Im In Love Now...

4 I can't believe it, I won't believe it!


Notas iniciais
Eeentão...
FINALMENTE, NÃO É MESMO? AUHSUHAUHS
Gente, eu sei que eu tinha dito que postaria logo, mas a escola anda sugando minha alma ultimamente. E olha que eu nem estudo! É só que eu chego MEGA CANSADA da escola todo dia, de segunda a sexta e ainda tenho aula obrigatória de Educação Física à tarde nas quartas e inglês à noite segundas e quartas D: Pois é, vocês acham que vida de Veterano de Ensino Médio é fácil, mas não é fácil, não!
Anyway, chega de desculpas e vamos ao capítulo, huh?
É triste? É. Eu chorei escrevendo? Quase. Eu gostei? Sou suspeita pra falar UHAUSHUAHUSH
Enfim, enjoy it!

O doutor demorou mais do que Harry esperava e, quando apareceu, tinha uma expressão não muito boa.

– Harry Styles? – chamou com a voz cansada. Harry respondeu com um aceno de cabeça, a consciência pesando demais para que conseguisse responder propriamente. – Queira me acompanhar até meu consultório.

O garoto se levantou e seguiu o médico até uma sala branca, como o resto do hospital, com apenas uma mesa e algumas cadeiras. Sobre a mesa, havia alguns papéis e canetas, cartões e porta-retratos.

– Como ela está? – perguntou o garoto assim que o médico encostou a porta. Ele deu a volta na mesa e se sentou em uma das cadeiras, indicando a Harry que fizesse o mesmo. Ele também se sentou, esperando que o doutor o respondesse.

– Eu sou o Dr. Higgins. Acabo de pegar o resultado dos exames de Samara. Fisicamente, ela está bem. Não há sinal de fratura de ossos e os poucos hematomas e arranhões devem sumir em algumas semanas. A contusão mais grave que ela sofreu foi o choque com o corrimão da escada... – o médico disse rapidamente, mas Harry não relaxou. Algo em seu tom de voz deu a entender que não havia acabado por ali.

– Mas...? – Harry incitou o médico a continuar.

– Mas – repetiu o médico –, infelizmente, não é com sua saúde física que me preocupa. Eu dei uma olhada nos resultados dos exames psicológicos dela e receio ter más notícias... – ele fez uma pausa e esperou alguma reação do garoto a sua frente, com uma calma de quem já tinha anunciado muitas más notícias. Porém Harry não moveu sequer um músculo. Parecia mais uma estátua de cera. Sentia-se em um tribunal, sendo julgado por tudo de ruim que já fez a Samara, esperando uma sentença. Esperando uma condenação. Ao ver que o garoto não reagiria, o médico continuou. – Seu cérebro sofreu uma concussão um tanto grave com o choque. E, não posso ter certeza antes que testemos isso, mas suas memórias declarativas podem ter sido afetadas.

– Desculpe-me, Dr. Higgins, mas eu não entendo.

– As pessoas possuem basicamente três tipos de memórias: há as memórias curtas que são de eventos que acabam de acontecer; há as memórias procedurais que são basicamente os hábitos de cada um; e há as memórias declarativas que são aquelas para fatos ou eventos e qualquer informação que possa ser expressa conscientemente. Ou seja, é toda e qualquer memória que traga consigo algum sentimento. Seja raiva, tristeza, alegria, euforia... Enfim, é a maior parte das nossas memórias. – o médico explicou – Samara pode ter perdido um pouco ou toda essa parte da memória.

Culpado! O réu é considerado culpado pelo júri.

– Ela... Ela perdeu a memória? – O garoto se forçou a pronunciar as palavras. De repente todo o corpo de Harry começou a reagir àquela notícia, mandando tremores incontroláveis pela sua coluna. – Ela se esqueceu de mim? Ela... Ela...

– Como eu disse anteriormente, não há como ter certeza até que possamos fazer uma série de perguntas a ela, mas... – ele parou e analisou um Harry Styles assustado a sua frente – Não vou mentir pra você, garoto. Até porque você parece gostar mesmo daquela menina. – o senhor parecia ter milhões de anos quando disse: — Não tenho grandes esperanças.

