Im Never Going to be by Your Side
1 Perda Significativa
Notas iniciais
Estou aqui com a minha SÉTIMA FãnFic U-U Porém, essa será bem curtinha.
Está história foi baseada em fatos reais, mas com uma pequena dramatização para o gênero Shota. Os nomes foram modificados para a preservação dos envolventes da trama; todavia, as idades dos integrantes não foram modificadas.
Não somente a história, mas tudo nessa FãnFic tem um significado, tais como nomes, números, datas e até mesmo a quantidade de palavras tem um significado real. Os significados serão revelados no último capítulo da FãnFic.
Espero que gostem, pois eu estou trazendo informações um pouco quanto antigas, revirando tais coisas do passado para redirecionar para a FãnFic.
Boa Leitura!
I'm Never Going to be by Your Side
Capítulo 1 : Perda Significativa
Oi, eu me chamo Rhuãn Miyo, tenho quatorze anos de idade; minha aparência não é lá a mais chamativa de todas, tenho cabelos extremamente lisos e castanhos, de comprimento médio, olhos de cor mel e um pouco puxados, pele branca e meu tamanho é médio; é, eu acho que é só.
Vocês devem estar pensando: “Nossa, um garoto com essa boa descrição física deve ser muito bonito”; pois bem, se for assim, a única coisa boa é a minha aparência mesmo.
Enquanto à minha família, moro com a minha mãe, meus pais se separaram faz um tempo, o motivo? Até agora não sei definitivamente, mas acredito que seja por dinheiro, já que, meus pais brigavam muito..
Além da separação dos meus pais, eu ainda tenho um irmão de onze anos, que, não tem absolutamente NADA haver comigo. Sua aparência é totalmente o inverso da minha. Meus cabelos são lisos e castanhos, os dele, negros e um tanto quanto crespos; meus olhos de cor mel, os dele negros também; minha pele branca, a dele um tanto morena. Viram só? Totalmente o meu oposto! Ele definitivamente não se parece comigo de jeito nenhum. Enquanto eu com quatorze anos aparento ter dez, ele com onze anos aparenta ter treze ou quatorze!
Eu não estou inventando nada, é tudo verdade! Nossa única e mísera semelhança é que possuímos a letra “R” como inicial do nome, já que, me chamo Rhuãn e ele Rinchi.
Sabe, nunca me dei bem com ele. Nunca fui de falar muito com ele, ele sempre me irrita e faz de tudo para acabar com o meu dia. Eu estaria melhor se eu fosse filho único com certeza.
E pensar que a existência dele é de minha responsabilidade primeiramente.. Quando eu tinha meus dois ou três anos de idade, eu pedia para a minha mãe um irmãozinho, alguém para eu brincar e não me sentir tão só. Quão ingênuo eu era. Minha mãe primeiramente ficou meio receosa, disse que, no apartamento onde morávamos havia vários garotinhos da minha idade para me fazerem companhia, mas eu insistia que o que eu queria era um irmão.
No Fim, olha no que deu, eu certamente me arrependo boa parte. Já que, se não fosse por mim, provavelmente ainda seria filho único até hoje.
Nunca tive um Pai muito presente, todavia não faz muita diferença se ele está ou não morando comigo. Nunca fui de ficar falando vinte e quatro horas por dia com ele; geralmente era apenas um bom dia ou coisas do gênero. Não sei por que, mas, nunca consegui ser aberto com ele, é como se eu tivesse medo.. Afinal, eu realmente tenho, e tenho mais do que motivos para isso. Quando eu era menor, meu pai me batia desnecessariamente diversas vezes, o motivo? Também não faço a mínima ideia. São tantas coisas do qual eu queria tanto saber.. Talvez seja por essas tais “agressões” que eu nunca me abria com ele..
Por “tais” traumas pelo qual passei dentro da minha casa, ou até mesmo na escola, é o principal motivo de eu ser muito fechado, no que resultou no ‘simples’ fato de eu nunca ter conseguido fazer amigos. Não direi nada sobre esses tais ‘traumas’ porque, não me orgulho de forma alguma deles.. Ah! Na verdade, o principal não é isso..
Nos meus sete anos de idade, na primeira série, quando tal palavra “amizade” fez sentido para mim; ‘isto’ certamente começou por ai..
No início da primeira série, mais especificamente desde do dia 07/02/2006, ingressei num tal ‘novo rumo’, no qual eu começaria definitivamente o meu ‘convívio’ escolar. Eu era realmente muito tímido, acredito que seja pelo o que eu passava dentro e fora da minha casa. Graças a essa timidez, eu nunca fui de me enturmar com as outras crianças. Quando a professora pedia para que eu respondesse alguma questão ou algo do tipo, eu raramente aceitava.
