I'm Here For You

3 Capítulo 3: Pensando em você (Parte I).


Notas iniciais
Aí está mais um capítulo mais cedo do que prometi, enjoy!

Uma semana depois...

As coisas vêm mudado muito ultimamente. Eu comecei a namorar com o Paul no começo dessa semana. O Percy? Bom, ele não reagiu muito bem, mas já superou essa parte, eu acho. Eu simplesmente desisti de ficar esperando por ele. Eu não amo o Paul, mas gosto dele, e como eu estou planejando, logo, logo, vou começar a amá-lo.

- Você nunca vai amá-lo. – Silena suspirou para mim quando nós duas estávamos conversando sobre isso.

- O Paul? – ela balançou a cabeça em sinal afirmativo. – Ué, por que não?

- Porque isso não é amor de verdade, Annie. – Silena me encarou nos olhos. – O amor de verdade não é planejado, ele vem quando nós não queremos que ele venha, de repente, entende?

Eu sabia que ela estava certa, mas não conseguia dizer isso para mim mesma. O meu sentimento por Paul não tinha surgido de repente, o meu sentimento por Percy sim.

Mas eu não contei por que eu decidi esquecer Percy, contei? Ah, sim, ele está ficando com a Rachel. Exatamente, FICANDO. E eu não vou ficar simplesmente sentada vendo os dois se beijarem na minha frente.

Mas apesar disso tudo, Percy e eu tentávamos agir um com o outro sem demonstrar mágoa nenhuma, o que realmente não estava funcionando muito bem. Nossa amizade nunca fora a mesma.

Você já sentiu aquela sensação? De estar apaixonado pela pessoa errada? Você sabe que perto da pessoa você vai se machucar, mas você se sente tão bem perto dela que não tem forças o suficiente para se afastar.

O amor é uma droga mesmo.

(...)

Pois é, hoje finalmente é o dia do baile. Algo me diz que eu não estou com toda a empolgação que estaria se estivesse indo com outra pessoa.

- Annie? – Paul passou a mão na minha frente quando parou ao sinal vermelho. – Em que você está pensando?

- Em nada. – dei um sorriso tímido para ele.

- Já estamos chegando. – ele sorriu de volta e me deu um selinho.

Quando chegamos lá, fiquei horrorizada. Digamos que os alunos realmente estavam aproveitando a “ausência dos professores”. Só na parte da entrada era possível ver garotas totalmente bêbadas fazendo uma espécie de strip-tease, pessoas deitadas em sofás se engolindo, pessoas se drogando, etc.

- Uou. – foi apenas o que Paul conseguiu dizer.

Nós nos sentamos timidamente em um lugar fora da casa de onde estava rolando a festa, numa espécie de terraço, onde só tinha nós dois.

- Quer que eu pegue uma bebida? – eu levantei uma sobrancelha, fitando-o. – Annie, é claro que não vou pegar nada alcóolico. Você é menor de idade. – ele revirou os olhos. – Estava falando de refrigerante.

Era isso que eu amava em Paul. Esse jeito príncipe dele de ser. Sempre se preocupando comigo, me entendia, me protegia... Tudo seria tão fácil se eu o amasse...

- Tudo bem. – ri timidamente.

Ele me deu um selinho.

- Volto logo.

Eu fiquei ali meio apreensiva só olhando as pessoas pela porta de vidro que separava a sala do terraço, e me deparo com uma cena nada animadora: Percy e Rachel se beijando intensamente, Rachel estava praticamente atracada nele.

Tentei desviar meu olhar. Fiquei me perguntando por que não aparecia logo alguém ali e mandava eles irem para um quarto. Apertei meus olhos com força.

- Você está proibida de chorar, Annabeth Chase. – sussurrei para mim mesma.

Antes que eu pudesse sofrer mais, notei que Paul estava demorando muito. Mas eu com certeza não ia entrar lá. Não enquanto Percy e Rachel se encontrassem lá.

- Demorei? – Paul chegou com dois copos, um só pela metade e outro cheio.

- Um pouco. – peguei o copo mas não bebi nada. Paul sentou bem perto de mim e me virou de frente para ele. Nós estávamos bem perto agora.

- Sabe, Annie, eu estava pensando... – ele encarava meus lábios, e chegando mais perto, me beijou. Aquele beijo não parecia nem um pouco com aquele beijo que Paul me dava normalmente. Estava cheio de desejo.

Ele botou suas mãos na minha cintura, colando nossos corpos e acabando de vez com a distância que nos separava. Eu quase que automaticamente pousei minhas mãos na sua nuca e o puxei para mim. Suas mãos subiram da minha cintura e pousaram em meus seios, onde ele deu uma leve apertada, ainda por cima do vestido. Depois as desceu até minha bunda, onde ele deu outra leve apertada, e finalmente ele pôs as mãos debaixo nas minhas coxas, por debaixo de meu vestido. Eu não amava Paul, mas ele era realmente bom no que fazia.

