a filha, não.

Entrei no quarto e fechei a porta, esperando que ele não note a minha presença e venha me bater. Me joguei na cama e puxei meu notebook que eu tinha que esconder se não quisesse que David o vendesse e usasse o dinheiro com vodka de baixo da cama e o liguei. Eu acho que sou diferente de todos os outros adolescentes porque ficar enfornada no meu quarto mexendo em uma maquina não me agrada completamente, mas não que eu não goste, claro. Guardei o notebook de novo e liguei a TV, colocando em um canal qualquer e adormecendo.

Acordei com o telefone tocando. Esperava que fosse um dos meus “amigos” se eu posso chamar aquelas criaturas de outro planeta que falam comigo so pela minha aparência mas era Zacky. E ele nunca me ligou... é.

- Alo? –disse coçando os olhos e me sentando.

- Er... oi Alice.

- Hm... Oi? –eu ri um pouco.

- Ta a fim de ir na praia?

- Mas agora? Ta meio friozinho...

- Não era pra nadar, mas tudo bem se você não quiser... –ele parecia triste.

- Não, não ! Não foi o que eu quis dizer ! Hm... –eu não sou muito boa em me explicar. –Claro que quero.

- Otimo ! –é, agora ele já estava mais “animadinho”. –Posso ir ai em cima então?

- Er... –claro que sim, se você quiser apanhar de um bêbado e uma prostituta... –Eu acho que é melhor eu tocar ai a campainha. To meio bagunçado sabe...

- Ta bom então. Hm... tchau.

- Tchau, daqui a pouco passo ai. –e desliguei.

Levantei da cama um pouco mais animada também. Eu já comentei que não gosto de ficar em casa nem um minuto se quer ? E não porque eu tento dar uma de rebeldezinha, mas enfim. Coloquei uma calça jeans cinza com aquelas “manchas” brancas, uma blusa de manga comprida listrada de preto e vermelho e meu all star preto. Passei lápis de olho, delineador, perfume, escovei os dentes e o cabelo e estava pronta. Pois é, eu não sou do tipo que fica uma hora e meia so para me arrumar. Abri de vagar a porta do meu quarto e coloquei a cabeça para fora e sem sinais do meu pai. Perfeito. Saltitei na ponta dos pés para não ser ouvida se onde quer que ele seja e sai sem o celular mesmo para não ser incomodada e fui para o andar de baixo tocar a campainha.

Não demorou também para Zacky aparecer com um moletom preto, jeans rasgado e tênis atrás da porta.

- Por que você teve essa idéia de girico de ir na praia nesse tempo heim Baker? –eu disse sorrindo enquanto ele fechava a porta.

- Sei la, ir na praia de noite é legal. Você já foi ne? –ele disse passando o braço na minha cintura.

- Na verdade não... –ele me olhou assustado. –Minha mãe era super protetora comigo e o meu pai não tem saco pra essas coisas...

- Nem quando você era pequena?

- Pois é, nem pequena... e você deve lembrar que eu era um anjinho ne? –fiz uma cara falsamente angelical.

- Ah, claro ! Um anjinho com um super soco, lembra? –ele disse irônico e começamos a gargalhar.

O resto do trajeto foi silencioso, porem confortável. Chegamos na praia que estava somente iluminada pelos postes da rua e a lua. Zacky se sentou na areia e eu sentei entre suas pernas, sentindo ele me abraçando e deitei minha cabeça em seu ombro.

- O que vai acontecer quando a gente se formar? –ele perguntou baixinho no meu ouvido.

- A gente ta no segundo ano ainda cara... –não, eu não sou estraga prazeres.

- Ah, eu sei, mas é so uma curiosidade...

- Bem... pretendo passar de primeira, lógico. Depois, eu vou pra casa da minha tia la em Londres, faço faculdade e finalmente vou ter a minha própria vida la mesmo. E você?

- Não me encaixo em nenhuma profissão sabe... –nos rimos. –Quem sabe eu viro um mendigo... –gargalhei alto abaixando o rosto. –É serio !

- Aham, Baker. E eu tenho cara de palhaça.

- E tem mesmo. –ele disse rindo e eu dei um tapa em sua cabeça.

- Voce realmente não tem nenhum plano pro futuro?

- A minha única chance de crescer na vida é ser guitarrista. Você sabe que eu tenho uma banda com os meninos ne?

- Sei sim, mas nunca ouvi vocês tocarem nada... vocês bem podiam colocar alguns vídeos na internet e quem sabe alguém importante descobre o grande Avenged Sevenfold !

- Eu acho que isso não rola...