Apesar de eu me sentir só, eu acreditava que tudo iria mudar bem rápido, e que aos poucos, encontraria novos colegas e coisas como tal.
Se não estou equivocado, a partir do mês cinco, ou seja, 05/2006 foi quando tudo começou a mudar.. Não me recordo o dia exato, mas o mês certamente ficou “impregnado” na minha mente.
Demorou um tempo, mas finalmente as coisas começaram a melhorar, pelo menos no requisito de amizade escolar. Havia um garoto, do qual seu nome era Aizen Inozaki, ele possuía a minha idade, se não me engano, nossos tamanhos eram similares também. Tal dia, estávamos de aula vaga, portanto, decidi fazer alguma coisa para me livrar do tédio; desenhar é claro. Sempre gostei de desenhos, desde dos meus três anos de idade eu sempre rabiscava seja lá aonde for, desde pedaços de folhas ou até mesmo nos próprios azulejos!
Sobre o que eu desenhava? Um personagem chamado‘Sonic’,sim, o tal famoso ouriço azulado com uma velocidade amedrontadora; o mesmo sempre me chamou atenção pela sua aparência carismática e sua diversidade de poderes.
Voltando ao assunto, tal dia, em uma das aulas vagas, peguei um caderninho no qual eu sempre levava para a escola para fazer tais coisas; então comecei a desenhar o tal personagem. Meus traços eram simples, porém eficazes na hora do entendimento de qual personagem se tratava.
Conforme eu desenhava, Aizen me observava; eu nem estava prestando atenção já que minha mente estava totalmente concentrada no tal desenho, até que, Aizen se aproximou e disse-lhe para mim:
- Nossa! Você também gosta do ‘Sonic’?
- Gosto sim.. –Murmurei baixinho, nem estava prestando atenção nele, meu foco estava cem por cento no desenho.
- Ei, você desenha muito bem! –Aizen disse para mim com um tom alegre, lembro-me que foi a primeira vez que eu vi um sorriso de outra pessoa na minha vida.
- Obrigado.. –O respondi com um pouco de timidez, minha voz sempre foi muito baixa, portanto, às vezes as pessoas não conseguiam me ouvir direito.
Aizen começou a me elogiar cada vez mais, conforme o desenho ia se completando. Com o passar dos dias, Aizen começou a manter contato comigo, nós sempre ficávamos juntos na sala de aula, na educação física e até mesmo no Intervalo.
Foi aí onde tudo começou a melhorar. Tinha feito meu primeiro amigo, no qual eu certamente me dava muito bem. Nós gostávamos das mesmas coisas e possuíamos semelhanças boas e ao mesmo tempo ruins; Tais como o fato de eu e ele não termos o pai presente em casa, Aizen nunca me disse o principal motivo do Pai dele ter saído de casa, mas, pelo que ele me contou, certamente foi abandono do mesmo sem aviso prévio.
Depois de dois meses, certamente no dia sete de julho, Aizen disse para mim que estava começando a desenhar igualmente e que queria me mostrar o que ele havia aprendido. Eu certamente concordei é claro, afinal, nós nos dávamos bem e a alegria em nossos rostos era imediata quando um de nós aprendia algo novo.
Aizen realmente me surpreendeu por completo, ele desenhava muito, mas muito bem mesmo! Os traços dele eram realmente muito semelhantes com o personagem representado no desenho, que, por coincidência, também era o tal ‘Sonic’.
Sempre que eu ou ele tínhamos algum tempo sobrando, nós ficávamos desenhando tais coisas relacionadas ao nosso tal personagem favorito. Até que um dia, tivemos a ideia de fazer algo diferente, tal como um desenho normal, porém, sem preenchimento, era assim: Um fazia o tal contorno do desenho e o outro pintava, era algo bobo, simples, mas que, definitivamente me fez muito, mas muito feliz.
Nós organizávamos da seguinte maneira: Um dia um fazia o desenho, e então o outro levava para a casa e coloria; no dia seguinte, trazia o desenho pintado e o outro dava a sua tal opinião sobre a coloração da ‘obra prima’. Eu e Aizen trocávamos de vez em quando, às vezes eu que desenhava para ele colorir e às vezes era ao contrário.
Algo tão simples, mas que me preenchia por completo. Apenas com isso e coisas tão simples, eu era tão feliz, minha alegria me consumia a cada dia em que eu ia para a escola.
Minha professora era uma pessoa do mais bom e puro coração do qual um ser humano poderia possuir. Era carismática, gentil, explicava totalmente a matéria, tirava dúvidas dos alunos e sempre zelava para com o cuidado dos mesmos. Nunca tive uma professora como ela, tal formosura só encontrei uma vez na vida, ela certamente, merecia o ‘Troféu da Melhor Professora’.