Quando suas mãos já estavam puxando o meu zíper pela metade das minhas costas eu voltei a mim, e o parei.

- Paul, não. – eu tentei dizer, mas saiu mais como um sussurro.

- Por que não, Annie? – ele sussurrou, beijando meu pescoço.

- Eu disse não! – o empurrei.

Quando fechei meu vestido novamente e o encarei, vi um olhar diferente em Paul. Um olhar perigoso.

- Sua vadia! – ele gritou e subiu em cima de mim de novo. – Se você não quiser por bem, será por mal!

- Você tá louco? – eu me debatia. – Me solta! – ele me bateu.

- Não grita! – ele disse, seu rosto estava cheio de fúria. – Você vai ser inteiramente minha, e É AGORA!!

- NÃO!! – Lágrimas já rolavam do meu rosto. – ME SOLTA!! SOCORRO, ALGUÉM ME AJUDA!!

Então ele me meteu mais um soco. Mias dois. E mais outro. E começou a tentar rasgar meu vestido.

E teve uma hora que eu simplesmente desisti, simplesmente não tinha mais forças para continuar. Foi quando eu senti o barulho de uma garrafa quebrando. Alguém tinha acertado Paul.

- Rachel? – eu sussurrei, com a voz embargada.

- Você tá bem? – ela perguntou assustada.

- Não. – comecei a chorar. Foi aí que notei a presença de Percy, que também tinha fúria no olhar.

- Eu vou acabar com esse desgraçado!! – ele rosnou, indo ao encontro de Paul.

- Percy, não! – ela o barrou. – Ele está desacordado, eu vou chamar a polícia e tudo vai ficar bem.

(...)

- Annabeth Chase? – confirmei com a cabeça. – Policial James, prazer. Pode me contar exatamente o que aconteceu?

Então eu conte tudo o que tinha ocorrido para ele. A festa tinha acabado com a entrada da polícia, agora estávamos eu, o policial, Percy, e Rachel no terraço. E na parte da frente da casa estava a ambulância.

- E foi isso?

- Sim. – comecei a chorar novamente, e Percy me abraçou, confortando-me. Rachel olhou meio torto para nós, mas não disse nada.

Então nessa hora uma enfermeira na ambulância chegou.

- Annabeth Chase? – afirmei com a cabeça. – Hum, achei que você deveria saber. O refrigerante que o garoto Paul bebeu tinha drogas, alguém deve ter aprontado com ele.

Fiquei pasma, mas ao mesmo tempo aliviada. Então Paul não tinha feito aquilo tudo em sã consciência. Alguém tinha o drogado.

Ao ouvir a explicação da enfermeira, o policial foi embora, já que Paul não tinha cometido crime nenhum, não em sã consciência.

- Acho que já vou também. – a enfermeira disse.

- Eu vou também, — Rachel disse apressadamente. – dois cacos entraram no meu braço, preciso de ajuda para tirá-los.

A enfermeira apenas deu de ombros e a chamou junto.

Então ficamos só eu e Percy naquele lugar. Nos separamos do abraço meio constrangidos.

- Será que ele vai ficar bem? – sussurrei para mim, mas Percy acabou escutando.

- Dá pra parar de se preocupar com ele? – grunhiu. – Ele quase te estuprou!

- Deram drogas para ele, Percy! – gritei no mesmo tom.

- ISSO NÃO JUSTIFICA!!

- É CLARO QUE JUSTIFICA!!

- SE VOCÊ PARASSE DE SENTIR ESSES CIÚMES DOENTIOS TALVEZ ENTENDERIA!

- CIÚMES DOENTIOS? — Ele perguntou incrédulo. – Você acha que é fácil, Annie? – a voz dele saía quase como um sussurro agora. – Ouvir você falando dele com toda aquela empolgação? Ver você beijando ele com toda aquela animação?

- ELE É MEU NAMORADO, O QUE VOCÊ ESPERAVA?

- O QUE EU ESPERAVA? – Ele explodiu. – EU ESTOU AQUI PARA VOCÊ SEMPRE, TE AJUDANDO, TE DANDO CONSELHOS, TE CONSOLANDO QUANDO FOSSE PRECISO MAS EM NENHUM MOMENTO VOCÊ PREGUNTOU O QUE EU QUERIA OU O QUE EU PRECISAVA!!

Ele me fitou com mágoa nos olhos e se virou brutamente, saindo com passos largos.

- Percy! – o chamei.

Ele parou, e ainda de costas, me olhou por cima do ombro.

- Do que você precisava? – eu perguntei.

Ele se virou totalmente para mim, e me encarou. Uma lágrima estava quase descendo, mas ele a enxugou brutalmente.

- De você. – ele disse, e saiu andando novamente em passos largos.

Notas finais
AMEI aquela última parte, não sei nem como consegui criar isso :D
Posto a parte dois talvez hoje!