Se nem o médico tinha esperanças, o que restava a ele?

A sentença designada ao réu é a prisão perpétua.

Talvez a pena de morte fosse algo muito rápido e piedoso para ele.

Então, naquela sala branca com um senhor sem esperanças, Harry não era mais um pop star de dezoito anos com uma boyband famosa, amigos, uma vida inteira e uma carreira brilhante pela frente. Naquele instante, Harry era só um garoto de dezoito anos assustado, com medo de perder a garota que mais amou por toda a sua vida. E não se tratava nem de uma perda física, o que era ainda pior.

“’E de mim?’ ele tentou fazer com que sua pergunta parecesse uma brincadeira. Era claro que não era. ‘É claro que eu vou me lembrar de você, seu idiota!’ ela respondeu olhando-o nos olhos profundamente. ‘Pra sempre?’ quis saber ele e, sem o tom brincalhão, ele ficou envergonhado de continuar a encarando e desviou o olhar pro horizonte. ‘E sempre!’ ela respondeu.”

“Você me prometeu, Samara!” ele pensou, trincando os dentes para evitar as lágrimas. “Você disse que se lembraria de mim... Pra sempre!”

– Eu poderia lhe dar alguns calmantes... Entendo que seja uma notícia chocante e...

– E-eu quero vê-la. – ele interrompeu o médico, mas sentiu que sua voz não parecia firme o suficiente. Na verdade, ele parecia estar à beira de um ataque de nervos. – Agora! – ele disse, mais firmemente.

Dr. Higgins nada disse. Apenas conduziu o garoto por uma série de corredores brancos. Harry teve a impressão de que odiaria aquela cor de agora em diante. Depois do que lhe pareceu o hospital inteiro, eles finalmente pararam em frente há uma porta branca com um “23” em dourado entalhado nela. O médico fez sinal de que só o levaria até ali. Então era isso. Dali pra frente ele estava sozinho. Talvez Samara estivesse certa, no fim das contas.

Harry abriu a porta com um medo jamais sentido antes. Ele podia ouvir as batidas do seu coração cada vez mais rápidas, altas e claras. Arrependeu-se imediatamente de não ter aceitado os calmantes oferecidos pelo médico. Abriu a porta e encontrou-a sentada de frente para a janela, de costas para ele. Os cabelos lisos perfeitamente penteados batendo no meio de suas costas, vez ou outra balançando com a brisa irregular que vinha da rua. Harry teve medo de perturbar aquela paz em que ela parecia estar, mas logo a garota notou que não estava sozinha e virou-se sobressaltada. O garoto pensou que talvez o som de sua respiração ou das batidas de seu coração o tivessem revelado. Mas agora não havia mais o que fazer.

– Olá! – ouviu-se dizer, mas aquela não parecia sua voz.

– Oi... – ela respondeu timidamente, o choque em seu rosto dando lugar a outro sentimento: confusão.

– Lembra-se de mim? – perguntou com a mesma voz mecânica de antes. Esperou pelo que pareceram décadas. Ela o analisou dos pés à cabeça, demorando-se em seus olhos. Franziu o cenho e balançou a cabeça lentamente pronunciando uma única palavra, um único som, mas que destruiu a determinação daqueles olhos verdes que encarava:

– Não.


Notas finais
Então, o que acharam? O que vocês acham que eu posso melhorar? Como vocês imaginam o que vai acontecer daqui pra frente? Me contem T-U-D-O!
Me encontrem no twitter (@_tablebreaker) ou nas reviews (eu amo ler/responder cada uma com carinho, vdd).
Ah, antes que eu esqueça! Eu criei uma ask.fm (tablebreaker) e iria ~adorar~ perguntas relacionadas à fic por lá também HAHA
Sério, entrem em contato comigo e digam o que estão achando. Incentiva muito a continuar, juro pra vocês u.u
VOCÊS DEVEM TER PERCEBIDO QUE EU MUDEI OS NOMES DOS CAPÍTULOS, NÉ? (ou n) ENTÃO, ACHEI QUE FICOU MELHOR ASSIM. O QUE ACHAM?
See ya!