Apesar de que, Aizen e eu conversávamos muito, nunca nos foi chamada a atenção pelo tal ato, muito pelo contrário, a professora se admirava com tal amizade que nós dois possuíamos.
Minha amizade com Aizen foi aumentando cada vez mais, descobrimos tudo um do outro, tais como gostos dos mais derivados assuntos. O aniversário dele era no dia 24/02, a data eu me recordo até hoje. Minha memória nunca foi tão boa, mas, em certos assuntos, ela é muito mais do que boa; tão boa capaz de me projetar para o passado e fazer com que eu VIVA definitivamente tudo outra vez. Às vezes essas tais ‘viagens no tempo’ não são somente de coisas boas, mas também de coisas ruins, de coisas horríveis..
Então chegou o término da Primeira Série. O ano tinha sido ótimo! Aizen e eu tínhamos tirado as notas mais altas de toda a turma. Minha amizade com ele teve este começo que, aparentemente, parecia se tornar algo inefável, sem medidas ou compreensão de tal gloriosa amizade.
Na Segunda Série, aproximadamente no dia 06/02/2007, no início das aulas, Aizen e eu não víamos a hora de nos encontrar novamente e matar as saudades. Nossa amizade se fortaleceu desde então.
Depois de um curto período de tempo, a Professora de Artes pediu para que, os alunos fizessem uma pintura em tela, no qual o tema seria “Algo que vocês realmente gostem, um personagem de desenho ou algo do tipo” Foi essas as palavras da tal professora. Na hora, o que veio na minha mente? O Sonic é claro!
Contei à Aizen sobre a minha ideia para a pintura, porém, ele me disse que também tinha escolhido o Sonic para o trabalho e que eu deveria escolher outro personagem. Eu pensei um pouco, e então decidi que faria um personagem da mesma série, o‘Shadow’, o rival do ouriço.
Alguns dias se passaram, e os trabalhos estavam totalmente prontos. A professora me elogiara por tal beleza em que no meu quadro havia, Aizen também se impressionou, mas, o quadro de Aizen tinha ficado ótimo, para mim, até melhor do que o meu.
Esta mesma pintura em tela, tenho comigo até hoje, está localizada no meu quarto, onde sempre o vejo todos os dias.
O ano se passou muito rapidamente. No decorrer da passagem dos dias, Aizen havia marcado um dia para que eu e ele fôssemos jogar videogame na casa um do outro, e assim, tudo deu certo.
Com uma tremenda coincidência, o tal jogo que jogamos foi:“Sonic Adventure e Sonic Adventure 2”noDreamCast, um console um tanto quanto antigo atualmente. Me lembro que jogamos por horas e horas até cansarmos. E esse ato de ir para a casa um do outro foi se repetindo várias e várias vezes.
Na Terceira Série, algo um pouco diferente aconteceu, eu e Aizen havíamos mudado de salas, e consequentemente de Professoras também.
Minha nova professora era um ‘pé no saco’, sempre brigava com os alunos por qualquer motivo, entre ocasiões, chegava até nos arrastar para o canto da sala. Depois de um tempo eu fiquei sabendo que esta mesma professora era desse jeito por motivos pessoais; a mesma tinha uma filha no qual havia nascido sem o movimento das pernas e havia um marido cujo estava com uma doença grave e no estado terminal. Com essa tal explicação, eu até me senti um pouco ruim por ter ‘odiado’ esta tal professora sem ao menos saber da história dela.
Apesar de estarmos em salas diferentes, Aizen e eu ainda nos víamos no horário de Intervalo e na saída para nos despedirmos. Nossa convivência foi um pouco distanciada por essa tal mudança de classes.
Me lembro que, sempre que tinha algum passeio escolar, eu e Aizen certamente marcávamos de irmos, sendo assim, poderíamos ficar juntos no decorrer da atividade, e tal ato se repetiu conforme a programação da escola era anunciada.
Na Quarta Série, uma coisa um pouco quanto boa aconteceu, Aizen e eu voltamos para a mesma sala de aula e por consequência disso, tínhamos de volta a nossa tão adorável Professora.
Sabendo que, no próximo ano, na Quinta Série, estudaríamos em outra escola já que, na época a escola só tinha até a Quarta Série, Aizen e eu aproveitamos cada segundo juntos, cada momento, cada sorriso, cada aperto de mão, cada desenho que dávamos um para o outro. Nunca fui de dar abraços em Aizen, o motivo? Não sei também; não é como se eu não gostasse dele, é que, nunca fui de receber abraços e por isso, não fazia questão de dar ou de receber tal carinho.
O Ano passou rapidamente, mas dessa vez, muito mais rápido que o anterior. Chegou no tal dia 09/12/2009, minha sala de aula havia feito uma tal recepção de despedida para os alunos, já que, iríamos para escolas diferentes provavelmente.
