Im Never Going to be by Your Side
3 Capítulo Adicional I - Aproximação Indevida
I’m never going to be by Your Side
Capítulo Adicional I – Aproximação Indevida
Depois da perda de Minozaki, fiquei com certo desgosto; eu não era uma pessoa ruim, muito menos havia feito algo de errado. Então porque diabos eu perdi Minozaki? E por qual motivo Aldrey havia ficado estranha e ter se distanciado de mim sem dizer uma só palavra e nunca mais ter vindo falar comigo até hoje? Que eu me lembre, nós não tínhamos brigado recentemente, aliás, faz bastante tempo desde que houve algum desentendimento entre nós. Meus ‘colegas’ de classe? Afastaram-se cada vez mais.. Estive sozinho por muito tempo.. Algo que, certamente, me deixou muito triste.
Eu já estava na Oitava Série; já havia se passado mais ou menos cinco anos desde da perda de Aizen e uns três ou quatro meses em que eu não via Minozaki.
De fato, a perda de Aizen me machucou muito mais do que a perda de Minozaki; Minozaki era um pouco estranho, falando aquelas coisas para mim..
Ah! Esqueci de mencionar, mas teve um dia no qual eu fui ao banheiro na escola, e quando fui sair do esmo, Minozaki entrou junto comigo e trancou a porta; aquilo me deixou apavorado, eu mal tinha acabado de fechar o zíper dos meus shorts, e não sou de ficar sem roupas na frente de outra pessoa.
Minozaki se aproximou de mim e disse:
– Se você quiser, eu te ajudo a fazer “xixi branco”.
Eu novamente me assustei com a tal frase dita por ele. O que diabos és “xixi branco”? Me lembro que fiquei com um certo medo dele. Minozaki chegou até se aproximar de minhas ‘partes’, mas eu logo o repreendi e então, sai do banheiro sozinho, deixando Minozaki para trás.
Agora que consegui me “teletransportar” para o passado novamente, me recordo que, uma certa vez, Minozaki foi dormir em minha casa. Meu irmão, Rinchi, era um pé no saco, menino insuportável, chato e irritante. Minozaki também não gostava muito de Richi, afinal ele era realmente chato. Apesar desta ‘desvantagem’, Minozaki disse que queria falar algo ‘a sós’ comigo. Então convenci a minha mãe para arranjar algum lugar diferente para Rinchi dormir aquela noite, para que eu e Minozaki possamos ficar no mesmo quarto.
Antes disso, quando eu tinha ido ao banheiro, ou até mesmo quando fui tomar banho, Minozaki falava que poderia me ajudar com ``Aquilo`` novamente. Eu não entendi o motivo de tanta ambição por ``seja lá o que for`` comigo. Minozaki era bem descontrolado nesse sentido.
Minozaki e eu demoramos um pouco para dormir. Ficamos desenhando, escutando música e conversando durante horas.
Aproximadamente umas duas ou três horas da manhã, eu já estava praticamente dormindo. Nunca fui de dormir tarde, ate porque eu não aguentava de jeito nenhum.
Antes de dormir completamente, Minozaki me chamou mais uma vez:
– Rhuãn, me deixa fazer `aquilo` para você, eu te ensino Rhuãn. Você vai gostar!
Minozaki com essas conversas estranhas de novo? Isso mesmo! Ele disse literalmente a palavra `aquilo`, como se eu soubesse do assunto ou do que ele estava falando.
Minozaki saiu da cama de meu irmão que, havia ficado em sua posse aquele noite, em seguida foi ate a minha cama. Estávamos com a porta fechada e no escuro. Afinal, as pessoas s[o acharam isso `estranho` se fosse um garoto e uma garota não e mesmo? Então o que poderia acontecer?
Eu tinha consciência de que, Minozaki estava apenas blefando, mas logo senti alguém sentar em minha cama. Eu estava deitado, portanto fui me afastando e me movendo para com a parede. Minozaki se aproximou de mim novamente e disse:
– Deixa eu fazer, por favooor. –Disse Minozaki para comigo, em uma foz manhosa.
– F-Fazer o-o que? –Eu disse para Minozaki num tom meio apavorado, ele já me `enchia` com esse assunto já fazia um tempo e eu sentia que não era boa coisa, então novamente eu disse a Minozaki:
– O que você quer fazer comigo?
– Você vai ver, apenas deixe que eu faca `tudo`. –Minozaki tirou o lençol que estava sobre mim e então passou uma de suas mãos em minha branca e lisa. Eu estava de shorts de pijama, que eram um pouco curtos, por tal motivo, senti um arrepio enorme e logo em seguida tirei a mão de Minozaki de cima de minha coxa seminua.
– Minozaki, você esta me assustando.. –Disse para ele com um tom `pra baixo`, eu era muito medroso durante toda a minha vida, afinal sofria da tal realidade que, se consistia no fato de meus pais sempre me baterem da pior forma possível, só de relembrar toda essa violência desnecessária faz com eu sinta um gosto amargo dentro de mim.
Eu estava prestes a chorar quando Minozaki disse que se eu não quisesse que não tinha problema e ele nunca iria insistir novamente.
Apesar de tudo, acredito que a minha decisão foi correta. Ate hoje não sei quais foram as intenções de Minozaki. Aquele dia, Minozaki ficou um pouco desapontado, nos tínhamos uns doze ou treze anos, não me lembro direito.. Mas afinal, do que isso adianta agora? Eu já não vejo Minozaki há meses, e pelo visto ele não fez questão de tentar me procurar..
Não posso falar muito dele, já que, não tentei me aproximar novamente.. Minto, eu tentei algumas vezes, mas Minozaki não deu `muita bola` para isso.
Novamente eu penso se eu o magoei de alguma forma.. Será que foi por causa das minhas rejeições sobre ``aquilo``? Me pergunto o que eu fiz para as pessoas se afastarem de mim de tal forma, e nunca mais olhas se quer no meu rosto..
Sem ter outra opção, em um dia no qual o céu se encontrava aberto da mais bela cor azul, olhei para o mesmo e disse
– Deus, porque Você coloca pessoas que se tornam importantes na minha vida e as tira de forma tão bruta? Se e para continuar dessa forma, prefiro ficar sozinho a me machucar ainda mais..
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