- Para de ser pessimista Zé ! Quando eu tiver tempo eu posso ajudar. Agora imagina, daqui a alguns anos, em uma placa grandona –ergui minhas mãos para o alto –Avenged Sevenfold tonight, sold out. –nos rimos.

- É, quem sabe... mas eu não sabia que você queria se livrar de mim de verdade.

- Como assim?

- Ir pra Londres. Se você for, aposto que não volta mais... –ele abaixou a cabeça.

- Eu volto na minha BMW pra te visitar la no seu papelão. Mas relaxa que eu vou comprar um papelão novo pra você dormir e vai ser o melhor dos mendigos na área. –gargalhei da sua cara de bunda.

- Promete só o papelão? –ele sussurou no meu ouvido me fazendo arrepiar.

- A-aham. –isso Alice retardada ! Gagueja mesmo.

- Veremos... –ele fez uma voz sedutora. Meu deus... esse viado... eu acho que eu vou perder meus ovários aqui...

- É o que veremos, Baker. –eu disse dando um tapinha em seu rosto e sai do meio de suas pernas.

Ficamos calados por um tempo somente olhando a lua que refletia no mar. Era tão lindo... Deitei na areia e Zacky deitou do meu lado.

- Puta merda... BALEIA ENCALHADAAAAAA !!!!!!!! –eu gritei e ele em um movimento, ficou em cima de mim, com a mao na minha boca.

- Que isso sua menina maluca ! E se alguém te ouve ????? –ele perguntou meio bravo.

- Essa que é a intenção meu querido... BALEIA EM CIMA DE GAROTA !!!!!!!! SOCOOOO- e eu não consegui terminar de gritar porque ele enfiou o dedo na minha garganta. Que romântico... –Que isso menino... –eu disse tossindo um pouco.

- Desculpa... mas foi o único jeito de te calar. –ele disse baixo com cara de culpado.

- Tinha jeitos bem melhores... –disse mais baixo ainda, somente auditivel pra mim.

- Que ? –ou eu pensei isso ne...

- Nada não...

E eu olhei naquelas orbes verdes grandes e maravilhosas que me cegaram. Realmente, foi difícil sair daquele “transe” que Zacky tinha me causado, mas eu acho que ele estava no mesmo estado. Acordei quando percebi que ele, ainda em cima de mim, começou a aproximar nossos rostos e eu sentia sua respiração cada vez mais próxima da minha... Não ! Não, eu não posso fazer isso !

- Zacky... –sussurei em uma tentativa de faze-lo parar.

- Hm ? –ele resmungou beijando meu pescoço. Ele bebeu, so se for...

Eu ia falar “para com isso”, eu juro !!!!!! Mas no momento que minhas maos entraram em contato com sua pele... eu não resisti. Agarrei os cabelos de sua nuca e o puxei para cima, selando nossos lábios. Ele pediu a passagem e eu concedi de primeira, fazendo nossas línguas disputarem o espaço de nossas bocas. Suas mãos grandes e pesadas passeavam pela extensão da minha coxa, lateral da barriga ate meu pescoço, o que me fazia arrepiar um pouco. Pouco o caralho, arrepiava muito mesmo. Eu o apertava e tentava eliminar todo o espaço que havia entre nossos corpos. Nos afastamos com a respiração descompassada e sem ar. Senti meu rosto esquentar e vi a pele alva dele também ficar vermelhinha.

- Me... me desculpe. –eu disse sem jeito.

- Não... não precisa se desculpar. –ele disse tímido e saiu de cima de mim, se sentando na areia.

Sentei ao seu lado e ficamos naquele silencio desconfortável.

- É melhor eu já ir andando. –eu disse me levantando mas ele segurou minha mao e se levantou rápido.

- Eu te levo... porque... a gente mora no mesmo prédio... –aham Baker, senta lá !

Mas okay ne... fomos andando no mesmo silencio ate nosso fudido prédio. E se vocês pensaram que nós falamos alguma coisa, erraram. Paramos em frente a porta dele.

- Hm... tchau Zacky, ate amanha. –eu disse me virando mas ele foi mais rápido. Me virou pela cintura e selou nossos lábios novamente com calma, me fazendo corar radicalmente.

- Tchau Alice. –e ele entrou.

Esse gay... eu já disse que odeio ele ? Subi devagar ate o andar de cima e abri a porta. La estava meu pai largado no sofá, mas estava acordado com uma garrafinha de cerveja nas mãos. Me olhou com raiva e se levantou, levando um cinto em suas mãos.

Notas finais
oq acharam? comentem ?