O Dia foi ótimo, estávamos todos juntos e a Professora também usufruía da tal comemoração, já que, em grande parte era em homenagem a gentileza da tal.
No fim do período escolar do dia, aproximadamente às 11:00 e pouco, a Professora havia nos comunicado para arrumarmos a sala e deixar tudo no lugar. Logo após fazermos isso, nos despedimos da nossa querida Professora. A despedida foi muito difícil, lágrimas saiam dos rostos dos alunos e até mesmo da Professora, pois ela, certamente marcou nossa vida de uma forma incrivelmente ótima, nos dando uma tremenda lição de vida com todos os ensinamentos da qual ela citava no decorrer dos dias.
Como se já não bastasse essa triste despedida, no ano seguinte, antes de começar as aulas da Quinta Série, liguei para Aizen para ver se estava tudo planejado, já que, eu e ele íamos para a mesma escola como combinado de nossas mães.
No decorrer da ligação, Aizen ficou um pouco triste, sua voz estava um pouco rouca e apesar de eu somente o escutá-lo, eu conseguia vê-lo ‘para baixo’ enquanto citava suas palavras por meio do telefone.
Aizen me disse que, estava de mudanças, e que, no dia seguinte já iria se mudar para longe, na verdade, não era tão longe assim, mas, significante para tal afastamento de nossas ‘vidas’.
O motivo era que, a mãe dele vivia de aluguel e havia ‘perdido’ o direito de morar em tal lugar por conta de atrasos de pagamentos da mesma. Graças a isso, Aizen e eu nos separamos por completo, a mãe dele não ia muito com a minha cara que eu me lembre; como eu e ele éramos muito ‘juntos’, ela pensou que um de nós queríamos ‘algo além da amizade’, dá para acreditar? Nós éramos apenas crianças! Isso foi desnecessário, apesar de que, isto é apenas uma hipótese, já que a mãe dele parecia ter um olhar diferente quando se tratava de mim.
Os anos foram se passando, e nada de Aizen, cada vez ele se mudava para mais e mais longe, nossos telefones? Foram trocados é claro, nunca consegui tal informação para pelo menos manter contato nem que seja por meio de ligações.
A Quinta Série foi um ano horrível para mim, nunca havia ficado tão triste com tal separação. Havia perdido a minha tal adorável Professora e o meu melhor amigo em pouco tempo de diferença, dá para acreditar? O quão rápido as coisas passaram para mim, o quão rápido o meu tempo com Aizen se passou.
Até hoje, apesar de nossa separação ainda ser totalmente atual, perdemos realmente o contato. Mesmo com as tais ‘Redes Sociais’ não nos falamos de forma alguma. Não sei o motivo novamente, não sei se ele se esqueceu de mim ou se se cansou de ter eu como amigo.
Às vezes eu posso ser um pouco quanto dramático. Mas, pelo que ouvi diversas vezes de minha mãe ou de outras pessoas pelo qual eu desabafava sobre o assunto, elas sempre diziam:
“Amizade como essa é impossível de se esquecer; vocês certamente irão se reencontrar algum dia e voltarão a ser amigos como era de costume.”
Mas de nada adiantou. Me distanciei inteiramente de Aizen, sua personalidade mudou um pouco, já que, me lembro que falei com ele por uma vez através da Internet e percebi que ele não era o mesmo, ou que pelo menos tinha adquirido outro caráter.
Hoje, só tenho comigo essas tais lembranças no qual eu tenho mais do que ‘perfeitas previsões’ dos tais acontecimentos de Aizen e eu. Alguns desenhos da Primeira Série estão guardado comigo até HOJE; nunca tirei-lhes de uma pequena pasta no qual eu guardo tudo o que foi extremamente importante para mim, sim, uma coisa que se originalizou de uma atitude infantil de quando eu tinha uns cinco anos de idade; mas que, foi seguida a tal ‘tradição’ até hoje.
O Quadro do qual eu fiz naquele tal trabalho de Artes também está comigo até hoje. Memórias, lembranças.. Até hoje consigo ver Aizen e eu brincando nos mais diversos lugares; correndo durante o intervalo e deixando as ‘Tias’ tão loucas que até às vezes iam atrás de nós.
De todos os sorrisos e olhares no qual trocávamos, de tudo, cada detalhezinho, por mais que seja pequeno, está impregnado em minha mente com a mais bela e perfeição definitiva que, certamente, mudou a minha vida por completo.
Oh bela amizade, apesar de não estarmos juntos atualmente; agradeço até a Deus por ter te conhecido:
Aizen Inozaki
I'm Never Going to be by Your Side
Capítulo 1 : Perda Significativa: Fim
Notas finais
Comentem o que acharam do primeiro capítulo!
Até os próximos que, não irão demorar! Hihi!
~Kawaii-kun
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