Im In Love Now...
7 Nothing’s fine, we’re torn
Notas iniciais
AH, E PFVR, LEIAM A NOTA DO FIM DO CAPÍTULO!
Enfim ,leiam kkk
- Olá, Samara. – Harry disse, respirando fundo ao vê-la sentada na borda da piscina, com a mão na cabeça.
Ela se virou lentamente, olhando bem para ele. Por um instante, o garoto sentiu-se desconfortável. Diferente das outras vezes, ela não o olhava curiosa ou insegura. Ela o encarava com determinação. Com a expressão fechada. Quase com raiva.
- Você não voltou. – ela o acusou. Harry suspirou. Por um momento pensou que talvez ela tivesse se lembrado do que ele havia feito... – Você sumiu depois daquele dia.
- Você não entende... – ele murmurou, coçando a nuca sem saber se deveria se aproximar.
- Então, por favor, explique. – ela virou-se para frente outra vez. Ele respirou fundo e sentou-se ao seu lado, mas de frente para a casa e de costas para a piscina.
- É complicado... – ele olhou para cima, para o céu de chumbo acima deles.
- Simplifique. – ela disse baixinho, brincando com a manga da jaqueta, puxando um ou outro fio solto.
- É que... Você não se lembra de mim! – ele disse de forma quase infantil. Tirou o gorro e balançou os cabelos, arrumando-os para o lado.
- Eu não me lembro de ninguém. – ela corrigiu-o, rindo sem humor.
- Não! Não é isso! – É só que... – ele torceu o gorro em suas mãos. – Dói. — — disse por fim. Jogou o gorro em uma das espreguiçadeiras, mas errou e ele caiu na grama. Suspirou. – Todo mundo fica sorrindo e conversando e fingindo que está tudo bem. Fingindo que nada aconteceu. Mas aconteceu! E nada está bem... – ele inspirou até sentir que seus pulmões estavam completamente cheios daquele ar frio e úmido. Depois expirou lentamente, observando a fina fumaça branca que sua respiração fazia em contato com o ar.
Não.
Nada estava bem.
- Por que acha isso? – ela perguntou confusa – Eu estou bem!
- Nunca disse que você não estava bem. – ele disse, sorrindo sarcástico. – Mas você realmente acha que o resto de nós está? Você realmente acha que alguma coisa está? – Harry começou a elevar a voz, mas mordeu a língua para se controlar. – Você só está bem porque não nos conhece, será que não percebe isso?
- O que quer dizer? – ela perguntou e Harry se irritou.
- O que eu quero dizer é que ninguém, nenhuma daquelas pessoas sorridentes que você conheceu e que estão naquela casa, está sendo realmente sincero com você! — ele disse se levantando. — Ou você acha que eles estão realmente tão felizes?
Samara não soube o que responder. Harry nem sabia se queria uma resposta. Ele só queria que ela soubesse a verdade. Ele só queria que todos parassem de fingir. Ele só queria que ela entendesse. Ele só queria que ela se lembrasse. Mas isso não aconteceria.
“Não tenho grandes esperanças...”.
Harry também não tinha.
- Você também não acha que eu não vou me lembrar, não é? – perguntou Samara, de cabeça baixa. Harry não respondeu. – Eu sinto que não vou. Eu queria. Queria muito. Mas não vou. Sei que não. – ela também se levantou. O vento frio em suas pernas molhadas a fez tremer fracamente.
- O médico disse que pode não ser permanente. – disse Harry com a voz robótica que adquirira no hospital.
- Foda-se o que o médico disse! – ela riu sem humor outra vez. – Acho que se eu fosse me lembrar de algo, já teria lembrado, não? Aposto que essa é uma daquelas coisas que os médicos sempre dizem para amenizar uma notícia ruim... E, além do mais, você acredita nisso tanto quanto eu. – ela finalmente olhou-o nos olhos.
As pupilas de Harry haviam retraído até apenas um ponto. Suas íris pareciam um ou dois tons mais escuros graças à falta de luz de um dia nublado. Dois enormes círculos escuros circundavam seus olhos, como se ele não dormisse há dias. Ele parecia torturado. Parecia sentir dor. Uma lágrima desceu por sua bochecha.
Samara o abraçou.
Ela não tinha ideia do que fazer. Só queria que aquela dor que vira sumisse. Queria ver como seus olhos ficavam quando ele sorria. Queria vê-los brilharem, não com lágrimas, mas com um sorriso. Queria vê-lo feliz. Precisava vê-lo feliz.
Ele, por outro lado, ficou surpreso com o ato da garota e, durante os primeiros segundos, não a abraçou de volta. Mas assim que entendeu o que havia acontecido, passou os braços ao redor dela, puxando-a para si. Enterrou o rosto em seus cabelos, sentindo o cheiro de seu perfume. Respirou tão fundo quanto pode. Algumas gotas de chuva caíram sobre eles.
- Acho que devemos entrar... – ele falou desejando não ter dito nada. Quis que ela negasse, mas ela soltou-o e olhou bem para ele.
- Tem razão. –disse ela, limpando o rastro molhado que a lágrima deixara na bochecha de Harry com a mão. Uma gota de chuva logo tomou o lugar que ela havia limpado. – Desculpe-me. – pediu.
- Não é sua culpa. – ele disse, mordendo a língua com força para não soltar um “é minha”. Ela suspirou e Harry resolveu que deveria entrar em casa antes de fazer algo estúpido.
Como chorar.
-x-x-x-
N/a: Como vocês bem sabem, o Nyah! vai retirar do site no fim do ano todas as fanfics na categoria bandas, o que inclui a minha querida IILN ): Mas, eu nao deixaria vocês na mão, não é mesmo? HAHA
Eu criei um Tumblr (link na palavra "tumblr") para a fanfic! Sim, isso mesmo! IILN tem um tumblr onde eu posto não só a fanfic, mas também algumas imagens, músicas e todo o tipo de coisa que me inspira a escrever, além de trechos de capítulos futuros, em primeiríssima mão HAHA! Então, deem uma conferida, deixem sugestões aqui nas reviews ou lá na ask do Tumblr mesmo, fiquem à vontade!
Eu vou postar aqui apenas mais 4 capítulos da fanfic, e depois vai ser APENAS NO TUMBLR, então fiquem ligadas -q KKKKKK
Enfim, essas são as novidades. Qualquer dúvida, me perguntem nas reviews ou na ask do Tumblr. Não sejam tímidas! (:
Anne.
Notas finais
E o que acham de um POV Harry no próximo capítulo? Pfvr, me respondam KKK
See ya!
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